22 de maio de 2015

ACÇÃO DO EXÉRCITO NO PLANO DE CONTINGÊNCIA NACIONAL PARA A DOENÇA POR VÍRUS ÉBOLA

O Exército participa, através do Elemento de Defesa Biológica, Química e Radiológica, no Plano de Contingência Nacional para a doença por vírus Ébola, tal como publicitado no site da Direcção Geral de Saúde, podendo ser consultado através do seguinte link.

Escola das Armas recebe visita de Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional

A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional realizou, esta quarta-feira, uma visita de trabalho à Escola das Armas, em Mafra, acompanhada pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Carlos Hernandez Jerónimo.

Conduzida pelo Comandante da Escola das Armas, Coronel Tirocinado Morgado Baptista, a visita teve também a presença do Comandante da Instrução e Doutrina do Exército (CID), Tenente-General Rovisco Duarte, e do Director de Formação do CID, Major-General Ulisses de Oliveira.

Instalada em Mafra, a Escola das Armas ocupa parte significativa do Convento e tem polos contíguos na área de São Januário e no Alto da Vela, além de dispor de uma extensa área disponível para as suas actividades na Tapada Militar (360 hectares) e na Tapada Nacional (819 hectares).

A Escola das Armas concebe e ministra cursos de formação inicial, de progressão na carreira e de formação contínua, essencialmente na vertente técnica, e funciona em rede, articulada com a formação complementar táctica assegurada em Polos de Formação localizados em Unidades Operacionais.

No ano lectivo passado frequentaram a Escola das Armas 706 formandos e este ano já concluíram os cursos 516 formandos e estão ainda em formação mais 298.

Entre os projectos de Investigação e Desenvolvimento da Escola das Armas estão o desenvolvimento de um mini-UAV, módulos de energia portátil, um robô para apoio a operações terrestres, camuflados de regulação térmica e vestuário para uso militar.

Com um papel importante na Cooperação Técnico-Militar e nas missões das Forças nacionais Destacadas, a Escola das Armas abrange artilharia, cavalaria, infantaria, engenharia e transmissões e agrega também a escola de equitação do Exército. (Defesa)

Operações Aéreas na Roménia

Realizou-se no dia 15 de Maio, na Base Aérea de Campia Turzii (71st Air Base), Roménia, a cerimónia oficial que marca o início das Operações Aéreas da Força Nacional Destacada (FND), Operation Falcon Defence 15, no âmbito das Assurance Measures (AM) adoptadas pela NATO e com o intuito de promover a “…segurança e defesa colectiva no flanco sul da Europa”.

A Força Nacional tem ainda o objectivo de realizar missões de treino com a Força Aérea Romena, e restantes parceiros aliados, destacados na região, com o intuito de treinar e consolidar procedimentos de operação em coligação e no âmbito da “…defesa da integridade do espaço aéreo NATO”.

Portugal, que já havia realizado operações similares em 2007 e 2014 na Lituânia, e em 2012 na Islândia, reforça assim, uma vez mais, o contributo nacional para a coesão e esforço militar conjunto da aliança.

O contingente português é composto por 91 militares da Força Aérea das áreas de operações, protecção da força, manutenção, logística, comunicações e sistemas de informação, relações públicas e por quatro aeronaves F-16 Fighting Falcon. (FAP)

PROCISSÃO NOSSA SENHORA DA SAÚDE

A Real Irmandade da Nossa Senhora da Saúde e S. Sebastião realizou as tradicionais cerimónias em Honra da sua Padroeira, no período de 07 a 10 de Maio, em Lisboa, terminando com a centenária “Procissão de Nossa Senhora da Saúde”, também conhecida por “Procissão dos Artilheiros”, em 10 de Maio.

O Exército apoiou as actividades com a devida solenidade e profissionalismo que são timbre dos seus militares. (Exército)

Minivaivém X-37B volta ao espaço para mais uma missão secreta

A aeronave do programa espacial da força aérea americana regressou ao espaço, para a sua quarta missão, mais uma vez secreta. O minivaivém X-37B descolou esta quarta-feira do Cabo Canaveral.

Não se sabe quanto tempo o pequeno clone dos antigos vaivéns da NASA vai permanecer no espaço, mas apesar do secretismo da missão, foi divulgado pela força aérea que um dos objectivos é testar um propulsor para os satélites de comunicação apelidados de AEHF (Advanced Extreme High Frequency Satellite - satélites de alta frequência). O minivaivém transportará ainda material da NASA que será exposto ao ambiente espacial e depois estudado quando regressar à Terra.

Há ainda outra missão conhecida: o teste da LightSail ("vela solar") da Planetary Society, um projecto financiado pela Internet através do Kickstarter.

Trata-se de uma membrana reflectora que está compactada num volume semelhante ao de um pão de forma mas que, depois de desdobrada, fica com uma área de 32 metros quadrados.

O objectivo é demonstrar que é possível utilizar a minúscula pressão gerada pelos fotões (partículas de luz) do Sol ao embater num objecto como método propulsor.

Na última missão do X-37B durou 674 dias, tendo terminado em Outubro do ano passado. "Estamos muito contentes com a quarta missão do X-37B. Com o sucesso comprovado das três primeiras missões, foi possível mudar o nosso objectivo inicial de testar o veículo para testar cargas experimentais", afirmou Randy Wallen, da força aérea americana. (DN)

21 de maio de 2015

Estado Islâmico conquista Palmira e controla agora mais de metade da Síria

O autoproclamado Estado Islâmico (EI) tomou o controlo total de Palmira na noite de quarta-feira, horas depois de ter entrado na cidade. O exército de Assad bateu em retirada ainda durante a tarde face aos avanços dos extremistas e posicionou-se nos arredores da cidade, de onde, durante a madrugada desta quinta-feira, atacou com rockets e artilharia.

Com a conquista de Palmira, o autoproclamado califado controla agora mais de metade da Síria e passa a benficiar de um valioso ponto estratégico para lançar novas ofensivas. De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização com sede no Reino Unido que monotoriza o conflito no país, os jihadistas dominam uma área de 95 mil quilómetros quadrados, pouco mais de 50% do território total do país. Homs e Deir al-Zour, duas cidades disputadas pelos extremistas e forças leias a Assad, podem ser os próximos alvos.

Palmira resistiu durante uma semana à ofensiva dos jihadistas, que começou no dia 13 de Maio. Como aconteceu ao longo do ataque, as atenções estão sobretudo centradas nos monumentos da cidade, património mundial da UNESCO e uma das heranças arquitectónicas mais preciosas e bem-preservadas do Médio Oriente. Espera-se agora que o Estado Islâmico destrua grande parte dos monumentos de origem romana, grega e persa, alguns deles com mais de 2000 anos, tal como o fez antes em Mosul, Hatra e Nimrud, no Iraque.

Na manhã de quinta-feira não havia ainda notícias de que os islamistas tivessem destruído qualquer monumento de Palmira. Antes da tomada da cidade pelo autoproclamado Estado Islâmico, responsáveis sírios evacuaram centenas de estátuas e artefactos dos museus da cidade, mas os principais símbolos de Palmira não puderam ser deslocados, como o templo de Bel, por exemplo, os seus túmulos e colunas com centenas de anos. A sua destruição parece agora inevitável.

O Estado Islâmico contesta qualquer tipo de idolatria não islâmica, sobretudo a que antecede o tempo do profeta Maomé, como é o caso de grande parte do património de Palmira. Essa foi, aliás, uma das principais motivações para a destruição de um grande número de relíquias assírias e romanas na antiga Mesopotâmia. E agora, com os olhos do mundo postos na cidade antiga de Palmira, o autoproclamado Estado Islâmico tem diante de si uma nova oportunidade para avançar com a sua agenda de propaganda. Algo de que raramente desdenha.

Os jihadistas entraram pela primeira vez na cidade durante a tarde de quarta-feira, pelo Norte, obrigando o exército do regime a recuar e a ceder um terço de Palmira. Nessa altura, começaram a surgir notícias de que o exército sírio estava a evacuar a cidade de cerca de 50 mil habitantes, mais de 100 mil se for contabilizada a população nos subúrbios e os refugiados vindos de Homs e Deir al-Zour.

Ao bater em retirada, o exército sírio deixou a cidade à mercê dos jihadistas que, ao início da noite, controlavam Palmira por completo. “As forças do regime entraram em colapso”, escrevia durante a madrugada o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

“Um grande número de famílias estão a fugir de várias zonas de Palmira” contou à Al-Jazira Abo Muaz, ao final da tarde de quarta-feira, “há confrontos e os aviões do regime [de Bashar al-Assad] não param de bombardear a cidade”. Nesta quinta-feira, membros do autoproclamado Estado Islâmico publicaram nas redes sociais imagens de militares sírios executados nas ruas de Palmira, membros da tribo Shaitat que luta contra os jihadistas em Deir al-Zour.

A conquista de Palmira é uma pesada derrota para Bashar al-Assad. Além da cidade milenar, os jihadistas tomaram também o controlo de dois campos de exploração de gás natural, al-Hail e Arak, responsáveis pelo fornecimento de uma fatia importante da electricidade aos grandes bastiões de Assad na zona ocidental da Síria. Juntam-se ao domínio destes campos o aeroporto e a prisão de Palmira, assim como um centro de informações dos serviços secretos de Assad.

Mas Palmira é também um ponto estratégico importante para a campanha dos extremistas na Síria, já que pode facilitar a conquista de outras grandes cidades do país. É o caso de Homs, a oeste de Palmira e, antes da guerra civil, a terceira maior cidade síria, mas também, e, mais imediatamente, o caso de Deir al-Zour, a leste, ambas cidades disputadas há meses pelos jihadistas e forças leais a Assad.

Palmira e subúrbios estão no centro do caminho entre Damasco e Deir al-Zour e é por lá que passam as principais vias de fornecimento de mantimentos e reforços vindos da capital. Estas caíram agora nas mãos do EI, o que fragilizará o controlo de Assad sobre Deir al-Zour e o que poderá dar aos jihadistas o empurrão necessário para fazerem crescer ainda mais o seu domínio da Síria. (Público)

Contingente português no Iraque identificado como "Secção Viriato"

A bandeira portuguesa levada pela Força Nacional Destacada (FND) para o Iraque foi içada domingo na base "Grande Capitão", nos arredores de Bagdade, informou o Estado-Maior de Defesa de Espanha (EMDE).

A informação publicada terça-feira pelo EMDE - equivalente ao Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) português - e divulgada esta quarta-feira, pelo site Operacional, indica que o contingente nacional "já é conhecido como 'a Secção Viriato'".

Viriato foi um chefe lusitano que tanto os portugueses - com um monumento em Viseu - como os espanhóis, que lhe erigiram uma estátua em Zamora, reivindicam como seu.

"A integração do contingente português, que já é conhecido como 'a Secção Viriato', ocorreu domingo com um ato solene de Homenagem aos Mortos onde se incluiu a cerimónia do içar da bandeira nacional de Portugal que, desde esse momento, ondeia junto às da Espanha e do Iraque na Base Grande Capitão", indica a notícia do EMDE.

A missão portuguesa, de um ano, deixou Lisboa no passado dia 7 para integrar a coligação internacional que está a combater os terroristas do Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

A FND portuguesa é constituída por 30 militares do Exército sob o comando do major comando Paulo Lourenço e vão dar formação e treino às Forças Armadas do Iraque nas instalações de Besmayah, no interior das quais foi construída a base espanhola "Grande Capitão".

O contingente integra 20 comandos, cinco para-quedistas, dois artilheiros, dois militares de operações especiais e um de cavalaria. (DN)

Estação de Radar N.º 1 comemora 19.º aniversário

A Estação de Radar N.º 1 (ER1) comemorou no dia 20 de Maio o seu 19.º aniversário. Este marco foi assinalado com uma cerimónia militar nesta Unidade, situada na serra de Monchique – pico da Fóia.

Navios Patrulhas adquiridos à Dinamarca são “uma oportunidade para a economia portuguesa”

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou que os navios patrulha STANFLEX 300, recentemente adquiridos à Dinamarca, são uma oportunidade para a economia e para as indústrias portuguesas, designadamente, para o Arsenal do Alfeite, que será a empresa responsável “pela sua restauração e recuperação”.

No final de uma visita ao NRP Tejo, o primeiro dos quatro STANFLEX 300 a chegar a Portugal, José Pedro Aguiar-Branco afirmou que estes navios, com uma vida útil de cerca de 15/20 anos, estão em excelentes condições.

“Esta venda aconteceu porque a Dinamarca mudou o seu conceito estratégico de defesa”, frisou ministro da Defesa Nacional, na Base Naval de Lisboa, acrescentando que estes patrulhas irão “aumentar a capacidade de operação da Marinha Portuguesa, depois de ultrapassadas as dificuldades financeiras dos últimos quatro anos”.

Questionado sobre a data em que poderão começar a operar, José Pedro Aguiar-Branco referiu que dois deles estarão prontos no segundo semestre de 2016 e, os outros dois, no segundo semestre de 2017.

Os quatro navios terão um custo individual de adaptação na ordem dos sete milhões, representando, para o Estado Português, um investimento global de cerca de 28 milhões de euros o que, conforme refere o ministro da Defesa Nacional, seria o valor correspondente “à compra de um navio novo”. (Defesa)

COMEMORAÇÕES DO 10 DE JUNHO 2015 - LAMEGO

"O Presidente da República assinou em 30 de Março deste ano, um despacho designando a cidade de Lamego como sede, no ano de 2015, das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas".

Esta é a primeira vez que Lamego será "palco" do 10 de Junho, no último ano em que Cavaco Silva presidirá às comemorações, visto que o seu mandato como Presidente da República termina em Março de 2016.

Por outro lado, será a quarta vez que Cavaco Silva designa uma cidade do interior para sede do Dia de Portugal, depois de no ano passado ter escolhido a Guarda, em 2013 Elvas e em 2011 ter optado por Castelo Branco.

Desde que tomou posse como Presidente da República, em 2006, Cavaco Silva escolheu sempre cidades diferentes para as comemorações oficiais do Dia de Portugal.

Desde 1977 dezenas de cidades já receberam as comemorações, oito delas não capitais de distrito. Todos os anos, o Presidente da República Portuguesa elege uma cidade para ser sede das comemorações oficiais.

Abaixo, a lista de todas as cidades que já receberam as comemorações:

1977 - Guarda, 1978 - Portalegre, 1979 - Vila Real, 1980 - Leiria, 1981 - Funchal, 1982 - Figueira da Foz, 1983 - Lisboa, 1984 - Viseu, 1985 - Porto, 1986 - Évora, 1987 - Lisboa, 1988 - Covilhã, 1989 - Ponta Delgada, 1990 - Braga, 1991 - Tomar, 1992 - Lisboa, 1993 - Sintra, 1994 - Coimbra, 1995 - Porto, 1996 - Lagos, 1997 - Chaves, 1998 - Lisboa, 1999 - Aveiro, 2000 - Viseu, 2001 - Porto, 2002 - Beja, 2003 - Angra do Heroísmo, 2004 - Bragança, 2005 - Guimarães, 2006 - Porto, 2007 - Setúbal, 2008 - Viana do Castelo, 2009 - Santarém, 2010 - Faro, 2011 - Castelo Branco, 2012 - Lisboa, 2013 - Elvas, 2014 - Guarda. (Emgfa)

MILITARES PORTUGUESES PARTICIPAM NAS COMEMORAÇÕES DO EXÉRCITO LITUANO

A Força Nacional Destacada na Lituânia, Recce Coy/FND/AM2015, participou no período de 15 a 17 de Maio de 2015, numa cerimónia militar e em várias exposições estáticas de viaturas blindadas, no âmbito das comemorações do Exército Lituano.

Na cerimónia militar, realizada no dia 15 no Regimento de Treino, participaram forças de escalão pelotão e os guiões dos contingentes português, alemão, norte-americano e lituano, estacionados em RUKLA.

Para além da cerimónia militar, realizaram-se ainda exposições estáticas nos municípios de RUKLA, SIAULIAU e MARIJAMPOLÉ, onde estiveram em exibição viaturas blindadas de rodas PANDUR II 8x8 ICV, PANDUR II 8x8 IFV e VBR 4x4 CHAIMITE V600.

A população lituana compareceu em grande número às exposições mostrando franca receptividade à presença da força portuguesa no seu país. (Emgfa)

Conferência "A génese da Aviação Militar"


Protecção da área marítima é prioridade do projecto de programa do PS para a Defesa

O projecto de programa eleitoral do PS aponta como prioridades na área da Defesa uma maior atenção à área marítima sob jurisdição portuguesa e a motivação das Forças Armadas (FA).

“Toma especial pertinência o cenário em que a área marítima sob jurisdição portuguesa tenderá a crescer de forma muito significativa, havendo que assegurar o exercício dos nossos direitos numa extensa Zona Económica Exclusiva e na Plataforma Continental”, defende o documento de trabalho, uma versão para debate público datada de 20 de Maio disponibilizada no site do PS e cuja versão final será aprovada na convenção de 6 de Junho.

O documento salienta que a eficiência e eficácia das FA “não dependem, apenas, do equipamento ao seu dispor, alicerçando-se, acima de tudo, na motivação dos militares que nelas servem”.

“Para esse efeito, o Partido Socialista irá assegurar a modernização das Forças Armadas, buscando igualmente a valorização do exercício de funções na área da Defesa Nacional, a dignificação dos antigos combatentes e o apoio às famílias dos militares em missões externas”, refere-se no texto.

Em termos de equipamento, o PS não refere programas concretos mas promete um “investimento selectivo em equipamento adequado, em especial no que se traduza em efeito multiplicador da capacidade operacional, apostando nos programas conjuntos e naqueles passíveis de duplo uso (civil e militar)”. Garantir a estabilidade dos efectivos, consolidar os mecanismos de partilha entre os ramos e assegurar a sua manutenção “dentro dos constrangimentos existentes e dos compromissos orçamentais assumidos” são outros compromissos na área da Defesa.

No capítulo da indústria de Defesa, considerada crucial, um eventual futuro Governo socialista quer garantir o papel do Estado na gestão das participações públicas no sector e promover "a externalização das funções de suporte das FA, em articulação com estas últimas, com disponibilização da capacidade excedentária ao mercado e com redução de custos", embora se comprometa a garantir a natureza empresarial pública do Arsenal do Alfeite.

O programa eleitoral do PS na área da Defesa compromete-se ainda a concretizar “o regime do contrato de média duração, até 20 anos”, em situações específicas, concluir o processo de instalação do Hospital das FA e manter a assistência na doença aos militares como subsistema autónomo “melhorando o acesso dos mesmos e das respectivas famílias aos cuidados de saúde, sem comprometer a sua auto sustentabilidade”.

Por outro lado, os socialistas garantem que irão “estabilizar” o enquadramento dos estatutos dos militares, dando uma especial atenção à condição dos deficientes e dos Antigos Combatentes, e criar mecanismos de apoio às famílias dos militares, designadamente às dos falecidos em serviço.

Neste projecto de programa do PS, considera-se ainda essencial reforçar a ligação da Defesa Nacional à sociedade, através, por exemplo, da integração dos centros militares de investigação e do complemento da formação de âmbito especificamente militar com a oferta geral de ensino em áreas como medicina, engenharia e administração. O Dia da Defesa Nacional será para continuar, segundo este documento, enquadrado num “Plano de Acção para uma Cultura de Defesa para a Segurança e a Paz”. (Público)

20 de maio de 2015

Falta de pilotos para o helicóptero da Força Aérea no Porto Santo está ultrapassada

É uma garantia de secretária de Estado da Defesa, que se encontra na Região, no âmbito do Dia da Defesa Nacional. Berta Cabral disse que veio para a Região um comandante do EH101 – Merlin e que a “situação está regularizada”.

Aliás, a própria governante, depois de ter visto o avião em que viajava de Lisboa ter divergido para o Porto Santo, devido ao vento, ‘apanhou boleia’ para a Madeira, no helicóptero, que evacuou um doente daquela ilha para o hospital.

Hoje estão no RG3 78 jovens de Santana e 17 do Porto Moniz. Outros, dos demais concelhos da ilha já por lá passaram. O Dia de defesa Nacional, em que todos os jovens que completam 18 anos são obrigados a participar, termina, no que diz respeito à RAM, na próxima sexta-feira, no Porto Santo.

Na Madeira, apenas 70% dos convocados comparecem, o que é explicado pelo facto de muitos frequentarem o ensino superior fora da Região e alguns estarem a residir no estrangeiro. É a menor taxa de comparência do País. A maior é registada em Lisboa, com 88%.

Na Região, neste ano, foram convocados 3.400 jovens, dos dois sexos, mas predominantemente mulheres (53%). (DN.M)

Ministério da Defesa não consegue vender os SA-330 PUMA

A História repete-se. Depois dos velhinhos Aviocar, também os helicópteros SA330 PUMA continuam à procura de comprador, agora por “ajuste directo com convite a várias entidades”. Em despacho publicado esta terça-feira em Diário da República, mas assinado há quase um mês pelo ministro da Defesa, Aguiar-Branco informa que “no anterior concurso público [lançado em Fevereiro de 2014] não foi recebida nenhuma proposta”.

Tal como o Expresso noticiou em Março do ano passado, o concurso dos PUMA era, de longe, aquele que mais receita poderia ter gerado para os cofres do ministério de Aguiar-Branco. A base de licitação para os 17 lotes a concurso é de 15,4 milhões de euros.

No despacho em que anulou este concurso, Aguiar-Branco escreveu que “foram recebidas manifestações de interesse por diversas entidades, que procederam ao levantamento das peças concursais, não tendo sido recebida nenhuma proposta até à data limite de entrega [6 de Maio de 2014]”.

Um ano depois, o Ministério da Defesa avança para o ajuste directo, sendo agora espectável que uma eventual alienação destas aeronaves seja feita por um valor muito abaixo dos 15,4 milhões pedidos pelos 17 lotes.

Os oito primeiros correspondiam aos helicópteros que estão em condições de voltar a voar, quatro dos quais só depois de uma reinspecção profunda, tal como noticiou o Expresso. Seguiam-se mais nove lotes com material sobresselente, como, por exemplo, motores, instrumentos, ferramentas especiais e até material de guerra, que teria de ser desmilitarizado, isto é, incentivado se não for adquirido pelas forças armadas de outro país.

Dos oito helicópteros postos à venda, quatro foram construídos em 1969 pelos franceses da Aérospatiale, três no ano seguinte e apenas um em 1975. Portugal foi, aliás, o primeiro país do mundo a comprar este tipo de aeronaves para as suas Forças Armadas. Treze aparelhos estrearam-se ao serviço da Força Aérea precisamente em 1969, na Guerra do Ultramar, e só foram desactivados em Abril de 2011.

No final do ano passado, segundo o “Jornal de Notícias”, o ministro da Defesa tinha pedido à Força Aérea para ver quanto custaria pôr os PUMA novamente a voar, não em missões militares, mas em “operações aéreas de apoio à população”.

Contactado esta terça-feira pelo Expresso, o gabinete do ministro da Defesa não respondeu, até agora, às questões colocadas. Pretendíamos saber, por exemplo, o valor base do ajuste directo dos PUMA, bem como as entidades convidadas a apresentar propostas. Perguntámos ainda quanto custaria colocar estes aparelhos a voar e, caso não voltem a aparecer interessados, se acabariam por ser vendidos como sucata.
“QUEIJOS SUÍÇOS”

Por toda esta situação já passaram quinze C212 Aviocar construídos nos anos 70 do século passado pelos espanhóis da CASA – Construcciones Aeronauticas, dos quais apenas cinco estariam, na altura em que o concurso foi lançado [Setembro de 2013], em condições de voltar a voar, ainda que tivessem de passar por uma revisão profunda. Os restantes dez foram descritos por uma fonte militar contactada pelo Expresso como “queijos suíços”, tal é a falta de peças que apresentavam.

O preço base de licitação dos cinco Aviocar em condições de voltar a voar foi então fixado em 200 mil euros cada, enquanto os restantes dez “queijos suíços” poderiam ser licitados a partir de 50 mil euros cada, tendo o júri do concurso solicitado ao ministro uma revisão em baixa do preço base de licitação [1,5 milhões de euros para os 15 lotes]. Num relatório do Tribunal de Contas relativo à Lei de Programação Militar, publicado em 2012, já se admitia que estas dez aeronaves, à venda desde 2006, viessem “a ser alienadas como sucata ou para fins museológicos”.

Em bom rigor, do concurso inicial faziam parte 17 Aviocar, tendo sido retirados, em Novembro de 2013, os lotes 16 e 17 relativos aos aparelhos com os números de cauda 17201 e 17202. Estes dois aviões C212-300, construídos em 1993 e que voaram até 2011, foram vendidos pelo Governo à Força Aérea do Uruguai. O contrato foi assinado a 19 de Dezembro de 2014 pela secretária de Estado da Defesa, Berta Cabral. Fontes da Defesa citadas pela Lusa informaram que os dois aparelhos renderam ao Estado cerca de 1,7 milhões de euros, um décimo do que o ministério de Aguiar-Branco pretendia encaixar com a alienação das 23 aeronaves.

Os PUMA e os Aviocar que não tiveram a mesma sorte estão estacionados na Base Aérea de Beja.(E)

20 de Maio - Dia da Marinha


O Dia da Marinha celebra-se a 20 de maio desde 1998, em homenagem ao grande feito de Vasco da Gama (c.1469-1524). Trata-se do dia em que a sua pioneira armada, que pela primeira vez na história ligou, por via marítima, a Europa ao Oriente, chegou a Calecute, na Índia, em 1498.

Até 1998 o Dia da Marinha era celebrado a 8 de Julho, data da partida da armada de Vasco da Gama de Lisboa, em 1497. Com esta alteração, pretendeu-se dar ênfase ao cumprimento do objectivo perseguido durante décadas, o descobrimento do caminho marítimo para a Índia. (MGP)

19 de maio de 2015

Edição 2015 do "Kanicross" realiza-se de 19 a 21 de Maio

O Exercício Cinotécnico da Força Aérea, “Kanicross 2015”, realiza-se entre os dias 19 e 21 de maio, no Aeródromo de Manobra Nº1, em Maceda – Ovar.

Neste exercício anual, participam não só todas as Secções Cinotécnicas da Força Aérea, mas também equipas do Exército, PSP, GNR e Guarda Prisional.

A competição, organizada pelo Comando Aéreo e coordenada pelo Centro de Treino Cinotécnico da Força Aérea (CTCFA), é destinada a testar a capacidade física do cão e do seu treinador, a capacidade de controlo do cão por parte do tratador e as capacidades de tiro dos militares. É também tida em conta a motivação do cão em acompanhar o seu treinador sob circunstâncias difíceis e exigentes.

O “Kanicross”, além de avaliar o grau de preparação das equipas cinotécnicas para o cumprimento das missões que lhes estão atribuídas, suscita e desenvolve em todo o pessoal ligado aos cães militares uma saudável competição. (FAP)

Força aérea portuguesa efectua exercício cinotécnico

Os elementos da força aérea portuguesa preparam-se para efectuar, entre 19 e 21 de Maio um exercício Cinotécnico, “Kanicross 2015”, no Aeródromo de Manobra Nº1, em Maceda – Ovar.

A iniciativa irá contar também com a presença de equipas do Exército, PSP, GNR e Guarda Prisional.

O “Kanicross” tem como objectivo testar a capacidade física do cão e do seu treinador, a capacidade de controlo do cão por parte do tratador e as capacidades de tiro dos militares. Outro dos elementos avaliados será a motivação do cão em acompanhar o seu treinador sob circunstâncias difíceis e exigentes. (Bola)

18 de maio de 2015

Corveta Baptista de Andrade em exercício contra minas em Espanha

Noventa e cinco militares da Marinha Portuguesa vão participar num exercício internacional de combate à guerra de minas em cenários de crise, que decorre entre segunda-feira e dia 28 de Maio em Alicante, Espanha, informou a Marinha. 

Portugal mobilizou para o exercício "Spanish Minex 2015" a corveta Baptista de Andrade, o Destacamento de Guerra de Minas com 'autonomous underwater vehicles' (AUV, em português veículos autónomos debaixo de água), uma equipa de mergulhadores, uma equipa de fuzileiros, uma equipa médica e um oficial para o Estado-Maior da Euromarfor (uma força militar multinacional). 

O exercício "Spanish Minex 2015" junta um total de 500 militares, 11 navios e quatro aeronaves portuguesas, da Alemanha, França, Turquia, Itália e Espanha, que comandará a missão através do navio Jaime Golmayo Hafner, segundo fontes militares citadas pela agência de notícias espanhola EFE. 

Portugal já havia liderado o exercício na sua edição de 2011 com a fragata Bartolomeu Dias. 

O "Spanish Minex" é um exercício organizado pela Armada espanhola que acontece todos os anos, e cujo objectivo é pôr em prática os procedimentos comuns para a defesa de portos e ancoradouros contra a ameaça de minas navais. 

A missão de cada participante é manter as águas livres da ameaça de minas e providenciar segurança ao tráfico mercante, melhorando assim o seu grau de formação e integração com as restantes unidades dos outros países. 

As minas usadas neste exercício internacional são simuladas por dispositivos submarinos totalmente inofensivos e seguros para o meio ambiente, que serão recolhidos quando a missão terminar, continua a EFE. 

A agência espanhola noticia ainda que, como é habitual neste tipo de manobras, é aproveitada a oportunidade para realizar uma limpeza ao fundo do mar na zona onde decorre o exercício.(CM)

Ministro da Defesa rejeita que Forças Armadas tenham gente a mais

As Forças Armadas não empregam pessoal a mais. A convicção é do ministro da Defesa, que deu uma entrevista ao Diário Económico explicando que se trata de uma “dimensão em termos de rácio adequada em relação à população que temos, à dimensão do país e às exigências que Portugal tem nas alianças de que faz parte”.

Até ao mês de Março, aquela facção do Ministério da Defesa empregava 35.700 militares, mais do que o Ministério da Saúde, que se ficava pelos 32.300. Agora está com 31.500, o que se repercute na despesa pública.

É precisamente por causa da despesa que Aguiar-Branco é questionado, respondendo: “O orçamento do Ministério da Saúde é quatro vezes mais do que aquele que tem a ver com o da Defesa Nacional. E se compararmos o Ministério da Defesa Nacional, da Administração Interna, da Justiça e dos Negócios Estrangeiros, os quatro juntos não chegam ao da Saúde”.

Certo de que não é possível ter Forças Armadas se estas não forem operacionais, o governante afirma que é preferível o país pensar se quer ter Forças Armadas, já que “há países que não têm”, como é o caso do Luxemburgo.

O que justifica, então, que o Ministério da Defesa empregue 31.500 pessoas. Aguiar-Branco elencou: proteger o país dos terroristas, participar em missões externas (como as Nações Unidas, União Europeia, Nato), combater o narcotráfico (Mediterrâneo) e a pirataria (Índia), levar a cabo operações de salvamento e fazer acções a nível florestal. (NM)

Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea recebe primeira recruta de 2015

Mais de 200 recrutas, destinados ao Curso de Formação de Praças, iniciaram no dia 18 de Maio a instrução básica no Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea, na Ota.

Os futuros militares chegaram de várias zonas de Portugal continental e dos arquipélagos, e foram seleccionados pelo Centro de Recrutamento da Força Aérea com vista a preencher vagas do regime de contrato nas áreas de Apoio, Manutenção e Operações. Todos se submeteram a provas de avaliação da condição física, de avaliação psicológica, de conhecimentos de inglês e a inspecções médicas. (Fap)

COMEMORAÇÕES DO 179º ANIVERSÁRIO DO COMANDO DA ZONA MILITAR DA MADEIRA

No âmbito das Comemorações do seu 179.º Aniversário, o Comando da Zona Militar da Madeira (ZMM) comemorou o seu dia festivo em 12 de maio. Para assinalar a efeméride o Comando da ZMM promoveu um conjunto de acções de natureza militar, desportiva, cultural e recreativa, entre os quais se destacam:

- No dia 08 de Maio, inauguração da exposição fotográfica “1ª Guerra Mundial 100 Anos - Algumas Memórias ”, no Centro Comercial Dolce Vita Funchal;

- No dia 11 de maio, a realização da conferência subordinada ao tema “NINGUÉM É UMA ILHA - Novíssimos desafios de segurança para as regiões insulares. O caso da Madeira e mais além”, proferida pelo Dr. Nuno Rogeiro, que teve lugar no Pestana Casino Park Hotel, tendo havido ainda lugar, no mesmo dia, a um Concerto da Banda Militar da Madeira, no Teatro Municipal Baltazar Dias.

A Cerimónia Militar Comemorativa do Dia da ZMM que se realizou no dia 12 de maio, na Praça do Povo, foi presidida por Sua Excelência o Representante da República para a Região Autónoma da Madeira, onde foi condecorado com a medalha D. Afonso Henriques - Mérito do Exército, o Dr. Alberto João Jardim.

No almoço convívio que teve lugar no terminal de passageiros do Porto do Funchal, perante as mais altas entidades representativas do poder político, legislativo, executivo, judicial e religioso, Sua Excelência o General Chefe do Estado-Maior do Exército, General Carlos António Corbal Hernandez Jerónimo, sublinhou a excelência visível do relacionamento institucional com o Exército, reconhecendo a sua importância para o cumprimento da sua missão na Região Autónoma da Madeira. (Exército)

APOIO À PEREGRINAÇÃO CIVIL A FÁTIMA 2015

A Brigada de Reacção Rápida, através do Regimento de Artilharia Nº 4, no âmbito da Peregrinação Civil a Fátima, apoiou a Ordem de Malta e a Conferência de S. Vicente de Paulo, no período de 08 a 12 de Maio.

A actividade visou garantir apoio, incluindo acolhimento, aos peregrinos que se deslocaram a Fátima a pé, iniciou-se em 08 de Maio com a montagem e colocação de vários equipamentos, nomeadamente de: viaturas, tendas, colchões, cobertores, geradores e atrelados de água na zona de Condeixa - Coimbra e Barracão – Leiria e perdurou até 12 maio, com a desmontagem e regresso a quartéis. À Conferência de S. Vicente de Paulo de Porto de Mós foram cedidos colchões e cobertores para a mesma finalidade. (Exército)

17 de maio de 2015

Submergir de corpo e alma a bordo do Tridente

Chego à Base de Alfeite a meio de uma tarde que deambula entre a chuva e uns rasgos de sol. Recebi há dias a autorização da Marinha Portuguesa para viajar no submarino Tridente. A curiosidade é enorme.

Neste dia de Abril, a Primavera apresenta-se com o seu pior vestido. Há nuvens volumosas sobre o Tejo. Sou recebido por um oficial de distinta formalidade e simpatia. De malote atravessado ao peito, percorro a extensa base. É como uma cidade ao serviço da marinha, abrigada por muros dos olhares indiscretos dos civis. O Cristo Rei pisca-lhe o olho, de braços abertos, no Alto do Pragal.

Ao lado das fragatas impecavelmente cuidadas, destaca-se o lugre Creoula, um antigo bacalhoeiro, branco como a neve que cobria as paragens onde tantas vezes atracou. Está a aguardar pelas marés do Verão.

Esta é uma paisagem rara para os meus olhos. Apenas em jogos de computador ou em exposições de modelismo vi este tipo de beleza. O submarino destaca-se pelos seus 68 metros de comprimento. É negro como o carvão. Os mastros e a ponta do periscópio vincam a sua identidade.

Vou agora

Envio o último SMS antes de o telemóvel ficar sem rede. Desço umas escadas em ferro com cerca de seis metros para chegar ao corpo de avante. Belisco-me para confirmar que não se trata de um sonho. O sol ficou lá fora - deu lugar à luz artificial que me vai iluminar nos próximos dois dias.

Cabe aqui uma guarnição de sete oficiais, dez sargentos e 16 praças, todos fardados a preceito. Hirtos de rigor militar, sabem o que fazer e onde estar, de forma coordenada, com bordadas (turnos) de seis horas. Parece uma colmeia. A movimentação faz-se ao comprido neste tubo estreito. Quando duas pessoas se cruzam, alguém tem de ceder passagem.

Só posso circular entre a sala de controlo e a sala de convívio. Recebo indicações para não recolher imagens de determinados equipamentos. Respeito e guardo só para mim o que vi. Na verdade os meus olhos estão esgazeados de tanto fascínio, que nem tento perceber o que me coibiram de fotografar. Existem torneiras, botões e tubos por todo o lado. Até nas duas únicas casas de banho. O submarino não é uma embarcação de recreio. É uma máquina de trabalho ao serviço da nação, que tem a peculiaridade de não ser visível quando está submersa. Daí a austeridade do interior.

“O senhor Comandante convida-o a subir à torre”, comunica-me um oficial. Subo as escadas até ficar com o Tejo à vista. O vento bate-nos na face. Parece que o sol afinal chegou para ficar. Vamos a uma velocidade moderada, de peito cheio. Sinto-me tão orgulhoso por estar aqui como se sentem os submarinistas por pertencerem à 5.ª Esquadrilha.

À medida que vamos deixando a Base para trás, passamos por baixo da ponte 25 de Abril. Estão todos a postos e em permanente comunicação. Cruzamo-nos com cacilheiros e veleiros, que nos dão prioridade. Entretanto começo a sentir que estamos em alto-mar, depois de avistar o farol de São Lourenço do Bugio. Cascais esfuma-se no horizonte e a Costa da Caparica transforma-se numa linha ténue, lá bem ao fundo. Continuamos ainda à superfície a deslizar ao de leve nas águas do Atlântico. Fumamos um cigarro e conversamos sobre tudo um pouco. Sinto o corpo a baloiçar suavemente. O submarino é acariciado pela corrente do mar enquanto está parado. Esta viagem servirá de preparação para uma operação de 15 dias, conjunta com um submarino alemão que se encontra nas nossas águas. Vão testar o lançamento dos torpedos que o submarino carrega.

Na torre, junto-me a um punhado de submarinistas. Uns fumam, outros enviam SMS, outros conversam. O espírito de camaradagem está bem patente. Há quem relembre momentos passados a bordo deste mesmo submersível. “Uma vez fomos aos EUA. A discrição do submarino é de tal ordem que conseguimos estar ao lado de um porta-aviões americano sem que se apercebessem da nossa chegada. Somos invisíveis debaixo de água”.

Noite

Quando nos aproximamos das 20 horas, as luzes no interior do submarino começam a baixar de intensidade. É a única forma de distinguirmos o dia da noite. Não existem janelinhas redondas com vista para o exterior, como vemos nos desenhos animados. A Sala dos Comandos está crivada de monitores e painéis de controlo. A guarnição fala entre si sem que eu entenda patavina. Subentendo que os gráficos desenhados em alguns dos monitores correspondem aos sons registados pelo sonar. Conseguem distinguir os tipos de embarcações a partir do som que as suas hélices produzem. Os sensores são de tal forma potentes e exactos que permitem identificar muitas espécies marinhas, como camarões ou cardumes de sardinha. O submarino vai às escuras pelas águas oceânicas. É como se estivéssemos num quarto sem luz.

Enquanto uns controlam os monitores, outros escrevem o Diário de Bordo do submarino, à mão e com aprimorado rigor. Entretanto vou dar uma volta, ver como está o ambiente na sala de convívio. Passo pela pequena cozinha. Dois cozinheiros preparam arroz de lulas ao som de uma música africana que sai da coluna de um telemóvel.

Janto na sala dos oficiais. Os turnos também se aplicam nas horas das refeições. Não comem todos juntos, nem sequer ao mesmo tempo. A conversa prolonga-se e começo a perceber que dentro do submarino estão representadas quase todas as regiões do país. Um é dos Açores, outro do Porto e por aí adiante.

Antes de submergirmos subimos à torre para fumar um cigarro. O mar está uma 'sopa', sem agitação. “Você trouxe sorte. Há dois anos que não apanhamos um tempo assim”, diz-me o comandante. Lá ao fundo pisca o farol do Cabo Espichel. O céu está estrelado. “Está a ver ali? É planeta Vénus alinhado com a cintura de Orion”. Pergunto-lhes se estudam os astros e respondem-me que sim.

Chegada a hora de recolher, volto a descer as escadas. É fechada a escotilha. A partir de agora estou selado. Esta cápsula gigante vai submergir. Não entra água aqui. Não pode.

Encaminho-me para a minha cama, uma maca montada no corredor, mesmo sobre a mesa onde logo de manhã será servido o pequeno-almoço. Estou deitado. Por cima de mim está um futuro cozinheiro. Só podem ser submarinistas aqueles que se comprometem a permanecer nos quadros da Marinha. O conhecimento adquirido nesta embarcação é demasiado precioso para se formar militares de passagem. Os quartos estão reservados para os graduados, que têm outras responsabilidades. Merecem umas horas de sono tranquilas para preservar as suas competências. Sinto a cama a inclinar e alguns estalinhos nos ouvidos. É o submarino a submergir. Oiço dizer que atingimos os cento e tal metros de profundidade.

Sou embalado por um zunido grave das ventilações que renovam o oxigénio. Lá ao fundo, continua a trabalhar a guarnição que está de serviço, enquanto outra, como eu, dorme para daqui a seis horas entrar em acção.

Bom dia

Acordo em sobressalto, de novo inclinado, a sentir alguma vibração como se fosse um terramoto. Ouve-se o barulho de motores mas nenhum sinal da guarnição. Acho que o militar que está a dormir na cama por cima de mim nem abriu a pestana. Já conhece isto de frente para trás.

Entretanto o ambiente estabiliza e percebo que estamos a vir à superfície. São seis da manhã. O sol nasce às 07h15. Levanto-me, arrumo o saco de cama e preparo-me para mais um dia. Acorda mais gente. Vão entrar em serviço. Uns dizem 'bom dia', outros dirigem-se para a casa de banho em silêncio. Vou à cozinha queixar-me de que a água está fria. O cozinheiro faz-me o favor de a tornar quente. Tomo banho num dos dois chuveiros e visto-me para começar a trabalhar. Tomo o pequeno almoço com um dos oficiais e subo para a torre. Deparo-me com um nascer do sol como nunca tinha visto. Os tons alaranjados espalham-se em reflexos ao longo do oceano. Aproveito cada minuto como se fosse o último.

Entrego o corpo e a alma a cada clique da máquina fotográfica. Só vejo mar à minha volta. Explicam-me que, com a extensão da plataforma continental, o nosso país atingiu os 4 milhões de km2. Hoje somos 97% de mar e 3% de terra. Estou a flutuar sobre Portugal. Afinal não é assim tão pequeno. (Sol)

Mediterrâneo. Os russos estão aí e os chineses vieram com eles

Eles estão aí. Nove vasos de guerra, três chineses e seis russos, chegaram ao Mediterrâneo. Entre domingo, 17, e quinta-feira, 21, vão participar nestas águas, pela primeira vez, num exercício militar conjunto. Nas barbas da NATO, com os generais reunidos em Bruxelas a falar do Kosovo e do Afeganistão. Mas vamos por partes.

A frota sino-russa, oriunda do Mar Negro, navega desde quinta-feira através do estreito de Bósforo, Mar de Mármara e estreito de Dardanelos. Os primeiros navios chegaram ao final desta sexta-feira ao Mediterrâneo oriental, revelou à agência TASS o comandante Vyacheslav Trukhachyov, porta-voz da Marinha russa.

Os chineses seguem a bordo das fragatas Linyi e Weyfang, cada uma com o seu helicóptero e forças especiais, e do reabastecedor, Weishanhu. Zarparam terça-feira, da Base Naval de Novorossiysk, depois de participarem numa parada naval para celebrar o 70º aniversário da vitória soviética sobre a Alemanha nazi na II Guerra Mundial. Antes ainda, andaram por conta própria à margem das Nações Unidas, entenda-se, a combater a pirataria no Golfo de Áden, ao largo da Somália.

Já os russos enviaram para o Mediterrâneo uma jóia da coroa da frota do Mar Negro: o cruzador porta mísseis Moskva, que assumirá as funções de navio-almirante da frota, composta ainda pela fragata Ladny, a corveta Samum, os navios de assalto anfíbio, Alexander Shabalin e Azov, e um rebocador oceânico. Estes navios, onde seguem um número não revelado de fuzileiros navais, representarão por estes dias cerca de metade do poderio naval russo às ordens de Moscovo no Mar Negro.

Durante os cinco dias do exercício, a frota sino-russa cumprirá, de acordo com o ministro da Defesa chinês, “missões de defesa marítima, reabastecimento no mar, patrulhamento, operações conjuntas para garantir a segurança à navegação, bem como exercícios de fogo real”. Nada que deva preocupar os países vizinhos, disse à agência TASS o general do Exército que lidera o Ministério da Defesa russo. Segundo Sergei Shoigu, “este exercício não visa qualquer país estrangeiro, nem está relacionado com a situação política nesta região". "O seu objectivo é aprofundar a amizade e a capacidade de interacção das Forças Armadas dos dois países."

DESORDEM MUNDIAL

As relações entre a Rússia e a China seguem de vento em popa. A 9 de maio, o presidente Xi Jinping assistiu ao lado do seu homólogo russo, Vladimir Putin, em plena Praça Vermelha, ao desfile militar das comemorações do 70º aniversário da vitória dos Aliados sobre a Alemanha nazi e já devolveu o convite. A 3 de Setembro comemoram-se os 70 anos da vitória chinesa sobre o Japão e o fim da Segunda Guerra Mundial e Jinping também quer Putin a seu lado em Pequim.

O vice-ministro da Defesa russo esclarece a aproximação entre os dois países: “A cooperação militar demonstra o entendimento comum sobre os desafios e ameaças, bem como a necessidade de reestruturar a actual ordem mundial”. Há uma semana, em Moscovo, Putin também terá afirmado que o “desenvolvimento global” estava a ser ameaçado “pelas tentativas de criar um mundo unipolar”. E a culpa será dos Estados Unidos e da União Europeia.

Desde a anexação da Crimeia e da crise na Ucrânia, onde é público e notório o apoio da Rússia aos separatistas no Leste, americanos e europeus avançaram com um batalhão de sanções económicas procurando isolar diplomaticamente a Rússia.

“A Rússia quer mostrar aos EUA que não está isolada e que consegue realizar exercícios nas proximidades da Europa de Leste. E, em resultado da visita do primeiro-ministro do Japão aos EUA [a 28 de Abril] e do reforço da relação militar entre os dois países, o presidente chinês quer mostrar aos EUA que tem boas relações com a Rússia”, disse no início do mês ao “The New York Times” Shi Yinhong, professor de relações internacionais na Universidade de Renmin, em Pequim.

Durante a próxima semana, a 20 e 21 de maio, quando os navios russos e chineses estiverem na recta final do inédito exercício no Mar Mediterrâneo, o Comité Militar da NATO estará reunido em Bruxelas. Da agenda do encontro de chefes de Estado-Maior-General das Forças Armadas, enviada esta sexta-feira de tarde às redacções, consta a implementação do plano de acção de prontidão (aprovado na Cimeira de Gales), o futuro da missão Resolute Support, no Afeganistão, a KFOR no Kosovo, e a eterna necessidade de aprofundar a cooperação entre os países membros da Aliança Atlântica. Mas será praticamente impossível que os generais da NATO esqueçam o que se passa no Mediterrâneo. (Expresso)

Dia da Marinha 2015 "Flash Mob"

16 de maio de 2015

Índia assina contrato para adquirir 56 Airbus C-295

O Ministério da Defesa da Índia obteve 'luz verde' do seu governo para a compra de 56 aparelhos de transporte militar (C-295) fabricados pela Airbus.

O contrato de fornecimento (em parceria com o grupo indiano Tata Advanced Systems) ascende a cerca de 1,6 mil milhões de euros e destina-se à substituição de unidades envelhecidas da frota da força aérea indiana.

Os primeiros 16 aviões C-295 serão entregues 'prontos a operar', enquanto os restantes 40 serão acabados de montar numa unidade industrial da Tata, em Hyderabad, o que permite cumprir com condições contratuais de transferência de tecnologia.

Além do contrato com a Airbus, o governo indiano autorizou outros, por um montante próximo de 880 milhões de dólares, para aquisição de morteiros ultra-ligeiros (BAE Systems), mísseis cruzeiro BrahMos e quase 200 helicópteros Kamov. (DD)

DIA DA MARINHA EM LISBOA

O Dia da Marinha celebra-se a 20 de Maio para prestar homenagem ao navegador português Vasco da Gama, que nesse dia, em 1498, pela primeira vez na história, concretizou a ligação marítima entre a Europa e o médio Oriente, com chegada à Índia.​

As comemorações, este ano centradas na cidade de Lisboa, decorrem entre os dias 16 e 24 de Maio e incluem diferentes eventos de cariz militar, cultural e desportivo.

Na cidade irão decorrer imensas actividades, destacando-se a Corrida da Marinha, a realizar-se no dia 17 de Maio, as visitas aos navios, os mini concertos nos miradouros e a exposição dos nossos meios na Ribeira das Naus.

O evento termina no dia 24 de maio com a cerimónia militar, uma demonstração de capacidades operacionais da Marinha e um desfile naval no rio Tejo. (Marinha)

Quase 2.200 efetivos deixaram as Forças Armadas no último ano

As Forças Armadas Portuguesas perderam 2.173 efectivos no último ano, revelam dados da Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP).

Segundo a análise do jornal i, os ramos militares representam as maiores reduções entre os grupos profissionais a trabalhar para o Estado, um decréscimo que pode ser explicado pelo elevado número de aposentações. (NM)

15 de maio de 2015

Militar ferido em explosão no campo de tiro de Alcochete

Um militar sofreu esta sexta-feira queimaduras de primeiro e de segundo grau devido a uma explosão ocorrida no campo de tiro de Alcochete, no concelho de Benavente.

Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, a explosão, com pólvora, ocorreu por volta das das 11h30, tendo o militar sofrido queimaduras na face e no braço direito.

No local estiveram os bombeiros de Samora Correia e de Alcochete e um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que transportou o ferido para o Hospital de S. José, em Lisboa.

Entretanto a Força Aérea Portuguesa (FAP) fez saber que activou a Comissão Central de Investigação, para apurar as causas da explosão . Segundo um porta-voz desta instituição, o acidente, que envolveu uma carga pirotécnica iluminante, ocorreu no decurso de “um processo de destruição de material obsoleto”.

De acordo com o responsável da FAP, “faz parte das normas de segurança, sempre que há algo obsoleto dentro desta natureza de material tem que ser destruído”.

O acidente “não era espectável acontecer”, afirmou o coronel Rui Roque, referindo que “todo o pessoal que participa nestes processos está devidamente certificado, está bem treinado e observa todas as regras de segurança”. Durante o processo de destruição de material obsoleto pelo método de queima, “uma das cargas pirotécnicas reagiu quimicamente de forma diferente e tal resultou na deflagração, provocando ferimentos num dos militares”, lê-se no comunicado da FAP. (Público)