17 de setembro de 2016

Polícia Marítima realizou mais de cem mil ações de fiscalização no último ano

A Polícia Marítima realizou no último ano mais de cem mil acções de fiscalização, reportando 1200 crimes e 7700 contra ordenações, segundo um balanço hoje apresentado pelo Comandante-Geral, que destacou a participação na missão de salvamento marítimo na Grécia.

"Em termos práticos, da missão já resultou o salvamento de mais de 3500 vidas humanas de refugiados, além das acções de assistência e de cooperação com outras forças europeias", afirmou o Comandante-Geral da Polícia Marítima, vice-almirante António Silva Ribeiro.

O vice-almirante adiantou que está em ponderação a "possibilidade de, a partir de maio de 2017, voltar a participar na missão Poseidon, na Grécia", uma missão da agência Europeia Frontex.

Em termos de resultados operacionais, o comandante Silva Ribeiro enumerou 101.000 acções de fiscalização, das quais 10.300 ocorreram em embarcações no mar, 1200 crimes reportados e 7700 ilícitos contraordenacionais.

O militar discursava nas instalações centrais da Marinha, numa cerimónia de homenagem à Polícia Marítima (PM), tutelada pelo ministério da Defesa, que tem em preparação alterações à orgânica da Autoridade Marítima Nacional e ao estatuto do pessoal da PM.

Sobre este ponto, o vice-almirante Silva Ribeiro afirmou que é necessário actualizar o regime orgânico estabelecido em 1995 para a Polícia Marítima bem como à revisão do estatuto do pessoal "de modo a conformá-lo às realidades presentes do serviço e da carreira".

Para o vice-almirante, a "edificação da Polícia Marítima do futuro é uma missão ambiciosa e de exercício constante", tarefa "complexa" que "dificilmente será viável" sem "o compromisso" do governo e "o apoio da Marinha".

Na cerimónia, o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, disse que a Polícia Marítima pode "contar com a tutela da Defesa Nacional em tudo o que tem que ver com as acções do futuro" num "espírito de modernização".

O vice-almirante António Silva Ribeiro apontou ainda as necessidades da PM em termos materiais, entre os quais a compra de "equipamentos específicos de polícia e a renovação das viaturas operacionais" e adiantou que no próximo ano o objectivo é equipar mais três viaturas de "vigilância costeira com capacidades de comunicações, visão térmica e nocturna", entre outras especificidades. (RTP)

16 de setembro de 2016

Carros de combate inauguraram nova era nos teatros de guerra há 100 anos

Os carros de combate, que se transformaram num dos mais poderosos sistemas de armas ao serviço dos Exércitos de todo o mundo, foram empregues pela primeira vez em teatros de guerra há 100 anos, na batalha do Somme.

O Mark I, designado pelos britânicos como "tanque" (de água) para evitar a espionagem inimiga durante a sua construção, foi enviado para França a fim de garantir a proteção dos soldados que procuravam romper as linhas alemãs junto ao rio Somme - apesar dos enormes problemas técnicos que tornaram essa participação num fracasso militar.

O volume e intensidade do fogo das tropas alemãs provocou tantas vítimas entre a infantaria aliada que Londres recorreu à tecnologia - mesmo não testada - para enfrentar a organizada máquina de guerra germânica, com recurso a uma plataforma de combate que garantia proteção ao movimento dos soldados, tinha poder de fogo e garantia mobilidade no campo de batalha.

O número de carros de combate enviados para França era claramente insuficiente: 49 Mark I, sendo que apenas 32 entraram a 15 de setembro de 1916 na batalha de Flers-Courcelette, uma das muitas da Ofensiva do Somme - e só nove conseguiram chegar a uma terra de ninguém cheia de crateras, lama e arame farpado, tantos eram os problemas técnicos e mecânicos (altas temperaturas, gases tóxicos do combustível, falta de ventilação) que também provocavam grandes estragos entre a própria guarnição.

Mas a importância desse sistema de armas primitivo e pesadão foi de tal ordem que logo em 1917 surgiu a primeira versão construída com uma torre sobre o casco, mais pequena e meia leve: o Renault FT.

O ponto alto do emprego operacional dos carros de combate chegou com a II Guerra Mundial, quando os alemães compensaram a menor blindagem e poder de fogo dos seus Panzers, relativamente aos tanques de guerra franceses, com um diferente modelo organizacional.

Enquanto os carros de combate franceses apoiavam a infantaria e moviam-se à velocidade dos soldados, os alemães fizeram o oposto: criaram unidades blindadas em torno dos tanques, garantindo--lhes a elevada rapidez de movimentos que se tornou celebremente conhecida como Blitzkrieg (guerra-relâmpago). Acresce que, também ao contrário dos gauleses, os nazis concentravam as unidades de lagartas, aumentando significativamente a capacidade de fogo.

"A novidade na II guerra Mundial foi a forma de usar os carros de combate, que garantiu o sucesso aos alemães pela forma brilhante como concebem as unidades e as empregam... a plataforma em si não chega, é preciso uma lógica organizacional que a beneficie e uma doutrina de emprego que a favoreça", explicou um especialista ao DN, sob anonimato por ser militar no ativo e não estar autorizado a falar.

Exemplo disso são os israelitas, que ao contrário dos ocidentais têm uma doutrina de emprego dos carros de combate que lhes permite usá-los em áreas urbanas com segurança, adiantou a fonte.

Um salto tecnológico nos carros de combate ocorreu nos anos 1980, com a introdução dos equipamentos de visão nocturna. Contudo, a grande mudança surgiu com o emprego das câmaras térmicas, cuja influência é equiparável à dos radares no combate aéreo. O uso de computadores e dos lasers para melhorar a pontaria e poder de fogo são outros pontos de evolução, mas haver duas câmaras térmicas independentes permitiram ao chefe do carro e ao apontador verem coisas diferentes e maior rapidez na aquisição dos alvos, assinalou a fonte. (DN)

15 de setembro de 2016

Dezassete militares desistiram do curso de Comandos

Dezassete militares do Exército desistiram esta quinta-feira do 127º curso de Comandos, marcado pela morte de dois instruendos e que esteve suspenso durante uma semana, informou fonte oficial.

Os militares em causa foram um oficial, quatro sargentos e 12 praças, que desistiram "a pedido dos próprios" no recomeço do curso daquelas forças especiais do Exército, precisou a fonte. (DN)

Suécia volta a enviar exército para a Gotlândia

A Suécia enviou esta quarta-feira um destacamento militar permanente para a ilha da Gotlândia, no Mar Báltico, o que ocorre pela primeira vez desde 2005 e coincide com um debate interno sobre as capacidades da defesa sueca face à Rússia.

A medida foi decidida pelo parlamento em 2015, mas o destacamento só estava previsto para daqui a um ano.

"A situação geopolítica deteriorou-se com o tempo e decidi que precisamos de uma presença permanente, por isso adiantámos o calendário para as tropas de combate", disse à televisão pública sueca SVT o comandante supremo das Forças Armadas, Micael Byden.

"Não pensamos que haja uma ameaça de ataque, estamos apenas a reafirmar a soberania sueca, a enviar um sinal de que a Suécia responde à situação de segurança existente. Assistimos à anexação da Crimeia e ao aumento da pressão sobre os países bálticos", disse o ministro da Defesa, Peter Hultqvist.

O primeiro destacamento é constituído por 150 soldados de infantaria, que serão substituídos em Julho de 2017.

Em Junho de 2015, o centro de reflexão norte-americano Cepa publicou um relatório segundo o qual a Rússia fez exercícios militares com 33.000 tropas simulando uma invasão da Gotlândia, a maior ilha sueca, com cerca de 60.000 habitantes, e de outros locais.

Cerca de um ano antes, no outono de 2014, as autoridades suecas denunciaram a presença de um submarino nas suas águas, sugerindo sem o referir que era russo, embora meses mais tarde tenham descartado a prova principal, que eram fotografias tiradas por particulares.

Na altura o Governo sueco desvalorizou o relatório mas, em Junho de 2015, o Ministério da Defesa propôs, e o parlamento aceitou, reforçar a defesa para "preparar a Suécia para a guerra". (DN)

14 de setembro de 2016

127.º Curso de Comandos retoma actividades na quinta-feira

Em comunicado, o Exército anunciou que o Chefe do Estado-Maior do ramo, Rovisco Duarte, autorizou que o 127.º curso retomasse as actividades previstas no plano "considerando que a avaliação não revelou contra indicações clínicas que impeçam a continuidade".

O conjunto de exames e análises feitos incidiram sobre o estado geral de saúde, uma avaliação da degradação de funções específicas e incluíram uma entrevista individual com um clínico.

Os resultados dos exames e análises foram avaliados por médicos das especialidades de medicina desportiva, interna, cardiologia e ortopedia.

Os instruendos que estão ou estiveram internados no Hospital das Forças Armadas continuam o seu processo de recuperação, adiantou o porta-voz do Exército. (Lusa)

Ministro da Defesa Nacional na Comissão de Defesa Nacional

A Comissão de Defesa Nacional​ recebe, em audição, o Ministro da Defesa Nacional, José ​Azeredo Lopes, para debater a política geral do Ministério e outros assuntos de actualidade.​ (A.R)

13 de setembro de 2016

Comandos estavam a ser monitorizados. “O treino não ultrapassa os limites humanos”

Alguns militares do 127.º curso de Comandos, a que pertenciam os recrutas Hugo Abreu e Dylan da Silva, estavam a ser monitorizados do ponto de vista fisiológico, através de um projecto desenvolvido pelo Laboratório de Biomecânica do Porto em parceria com o Exército. Ao Observador, o investigador Mário Vaz, responsável pelo projecto, explica que a equipa ficou “tão surpreendida como toda a gente” com as mortes e os internamentos, visto que “não foi registada nenhuma anomalia”.

Os investigadores escolheram alguns militares do batalhão “ao acaso” (nenhum dos que tiveram problemas fazia parte desta amostra), que foram equipados com uma série de instrumentos que permitiam recolher dados como ritmo cardíaco, temperatura interna, e actividade física. O objectivo era obter uma “avaliação da resposta fisiológica ao esforço, em contexto térmico adverso”. Ou seja, “como é que o organismo humano responde quando está sob carga física e psíquica, em condições térmicas adversas, como muito frio ou muito calor”, esclareceu o investigador. A equipa esperava criar “um modelo que permitirá simular numericamente o mecanismo que nos permite controlar a nossa temperatura”.

Se algum dos militares que tiveram problemas fizesse parte da amostra, “teríamos hoje muita informação, porque com as pessoas que estavam monitorizadas estava tudo bem”. Agora, a equipa está à espera da resolução dos inquéritos, para poder ter acesso aos dados médicos sobre os militares internados e poder reformular o projecto. Haverá “outros parâmetros que importa medir”, afirma o líder do projecto. “Estamos muito curiosos, estamos à espera de ter essa informação para perceber o que se passou e que outras variáveis podemos ir buscar”, acrescenta.

Ainda assim, de acordo com os resultados obtidos dos militares analisados, o investigador assegura que “o treino não ultrapassa os limites humanos”. Reconhecendo que “há uma pressão enorme sobre os militares, ao analisar os dados, verificamos que em nenhum momento a temperatura interna sobe acima dos 40 graus, que é considerado o limite”, esclarece Mário Vaz ao Observador. A equipa assegura também que, se tivesse encontrado alguma anomalia nos dados dos militares, teria dado o alerta de imediato. E o investigador acredita que tudo foi feito da melhor forma possível. “Não tenho a mínima dúvida de que toda a gente desempenhou o seu papel como era suposto. O Exército não escondeu nada, foram os primeiros a estar preocupados”, garante.

O projecto chegou aos Comandos “a pedido do próprio Exército”, sublinha Mário Vaz, acrescentando que foi “o curso de Comandos que nos pediu para que déssemos continuidade ao projecto com eles”. O projecto já tinha tido uma primeira fase, em que alguns militares foram submetidos a esforço dentro de uma câmara de temperatura controlável. A segunda fase foi passar para o terreno. “Consiste em fazer o mesmo que a NASA faz com os astronautas”, refere o investigador.

Para o investigador, as próximas fases destes projectos implicarão que “todos os militares estejam instrumentados”, até porque “esta tecnologia já está quase ao nível da utilização no dia-a-dia”. O grande problema que ainda está por ultrapassar é a análise em tempo real. Actualmente, os dados só podem ser analisados depois de retirados os instrumentos de medição, “mas o próximo passo é a evolução para o tempo real”, sublinha o investigador. (Observador)

12 de setembro de 2016

Regimento de Cavalaria 3 comemora o seu 309 aniversário

A cerimónia militar comemorativa do dia da unidade e da participação do RC3 na batalha de Fuente de Cantos, da Guerra Peninsular, e que deu origem ao dia da unidade, vai decorrer às 16:30.

O RC3 foi a unidade que mobilizou o maior número de militares para a guerra nas antigas colónias portuguesas, cerca de 42 mil homens, integrando 42 batalhões e 18 companhias, e a que registou o maior número de mortos - 485.

Considerada uma das unidades militares mais influentes na revolução do 25 de Abril de 1974, o RC3 participou com um Esquadrão de Reconhecimento, comandado pelo capitão Andrade Moura, com 120 homens, nas movimentações militares que derrubaram a ditadura.

O Regimento de Cavalaria 3 "Dragões de Olivença" tem origem numa das mais antigas unidades do Exército, fundada em 1707, em Olivença, e participou também na Guerra Peninsular e na I Guerra Mundial.

O RC3 está instalado em Estremoz há 141 anos, desde 05 de Abril de 1875.

O dia da unidade é celebrado, habitualmente, a 15 de Setembro, data em que decorreu a Batalha de Fuente de Cantos, em 1810.

O programa comemorativo dos 309 anos da unidade inclui outras actividades de âmbito cultural e desportivo, como uma exposição de pintura, na Casa de Sargentos, a partir de quinta-feira e que fica patente ao público até ao dia 07 de Outubro.

Também no âmbito destas comemorações decorre no próximo sábado, no Rossio Marquês de Pombal, às 21:00, uma actuação da Reprise de Mafra e às 22:00, também no Rossio, um concerto pela Orquestra Ligeira do Exército. (Notícias)

11 de setembro de 2016

Entrevista ao capitão-de-mar-e-guerra Brites Nunes

Entrevista ao capitão-de-mar-e-guerra Brites Nunes, militar da Marinha que disparou o primeiro torpedo de um submarino português

O que é que o levou a escolher a carreira militar?

As influências mais marcantes foram o viver num local em que o mar fazia parte integrante do meu quotidiano, o meu pai era patrão da embarcação da Alfândega encarregue da fiscalização aduaneira na Ria Formosa, tinha amigos que já frequentavam a Escola Naval, observava com fascínio os navios patrulha com a missão de fiscalização nas águas algarvias e que atracavam no cais de Olhão, ambicionava poder viajar, visitar diversos portos, conhecer vários países.

Preferir a Marinha foi então uma escolha natural...

A minha educação sempre tinha realçado o primado do sentido das responsabilidades e do respeito pelo próximo, que me pareciam coincidentes com o que me iam transmitindo sobre a vivência na Marinha. Neste contexto, integrar a Marinha representava para mim uma postura responsável, provavelmente adornada pelo normal idealismo da juventude.

Quando é que entrou?

Em 1965. Após concluir o curso de Marinha na Escola Naval, no final do 3.º trimestre de 1969, fui promovido a guarda-marinha em Janeiro de 1970. Especializei-me em operações de "rocega [detecção e destruição] de minas", área em que a Marinha era considerada como das mais proficientes na NATO. Depois especializei-me em armas anti-submarinas e cumpri uma comissão de serviço em Cabo Verde em 1974/75. Regressado a Portugal deixei-me aliciar pela arma mais recente na Marinha, os submarinos, por constituírem uma arma recentemente renovada, de elevada concepção técnica e sendo um factor de muito elevado interesse militar táctico e sustentável potencial estratégico. Em 1980 fui nomeado comandante do Albacora e, em 1981, do Barracuda. A seguir fui director da Escola de Submarinos e depois chefe do Estado-Maior da Esquadrilha de Submarinos até 1987. Em 1997 regressei para Comandante da Esquadrilha.

É verdade que foi o primeiro comandante de um submarino português a disparar um torpedo de combate contra um alvo?

É verdade e o ocorrido teve lugar em 15 de Dezembro de 1982. O alvo foi o navio mercante Bandim, um butaneiro em trânsito para a Madeira que sofreu uma grave avaria com alagamento da casa das máquinas e foi abandonado pela tripulação a cerca de 120 milhas náuticas a oeste de Sines. Meio submerso e com mais de uma quilotonelada de gás butano e propano a bordo, constituía um grave perigo para a navegação. Posicionámos o Barracuda a 3800 metros de distância e disparámos o torpedo... levou mais de quatro minutos a 30 metros de profundidade e provocou duas explosões consecutivas, levantando água e fumo a uns 50 metros de altura.

Que outras experiências profissionais foram mais marcantes?

É sempre difícil escolher ou prioritizar experiências ou factos marcantes ao longo de uma carreira naval de mais de 45 anos... o ataque simulado ao porta-aviões norte-americano "Dwight Eisenhower" (em 1983), por demonstrar uma vez mais a operacionalidade dos submarinos portugueses e das suas guarnições; a primeira passagem do Estreito de Gibraltar em imersão por um submarino português (em 1984), pelo risco que a operação envolve devido à complexidade da sua preparação e planeamento... é necessário entrar em consideração com cerca de uma dezena e meia de factores de cálculo para definir a profundidade mais adequada ao trânsito do submarino em imersão, porque a corrente superior é sempre no sentido Atlântico/Mediterrâneo enquanto a corrente inferior é sempre no sentido contrário.

Que diferença encontra entre ser militar e civil?

Ao longo da minha carreira tive a oportunidade de trabalhar com pessoal civil, maioritariamente no desempenho das funções como capitão de porto dos portos de Portimão e Lagos, em que foi fundamental manter um relacionamento vertical, profícuo e respeitoso com todos, passando pela honrosa classe piscatória, pela multiplicidade dos desportistas náuticos, do pessoal da navegação mercante, autarcas, pelas diversas instituições e particulares com responsabilidades complementares em relação ao mar ou interesses legais ligados ao mar.

Como vê o papel actual das Forças Armadas em Portugal?

Cada vez mais os conceitos de segurança e defesa se interpenetram e complementam, implicando a necessidade de libertar as Forças Armadas da exclusividade de responderem a ameaças externas e passando a envolvê-las como intervenientes e cooperantes nos aspectos da segurança, que tem cada vez mais contornos de ameaça global. Num país com poucos recursos, julgo ser fundamental utilizar todos os meios disponíveis para garantir a segurança e a defesa, como aliás se vem observando em países de muito maior capacidade económica e financeira.

Com poderes próprios ou subordinadas às autoridades policiais, como ocorre nesses países?

As Forças Armadas deveriam actuar sob as ordens de um comando superior, com poder de tutela e de coordenação sobre a totalidade das forças envolvidas (quer de segurança quer de defesa). Numa operação em conjunto, cada força deveria actuar em função das ordens próprias. (DN)

10 de setembro de 2016

A FORÇA AÉREA E O COMBATE AOS FOGOS FLORESTAIS

"O meu nome é Jorge Pereira, simples cidadão civil, totalmente independente e profundamente interessado por Portugal.

Desde os meus tempos de adolescente que me questiono acerca do motivo da nossa Força Aérea Portuguesa (FAP) ter estado muitos anos e ter-se mantido depois arredada, até aos nossos dias, do combate directo aos incêndios florestais.

É sabido que a FAP chegou a operar o Lockheed C-130H Hercules com os dois sistemas de combate a incêndios. Houve tripulações que chegaram a executar 30 descargas num só dia conforme me foi dito por um antigo piloto. Apesar de ter sido uma grande ajuda, o sistema (MAFFS) instalado neste avião de carga para o efeito não era prático. Também os helicópteros Alouette III nos anos 1980 e 1990, fizeram missões de combate aos fogos florestais.

Há mais de 20 anos ponderei escrever uma carta ao Chefe de Estado Maior da Força Aérea, o que não veio a acontecer. Decidi, contudo, pedir a ajuda aos cidadãos nacionais para juntos colocar, com a brevidade possível, a nossa Força Aérea Portuguesa de novo a combater os incêndios.

Não é nada do outro mundo, pois as congéneres de Espanha, Grécia, Croácia e até mesmo de Marrocos estão envolvidas directamente na luta contra os incêndios há décadas também com os famosos Canadair/Bombardier CL-215, CL-215T e CL-415 que os governos portugueses desde 1974 nunca ousaram comprar.

Entre 1954 e 1962 já a FAP operava o Grumman SA-16A Albatross, um aparelho anfíbio muito semelhante aos Canadair CL-215/415, que desempenhava as funções entre outras de busca e salvamento (SAR) nas Lajes, Açores.

Neste contexto e como paradoxo é de referir também que a antiga Espanha Franquista com a sua Força Aérea começou a operar o Canadair CL-215 desde 1971. A título de curiosidade até a antiga República Socialista Federativa da Jugoslávia do Marechal Tito operou este meio aéreo anfíbio polivalente. Portanto algo de estranho se passou em Portugal depois do 25 de Abril de 1974, com o posterior negócio de meios aéreos privados que se veio a desenvolver.

Existe, portanto, desde há muitos anos um profundo desinvestimento na FAP. Chegou-se inclusive ao ridículo de se criar «uma pequena segunda força aérea» chamada Empresa de Meios Aéreos (EMA) com dinheiros públicos!

Por fim, provando que o sistema está completamente fora de controle e desvirtuado, todos os anos, no verão, vemos pilotos militares a combater os incêndios durante as suas férias, ao serviço de empresas privadas… que por sua vez são pagas pelo próprio Estado!

É interessante notar que é tudo legal, uma vez que possuem as competências e qualificações para tal missão, adquiridas nessas empresas. Por todas estas razões, ao fim de quase quatro anos de luta difícil, consegui reunir quase 32 mil assinaturas na Petição que exige o regresso da FAP ao combate contra os fogos florestais.

Quando estas linhas chegarem ao leitor, já o documento foi entregue na Assembleia da República (AR), em Lisboa, na passada terça-feira, 30 de Agosto. Deixei nas mãos de Jorge Lacão, um dos vice-presidentes da AR, as vozes de muitos portugueses e portuguesas que se querem fazer ouvir. Depois do que aconteceu este verão, tenho a certeza que somos muitos mais a apoiar esta causa".

Jorge Pereira (Barlavento)

Nota à Comunicação Social " Esclarecimento sobre Cursos de Comandos"

Na sequência da publicação de notícias que levantam a questão de os Cursos de Comandos poderem vir a ser extintos em resultado dos acontecimentos da última semana ocorridos com o 127º Curso de Comandos, vimos esclarecer que estas notícias sugerem uma abordagem da situação que não corresponde à realidade.

Relativamente a esta questão em concreto, a única preocupação do Ministro da Defesa Nacional consiste em contribuir para que o Exército possa realizar com toda a serenidade e objectividade as diligências que tem em curso, de modo a saber-se o que de facto não terá corrido bem e encontrar-se a forma mais adequada de o impedir no futuro.

Esta é a abordagem seguida pelo Ministro da Defesa Nacional, em estreita articulação com o Chefe do Estado-Maior do Exército, desde a primeira hora em que se teve conhecimento dos trágicos acontecimentos no decurso do 127º Curso de Comandos.

Todos os cenários que possam ser levantados além disto são pura especulação. (Defesa)

Comunicado de Imprensa

É com profundo pesar e consternação que o Exército informa que faleceu hoje, dia 10 de Setembro de 2016, pelas 09h25 horas, o Soldado Dylan Araújo da Silva.

O militar, que frequentava o 127º Curso de Comandos, encontrava-se internado no Hospital Curry Cabral, desde o dia 06 de Setembro, devido a complicações hepáticas.

Neste momento de luto, dor e sofrimento para a família e para o Exército, o General Chefe do Estado-Maior do Exército, General Frederico José Rovisco Duarte, transmitiu à família todo o apoio e solidariedade.

O apoio psicológico aos familiares continua a ser assegurado através do Centro de Psicologia Aplicada do Exército. (Defesa)

Presidente da República e o ministro da Defesa visitaram militares do curso de Comandos internados

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, visitaram esta sexta-feira à tarde os dois militares do curso de Comandos que continuam internados no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa.

No final desta visita, o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas informou que entre a noite de quinta-feira e a madrugada de hoje visitou também com o ministro da Defesa o militar do curso de Comandos que está internado com prognóstico reservado no Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

Sobre os dois militares internados no Hospital das Forças Armadas, Marcelo Rebelo de Sousa declarou aos jornalistas que “tem havido uma evolução positiva, em qualquer deles, num deles até estando aparentemente próximo de ter alta”. Quanto ao militar que está no Curry Cabral, disse que “está num estado estacionário”.

O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e o Chefe do Estado Maior do Exército acompanharam esta visita ao Hospital das Forças Armadas, que começou pelas 18h30, com hora e meia de atraso em relação ao previsto, depois de o Presidente da República e o ministro da Defesa terem estado reunidos no Palácio de Belém.

Na sequência de um treino dos Comandos na região de Alcochete, no distrito de Setúbal, um militar morreu devido a “um golpe de calor” e vários outros receberam assistência hospitalar, estando ainda internados três militares, um no Curry Cabral e dois na Unidade de Tratamentos Intensivos do Hospital das Forças Armadas, em Lisboa.

Presidente dá “pleno apoio” a inquérito e a suspensão de cursos

O Presidente da República defendeu, também, que os incidentes no treino de um curso dos Comandos não desprestigiam as Forças Armadas e declarou “pleno apoio” à abertura de um inquérito e à suspensão dos próximos cursos.

Depois de visitar dois militares internados no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, questionado pelos jornalistas se teve influência na suspensão dos cursos, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que “quem tem poder para decidir sobre essa matéria é o senhor general Chefe do Estado-Maior do Exército, que naturalmente não toma uma decisão dessas sem partilhar o ponto de vista com o ministro da Defesa Nacional”.

“O senhor ministro da Defesa Nacional foi permanentemente informando o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, mas quem tinha poder para decidir decidiu, e bem. Há o pleno apoio do Comandante Supremo das Forças Armadas às duas decisões tomadas: à primeira decisão, a da abertura de um inquérito, e à segunda decisão, relativamente aos cursos”, acrescentou.

Interrogado se a morte de um militar e a assistência hospitalar e internamento de vários outros militares que participavam num treino dos Comandos não atinge o prestígio das Forças Armadas, Marcelo Rebelo de Sousa declarou: “Eu acho que não”.

O Presidente da República disse que “em todas as instituições há momentos bons e momentos maus” e considerou que estes casos foram enfrentados imediatamente com coragem.

“Eu digo que não há desprestígio para as Forças Armadas porque, perante um problema que surge, houve a coragem de enfrentar esse problema abrindo um inquérito para apurar o que se passou, e apurar toda a verdade sem qualquer limitação, e abrir instantaneamente. E, depois, tomar a decisão cautelar de, por um lado, apurar o estado físico de todos os elementos do curso e, por outro lado, não avançar para outros cursos antes de saber exactamente o que se passou nesta circunstância”, argumentou. (Observador)

8 de setembro de 2016

Esclarecimento sobre suspensão dos Cursos de Comandos

Informa-se que Sua Excelência o General Chefe do Estado-Maior do Exército, General Frederico José Rovisco Duarte, no âmbito das suas competências, determinou, em articulação com Sua Excelência o Ministro da Defesa Nacional, o seguinte:

1 – A execução de uma Inspecção Técnica Extraordinária às provas de classificação e selecção para os Cursos de Comandos e aos seus referenciais;

2 - A suspensão dos próximos Cursos de Comandos até à conclusão da Inspecção Técnica Extraordinária agora determinada;

3 – A execução de uma avaliação clínica aos formandos do 127º Curso de Comandos (a decorrer), a realizar pelo Centro de Saúde Militar de Coimbra durante a qual haverá uma suspensão temporária do 127º Curso. (Defesa)

Exército esclarece que 127.º curso de Comandos mantém-se

O Exército esclareceu hoje que o 127.º curso dos Comandos vai manter-se de forma «controlada e adaptada», sublinhado que os próximos cursos é que vão ser suspensos até conclusão dos inquéritos em curso.

“O despacho do Chefe de Estado-maior do Exército foi para a suspensão dos próximos cursos de Comandos, ou seja, a intenção do Exército é que este curso, o 127.º, termine de forma controlada e adaptada como foi tem sido feito até agora”, explicou à Lusa o porta-voz do Exército, o tenente-coronel Vicente Pereira.

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, anunciou hoje que os cursos de Comandos do Exército vão ficar suspensos até ao final do inquérito à morte de um militar no domingo, disse à Lusa fonte do ministério.

De acordo com o porta-voz, a competência para a suspensão do curso pertence ao Chefe de Estado-maior do Exército, cujas decisões têm sido “coordenadas e acertadas” com o gabinete do ministro da Defesa Nacional.

Segundo Vicente Pereira, os próximos cursos de Comandos estão suspensos já que o Chefe de Estado-maior do Exército pretende “aguardar as conclusões dos inquéritos que estão a decorrer, analisá-las e verificar se há necessidade de proceder a alguma alteração nos próximos”.

“Só depois da análise feita é que se determinará o passo seguinte a dar”, sublinhou o responsável.

O 127.º curso de Comandos tem a duração de 12 semanas, que decorrem em Setembro, Outubro e Novembro, tendo começado com 67 formandos, dos quais três oficiais, 10 sargentos e 57 soldados.

Segundo Vicente Pereira a Inspecção técnica extraordinária hoje anunciada pelo ministro da Defesa Nacional é um processo interno do Exército conduzido pela Inspecção-geral do Exército.

Na sequência de um treino dos Comandos, um militar morreu devido a "um golpe de calor" e diversos outros receberam assistência hospitalar, estando ainda internados cinco: um no Curry Cabral, três no Hospital das Forças Armadas e outro no Hospital da Cruz Vermelha.

Azeredo Lopes tinha já tinha admitido à Lusa a possibilidade de intervir após a conclusão das duas investigações que decorrem à morte de um militar num curso de Comandos.

Além do inquérito instaurado pelo chefe do Estado-Maior do Exército, a Procuradoria-Geral da República também abriu uma investigação.

Diário Digital com Lusa

Inquérito ao desastre do C-130 ainda não está concluído

José Alberto Azeredo Lopes disse, na quarta-feira à agência Lusa em Londres, ter pedido recentemente informações sobre o assunto, aguardando a conclusão do inquérito e a divulgação das suas conclusões.

"Suponho que a finalização não esteja para longe, mas ainda não está concluído", afirmou, justificando a demora com a complexidade do acidente.

O avião Hércules C-130 encontrava-se numa missão de treino na base aérea n.º6, no Montijo.

Segundo a Força Aérea, que dirige o inquérito às causas, o aparelho "imobilizou-se fora da pista" e incendiou-se de imediato durante a corrida de descolagem e a tripulação não chegou a reportar qualquer emergência.

Na sequência do acidente, morreram o tenente-coronel Fernando Castro, o capitão André Saramago e o sargento Amândio Novais.

O Ministro da Defesa Nacional português chegou na quarta-feira à capital britânica para participar na reunião Ministerial de Defesa dedicada às operações de manutenção de paz das Nações Unidas, onde estarão representados mais de 70 países e organizações internacionais. (NM)

7 de setembro de 2016

Ministério Público abre inquérito à morte de militar do Exército

O Ministério Público vai abrir um inquérito à morte do militar do curso de comandos do Exército português durante um treino no domingo, de acordo com informação enviada à agência Lusa.

Fonte da Procuradoria-Geral da República confirmou hoje a existência de um inquérito "o qual corre termos no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa".

No domingo, durante um treino, um militar que frequentava o 127.º curso de Comandos sentiu-se "indisposto durante uma prova de tiro" e acabou por morrer na enfermaria de campanha, tendo-lhe sido diagnosticado um "golpe de calor".

Na segunda-feira, o Exército esclareceu que apesar da morte de um militar e de um outro ter sido internado, na região de Alcochete, no distrito de Setúbal, os treinos iam continuar, mas adaptados ao tempo quente que se fez sentir no início da semana.

Entretanto, já na terça-feira, o porta-voz do Exército, Vicente Pereira, informou que a situação clínica do militar do curso de Comandos internado no Hospital do Barreiro registava uma evolução favorável, mantendo um quadro reservado,

Em comunicado, o Exército informou também que, no âmbito do mesmo curso, seis militares foram assistidos no Hospital das Forças Armadas, nas últimas 48 horas, tendo cinco regressado ao curso e um ficado internado, sem qualquer risco de vida.

O chefe do Estado-Maior do Exército ordenou já um inquérito para apurar as causas em que o "trágico acontecimento ocorreu", tendo a Polícia Judiciária militar tomado conta da ocorrência. (DN)

5 de setembro de 2016

FALECIMENTO DE MILITAR DO CURSO DE COMANDOS

O Ministro Da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, vem manifestar, em seu nome pessoal e em nome do Governo, profundo pesar pelo falecimento ocorrido na noite de ontem de um militar do curso de Comandos.

Foi com profunda consternação que o Ministro da Defesa Nacional recebeu ao final da noite de ontem notícia do sucedido pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte.

O Ministro da Defesa Nacional teve já esta manhã a possibilidade de falar com a família e transmitir-lhe a sua solidariedade pessoal e do Governo neste momento de dor e sofrimento.

Os familiares e os camaradas do militar falecido estão a receber apoio psicológico disponibilizado pelo Exército. Foram também tomadas todas as diligências necessárias para se apurar as circunstâncias e causas desta morte trágica.

Neste dia de luto para o Exército e para as Forças Armadas, o Ministro da Defesa Nacional e o Governo endereçam à família do militar falecido as suas mais sinceras e sentidas condolências. (MDN)

Militar morre após treino do curso de Comandos

Um militar morreu, este domingo, após um treino do curso de Comandos, no Campo de Tiro de Alcochete.

O incidente ocorreu na tarde de ontem, por volta das 15h40. Um comunicado do Exército, citado pelo Correio da Manhã, adianta que o militar sentiu-se "indisposto"durante uma prova de tiro e foi assistido no local. O médico que estava a acompanhar o exercício diagnosticou-lhe “um golpe de calor” e encaminhou-o para a enfermaria, onde esteve sob observação.

O estado de saúde do militar, que frequentava o 127.º curso de Comandos, piorou após o jantar. O médico optou por transferi-lo para o hospital, mas este acabou por morrer na sequência de uma paragem cardio respiratória, por volta das 21h30, ainda na enfermaria.

Já está em curso um inquérito para apurar as causas da morte por ordem do General Chefe do Estado-Maior do Exército e a Polícia Militar já está a analisar o caso.

Ainda ontem à noite, um outro militar foi encaminhado para o Hospital do Barreiro, por volta das 23h40, depois de se ter sentido indisposto também devido a um “golpe de calor”.

O Exército avançou esta manhã que os treinos vão continuar, apesar de os exercícios serem adaptados ao tempo quente que está previsto para hoje. (IOL)

4 de setembro de 2016

Presidente do Brasil cancela doação de três aeronaves a Moçambique

O presidente do Brasil investido, Michel Temer, cancelou a doação de três aeronaves do tipo T-27 Tucano à Força Aérea de Moçambique, segundo um comunicado apresentado quarta-feira, no Congresso Nacional.

A mensagem do presidente, segundo a Rádio Moçambique, seguiu à decisão do Ministério da Defesa, na qual se lê que a tutela «tem-se empenhado em celebrar acordos bilaterais com nações amigas», dando especial atenção à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), «sabiamente nações que apresentam dificuldades na área da defesa».

Em 2009, após visita oficial do ministro brasileiro da Defesa a países africanos, identificou-se esta oportunidade, mas, em Março do ano passado, depois da mudança de titular da pasta, foi diagnosticada a morosidade do processo, que «representa um obstáculo grave e, na prática, prejudica mais do que favorece a cooperação», segundo se lê no comunicado da tutela.

Ao reavaliar o processo, o ministério pediu um parecer ao Comando da Aeronáutica, que se mostrou contrário, recomendando o cancelamento da doação.

Depois de a Força Aérea Brasileira ter decidido utilizar apenas as aeronaves T-27, desistindo das AT-29, na formação, «a doação das três aeronaves impactará directamente na dotação da frota, ou seja, a quantidade de aviões previstos para a instrução aérea seria insuficiente para atender ao previsto», lê-se na decisão.

Além disso, o Comando da Aeronáutica alertou que «manter as aeronaves reservadas» até à aprovação do projecto de lei «implica custos permanentes de manutenção e suprimento».

«Estima-se que o Governo de Moçambique precise de apoio brasileiro, tanto para o transporte das aeronaves àquele país, como para o início das operações, gerando, assim, fardo extra, que não foi anteriormente previsto», segundo o comunicado.

Na decisão, pesou também o facto de o Governo de Moçambique ter manifestado interesse, em Abril de 2011, na aquisição de três aeronaves A-29 Super Tucano.

«Actualmente, as negociações prosseguem directamente com a Embraer e envolvem a aquisição de um número maior de aeronaves A-29», sendo que «as missões de emprego dessas aeronaves são as mesmas que a Força Aérea Moçambicana pretendia realizar com os T-27 Tucano», referiu a tutela.

Porém, segundo o comunicado, «o suporte logístico é bem diferente para os dois tipos de aviões, não sendo possível reaproveitamento». (A Bola)

3 de setembro de 2016

Portugal entrega seis caças F-16 à Roménia no final de Setembro

Portugal entrega os primeiros seis caças F-16 vendidos à Roménia no final deste mês, numa cerimónia a realizar na base aérea de Monte Real, soube ontem o DN junto de fontes militares.

A Força Aérea - que recebe hoje o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas naquela base do distrito de Leiria - entregará mais três das 12 aeronaves no final deste ano, ficando as últimas três para 2017, adiantaram as fontes.

Fonte oficial da Força Aérea garantiu ao DN não haver uma data marcada para aquele efeito, limitando-se a assinalar que o calendário previsto no programa de venda dos caças - o contrato foi assinado em 2013 - prevê a entrega dos primeiros F-16 no início do outono.

Note-se que nove dos 12 F-16 (dos quais três são bi-lugares) que foram adquiridos pela Roménia - a fim de substituírem a frota dos caças de origem soviética Mig-21 - pertenciam à Força Aérea portuguesa. Os restantes três envolveram um acordo tripartido com os Estados Unidos, cuja legislação interna dificulta a venda directa de equipamento militar aos países do extinto Pacto de Varsóvia.

Lisboa, que comprou esses três caças a Washington, ficou encarregue de os revender depois de os transformar e modernizar em função do interesse romeno - um modelo que poderá vir a ser replicado com a Bulgária, outro antigo país de Leste que já manifestou interesse em adquirir também caças F-16, depois de concluído o processo com Bucareste em Setembro do próximo ano.

O contrato de alienação dos F-16 envolveu ainda a formação pela Força Aérea de dezenas de pilotos, engenheiros e mecânicos na base de Monte Real - o que até obrigou a adquirir seis carrinhas para transportar os militares romenos.

O negócio, que envolveu o encaixe directo por Portugal de 78 milhões de euros num total aproximado de 180 milhões de euros, implicou também a ida de militares portugueses para a Roménia, a fim de prepararem e adaptarem as respectivas infraestruturas aeronáuticas militares. (DN)

2 de setembro de 2016

"O labor, a competência e o planeamento" da Força Aérea

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, realçou hoje na Base Aérea de Monte Real, Leiria, "o papel insubstituível" das Forças Armadas na identidade nacional.

No regresso de militares da Força Aérea que participaram numa missão no Báltico, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou o seu "orgulho" por aquilo "que significou mais uma demonstração da excelência" da Força Aérea Portuguesa e das Forças Armadas.

"O comandante supremo das Forças Armadas orgulha-se destas Forças Armadas, orgulha-se desta Força Aérea, orgulha-se desta missão", disse Marcelo Rebelo de Sousa, que visitou hoje várias instalações da base de Monte Real, situada no distrito de Leiria.

Na visita, Marcelo testemunhou "o labor, a competência e o planeamento" da Força Aérea.

Dirigindo-se aos militares que acabavam de regressar da missão no Báltico, o Presidente da República salientou que, "cá dentro e lá fora", vários responsáveis de outros países teceram "os maiores elogios à forma excepcional" como a Força Aérea actuou na missão da NATO(Organização do Tratado do Atlântico Norte) no Báltico, onde participaram cerca de 90 militares portugueses e quatro F-16MLU, durante quatro meses.

Portugal participou enquanto nação líder da missão, respondendo à falta de capacidade da Estónia, Lituânia e Letónia para a manutenção da segurança e defesa do seu espaço aéreo.

A missão realizou-se num contexto de "defesa da Europa, mas sobretudo de garantia de policiamento para a preservação da paz", numa zona "muito sensível", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, durante o discurso após a chegada dos caças F-16 da Força Nacional Destacada no Báltico.

A visita do Presidente da República, que não prestou quaisquer declarações à comunicação social, começou por volta das 11:00 e terminou às 16:00, tendo tido oportunidade de se sentar num F-16, observar os trabalhos de manutenção das aeronaves, regeneração de motores e simulação de trabalhos de manutenção. (Tvi24)

Presidente da República realça "papel insubstituível" das Forças Armadas

No regresso de militares da Força Aérea que participaram numa missão para no Báltico, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou o seu "orgulho", por aquilo "que significou mais uma demonstração da excelência" da Força Aérea portuguesa e das Forças Armadas.

"O comandante supremo das Forças Armadas orgulha-se destas Forças Armadas, orgulha-se desta Força Aérea, orgulha-se desta missão", disse Marcelo Rebelo de Sousa, que visitou hoje várias instalações da base de Monte Real, situada no distrito de Leiria.

Na visita, Marcelo testemunhou "o labor, a competência e o planeamento" da Força Aérea.

Dirigindo-se aos militares que acabavam de regressar da missão no Báltico, o Presidente da República salientou que, "cá dentro e lá fora", vários responsáveis de outros países teceram "os maiores elogios à forma excepcional" como a Força Aérea actuou na missão da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no Báltico, onde participaram cerca de 90 militares portugueses e quatro F-16MLU, durante quatro meses.

Portugal participou enquanto nação líder da missão, respondendo à falta de capacidade da Estónia, Lituânia e Letónia para a manutenção da segurança e defesa do seu espaço aéreo.

A missão realizou-se num contexto de "defesa da Europa, mas sobretudo de garantia de policiamento para a preservação da paz", numa zona "muito sensível", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, durante o discurso após a chegada dos caças F-16 da Força Nacional Destacada no Báltico.

A visita do Presidente da República, que não prestou quaisquer declarações à comunicação social, começou por volta das 11:00 e terminou às 16:00, tendo tido oportunidade de se sentar num F-16, observar os trabalhos de manutenção das aeronaves, regeneração de motores e simulação de trabalhos de manutenção.

"Senhor presidente, mais uma vez, a sua presença já bem marcante no tempo de magistratura como Presidente da República assegura-nos a motivação e o salário moral que todos os dias nos dá com a sua presença, de forma activa, e mostrando aos portugueses que as Forças Armadas estão prontas para cumprir qualquer missão que lhes seja solicitada", realçou o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Pina Monteiro.

"É muito bom voltar a casa", disse aos jornalistas o major Monteiro da Silva, oficial de operações no Báltico, referindo que os militares regressaram com a "sensação de dever cumprido".

Esta foi a terceira missão da Força Aérea portuguesa no Báltico, depois de ter participado em 2007 e em 2014, sempre como nação líder. (NM)

1 de setembro de 2016

Força Aérea terminou missão no Báltico

A Força Aérea Portuguesa, esteve na Lituânia durante quatro meses com quatro caças F-16 e três centenas de militares ao serviço da NATO.

Os caças F-16 da Força Aérea realizaram 16 operações reais nos quatro meses da missão de policiamento aéreo dos Bálticos que terminou ontem, informou esta quinta-feira aquele ramo das Forças Armadas.

Portugal liderou esta missão da NATO iniciada em maio a partir da base aérea lituana de Siauliai, com um destacamento permanente de cerca de 90 militares e que, no total, envolveu três centenas de militares portugueses.

A missão abrangeu os céus dos três países bálticos e integrou meios aéreos do Reino Unido, que operavam a partir da Estónia.

Os caças portugueses - naquela que foi a terceira missão do género depois das que liderou em 2007 e 2014  efectuaram 380 horas de voo. (DN)

Mais de 30 mil Portugueses querem Força Aérea a combater incêndios

Uma petição com mais de 32 mil assinaturas, a pedir que a Força Aérea volte a combater os fogos florestais, foi entregue esta terça-feira na Assembleia da República.

O promotor da petição, Jorge Pereira, demorou quatro anos a conseguir as assinaturas. “É a voz da democracia a falar”, afirma à Renascença.

O cidadão espera mudar consciências entre a classe política. “Se Portugal não tem [meios da Força Aérea a combater fogos], a culpa não é na Força Aérea, mas de quem nos tem governado nos últimos 40 anos”, atira.

Noutros países, argumenta Jorge Pereira, a Força Aérea combate os incêndios florestais com meios aéreos específicos.

“Recordo que as forças aéreas de Espanha, Marrocos, Grécia e Croácia há décadas que estão equipadas com os famosos Canadair”, diz o desempregado, residente em Odivelas.

O promotor da petição realça ainda que é importante resolver problemas como “a falta de limpezas das matas e do ordenamento do território”.

A vaga de incêndios de Agosto colocou em debate no espaço público o eventual regresso da Força Aérea Portuguesa (FAP) à missão de combate aos fogos com meios aéreos.

Em entrevista ao “Jornal de Notícias, o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, disse que é “inevitável” que a Força Aérea “venha a ser dotada” da capacidade de combater incêndios.

Azeredo Lopes reconhece que a FAP não dispõe actualmente de meios aéreos para combate a incêndios, situação que pode ser alterada aproveitando, por exemplo, a necessidade de substituir os helicópteros Alouette III.

Houve tempos em que eram utilizados aviões militares, mas foi prática que desapareceu no final dos anos 1990 por decisão política.

Actualmente, a Força Aérea não tem condições para participar no combate directo às chamas, mesmo que fosse essa a vontade do Governo. (RR)

27 de agosto de 2016

Marinha pedem flexões em homenagem a ex-combatentes

A Marinha estão a propor aos civis que façam 22 flexões por dia, como forma de alertar para os suicídios de ex-combatentes e homenagear aqueles que têm profissões de risco.

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da Marinha, comandante Rodrigues Vicente, explicou que o desafio surgiu nos Estados Unidos da América, onde se estima que haja 22 suicídios por dia de ex-combatentes, na sequência de stresse pós-traumático.

"Esse desafio começou a transpor fronteiras e nós decidimos aderir também à iniciativa, alargando-a a uma homenagem aos nossos bombeiros e forças de segurança que têm também uma profissão de risco", explicou o comandante.

A iniciativa foi muito participada nos Estados Unidos e a Marinha esperam também grande adesão.

A fragata Álvares Cabral foi um dos que já participou no desafio, tendo partilhado um vídeo dos seus militares a fazerem 22 flexões. Os civis que aceitarem o desafio podem partilhar os seus vídeos através de #22PushUpChallenge (C.M)

26 de agosto de 2016

Bispo das Forças Armadas e de Segurança visita militares portugueses no Kosovo

O bispo das Forças Armadas e de Segurança partiu hoje para o Kosovo para uma visita pastoral de quatro dias ao contingente português integrado na força de manutenção de paz na região.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, D. Manuel Linda explicou que um dos objectivos é mostrar aos cerca de 150 homens e mulheres que ali se encontram “um apreço muito grande, muito forte, pela missão que desempenham, assegurar a paz numa zona que foi tão martirizada e que ainda continua com uma certa instabilidade”.

“Daquilo que eu vou ouvindo, há uma melhoria significativa da convivência social, as nações vizinhas, concretamente a Sérvia, parece que começam a respeitar a autonomia e independência do Kosovo. A situação de paz parece estar a progredir, para isso também contribuiu muito Portugal, evidentemente, com estas missões. Agora, tendo a NATO ainda lá uma missão é sinal de que ainda é precisa”, realça o prelado.

A visita pastoral do bispo das Forças Armadas e de Segurança ao Kosovo surge a convite do comandante das forças militares portuguesas destacadas na região e também do capelão nacional.

Durante a sua estadia naquele território da antiga Jugoslávia, D. Manuel Linda vai ter oportunidade de administrar os sacramentos de iniciação cristã a vários soldados portugueses, que fizeram o seu percurso de preparação.

O responsável católico quer sublinhar o “trabalho de manutenção da paz, que coincide com uma proposta evangélica de uma sociedade em que as pessoas se respeitem mutuamente”.

Sobre o facto de poder celebrar o Baptismo e o Crisma e administrar esses sacramentos num contexto tão difícil, D. Manuel Linda recorda que o papel da Igreja Católica neste campo, ao longo da história, e mais concretamente a figura do capelão militar, é estar próxima “daquelas forças que no terreno exercem missões perigosas”.

“Se o bispo vai ao terreno, ao local onde de facto pode haver perigo de vida, não faz nada de mais porque também os homens e as mulheres que servem as forças armadas estão lá. Se administrar um sacramento aqui em Portugal diz-me muito, celebrá-los no contexto de zona de conflito é um regresso às origens e à razão de ser deste serviço de assistência religiosa às forças armadas”, conclui.

O programa da visita de D. Manuel Linda ao Kosovo vai integrar encontros com o comandante da força internacional de manutenção de paz da NATO, presente na região; e com o bispo da Diocese de Pristina, o único bispo católico do país.

D. Manuel Linda desloca-se ainda a “um mosteiro ortodoxo”, num sinal de “diálogo ecuménico”.

JCP (Eclesia)

24 de agosto de 2016

Coreia do Norte instala minas na zona desmilitarizada

A Coreia do Norte terá instalado minas terrestres em parcelas da zona desmilitarizada (ou DMZ) que a separa da vizinha Coreia do Sul, no que parece ser a resposta do regime de Pyongyang ao arranque dos exercícios militares conjuntos que se realizam todos os anos envolvendo meios dos EUA e da Coreia do Sul.

A Coreia do Norte, que conduziu o seu quarto teste nuclear em Janeiro, evários testes de lançamento de mísseis ao longo deste ano, considera que os exercícios conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul são equivalentes a uma guerra e por isso ameaçou lançar um ataque militar como retaliação. Alegadamente, a Coreia do Norte colocou novas minas perto da DMZ, na “vila do armistício” de Panmunjom, controlada por ambos os lados da península coreana e pelo Exército dos EUA.

“O Exército norte-coreano foi visto a instalar várias minas na semana passada, na Ponte Sem Retorno, do lado da Coreia do Norte”, noticiou a agência de notícias sul-coreana, Yonhap, citando uma fonte do Governo sul-coreano. A ponte está sobre o rio Sachong, na fronteira da linha de demarcação militar (MDL), perto da zona onde, em 1976, soldados norte-coreanos mataram dois soldados norte-americanos com machados. A zona desmilitarizada está coberta de minas deixadas ao longo dos anos, mas nenhum dos lados pode instalar novas minas. No ano passado, dois soldados sul-coreanos foram feridos por minas colocadas pela Coreia do Norte

O ministro da Defesa sul-coreano, Han Min-koo, recusou comentar a notícia avançada pela Yonhap, declarando que a zona estava sob controlo do comando das Nações Unidas – que é dirigido pelo Exército dos EUA, que ajuda no controlo da segurança em Panmunjon.

O comando das Nações Unidas mostrou-se preocupado com as actividades realizadas pelos militares da Coreia do Norte, mas não confirmou a existência de novas minas. “A presença de qualquer dispositivo ou munição perto da ponte pode seriamente comprometer a segurança” das pessoas perto da fronteira, notava um comunicado divulgado pelo comando da ONU, que recusou especular sobre a razão da recente actividade por parte do Exército da Coreia do Norte. Segundo a agência de notícias Yonhap, citando uma fonte do Governo sul-coreano, as minas foram colocadas para prevenir que soldados norte-coreanos desertem para a Coreia do Sul.

Na segunda-feira, Pyongyang disse estar a preparar um ataque de retaliação contra a Coreia do Sul e os EUA, como resposta aos exercícios anuais – chamados Ulchi Freedom Guardian –, nos quais participam cerca de 25 mil soldados norte-americanos. A tensão entre os dois lados da península coreana tem aumentado nos últimos dias devido à deserção de um diplomata norte-coreano, Thae Yong-ho, para a Coreia do Sul. (Público)

23 de agosto de 2016

Navio-escola Sagres inicia viagem de volta a Lisboa

O Sagres foi a Casa de Portugal durante a realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e recebeu, além de atletas e ex-atletas, como Joana Pratas, Carlos Lopes e Rosa Mota, autoridades portuguesas, brasileiras e convidados de outros países participantes da Olimpíada. 

O público, no entanto, foi o que mais aproveitou a estada do navio português no Rio de Janeiro: o número de visitantes diários foi superior a 4.000 pessoas. Elas puderam conhecer a embarcação, conversar com a tripulação e saborear os tradicionais doces da Arte Conventual, como o pastel de nata, ovos moles, pastel de Santa Clara e travesseiro de Sintra. 

A presença do Sagres no Rio de Janeiro foi possível graças à parceria entre a Marinha Portuguesa e o Comité Olímpico de Portugal, como um factor de motivação para os atletas da Missão Olímpica Portuguesa, já que o espaço do navio foi considerado território português durante o período em que esteve em águas cariocas. 

A travessia atlântica de regresso a Portugal tem parada novamente em Cabo Verde, desta vez no Mindelo, Ilha de São Vicente, entre os dias 10 a 12 de Setembro. A chegada a Lisboa está prevista para o dia 25 de Setembro, encerrando uma viagem de 97 dias no total. (Jogo)

20 de agosto de 2016

Portugal mantém participação na missão da UE na República Centro-Africana

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, aprovou em nome do Governo a portaria que autoriza o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas “a empregar e a sustentar, como contributo de Portugal para a Missão de Formação Militar da União Europeia na República Centro-Africana, um efectivo até 11 elementos nacionais destacados, pelo período de um ano, renovável, na República Centro-Africana”.

Os 11 elementos, já no terreno, farão parte de uma força de 170 soldados responsável por apoiar a reforma do Sector de Segurança da República Centro-Africana, tornando as suas Forças Armadas mais modernas, eficientes, inclusivas e democraticamente responsáveis, através do aconselhamento estratégico ao Ministério da Defesa e oficiais-generais e do apoio na educação e formação dos seus militares.

A Missão de Formação Militar da União Europeia na República Centro-Africana (EUTM RCA) vai suceder à Missão de Aconselhamento Militar na República Centro-Africana, cujo mandato terminou a 17 de Julho de 2016 e na qual participavam 8 militares portugueses.

A EUTM RCA tem sede em Bangui e integra militares de dez países – Áustria, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Polónia, Portugal, Roménia, Sérvia e Suécia. Aos 170 soldados desta missão acrescem ainda 62 soldados da força multinacional Eurocorps. A missão está prevista para um prazo de dois anos.

A EUTM RCA tem como objectivo dar continuidade ao contributo europeu para a reforma do sector da defesa da RCA, no quadro mais amplo de apoio à transição e à sustentabilidade do Estado de Direito, coordenado pelas Nações Unidas através da Missão Multidimensional Integrada de Estabilização da República Centro-Africana da Organização das Nações Unidas (MINUSCA).

A participação portuguesa agora aprovada pelo Governo obteve parecer favorável do Conselho Superior de Defesa Nacional, enquadrando-se no âmbito dos contributos de Portugal para a Política Europeia de Segurança e Defesa. (Defesa)