4 de agosto de 2015

Forças de segurança privadas vão patrulhar o Mediterrâneo

A Agência Europeia de Controlo de Fronteiras, a FRONTEX, muito pressionada pelas vagas de imigrantes, insiste que a resposta a esta situação é urgente e como os estados membros não têm capacidade para resolver o caso, a agência vira-se para as empresas privadas à procura dos meios necessários.

A resposta dos estados-membros tem sido muito pobre, assinala um responsável da Agência Europeia para o Controlo de Fronteiras.

Esta fonte não identificada explica à Cadena Ser que em Maio foi feito um pedido de recursos materiais e humanos mas a resposta ficou aquém do esperado. Dececionante, sublinha esta fonte que acrescenta que a Frontex dispõe apenas de 12% dos recursos humanos de que precisa para fazer face à vaga de imigração que atinge a Europa.

Desta forma, a Agência Europeia de controlo de Fronteiras vê-se obrigada a contratar privados para patrulhar, por exemplo, a zona do mediterrâneo, uma das rotas de imigração para quem tenta chegar à Europa a partir do norte de África

A partir de Setembro, aparelhos de empresas privadas vão voar em conjunto com aviões italianos no patrulhamento desta zona. Em marcha está também já um acordo com quatro empresas para o fornecimento de aviões e helicópteros, explica o diretor-adjunto da Frontex. Ficam a faltar barcos e agentes mas, neste caso, diz Gil Arias, só os estados-membros poderão fornecer os meios necessários.

A resposta é urgente, diz este responsável, porque a pressão é grande. Segundo dados da Agência europeia para o controlo de Fronteiras, até 30 de Junho entraram na Europa, de forma ilegal, 232.000 imigrantes e refugiados.

Comentando este tema para a TSF, o embaixador e antigo ministro dos negócios estrangeiros Martins da Cruz lembra que o recurso a empresas de segurança privadas por parte dos estados não é nova. A nível internacional foi utilizado por exemplo pelos EUA no Iraque. Outra das questões que se levanta tem a ver com o financiamento, - quem paga a estas empresas privadas de segurança? - Martins da Cruz diz que há várias hipóteses a considerar, mas defende que o financiamento devia ser partilhado por todos os estados membros. (TSF)

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