quarta-feira, 4 de março de 2015

EXERCICIO DA ACADEMIA MILITAR EM BEJA

O Regimento de Infantaria Nº3, da Brigada de Reacção Rápida, acolheu no período de 30 de Janeiro a 10 de Fevereiro de 2015 os Cadetes Alunos do 1º, 2º, 3º e 4º anos da Academia Militar (AM) no quartel do Vale do Aguilhão e nas suas áreas de treino, em Beja, para a realização do exercício final de semestre, inserido no Bloco de Formação Militar.

Este exercício, no âmbito da Unidade Curricular de Formação Geral Militar, possibilitou aos Cadetes Alunos colocarem em prática os conhecimentos adquiridos ao longo de quatro meses de aulas. Assim, entre outras, foram abordadas matérias relacionados com a Técnica Individual de Combate, a Técnica de Combate de Secção, Patrulhas e Técnica Policial. Já numa perspectiva de formação complementar, houve ainda espaço para uma visita ao local da Batalha de Montes Claros (17 de Junho 1665), relembrada por intermédio de uma prelecção de cariz histórico-táctico.

Para a excelência da formação ministrada e do seu elevado realismo, para além do fundamental apoio geral conferido por diversas Unidades/Estabelecimentos e Órgãos do Exército, é de assinalar a prestimosa colaboração da Base Aérea Nº11 (Força Aérea Portuguesa), do Comando Territorial de Beja (Guarda Nacional Republicana), bem como do Município de Beja.

A AM voltará a exercícios no final do próximo mês de Junho, altura em que se realizará o Bloco de Formação Militar 2. (Exército)

VISITA DO CHEFE DO ESTADO-MAIOR DE DEFESA DO REINO DE ESPANHA, AO EXÉRCITO PORTUGUÊS

No âmbito da visita ao Exercito Português do Chefe do Estado-Maior de Defesa do Reino de Espanha (JEMAD), Almirante General D. FERNANDO GARCÍA SÁNCHEZ, realizou-se, em 26 de Fevereiro, a apresentação do 2º Batalhão de Infantaria Mecanizado [2BIMec(R)/NRF2016], força que se encontra em aprontamento no Regimento de Infantaria Nº14 e que poderá ser empregue integrada no Comando da Componente Terrestre, da Força de Resposta Imediata, comandado pelo NATO Rapid Deployed Corps Spain (NRDC ESP).

O 2BIMec(R)/NRF2016 apresentou-se em formatura no Aeródromo Gonçalves Lobato (Viseu) com todos os meios disponíveis, concentrando um total de 113 viaturas, entre as quais 56 Viaturas Blindadas de Rodas PANDUR II 8x8, e 570 militares. (Exército)

Portugal envia 140 militares e quatro aviões F16 para missões da NATO no Báltico

O Ministério da Defesa anunciou hoje que vai enviar para a Lituânia e para a Roménia 140 militares do Exército e quatro aviões F-16 para participarem em missões de policiamento da NATO nos países Bálticos.

Fonte oficial do ministério disse à Lusa que o esquadrão de reconhecimento, composto por 140 militares do Exército, vai operar a partir da Lituânia, por um período de quatro meses, de Abril a Julho.

As quatro aeronaves F-16, com um número de militares da Força Aérea ainda não definido, vão estacionar na Roménia, país vizinho da Ucrânia, por um período de dois meses, Maio e Junho.

A fonte não apontou as datas de partida dos militares.

A NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte, NATO, na sigla em inglês) decidiu no início deste mês instalar centros de comando e controlo na Letónia, Estónia, Lituânia, Polónia, Roménia e Bulgária.(DN)

Prémio internacional distingue esquadra 751 da Força Aérea

A esquadra dos helicópteros Merlin EH-101, da Força Aérea, recebe, na quarta-feira, nos Estados Unidos, um prémio internacional de serviço humanitário. 

O Sikorsky Humanitarian Service Award é um dos prémios internacionais mais importantes atribuído pela Associação Internacional de Helicópteros (AIH) e vai ser entregue aos pilotos da esquadra 751, os "Pumas" da Força Aérea Portuguesa, numa cerimónia que vai ter lugar na quarta-feira, em Orlando, no estado da Florida. 

No comunicado sobre a atribuição do prémio, a AIH refere que os militares da Força Aérea têm uma área de responsabilidade que abrange aproximadamente um terço do Atlântico Norte e que a maior operação executada - sem reabastecimento - durou mais de sete horas, num trajecto superior a 1340 quilómetros. 

"Apesar de Portugal ser geograficamente um dos países mais pequenos na Europa, tem uma longa história de relação com o mar. A esquadra 751 da Força Aérea Portuguesa prossegue essa tradição náutica na actualidade, através das operações de busca e salvamento. Embora também faça missões em terra, esta esquadra é mais conhecida pelas operações de longa distância e em águas abertas", pode ler-se.(CM)

Estudo propõe novo sistema de segurança interna

Com cinco autores, do Grupo de Reflexão Estratégica sobre Segurança Interna (GRESI), o estudo em forma de livro apresenta "um conceito estratégico de segurança interna", suprindo "uma lacuna do conhecimento estratégico sobre segurança nacional", dizem os responsáveis.

"Em Portugal, e ao contrário do que acontece na dimensão externa da segurança nacional, em que existe um quadro estruturado de conhecimento e um conceito consolidado de Defesa Nacional, é manifesta a escassez da análise e do estudo sistemático", feito de forma independente, "que suporte recomendações estratégicas determinantes sobre segurança interna", acrescentam, numa nota sobre a apresentação.

No livro ‘Segurança Interna Horizonte 2025. Um Conceito Estratégico de Segurança Interna’ os autores defendem que os novos desafios que as sociedades modernas enfrentam pressupõem uma estratégia de segurança nacional em que a Segurança Interna tenha uma contribuição "ativa e estruturante".

O GRESI faz estudos e análises com o objetivo de contribuir para a criação de políticas públicas de segurança interna.

O estudo foi feito pelos membros do GRESI, Nelson Lourenço, sociólogo e professor catedrático, Figueiredo Lopes, antigo ministro da Administração Interna e também da Defesa, e Conde Rodrigues, antigo secretário de Estado da Administração Interna e também da Justiça.

E ainda por dois membros do grupo de peritos do GRESI, Agostinho Costa (major-general, 2.º comandante geral da GNR) e Paulo Silvério (Tenente Coronel da GNR).(NM)

Ministro da Defesa Nacional afirmou que Portugal voltou a ter condições para reequipar Forças Armadas

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou hoje em Coimbra que Portugal tem "outra vez" condições para poder reequipar as suas Forças Armadas.

O ministro José Aguiar-Branco sublinhou que foi possível "aumentar a capacidade operacional", com a reforma "Defesa 2020", e reequipar as Forças Armadas, através da revisão da Lei da Programação Militar.

"É possível hoje Portugal ter outra vez condições para poder reequipar as Forças Armadas", disse o ministro da Defesa Nacional, questionado por um jornalista sobre a falta de meios militares.

Como exemplo, José Aguiar-Branco frisou que foram "adquiridos navios de lancha costeira" e "vão ser construídos" navios de patrulha oceânica, estando prevista também a aquisição de viaturas tácticas.

"Há quatro anos, a nossa discussão era como íamos pagar os salários dos militares no mês seguinte.

Quatro anos depois, estamos a considerar que temos capacidade para reequipar as Forças Armadas", constatou.

Sobre as críticas do presidente cessante da Associação Nacional de Sargentos, José Aguiar Branco referiu que Lima Coelho "exerceu o seu mandato mais preocupado com a acção política do que com matérias de natureza de defesa".

Lima Coelho acusou na segunda-feira o ministro da Defesa de ser "habilidoso, mentiroso e cobarde" a propósito das conversações para a revisão do Estatuto dos Militares. (I)

O Traidor da Pátria

O Tribunal da Relação confirmou a semana passada que Manuel Alegre perdeu o processo por difamação que tinha interposto contra Brandão Ferreira, um tenente-coronel aviador na reforma e cronista da SÁBADO, que o acusou de traição à Pátria durante os anos em que foi uma das vozes da rádio Voz da Liberdade, em Argel. A primeira instância criminal tinha absolvido o militar à luz da liberdade de expressão, por entender que este tinha manifestado uma opinião sobre factos históricos. O socialista e ex-candidato presidencial recorreu da decisão para a instância superior, que agora se pronunciou.

A decisão da primeira instância criminal tinha sido conhecida em Setembro de 2014. O caso remonta a 2010, quando o antigo piloto-aviador assistiu a uma intervenção de Manuel Alegre num colóquio da Gulbenkian sobre os antecedentes e o contexto internacional da guerra do Ultramar. Na fase das perguntas, Brandão Ferreira, que estava na assistência, colocou uma questão hipotética dirigida ao antigo resistente anti-fascista: tendo Portugal forças em Cabul, como é que Manuel Alegre reagiria em relação a alguém que fosse para o Afeganistão emitir textos para os talibãs e apelando à deserção dos soldados portugueses?

Uns meses mais tarde, no seu blogue Novo Adamastor, acusou Manuel Alegre, que já era candidato à Presidência da República, de traição à Pátria, o que seria incompatível com o cargo de comandante supremo das Forças Armadas: "Quando foi para Argel não se limitou a combater o regime, consubstanciado nos órgãos do Estado, mas [foi] ajudar objectivamente as forças políticas que nos emboscavam as tropas". Depois concluiu: "Traição não tem assim que ver com ataques a pessoas, instituições ou sistemas políticos, a não ser que os fins justifiquem os meios. Traição tem mais a ver com carácter hombridade e ser-se inteiro".

Contactado pela SÁBADO, Manuel Alegre não quis fazer comentários porque ainda não tinha tido conhecimento da decisão do tribunal. Em Setembro, o socialista tinha considerado a sentença "surpreendente" porque a "liberdade de expressão não permite tudo, não permite o atentado ao bom nome e à dignidade das pessoas".

Brandão Ferreira afirmou à SÁBADO que mantém a sua posição: "Penso que configura traição à Pátria, porque fez uma guerra psicológica contra Portugal. Isto não tem a ver com a luta contra o regime. Tem a ver com um País que está em guerra e uns tipos passam para o lado do inimigo e isso tem um nome. Congratulo-me pela decisão e espero que faça jurisprudência". (Sábado)

terça-feira, 3 de março de 2015

Militares preparam missão no Kosovo em aldeia minhota

Cerca de 200 militares do exército português estão esta semana em Cabeceiras de Basto para, entre a população local, ultimar os preparativos para uma missão de seis meses no Kosovo. O cenário de treino é real.

Início da tarde de segunda-feira. De repente, um pelotão de militares entra na recôndita aldeia de Busteliberne, de metralhadora em punho, e passa a localidade a pente fino. "Estou "barada" para a minha vida!", atira surpreendida uma mulher de 85 anos, habitante da aldeia, quando de guarda-chuva em punho e, vergada pela idade, levanta a cabeça e dá de caras com três militares. "Medo não tive porque nunca fiz mal a ninguém, mas nunca vi tropa por aqui. Não estamos em guerra!", disse, confrontada pelo JN. E, na verdade, nem esta idosa, que não se quis identificar, nem nenhum habitante da vila de Cabeceiras de Basto tem de temer pela presença de tantos meios militares.(JN)

Navio francês Siroco será o maior da Marinha portuguesa

Navio polivalente logístico francês está à venda por 80 milhões de euros..

O Ministério da Defesa já garantiu os 80 milhões de euros necessários para comprar o navio polivalente logístico (NPL) francês Siroco, disse ontem fonte oficial ao DN.

O que não confirmou é se a compra implicará a venda de duas das cinco fragatas da Marinha, a sua desactivação ou, apenas, deixar de as modernizar até ao fim da vida útil. (DN)

Forças Armadas, serviços de segurança e informações em exercício contra terrorismo

As Forças Armadas, os serviços de segurança e de informações e a Protecção Civil vão participar a partir de quarta-feira num exercício no âmbito da NATO para reforçar a articulação no combate ao terrorismo e na resposta a crises.

Segundo o despacho assinado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e publicado hoje em Diário da República, este exercício de gestão de crises, denominado "Crisis Management Exercise 2015" e patrocinado pelo secretário-geral da Aliança Atlântica, é "um exercício de nível estratégico político-militar, efectuado no âmbito da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte, NATO na sigla em inglês]" e que vai prolongar-se até 10 de Março.

O exercício vai decorrer num "cenário genérico mas realístico de operações de resposta a crises que inclui uma importante dimensão marítima" e o uso da Força de Resposta Rápida da NATO dentro de "um quadro de ameaças assimétricas", como a pirataria, o uso de armas de destruição massiva, eventos de defesa cibernética e segurança energética.

O despacho define a criação de uma Célula de Resposta Nacional, coordenada por um elemento do Ministério da Defesa, composta por representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros, do Estado-Maior General das Forças Armadas, da Direcção-Geral de Política de Defesa, do gabinete de relações públicas do Ministério da Defesa, do Sistema de Informações da República Portuguesa, da Autoridade Nacional de Protecção Civil, da Autoridade Nacional de Segurança e pelo secretário-geral do Sistema de Segurança Interna.

Além da interacção com outros países da NATO, entre os principais objectivos deste exercício a nível interno estão a coordenação entre as diversas entidades do Estado, a troca de informações, a cooperação civil-militar em situação de crise e político-militar "na área da segurança e da defesa contra o terrorismo, proliferação de armas de destruição em massa e outras ameaças assimétricas à segurança do Estado".

Neste exercício de gestão de crises, será ainda analisada "a adequação da estrutura e a capacidade de resposta nacional numa situação no âmbito dos artigos 4.º e 5.º do Tratado do Atlântico Norte, que estipulam a realização de consultas e a assistência entre países aliados em caso de ataque no seu território.

Ministro da Defesa Nacional "Há uma nova estratégia para as indústrias e a economia de Defesa”

O ministro da Defesa Nacional presidiu ontem à conferência promovida pela Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais (idD) sobre o tema “Economia da Defesa”.

Nesta conferência participaram também, como oradores, o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, o Presidente da Eurodefence, António Figueiredo Lopes e o Presidente da Aeronautic, Space and Defence Federation (AED Portugal), José Cordeiro.

Durante a sua intervenção, José Pedro Aguiar-Branco afirmou que há uma “nova estratégia no âmbito da Defesa Nacional” enquadrada nas “áreas das indústrias e da economia da defesa” e que esta deverá funcionar como uma “alavanca de todo o tecido empresarial” português, pela sua “competência e excelência”.

O ministro da Defesa Nacional considerou que o “clima internacional” actual, marcado por fortes ameaças e conflitos, deverá constituir “uma oportunidade para a afirmação das empresas” nacionais, sobre as quais existe falta de informação ou desconhecimento.

“Há um mundo de oportunidades associadas ao modelo do tecido empresarial” que Portugal tem mas que não é suficientemente explorado, bastava que as empresas “estivessem referenciadas nessas agências de procurement, por parte da NATO”, para depois serem divulgadas pelos 28 estados membros, frisou José Pedro Aguiar-Branco.

O ministro da Defesa Nacional relembrou ainda que “esta nova dinâmica de Defesa” é nacional mas também Europeia e sustentada pelos pilares “político, económico e financeiro”, por se tratar de “uma afirmação de natureza estrutural".

Nas intervenções que o antecederam, o presidente da Câmara Municipal de Viseu destacou o papel das empresas do concelho na dinamização da economia nacional e na criação de emprego, enquanto o presidente da Eurodefence destacou o fato de existir "um mercado de defesa" com uma grande importância estratégica.

O presidente da AED Portugal, por sua vez, apresentou uma síntese do investimento em Defesa, numa escala mundial, e destacou o fato de Portugal não ser visto como uma ameaça estratégica, mas antes "como um parceiro credível" para esses países.

As conferências IDD prosseguem até ao dia 3 de Junho, estando a próxima agendada para o próximo dia 17, em Faro. (Defesa)

segunda-feira, 2 de março de 2015

CHEFE DO ESTADO-MAIOR DA DEFESA DE ESPANHA VISITA AS FORÇAS ARMADAS PORTUGUESAS

O Chefe do Estado-Maior da Defesa do Reino de Espanha, Almirante General D. Fernando García Sánchez, realizou uma visita oficial às Forças Armadas Portuguesas, a convite do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Artur Pina Monteiro, no período de 26 a 28 de Fevereiro de 2015.

No dia seguinte, após ter sido recebido em audiência pelo Ministro da Defesa Nacional, Dr. José Pedro Aguiar-Branco, a Alta Entidade seguiu para a Base Naval de Lisboa, onde teve oportunidade de visitar a esquadrilha de submarinos e o Centro Integrado de Treino e Avaliação Naval.

A forma cordial e franca como decorreram todos os eventos, fruto do interesse demonstrado por ambas as partes nesta visita, contribuiu significativamente para o aprofundamento das relações de cooperação e para o reforço dos laços de amizade entre as Forças Armadas de Portugal e do Reino de Espanha. (EMGFA)

Aviões militares russos sobrevoam Portugal e Espanha até dia 8

A Rússia inicia este domingo uma série de voos de verificação sobre Portugal e Espanha. À SIC, fontes militares portuguesas esclareceram que esta é uma operação que se realiza com regularidade e que nada tem a ver com a NATO, ou com a polémica intercepção de "caças" russos no espaço aéreo português, em Dezembro do ano passado.

Esta é uma operação integrada no Tratado Internacional de Céu Aberto, um tratado que permite aos 34 países que o ratificaram, em 1992, a observação aérea dos territórios desses países. O objectivo é verificar a existência de eventuais ameaças.

Até dia 8 deste mês, um Antonov AN-30 B vai ficar no aeródromo de Lisboa e sobrevoar Portugal com a autorização e colaboração das autoridades nacionais e mediante rotas previamente acordadas. (Fonte:Sic)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A compra do Navio logístico francês vai custar a renovação de duas fragatas

A aquisição à França do Navio Polivalente Logístico Siroco — possibilidade em cima da mesa desde o final do ano passado — vai obrigar à alteração dos planos da Marinha em relação às despesas previstas em equipamento.

Desde o início do ano que Portugal e França se envolveram num processo negocial por forma a dotar as Forças Armadas de um navio identificado desde 1999 como necessário para o sistema de forças. De então para cá já houve visitas técnicas ao navio por parte de peritos portugueses e até contactos entre os ministros da Defesa dos dois países.

Entretanto, o Ministério da Defesa já fez as contas e tenciona assumir os custos do investimento juntamente com a Marinha. Há cerca de um mês, o ministro da Defesa definiu como condição para a aquisição que as verbas necessárias teriam de sair de um ou mais programas delineados na Lei de Programação Militar.

E a escolha está feita. A LPM, aprovada em Conselho de Ministros em Dezembro do ano passado, estabelecia a renovação de cinco fragatas das classes Vasco da Gama e Bartolomeu Dias. Duas destas deverão ficar de fora do processo de revisão por forma a garantir a verba necessária para financiar a compra do Siroco. O custo da operação está estimado nos 80 milhões de euros.

Entre os seus destacamentos encontra-se uma breve passagem pela força militar que operou nos finais de 1999 em Timor-Leste e liderada pela Austrália. Foi também um dos navios que a França enviou para o Haiti no esforço de apoio humanitário desencadeado em 2010, após o terramoto que devastou aquele país. No ano passado, participou na Missão da União Europeia Atalanta, de combate à pirataria na Somália.

Apesar dos seus mais de 30 anos de vida, a Marinha considera a aquisição do navio como uma mais-valia. A compra ou construção de raiz de um navio semelhante implicaria gastos na ordem dos 500 milhões de euros.

O Estado português tem em sua posse os requisitos técnicos e esboços preliminares para a construção deste tipo de navio. Os planos estavam nos arquivos dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, tendo revertido para o Estado português aquando da subconcessão desses estaleiros à Martifer. O conceito do projecto era de uma embarcação multipropósito, mas fortemente vocacionada para as operações anfíbias, dotada de helicópteros de porte médio e lanchas de desembarque, com a capacidade de transportar um batalhão de fuzileiros.

Além da renovação das fragatas, a revisão da LPM prevê a encomenda de dois navios patrulha oceânicos aos estaleiros de Viana do Castelo e à compra de quatro patrulhas costeiras Stanflex 300 à Dinamarca. Estes últimos deverão chegar a Portugal já no próximo mês para sofrerem um processo de upgrade, a fazer no Arsenal do Alfeite.

Aguiar-Branco propôs que os gastos previstos em equipamento militar para os próximos quatro anos cheguem aos 1074 milhões de euros. A nova LPM define ainda como objectivos dotar o Exército de viaturas tácticas ligeiras 4X4, capazes de suprir as lacunas que resultam da denúncia do contrato para o fornecimento dos blindados Pandur.

Está ainda cabimentada a substituição da metralhadora G3, que está ao serviço das Forças Armadas desde 1960, e ainda a renovação ou substituição dos seis aviões de transporte C-130, pelo mesmo número de aeronaves da brasileira Embraer KC-390. A Força Aérea Portuguesa já encaminhou para esse fabricante as especificações requeridas por forma a que a Embraer possa definir o preço de venda a Portugal. (Público)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

FRAGATA BARTOLOMEU DIAS EM EXERCÍCIOS NAVAIS NA COSTA OCIDENTAL AFRICANA

A Fragata BARTOLOMEU DIAS, da Marinha Portuguesa, larga da Base Naval de Lisboa, na madrugada do dia 28 de Fevereiro de 2015, para participar nos exercícios promovidos pelo Comando das Forças Americanas em África (US AFRICOM), o OBANGAME EXPRESS 2015 e o SAHARAN EXPRESS 2015, a terem lugar entre 19 e 27 de Março no Golfo da Guiné, e entre 20 e 27 de Abril na costa ocidental de África, respectivamente.

O OBANGAME EXPRESS 2015 e o SAHARAN EXPRESS 2015 são dois dos quatro exercícios marítimos regionais promovidos anualmente em África pela marinha americana, integrados no programa Africa Partnership Station. Contando com a participação de forças de países Aliados e de países africanos o objectivo principal destes exercícios consiste no fortalecimento de parcerias marítimas globais através de actividades de formação e de colaboração para melhoraria da segurança marítima nas regiões do Golfo da Guiné e da costa ocidental africana. (EMGFA)

Ministério da Defesa Nacional | Comunicado 26 de fevereiro

COMUNICADO

Na sequência das notícias publicadas, hoje, e face às graves acusações feitas por três Associações de Militares, o Ministério da Defesa Nacional esclarece:

· O Ministério da Defesa Nacional não aceita as acusações de “mentira” feitas pelas três Associações. De resto são as próprias Associações a confirmar que foram convidadas, em tempo oportuno, a apresentar os seus contributos. Não o quiseram fazer.

· Ao contrário do que reiteradamente sugerem estas três Associações, não foi criado qualquer grupo de trabalho, pelo Ministério da Defesa Nacional, para a revisão do novo Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR).

· O Ministério da Defesa Nacional informa que recebeu diversos contributos de diferentes entidades, que já elogiaram o empenho verificado na tentativa de acomodação das suas propostas.

· O Ministério da Defesa Nacional interpreta estas declarações, das três Associações, como uma justificação pública à opção dos seus responsáveis em não participar no processo de revisão do EMFAR.

· Perante as graves acusações efectuadas, o Ministério da Defesa Nacional coloca à disposição dos Órgãos de Comunicação Social a documentação trocada com estas Associações, sobre a revisão do EMFAR.

· Por fim, o Ministério da Defesa Nacional salienta o facto das principais críticas, tornadas públicas, em resultado da Conferência de Imprensa de hoje, se limitarem, essencialmente, ao procedimento e não ao conteúdo do novo EMFAR, o que reflecte o esforço feito, em conjunto com as Chefias Militares, na elaboração do documento. (Defesa)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Exército em exercício militar na Lituânia

O Exército vai participar num exercício militar na Lituânia durante quatro meses, e a partir de Abril, sendo a primeira vez que as Forças Armadas portuguesas se envolvem neste tipo de missão, que visa entre outros objectivos articular a segurança nas fronteiras.

Do Regimento de Cavalaria n.º 6 (RC6), de Braga, estarão envolvidos 140 militares e 30 viaturas pesadas, que serão expedidas do Porto de Leixões, segundo foi hoje anunciado. O coronel Rui Ferreira, comandante do Regimento de Cavalaria de Braga, explicou que “os Esquadrões [Cavalaria] da NATO têm de operar entre si, pois têm técnicas, práticas e doutrinas diferentes, precisando por essa mesma razão de treinar para se integrarem”.

“Neste momento Portugal dispõe dos meios mais modernos”, destacou o comandante sobre os recursos do RC6 e do Exército português¬. “Uma das grandes missões da Aliança Atlântica, no âmbito da defesa colectiva, consiste na incumbência da segurança nas fronteiras”, recordou ainda Rui Ferreira. “Vai ser uma nova missão para o nosso país com a projecção dos meios portugueses, em articulação com as forças americanas, holandesas e lituanas. Vamos operar com a Aliança Atlântica, em toda a Europa Central, num grande exercício militar”, acrescentou.

No Kosovo a partir de Março

O comandante do RC6 falava hoje em Cabeceiras de Basto à margem da apresentação de outro exercício, este com vista a uma missão de paz no Kosovo. O exercício iniciou-se já esta noite na freguesia de Cabanelas, em Vila Verde, tendo sido simulada detenção de uma organização terrorista – “um cenário que não esperamos no Kosovo, mas temos que estar sempre preparados para todas as situações”, segundo revelaram fontes militares. (Sol)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

VISITA DA FUNDAÇÃO BENFICA AO REGIMENTO DE CAVALARIA Nº3

No âmbito do Protocolo celebrado entre o Exército Português e a Fundação Benfica, o Regimento de Cavalaria Nº3 (RC3) recebeu, em 18 de Fevereiro, um grupo de cerca de 190 alunos, com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos, oriundos dos seguintes Agrupamentos de escolas: Agrupamento de Setúbal; Escola da Bela Vista; Agrupamento de Ponte de Sor; Escolas de Ponte de Sor e Montargil; Agrupamento de Lisboa; Escola de Marvila e Escola Damião de Góis.

De acordo com o Protocolo celebrado, e no âmbito do projecto da Fundação Benfica, “Para ti se não faltares”, a visita contemplou um conjunto de actividades de âmbito militar, onde os alunos estiveram envolvidos de forma activa.

Do programa oficial destacou-se a recepção de boas vindas pelo Exmº Comandante, Coronel de Cavalaria Nuno Gonçalo Victória Duarte, seguindo-se as actividades previstas pelo RC3, que incluíram volteio e passeio a cavalo, escalada e rappel da torre móvel multiatividades, pista de 200m e transposição de obstáculos em corda, uma prova de orientação no interior do RC3 e uma visita às instalações do RC3.

Seguiu-se uma pausa para o almoço e retomadas as actividades com as crianças a assistirem à formatura Regimental, ato que muito as surpreendeu e agradou.

No final do dia e durante o lanche, antes do regresso às suas casas, era patente nos rostos destas crianças mais desfavorecidas satisfação pelo dia que lhes foi proporcionado pelo Exército, através do RC3. (Exército)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Força Aérea Portuguesa realiza exercício em Beja com 3 mil militares

A Força Aérea Portuguesa (FAP) inicia hoje o exercício anual táctico, REAL THAW 2015 (RT15), na Base Aérea Nº11, em Beja.

O exercício tem como principal objectivo “avaliar e certificar a capacidade operacional da Força Aérea, garantido desta forma, que as forças participantes estão prontas a cumprir com as missões que lhes estão atribuídas na defesa dos interesses nacionais e das alianças internacionais de que o país faz parte”.

Para além da Força Aérea Portuguesa, da Marinha e do Exército, participam forças da
Dinamarca, de Espanha, da Holanda, dos Estados Unidos da América e da NATO num total de 3 mil militares e 40 aeronaves.

As missões aéreas e terrestres decorrem até 6 de Março nos distritos de Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal e Beja. (Radio Pax)

Líder norte-coreano pede ao exército para estar “totalmente preparado” para a guerra

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, instou o seu exército a estar “totalmente preparado” para a guerra, numa reunião do Partido dos Trabalhadores, informou esta segunda-feira a agência estatal KCNA.

O jovem líder proferiu um “discurso histórico” na primeira reunião em 10 meses da comissão militar central do partido único, no qual afirmou que a situação de segurança é “mais grave do que nunca” tanto na Coreia do Norte como no estrangeiro, segundo a agência oficial KCNA.

Kim exigiu ao exército lealdade a si próprio e ao partido e instou-o a “estar completamente preparado para reagir a qualquer forma de guerra desencadeada pelo inimigo”, que referiu como “os imperialistas dos Estados Unidos”. (Observador)

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Uma alemã nas mãos dos portugueses

Dentro de poucos anos é provável que os recrutas deixem de cantar em uníssono, durante a instrução militar, os seguintes versos: "Ó minha rica mãezinha,/ Olha o que a tropa me fez./ Tirou-me a namorada./ E deu-me uma G3." No mínimo dos mínimos, o segundo verso terá de ser alterado para que possa rimar com o nome de outra espingarda automática.

A arma de fogo de origem alemã, ícone da Guerra do Ultramar e da Revolução de 25 de Abril de 1974, usada por sucessivas gerações de portugueses, do início dos anos 60 até hoje, tem os dias contados. Durante este ano, o Ministério da Defesa vai lançar um concurso internacional destinado à aquisição de 10 225 espingardas que vão equipar o Exército.

Segundo a lei de Programação Militar, que a Assembleia da República aprovou na semana passada, a substituta da G3 será comprada entre 2015 e 2016, implicando uma despesa de 41 milhões de euros. Mesmo assim, este investimento é bastante inferior ao previsto na anterior lei de Programação Militar. Seriam 78 milhões de euros para comprar 40 mil espingardas, mas afinal a nova arma só ficará ao serviço do Exército, deixando de fora a Força Aérea e a Marinha. 

Enquanto tal dia não chega, a G3 continua a arma individual dos soldados integrados nas forças que fazem missões no exterior. Pesa 4,1 quilos, a que acrescem 600 gramas quando se junta o carregador com balas de calibre 7,62 mm, tem 1o2 centímetros e começou a chegar às mãos dos portugueses em 1961. 

FAZER AS CONTAS

A espingarda automática, que pode já ter sido empunhada por três gerações de algumas famílias, é uma das constantes das últimas décadas, ainda que o fim do serviço militar obrigatório tenha feito disparar o número de homens que nunca pegaram numa, ao mesmo tempo que algumas mulheres passavam a ter a oportunidade de o fazer. O Exército não avança quantos portugueses usaram a G3 ao longo dos anos, mas adianta que "todos os militares que prestaram e/ou prestam serviço nas fileiras, receberam instrução para manusear e manter esta arma ligeira".

"É só fazer as contas", disse à ‘Domingo’ o general na reserva Loureiro dos Santos, que teve a sua primeira G3 numa comissão de serviço em Angola, de 1962 a 1965. "Tivemos permanentemente uma média de 150 mil soldados em operações, que eram rendidos de dois em dois anos. Fazendo a conta a metade, anda perto de um milhão durante a Guerra de África. De lá para cá, talvez mais um milhão, pois entretanto passaram 40 anos", calcula o ex-chefe de Estado-Maior do Exército.

Apesar de a Guerra do Ultramar ter sido a prova de fogo da G3, criada anos antes pela Heckler & Koch, uma empresa da então República Federal Alemã, Loureiro dos Santos foi para Angola – após Salazar responder aos massacres de fazendeiros e nativos com o célebre discurso do "depressa e em força" – com uma arma de fogo também germânica, mas muito mais arcaica. "Era uma Mauser, de finais da I Guerra Mundial, com uma pequena adaptação", recorda, exemplificando o grau de impreparação das Forças Armadas aquando do início do conflito.

Quando o coronel na reserva Carlos Matos Gomes fez a primeira das suas três comissões nos Comandos, em Moçambique, já a G3 era produzida em Portugal, na Fábrica do Braço de Prata, em Lisboa. "Na Academia Militar estudávamos a G3, mas não a usávamos, pois estavam quase todas na guerra. Quando cheguei a Moçambique, no lago Niassa, recebi a minha primeira G3 para ir combater", recorda o historiador, autor de diversos romances passados na Guerra do Ultramar, sob o pseudónimo Carlos Vale Ferraz.

Pouco tempo demorou até aperceber-se da ligação afectiva que os combatentes estabeleciam com a espingarda automática. "Aquilo que se ensinava aos soldados é que a G3 era a namorada deles. Nas operações tinham sempre a arma à mão, e mesmo dentro da caserna o normal era terem-na, pendurada pela bandoleira, aos pés da cama. Em caso de necessidade, era a defesa. Era uma companhia, quase um prolongamento do corpo", diz Carlos Matos Gomes.

Para memória futura ficaram as fotos que ex-combatentes tiraram à espingarda automática que lhes fora entregue, antes de a devolverem, no final da comissão, com dizeres como "Devo-te a vida", escritos com balas.

QUALIDADES E DEFEITOS 

Ter a mesma arma a equipar o Exército ao longo de meio século, apenas com algumas adaptações, é uma situação rara num país fundador da NATO – estatuto que não impediu que os EUA de John Fitzgerald Kennedy tivessem impedido a venda de armas ao regime de Salazar –, mas a explicação é muito simples. "A partir de certa altura havia armas melhores do que a G3, em peso e em cadência de tiro, e vários países começaram a comprá-las. Nós não comprámos e sabe-se muito bem porquê. Tivemos dificuldades financeiras e foi considerado que havia outras prioridades", explica Loureiro dos Santos.

Mesmo a anunciada substituição da G3 é vista como insuficiente pelo general na reserva. Defendendo que "não devemos comprar um número de armas exactamente igual ao número de militares que temos nas nossas fileiras" e salientando que é necessário acautelar "ameaças mais perigosas" à segurança de Portugal, Loureiro dos Santos considera que seriam necessárias 50 a 60 mil novas espingardas automáticas, englobando os efectivos da Força Aérea e da Marinha. 

Por seu lado, Carlos Matos Gomes realça que mesmo nos tempos da Guerra Colonial a G3 já era desajustada para algumas operações. "Era muito comprida e relativamente pesada, pelo que era difícil utilizá-la dentro dos helicópteros ou nos espaços mais confinados, como quando começaram a aparecer as Chaimites."

No outro prato da balança, o co autor de ‘Os Anos da Guerra Colonial’ destaca a simplicidade da espingarda automática criada por engenheiros de armamento alemães que foram trabalhar para Espanha após o fim da II Guerra Mundial. "A G3 era uma arma muito simples de montar e de desmontar. Os militares habituaram-se a ela, e utilizavam-na com muita eficácia", garante, apesar de "perder claramente, em termos de maleabilidade, de peso e até de fiabilidade, para a arma dos movimentos de libertação".

A metralhadora Kalashnikov, de fabrico soviético, era mais leve, menos sujeita a avarias e mais curta. "Nas forças especiais, sempre que podíamos, usávamos as Kalashnikov que apanhávamos aos guerrilheiros", admite Carlos Matos Gomes. Loureiro dos Santos acrescenta uma qualidade da G3 em relação à ‘concorrência’: a capacidade de derrube, pois as rajadas tinham um efeito muito mais letal.

E Carlos Matos Gomes recorda soldados que "faziam malabarismo com uma só mão, mesmo sendo uma arma muito comprida". Histórias de cinco décadas em que os portugueses tiveram nas mãos uma arma cujo ‘G’ vem de ‘Gewehr’, que é "espingarda" em alemão. (CM)

sábado, 21 de fevereiro de 2015

EXÉRCITO PORTUGUÊS PARTICIPA NA RESPOSTA NACIONAL AO SURTO DO VÍRUS ÉBOLA

O Exército, através do seu Elemento de Defesa Biológico, Químico e Radiológico (ElDefBQR), e no âmbito da preparação de uma resposta nacional ao surto do vírus Ébola, terminou um conjunto de visitas a hospitais de referência para tratamento de casos de Doença por Vírus Ébola (DVE), nomeadamente, Hospital Curry Cabral e Dona Estefânia do Centro Hospitalar de Lisboa Central e o Centro Hospitalar de São João, terminando com a participação num simulacro no Centro Hospitalar de São João, onde treinou a descontaminação de uma infraestrutura hospitalar.

As visitas foram extremamente importantes para o conhecimento das infraestruturas, e dos profissionais de saúde que integram a componente hospitalar directamente envolvida na resposta, bem como permitiram coordenar uma eventual actuação do ElDefBQR.

Em 4 de Fevereiro, liderado pela Comissão Regional para a DVE na região norte, realizou-se um exercício interministerial que contou com diversas entidades que integram a Plataforma de Resposta à DVE. O exercício Freetown, que teve uma componente de field exercise e uma componente de table top exercise e visou avaliar a capacidade de transporte, circuitos internos do hospital, vigilância de contactos e procedimentos de descontaminação perante um cenário de uma grávida em trabalho de parto com DVE. O ElDefBQR participou no field exercise tendo sido activado para efectuar a descontaminação terminal da sala de partos. O Comando do ElDefBQR ativou as seguintes equipas/módulos: Módulo de Segurança do Regimento de Lanceiros Nº2, Módulo Sanitário da Direcção de Saúde, Equipa de Defesa BQR do Regimento de Engenharia Nº1 e a Equipa Avançada do Laboratório de Bromatologia e Defesa Biológica. Os militares encararam esta oportunidade de treino como sendo uma situação muito próxima de uma situação real e os procedimentos foram cumpridos com elevado rigor.

Participaram também no exercício o Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte), o Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho da ARS Norte, a Direcção-Geral da Saúde (DGS), o Instituto Nacional de Emergência Médica, o Centro Hospitalar de São João e a Guarda Nacional Republicana.

A participação do Exército nesta missão de descontaminação do vírus Ébola encontra-se prevista na Orientação nº 021/2014 da DGS e tem sido alvo de uma preparação específica e muito focada nos possíveis cenários de actuação. Neste âmbito, o ElDefBQR poderá ser chamado a executar tarefas de descontaminação terminal de infraestruturas e de viaturas onde tenham permanecido doentes contaminados pelo vírus Ébola.

As capacidades residentes no ElDefBQR, aliadas ao treino que tem sido garantido e aos resultados comprovados laboratorialmente, permitem garantir uma resposta operacional válida, segura e eficaz, dando o Exército um importante contributo para o combate a esta ameaça. (Exército)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

EUA vão vender drones armados aos seus aliados

Os Estados Unidos vão autorizar pela primeira vez a exportação de drones armados para alguns países aliados no quadro da luta mundial ao terrorismo.

“Esta nova política estabelece as regras para a venda, transferência e utilização internacional de sistemas aeronáuticos militares sem piloto de origem americana”, anunciou o Departamento de Estado num relatório divulgado na terça-feira.

A diplomacia americana sublinha que os EUA são “os líderes tecnológicos mundiais em matéria de desenvolvimento e utilização” dos drones militares. “Há outros países que estão a começar a utilizar drones militares de modo mais regular e este mercado está a desenvolver-se cada vez mais”, refere o documento do Departamento de Estado.

É neste contexto que os EUA dizem ter “a responsabilidade de garantir as vendas, transferências e utilização internacional dos drones militares de origem americana, tendo sempre presente os interesses da sua segurança nacional e da sua política externa”.

A exportação para o estrangeiro de “sistemas sensíveis será feita através de um programa de vendas de equipamentos militares de governo para governo”, explica o Departamento de Estado, sem referir nenhum país como potencial cliente.

O jornal Washington Post, que noticiou em primeira mão esta mudança na política de vendas militares dos EUA, refere que países aliados como a Itália, a Turquia e as monarquias do Golfo estão muito interessados em negociar com Washington.

Segundo um responsável americano citado sob anonimato pelo Washington Post, os EUA já venderam drones armados ao seu mais próximo aliado, o Reino Unido. Aparelhos deste tipo mas não armados, que servem para operações de vigilância e recolha de informação, já foram vendidos a aliados da Aliança Atlântica, como a França e Itália.

A utilização de drones armados constitui uma pedra angular na luta contra o terrorismo delineada pelo governo de Barack Obama, nomeadamente em operações realizadas no Afeganistão, Paquistão, Somália, Síria, Iraque e Iémen. (Público)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Força Aérea britânica interceta bombardeiros russos perto da Cornualha

Segundo o ministério britânico, os Typhoon da RAF, que operavam sob comando da NATO, escoltaram os dois Tu-95 "Bears" russos até que estes se afastaram "da zona de interesse do Reino Unido", apesar de - em nenhum momento -terem chegado a penetrar "no espaço aéreo soberano britânico".

Em comunicado, o ministério britânico explica que os aviões foram enviados como parte da operação de reacção rápida perante a proximidade dos aparelhos russos, mas esclarece que "em nenhum momento foi considerado que os aviões russos apresentassem uma ameaça".

Este é já o segundo incidente com bombardeiros enviados pela Rússia em menos de um mês, depois de, a 28 de Janeiro, terem sido interceptados outros dois "Bears" nas proximidades do espaço aéreo britânico, perto do canal da Mancha.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido pediu entretanto explicações ao embaixador da Rússia em Londres, Alexander Yakovenko.

Segundo a NATO, as incursões de aviões russos aumentaram especialmente desde o aumento das tensões com a Rússia face à crise na Ucrânia. O ministro da Defesa do Reino Unido, Michael Fallon, assegurou, em declarações divulgadas hoje pelos meios de comunicação, que vê "um perigo real e iminente" que a Rússia desestabilize também os Estados bálticos da Letónia, Lituânia e Estónia. Por sua vez, o primeiro-ministro, David Cameron, advertiu ontem que a Rússia sofrerá "durante anos" as consequências das sanções económicas e financeiras se continuar a favorecer a instabilidade na Ucrânia. (SIC)

PROTOCOLO ENTRE O RE1 E A CÂMARA MUNICIPAL DE CASTELO DE VIDE

Decorreu no passado dia 05 de Fevereiro de 2015, a assinatura do protocolo de colaboração entre o Regimento de Engenharia Nº 1 (RE1) e a Câmara Municipal de Castelo de Vide, enquadrando-se no âmbito do emprego da Engenharia Militar nas Outras Missões de Interesse Público a realizar pelo Exército.

O Protocolo estabelecido ocorre da necessidade de se proceder à abertura, alargamento e beneficiação de caminhos no Concelho de Castelo de Vide, através da realização de trabalhos de desmatação, nivelamento, compactação e regularização de valetas, numa extensão de 1450 metros, e em alguns troços no espalhamento de saibro/tout-venant para evitar a remoção dos afloramentos rochosos existentes. Os caminhos em reabilitação serão um instrumento de auxílio na prevenção e combate aos incêndios florestais, através da construção de acessibilidades melhoradas a uma das encostas da Serra de S. Mamede. (Exército)

BA 11 vai receber o exercício Real Thaw 2015

Tem início em Beja, na Base Aérea n.º11 (BA 11) já na próxima segunda-feira, dia 23, prolongando-se até 6 de Março, o exercício anual táctico da Força Aérea Portuguesa (FAP), o chamado Real Thaw 2015 (RT15). Segundo comunicado da FAP, o RT15 tem como principal objectivo “avaliar e certificar a capacidade operacional da Força Aérea, garantido desta forma que as forças participantes estão prontas a cumprir as missões que lhes estão atribuídas na defesa dos interesses nacionais e das alianças internacionais de que o País faz parte”. Nesta sétima edição do Real Thaw, para além da Força Aérea Portuguesa, da Marinha e do Exército, participarão, a nível internacional, forças da Dinamarca, de Espanha, da Holanda, dos Estados Unidos da América e da NATO, “num total de 3000 militares e 40 aeronaves”, adianta a FAP. Para o cumprimento dos objectivos RT15, “estão planeadas missões aéreas e terrestres, que decorrerão nos distritos de Viseu, Guarda, Coimbra, castelo Branco, Portalegre, Setúbal e Beja”, conclui. (DA)

Só 28% dos portugueses lutaria pelo país em caso de guerra ?

A Win Gallup fez esta pergunta "Se houvesse uma guerra que envolvesse o seu país, estaria disposto a lutar pelo seu país?" em 63 países. Em média, 60% diz que sim. Em Portugal apenas 28% respondeu afirmativamente.

Segundo uma informação da Marktest, associada da Win Gallup, em termos globais, «60% dos inquiridos respondeu afirmativamente a esta questão, 27% negativamente e 12% não soube ou não quis responder à pergunta colocada».

Portugal está entre os 13 países onde é menor a percentagem dos que respondem afirmativamente à questão colocada, «com 28% a referir que lutariam pelo país em caso de guerra, 47% a indicar que não o fariam e 24% a não responder à questão».

A Marktest avisa que os resultados têm «no entanto diferenças muito significativas entre os vários países em análise». Em países como as Fiji, Marrocos, Paquistão, Vietname ou Bangladesh mais de 85% dos residentes responderam afirmativamente à pergunta.

Na base da lista encontramos o Japão, onde apenas 11% dos inquiridos estariam dispostos a lutar pelo seu país em caso de guerra (43% não lutaria e 47% não sabe ou não responde), assim como Holanda (15% lutaria), Alemanha (18%), Bélgica (19%) e Itália (20%). O mapa representa as respostas positivas à questão em análise: «O estudo da Win Gallup foi realizado entre Outubro e Novembro de 2014, junto de uma amostra de 64 909 entrevistados, residentes em 65 países de todas as regiões do Mundo. Em Portugal, a Marktest foi a responsável pela recolha de informação, que consistiu num estudo online junto de uma amostra de 1000 indivíduos com 18 e mais anos» (MSN)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Força Aérea com oito helicópteros EH-101 Merlin parados por falta de manutenção

A Força Aérea Portuguesa tem a maior parte da sua frota de helicópteros Merlin EH-101 parada por um atraso do fornecedor, a empresa francesa Turbomeca, na manutenção dos motores, disseram à Lusa fontes parlamentares.

De acordo com as mesmas fontes, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), general José Araújo Pinheiro, disse esta manhã aos deputados numa audição à porta fechada na Comissão de Defesa que neste momento estão a operar apenas quatro dos doze helicópteros comprados em 2001 à Agusta Westland.

O CEMFA precisou que o ramo pagou à empresa francesa a totalidade dos custos do processo de manutenção, mas que esta já ultrapassou há várias semanas o prazo para entregar os motores.

Uma das fontes referiu que apesar da "pressão" da Força Aérea e das reuniões que já tiveram lugar para tentar resolver o assunto, a Turbomeca não estará a conseguir responder às encomendas, existindo atrasos com outros clientes. (I)

Exército ucraniano retira tropas de Debaltseve

O exército ucraniano está a retirar algumas das suas tropas que se encontram cercadas em Debaltseve, após uma ofensiva dos rebeldes pró-russos naquela cidade estratégica do leste da Ucrânia, disse um alto funcionário ucraniano.

«A libertação dos nossos militares está em curso, sendo que estão parcialmente fora do cerco», disse Ilia Kive, chefe adjunto da polícia regional ucraniana, citado pela agência de notícias francesa France Presse.

«A retirada de forças de Debaltseve está a correr de forma planeada e organizada», afirmou o deputado Semen Semenchenko, acrescentando que «o inimigo está a tentar cortar as estradas e evitar a saída das tropas».

Outros pequenos grupos de tropas ucranianas dirigiram-se para o norte de Debaltseve. De acordo com uma testemunha à Reuters, algumas colunas e carros começaram a chegar a Artemivsk ao início da manhã.

«Alguns chegaram sozinhos, outros em colunas e outros em carros. Pareciam muito cansados e as caras estavam sujas da guerra», afirmou o fotógrafo da agência, Gleb Garanich.

De acordo com Ilya Kiva, vice-chefe da polícia regional, os ucranianos não abandonaram a cidade, continuando os combates na rua com «uma batalha de tanques».

No entanto, fonte policial no leste da Ucrânia revelou que a guerra continua em Debaltseve.

«Em Debaltseve os confrontos directos continuam a acontecer. Mas está a ser feito tudo para desbloquear as nossas forças», afirmou Ilya Kiva. (tvi24)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

COMANDANTE MILITAR VISITA CAMPO PORTUGUÊS NO KOSOVO

O Comandante da Força Multinacional do Kosovo (acrónimo em inglês COMKFOR), Major General Francesco Paolo FIGLIUOLO, realizou uma visita oficial à KFOR TACTICAL RESERVE MANOEUVRE BATTALION (KTM) no campo militar português Slim Lines, Pristina, no dia 13 de fevereiro de 2015.

No início da visita, após receber as devidas honras militares a cargo da companhia portuguesa BCoy, o COMKFOR reuniu-se com o Comandante da KTM, Tenente-coronel José Manuel Tavares das Neves, tendo assistido a um brifingue sobre as capacidades operacionais da Força no Kosovo que constitui a Reserva Táctica do Comandante da Força multinacional do Kosovo (KTM/ COMKFOR).

De seguida, o COMKFOR dirigiu-se aos militares dos contingentes português e húngaro da KTM, reconhecendo e agradecendo publicamente o trabalho efectuado e elogiando a prontidão e a flexibilidade da reserva táctica, expressando por último o orgulho em poder ter a KTM sob o seu comando.

No final da visita, o Major General Francesco Paolo FIGLIUOLO, reforçou a importância da reserva táctica, tendo apontado a KTM como uma unidade onde existe "Example", "Endeavor" e "Entrust" dentro da Força do Kosovo (KFOR), contribuindo para o cumprimento dos objectivos desta força internacional no Kosovo, sob a égide da NATO. (EMGFA)