sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Força Aérea treinada para lidar com o ébola

A epidemia de ébola na África Ocidental está a preocupar as autoridades mundiais e ontem a ONU alertou que são precisos 800 milhões de euros para combater a epidemia.

Quem vai partir em breve para a Libéria (um dos três países mais atingidos pelo vírus, juntamente com a Serra Leoa e Guiné-Conacri) é um contingente de três mil tropas norte-americanas, anunciou ontem o presidente dos EUA, Barack Obama.

Em Portugal, a Força Aérea está de prevenção para um eventual cenário de recolha em África de doentes infectados com o ébola, portugueses ou estrangeiros, e posterior transporte para o nosso país. Na sexta-feira, na Base Aérea do Montijo, as tripulações das aeronaves de transporte C-130 e C-295 receberam formação de técnicos do Instituto Nacional de Emergência Médica: aprenderam a manusear os equipamentos de protecção individual entregues aos militares destacados para cenários de ébola. Fontes militares disseram ao CM que ainda não existe planeamento concreto de missões, mas que as mesmas podem acontecer assim que necessário.

A decisão de envolver as tropas portuguesas em missões de recolha de doentes nos países africanos afectados pelo ébola partiu do ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, após uma reunião informal de ministros da Defesa da Aliança Atlântica, realizada na semana passada em Itália. Após o regresso a Portugal, Aguiar-Branco reuniu-se com o general-chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, Pina Monteiro, determinando a necessidade de aprontamento da formação.

Segundo os últimos dados da Organização Mundial de Saúde, 4985 pessoas foram infectadas e 2461 morreram de ébola. (C.M)

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Em 10 anos, ingressaram nas Forças Armadas 30% dos 130.600 candidatos

As Forças Armadas (FA) receberam em dez anos cerca de 130.600 candidaturas de jovens que se propuseram a prestar serviço militar, dos quais 30 por cento foram incorporados, segundo dados dos três ramos das FA.
Em média, 13.060 homens e mulheres candidatam-se todos os anos a prestar serviço militar nos três ramos das Forças Armadas, de acordo com dados obtidos pela Agência Lusa junto do ministério da Defesa Nacional.

O Exército é o que tradicionalmente abre mais vagas, captando 78.562 dos 130.623 candidatos registados em 10 anos de regime voluntário, após o fim do Serviço Militar Obrigatório (SMO), extinto em Setembro de 2004.

Com o fim do SMO, instituiu-se o Dia da Defesa Nacional, com iniciativas por todo o país que visam dar a conhecer as missões das Forças Armadas e o que significa a Defesa Nacional, ao qual os jovens são obrigados a comparecer.

Ao contrário da Marinha e da Força Aérea, que só tem o Regime de Contrato, o Exército tem duas vias de recrutamento, o Regime de Contrato, de dois a seis anos, e o Regime Voluntário, com a duração de um ano.

Em média, todos os anos se candidatam a prestar serviço militar voluntário no Exército 7.800 jovens. Desde 2005, este ramo contou com 78.562 candidatos. Deste total, 29.753 foram incorporados, o que representa uma percentagem de 37 por cento.

Em 2005, o primeiro ano do novo modelo, ingressaram nas fileiras do Exército 3.385 jovens, o que representou 52 por cento do total de candidaturas. Já em 2013 foram incorporados apenas 25 por cento, 1.548 jovens.

Quanto à distribuição por sexos, considerando um subtotal de 71 mil candidatos (faltam dados relativos a 2005), a esmagadora maioria são homens, 55.809, sendo 15.231 mulheres.

A formação dos candidatos tem aumentado de ano para ano. Em 2008, nenhum dos candidatos a vagas no Exército tinha o grau de mestrado, número que aumentou para 122 em 2013.

Como empregador, as Forças Armadas registam, em termos gerais, mais procura do que oferta, sendo certo que há especialidades que têm maior procura do que outras. As vagas são abertas em função das necessidades e também das disponibilidades orçamentais. Por exemplo, na Marinha, nos anos de 2011 e 2012 não foram abertas quaisquer vagas para este ramo, que entre 2005 e 2013 registou um total de 17.466 candidaturas entre 2005 e 2013, numa média anual de cerca de 2500.

Do total de candidaturas, foram incorporados 27,6 por cento, ou seja 4.819 jovens. Desde 2005 que todos os anos são incorporados acima de 600 candidatos. Em 2013 voltaram a abrir concursos mas ingressaram apenas 419 militares.

Quanto à distribuição por idades, nos candidatos à Marinha 70 por cento têm entre 20 e 22 anos. No total dos dez anos, 76 por cento dos candidatos são homens, 13.419, e 23 por cento são mulheres, cerca de quatro mil.

Na Força Aérea candidataram-se 34.595 jovens desde 2005 até hoje, uma média de 3459 por ano, dos 18 aos 27 anos, com o 9.º ano até à licenciatura.

Dos 34.592, 22.863 são homens e 11.729 são mulheres. Quanto às habilitações académicas, os praças têm entre o 9.º e o 12.º ano, os oficiais entre o 12.º ano e a licenciatura.

Apesar do número elevado de candidatos, a percentagem que é incorporada também é reduzida, verificando-se, à semelhança dos outros ramos, que vem diminuindo ao longo dos anos. No total dos dez anos, de 34.595 candidaturas, entraram 4701.

Os dados indicam que em 2005 foram incorporados 35 por cento dos total de 2568 que se candidataram, ou seja, 435 militares, enquanto em 2011 apenas 29 oficiais foram incorporados e em 2014, até Agosto, nenhum militar entrou para os quadros da FA.

O número de efectivos dos três ramos das Forças Armadas diminuiu de 37.632 militares em 2005 para cerca de 34 mil em 2013, segundo dados a que a Agência Lusa teve acesso. (Fonte : RTP)

Militares Portugueses condecorados no Kosovo

Um grupo de Militares Portugueses, integrados na missão da NATO-KFOR, destacados no Kosovo, foram recentemente condecorados com a medalha comemorativa das missões de paz, do Ministério da Defesa Italiano.

A cerimónia de condecoração, que se realizou na base da Multinational Specialized Unit (MSU) em Pristina, reconhece a continuidade das boas relações, de cariz institucional e cooperação operacional entre a força portuguesa e a MSU.

A presença da KFOR, que está no terreno desde 1999 e na qual Portugal participa desde o início, tem sido crucial para a manutenção da segurança e protecção para todos os indivíduos e as comunidades no Kosovo.

Actualmente a Força Nacional Destacada no Kosovo é constituída por 186 militares, que continuam a contribuir, com os restantes membros da KFOR, para a manutenção de um ambiente seguro no Kosovo.

Caças portugueses interceptaram aviões militares russos

Caças F16 portugueses em missão NATO interceptaram aviões militares russos perto dos países bálticos.

Portugal solidário no combate ao Estado Islâmico

José Pedro Aguiar-Branco aludiu ontem, na sua intervenção durante uma cerimónia em Tondela, ao clima internacional em que o mundo está mergulhado, com a Europa em particular a ser ameaçada pelo leste e pelo flanco sul.

O ministro da Defesa Nacional sublinhou que "é necessário fazer-se uma reflexão importante sobre o papel de Portugal, que não é periférico. As ameaças no flanco sul, quando se fala do Estado Islâmico, tem um risco, que se ele se propagar para a Líbia e daí para o norte de África, fica a uma hora da Europa".

Aguiar-Branco evidenciou que não tem dúvidas de que Portugal está "do lado certo" no combate ao auto-proclamado Estado Islâmico, defendendo a "liberdade, democracia e tolerância".

"Portugal tem capacidades orçamentais para estar ao lado da comunidade internacional contra este tipo de ameaças. As forças nacionais destacadas participam, aliás, em diversos teatros de operações", acrescentou o titular da pasta da Defesa Nacional.

José Pedro Aguiar-Branco reforçou ainda que o orçamento da Defesa Nacional está preparado para participações em missões da OTAN, União Europeia e Nações Unidas. "Em 2015, em termos de orçamento, vai ser possível definir missões a cumprir, quer de âmbito humanitário, quer de âmbito ao combate ao terrorismo", sustentou o ministro da Defesa Nacional.

Apesar de esclarecer que não pretende deixar Portugal em "estado de alerta", apontou a necessidade de "a sociedade em geral compreender que as situações de Defesa e Segurança não são marginais a Portugal".

"São importantes para as nossas opções políticas, financeiras e orçamentais. Todos devemos contribuir para que a sociedade esteja consciente para esta realidade, de que temos uma situação internacional mais complicada do que era na década passada", concluiu José Pedro Aguiar-Branco. (Defesa.PT)

Sargento da Força Aérea Vice-Campeão do Mundo de tiro

O Sargento-Ajudante João Costa conquistou a medalha de prata no campeonato mundial de tiro que se realizou ontem, dia 16 de Setembro, em Granada, Espanha.

O militar de 50 anos, que competiu na prova de pistola standard a 25 metros, federou-se em 1992 tendo iniciado o seu percurso internacional na modalidade de tiro olímpico (pistola), quatro anos mais tarde.

Constam no seu currículo desportivo várias competições internacionais, mas é como mestre-atirador, campeão nacional e recordista na Pistola Ar Comprimido 10m, Pistola Standard 25m, Pistola de Percussão Central 25m e Pistola Livre 50m que se destaca.

Actualmente exerce funções no Laboratório de Metrologia da Força Aérea enquanto técnico de calibração e durante a sua carreira militar foi agraciado com três medalhas e distinguido, igualmente por três ocasiões, com público louvor.  (Fonte: FAP)

quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

TRANSFORMAÇÃO DO NAVIO ATLÂNTIDA «GARANTE POSTOS DE TRABALHO» EM VIANA DO CASTELO

O Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, considerou que o investimento de seis milhões na transformação do ferryboat Atlântida em navio de cruzeiros anunciado pela empresa Douro Azul «garante postos de trabalho» em Viana do Castelo.

Este investimento cumpre o objectivo da solução encontrada pelo Governo para os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), a subconcessão à West Sea, e «desmente aqueles que ao longo do último ano disseram que o Governo estava a matar a construção e reparação naval» na cidade.

A empresa de cruzeiros Douro Azul anunciou que vai investir seis milhões de euros para transformar o ferryboat em navio de cruzeiros e que essa intervenção vai decorrer em Viana do Castelo, na West Sea, empresa subconcessionária dos ENVC, onde o navio foi construído.

Aguiar-Branco sublinhou a resolução, com toda a transparência, de um processo difícil que tinha sido «herdado do anterior Governo» acrescentando que o Atlântida «foi vendido em concurso público internacional, com regras claras e toda a transparência».

O Ministério informou que depois de encerrado o concurso público internacional, surgiram manifestações de interesse na aquisição directa do navio que «nunca foram equacionadas» e que foram «desenvolvidos esforços» para que o ferryboat fosse colocado no destino para o qual foi construído, os Açores, mas como tal não foi possível, esta foi a «solução possível» para o caso Atlântida. (MDN)

Inspetor-Geral da Defesa Nacional toma posse

Decorreu, esta manhã, no Ministério da Defesa Nacional a cerimónia de tomada de posse do Tenente-General Vítor Manuel Amaral Vieira, como Inspector-Geral da Defesa Nacional (IGDN).

A cerimónia foi presidida pelo ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, e contou com a presença da Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral.

Durante a sua intervenção, Aguiar-Branco destacou o trabalho do Tenente-General Vítor Manuel Amaral Vieira, nos últimos dois anos e meio, enquanto IGDN (em regime de substituição) e relembrou que “esta é a última tomada de posse que acontece no âmbito da actual Lei Orgânica do Ministério da Defesa Nacional (MDN)”, uma vez que as próximas já serão “no âmbito da Reforma 2020”.

Para o ministro da Defesa Nacional, o Tenente-General Vítor Manuel Amaral Vieira tem contribuído para a introdução de “uma nova cultura, por todos reconhecida” e que vai de encontro à visão “que nós temos” de uma Inspecção-Geral da Defesa Nacional, isto é, “uma cultura de solidariedade e de cor-responsabilidade” e que, na sua perspectiva, tem conduzido a “melhores resultados”.

José Pedro Aguiar-Branco afirmou ainda que o cargo de IGDN implica enormes desafios uma vez que o “quadro internacional em que nos vamos mover nos próximos anos torna ainda mais exigente este rigor, esta capacidade de termos uma melhor gestão dos recursos e evitarmos desperdícios”. (Defesa)

Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea tem novo Comandante

O Coronel Rui Tendeiro é o novo Comandante do Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea (CFMTFA), na Ota, ocupando o cargo que estava atribuído ao Coronel João Figueiredo desde Outubro de 2012. A transferência de Comando realizou no dia 16 de Setembro, numa cerimónia presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General José António de Magalhães Araújo Pinheiro,

Na ocasião, estiveram presentes altas entidades civis e militares, como o Presidente da Câmara de Alenquer, Pedro Folgado, o Comandante do Pessoal da Força Aérea, Tenente-General Serôdio Fernandes, e o Presidente da Junta de Freguesia da Ota, Diogo Carvalho.

Durante a cerimónia, na sequência da tomada posse do Coronel Rui Tendeiro, o Comandante cessante, Coronel João Figueiredo, foi agraciado com a Medalha de Serviços Distintos - Grau Prata, pela mão do Chefe do Estado Maior da Força Aérea. (FAP)

Arqueologia e Museologia das guerras napoleónicas em Portugal


terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Homenagem aos Praças das Forças Armadas

A Força Aérea Portuguesa (FAP) conta actualmente com 1936 militares da categoria de praças na efectividade de serviço, onde deste total 1562 são do género masculino e 374 do género feminino. A categoria de praças da FAP é dividida entre as áreas de Operações, Manutenção e Apoio.

A convite da Associação de Praças, uma representação da Força Aérea Portuguesa esteve presente nas comemorações do Dia Nacional da Praça das Forças Armadas que teve lugar este sábado, dia 13 de Setembro de 2014, junto ao monumento ao “Marinheiro Insubmisso” em Almada. Em representação da FAP esteve presente o Sargento-Mor António dos Santos Lopes (Assessor do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea para a Categoria de Sargentos) e o Cabo-Adjunto Operador de Comunicações Cláudio Santos (Praça mais antigo da FAP) que actualmente presta serviço na Unidade de Apoio de Lisboa (UAL) no Centro de Comunicações. (Fonte: FAP)

Missões de busca e salvamento têm um “grande significado para a economia”

Durante a cerimónia de inauguração da reconstrução da Estação Salva-Vidas de Leixões, que ocorreu esta manhã, José Pedro Aguiar-Branco afirmou que as missões de busca e salvamento da responsabilidade da Autoridade Marítima Nacional (AMN) têm uma “grande visibilidade” e “um grande significado para a economia”, porque transmitem “a imagem de um País seguro”.

“Se tivermos uma imagem, como temos neste momento, de um País seguro e com uma dimensão preventiva eficiente”, como é o exemplo deste tipo de missões - em que Portugal assume uma “invejável posição cimeira nos rankings internacionais” - “estamos também a ajudar a economia”, disse o titular da pasta da Defesa.

Ainda durante o seu discurso o ministro da Defesa Nacional destacou os resultados alcançados nos últimos anos pela Estação Salva-Vidas de Leixões, por se tratar de “um caso concreto” de sucesso e de desenvolvimento de uma “actividade em benefício das pessoas”.

“Esta é das estações onde há uma quota maior de missões cumpridas com êxito e, portanto, é um referencial nessa matéria” pelo que “está mais que justificado o investimento em meios físicos e humanos”, disse.

José Pedro Aguiar-Branco acrescentou igualmente que não ignora as “carências de pessoal” e a necessidade de “estruturação” da carreira dos profissionais que trabalham nas missões de busca e salvamento, pois só assim será possível “ir ao encontro do que as pessoas precisam”, em matéria de prevenção.

Durante os três anos de governação, em que a prioridade política foi salvar “o País da bancarrota”, o ministro da Defesa Nacional relembrou que a sua “acção” tem incidido principalmente “na clarificação das competências” dos profissionais que trabalham naquele tipo de missões, no reforço “da capacidade operacional” da AMN e no fim das "duplicações dos recursos".

"Esta é uma obrigação de todos": encontrar “não só o equilíbrio orgânico”, como também o “equilíbrio de competências” e o “equilíbrio operacional”, referiu.

A Estação-Salva Vidas de Leixões presta desde 1892 salvamento marítimo, socorros a náufragos e assistência a banhistas. (Fonte: Defesa)

Depósito Geral da Força Aérea comemora 96 anos

Realizou-se no passado dia 12 de Setembro a cerimónia comemorativa do dia de unidade e rendição de comandante do Depósito Geral de Material da Força Aérea, presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, José António de Magalhães Araújo Pinheiro.

O novo Comandante - Coronel de Administração Aeronáutica José Manuel Mendes Gordo Ferreira Sousa - realçou na sua alocução, a vontade de manter o excelente relacionamento existente com a sociedade civil, num clima de profundo respeito e colaboração”.

Destacou ainda, que tudo fará para que a missão da unidade seja “cumprida de uma forma cabal e economicamente eficiente”, “procurando com empenho, afinco e imaginação, suprir as carências de forma a que a jusante, outros não sintam as nossas dificuldades, fazendo desta forma, jus ao lema E DO MAIS NECESSÁRIO VOS PROVEJA.

No âmbito das comemorações, de uma das unidades mais antigas da Aviação Portuguesa, realizou-se uma Celebração Eucarística de Acção de Graças e Sufrágio pelos militares e civis falecidos que serviram na Unidade. (Fonte : FAP)

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Esquadra 501 comemora 37 anos de actividade

A Esquadra 501 “Bisontes” comemora hoje 37 anos de actividade. A Esquadra e os militares que ali prestaram serviço ao longo destes 37 anos, sempre pautaram as missões que lhes foram confiadas com elevada capacidade de prontidão, independentemente da diversidade, complexidade ou permissividade do teatro de operações. 

Os actuais elementos de missão desta esquadra configuram operações de transporte aéreo logístico intra teatro e inter teatro; operações aerotransportadas; operações aéreas especiais; operações de evacuação sanitária e Operações de busca e salvamento.

Com mais de 70000 Horas de voo e 1 milhão de passageiros transportados, a Esquadra 501 através das suas múltiplas valências já realizou missões em cenários como Angola, Moçambique, S. Tomé, Cabo Verde, Timor, Golfo Pérsico, Moscovo, Afeganistão, Ruanda e Balcãs, entre outros. Mais recentemente, esteve empenhada em missões de apoio humanitário no Haiti, Egipto e Líbia. Actualmente a Esquadra 501, a operar com a aeronave Hércules C-130, está presente no Mali desde o dia 29 de Agosto último ao serviço das Nações Unidas (MINUSMA) no apoio ao processo de paz naquele país.

Parabéns à Esquadra 501 e a todos os militares que nela servem e serviram e que muito contribuíram para o lema que a Esquadra orgulhosamente ostenta: “Onde necessário, Quando necessário”. (Fonte: FAP)

Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional assina protocolos com Governo Regional dos Açores

A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional assinou, esta sexta-feira, com os Secretários Regionais açorianos da Saúde e da Solidariedade Social, protocolos de cooperação no âmbito do Dia da Defesa Nacional.

Na cerimónia no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, e na presença do Presidente do Governo Regional dos Açores, Berta Cabral sublinhou "a importância de contar com o contributo de cada um dos parceiros institucionais" que enriquecem o currículo do Dia da Defesa Nacional, "um dever militar e de cidadania".

A Secretaria Regional da Saúde, através do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores, e a Secretaria Regional da Solidariedade Social, através da Direcção Regional da Solidariedade Social e em particular através dos Pólos de Prevenção e Combate à Violência Doméstica, participam nas actividades do Dia da Defesa Nacional, que estreou um novo modelo no início deste ano, incorporando componentes não militares da Defesa Nacional.

"O Dia da Defesa Nacional, além de divulgar o papel das Forças Armadas, sensibiliza os jovens para a necessidade e importância da Defesa Nacional, destacando o seu carácter multidimensional, com componentes militares e não militares e, sobretudo, promovendo a consciencialização de que a Defesa Nacional é um dever de todos nós", disse Berta Cabral, no dia em terminaram, com balanço muito positivo, as actividades deste ano do Dia da Defesa Nacional nos Açores, com uma jornada na ilha de Santa Maria e a bordo da corveta João Roby.

Passaram pelo Dia da Defesa Nacional, nos últimos 10 anos, mais de 800 mil jovens, dos quais 26 mil dos Açores. Todos os cidadãos portugueses são convocados no ano em que completam 18 anos. Em 2014 foram cerca de 3500 açorianos, sendo 2150 para o Campo Militar de São Gonçalo (jovens residentes em São Miguel) e 730 para a Base das Lajes (os residentes na Terceira). Dos restantes, cerca de metade residem no Faial (160) e no Pico (160), seguindo-se São Jorge (110), Santa Maria (80), Graciosa (50) e Flores (40). Nestas seis ilhas as actividades realizaram-se com o apoio da corveta da Marinha Portuguesa em missão na Região, que permitiu alargar a rede de locais onde se realizam as actividades de 2 para 8. O Corvo não teve jovens convocados para este ano (para o ano terá 3).

O novo modelo do Dia da Defesa Nacional tem tido uma clara aceitação por parte dos jovens com cerca de 90 por cento a dizer, na sua avaliação, que gostaram ou gostaram muito. ( Fonte: Defesa)

MILHARES DE PESSOAS VISITARAM A BASE AÉREA N.º1

Milhares de pessoas visitaram a Base Aérea N.º1 (BA1), em Sintra, no “Dia de Base Aberta” que se realizou dia 14 de Setembro. Baptismos de voo, exposição de várias aeronaves e demonstrações de capacidades foram apenas algumas das actividades a animar o evento, inserido nas comemorações do 62.º Aniversário da Força Aérea.

Das 10h00 às 16h30, foi possível conhecer as aeronaves EPSILON, CHIPMUNK, ALOUETTE III, ALPHA JET, DO27 e C–295M. No caso desta última, operada pela Esquadra 502 “Elefantes”, os fãs acabaram por ser brindados com três baptismos de voo, numa experiência, dita por muitos, “inesquecível”.

Já com os pés assentes na terra, quem se deslocou à BA1 teve ainda oportunidade de experimentar um simulador de voo, de contactar com a Secção de Assistência e Socorro, de ‘subir’ à torre de controlo, de assistir a demonstrações de falcoaria e de desfrutar de exibições da Secção Cinotécnica.

A próxima Unidade a abrir portas ao público é o Aeródromo de Manobra N.º 1, em Ovar, nos dias 27 e 28 de Setembro. (Fonte: Força Aérea)

sábado, 13 de Setembro de 2014

HELICÓPTEROS DA MARINHA ATINGEM O MARCO HISTÓRICO DAS 21.000 HORAS DE VOO

O Lynx Mk95 foi adquirido pelo Estado Português em 1993 para operar a partir das fragatas da classe Vasco da Gama como extensão das armas e sensores destes navios. Aos Lynx Mk95, como elementos orgânicos de um navio onde estão embarcados, poderão ser atribuídas missões no âmbito da luta anti-submarina, anti-superfície, interdição marítima, transporte logístico e busca e salvamento.

Das 21.000 horas agora voadas uma grande parte foram efetuadas a partir de navios ou para navios das classes “Vasco da Gama” e “Bartolomeu Dias” participando por diversas vezes não só em exercícios mas também em operações reais, de grande relevo para Portugal e para a Marinha. Dentro das operações reais destacam-se o embargo à Sérvia-Montenegro (Operação “Sharp Guard” - 1995-96), a operação de resgate de cidadãos nacionais e estrangeiros na Guiné Bissau (Operação “Crocodilo” - 1998), operação de apoio às populações de Timor-Lorosae (Operação “Timor-Lorosae” - 2000), operação de combate ao terrorismo no Mar Mediterrâneo (Operação “Active Endeavor” – desde 2002), operação de apoio às populações da Ilha da Madeira (aluvião de 2010), e já por diversas vezes, nas operações da União Europeia e da NATO de combate à pirataria ao largo da costa da Somália (Operação “Atalanta” e Operação “Allied Protector” e “Ocean Shield” – desde 2009).

Na actualidade estão activos dois destacamentos, o Nº 21 - “BlackJack” e o Nº 22 – “Hooters” (Fonte: MGP)

sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Ministério da Defesa Nacional | Comunicado 12 de Setembro

COMUNICADO

O Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, recebeu ontem em audiência o Embaixador do Iraque, Hussain Sinjari, que regressará brevemente para aquele país, onde desempenhará funções de conselheiro diplomático principal junto do Presidente iraquiano.

O Embaixador fez um ponto de situação da actuação do ISIS no Iraque e na região, tendo também feito uma análise quanto às implicações desta ameaça para o mundo. Tratou-se de um relato particularmente oportuno, atendendo às discussões que tiveram lugar no âmbito da Cimeira da NATO em Gales (4-5 de Setembro) e também na reunião de Ministros da Defesa da UE, em Milão (9-10 de Setembro).

O Ministro da Defesa Nacional manifestou a solidariedade de Portugal em relação aos importantes esforços que o Iraque tem levado a cabo na luta contra este grupo terrorista.

O Gabinete do Ministro da Defesa Nacional
Lisboa, 12 de Setembro de 2014

quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Dia da Defesa Nacional - Cinco protocolos assinados na BA5

A Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real, acolheu a cerimónia de assinatura de cinco protocolos de cooperação entre o Ministério da Defesa Nacional e os parceiros institucionais nas actividades do novo modelo do Dia da Defesa Nacional. Envolvidas estão entidades como Autoridade Nacional de Protecção Civil, Guarda Nacional Republicana, Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, Direcção-Geral de Educação e Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências.

A cerimónia, que teve lugar a 9 de Setembro, foi presidida pela Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral, recebida na BA5 pelo Chefe do Estado–Maior da Força Aérea, General José António de Magalhães Araújo Pinheiro.

De acordo com Berta Cabral, “a cooperação com parceiros estratégicos institucionais com ligação aos jovens - nomeadamente nas áreas do ensino, da juventude e do apoio ao cidadão - é essencial para cumprir os objectivos do Dia da Defesa Nacional”.

Com esse objectivo, estiveram presentes também os Secretários de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna, Fernando Alexandre, dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, e do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, na qualidade de tutela de alguns dos parceiros do Dia da Defesa Nacional, um dos pilares do actual modelo do serviço militar e, para a maior parte dos jovens, a única oportunidade para contactar directamente com as Forças Armadas.

No mesmo dia, paralelamente, decorreram actividades no âmbito do Dia de Defesa Nacional, com os três Ramos das Forças Armadas a realizar demonstrações de capacidades militares e acções de sensibilização a jovens com mais de dezoito anos.

“É uma oportunidade dos nossos jovens perceberem que as Forças Armadas são indispensáveis ao país, não só para estarmos preparados para evitar a guerra, mas sobretudo para manter a paz e ajudar as populações”, sublinhou a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional.

Acompanhada pelo Chefe do Estado–Maior da Força Aérea, Berta Cabral visitou ainda as Esquadras 201 “Falcões” e 301 “Jaguares”, que operam com as aeronaves F-16 MLU em estado de prontidão permanente. (Fonte:Fap)

Ministros da Defesa estudam maior capacidade de forças europeias

A reunião dos Ministros da Defesa da União Europeia debateu, durante dois dias, formas de ter uma força de reacção imediata com níveis de prontidão "mais fortes.

De acordo com José Pedro Aguiar-Branco, na reunião, foi analisado o actual contexto europeu "de ameaças a Leste na Ucrânia, do Estado Islâmico, das consequências que podem ter para o caso de se propagar para a Líbia" e os "riscos de expansão do terrorismo".

"Foi discutido com grande profundidade a possibilidade de haver uma maior capacidade de força de intervenção rápida por parte da União Europeia e de ter uma força de reacção imediata com um nível de prontidão mais forte para ocorrer em caso de emergência", revelou o titular da pasta da Defesa.

Aguiar-Branco referiu ainda que serão trabalhadas "nos próximos meses" as formas de aumentar a interoperabilidade e o nível de prontidão dos agrupamentos tácticos europeus, chamados "battlegroups", constituídas por forças de Estados-membros da União Europeia. (Fonte: Defesa)

204º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DO BUÇACO

O Exército promove as comemorações do 204º Aniversário da Batalha do Buçaco, no dia 27 de Setembro, centralizando-as no Museu Militar do Buçaco e no Terreiro do Monumento, Mata do Buçaco, concelho de Mealhada.

A Batalha do Buçaco, integrada na última das três invasões napoleónicas a Portugal (com início em Julho de 1810 e termo em Abril de 1811), foi uma das inúmeras batalhas travadas entre o Exército Anglo-luso e Francês. Pela acção moral que exerceu nos dois exércitos antagonistas, teve uma importância capital para o resultado da campanha.

Após esta Batalha, o exército anglo-luso perdeu o medo às águias napoleónicas, que ameaçavam dilacerar a Península e os ingleses reconheceram que os soldados portugueses eram dignos concorrentes no valor e brio militar, com os quais podiam e deviam contar.

As comemorações, nas quais participam forças do Regimento de Infantaria 14 (Viseu) da Brigada de Intervenção, Fanfarra do Exército, Guarda Nacional Republicana e Associação Napoleónica Portuguesa, iniciam-se pelas 09h00 com o hastear das Bandeiras Nacionais de Portugal, Reino Unido e França e, após a recepção dos convidados às 09h30, segue-se um Cortejo Histórico Religioso, Missa Campal e Cerimónia de Homenagem aos Mortos.

Destas cerimónias comemorativas do Aniversário da Batalha do Buçaco se dá conhecimento, convidando desde já todos os interessados para estarem presentes nas actividades que terão lugar na Mata do Buçaco, junto do Terreiro do Monumento, em 27 de Setembro de 2014.Fonte : Exército

Tomada de posse do Comandante do Regimento de Infantaria nº 3

Foi nomeado, por escolha, Comandante do Regimento de Infantaria nº 3, o Coronel de Infantaria Carlos Fernando Nunes Faria e a tomada de posse foi no início deste mês.

O Coronel Carlos Fernando Nunes Faria nasceu em Messejana, tem 55 anos de idade e 35 anos de serviço. Está habilitado com o Curso de Infantaria da Academia Militar, com o curso de Promoção a Capitão da Escola Prática de Infantaria, com o Curso de Promoção a Oficial Superior do Instituto de Altos Estudos Militares, além de outros cursos e estágios.

Ao longo da sua carreira prestou serviço em várias Unidades, Estabelecimentos e Órgãos do Exército. Cumpriu duas comissões de serviço no exterior: uma na Bósnia Herzegovina e outra em S. Tomé e Príncipe.

Da sua folha de serviços constam 13 louvores (7 concedidos por Oficial General) e várias condecorações, de que se destacam três medalhas de Serviços Distintos de grau Prata; as medalhas de Mérito Militar de 2ª e 3ª classe; a medalha de Dom Afonso Henriques – Mérito do Exercito, de 2ª classe; e as medalhas de Prata e de Ouro de Comportamento Exemplar.

Em 1999, obteve o grau de Mestre em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É casado, tem um filho e reside em Beja. Voz da Planície

CEMFA marca presença na EURAC 2014 - Suiça

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), General José António de Magalhães Araújo Pinheiro, esteve presente na European Air Chiefs Conference (EURAC14), que aconteceu dias 5 e 6 de Setembro, em Brunnen, Suíça. Na reunião, 24 Comandantes de Forças Aéreas europeias discutiram o treino de pilotos sob o mote ‘Opportunities in Pilot Screening and Trainning”.

No âmbito desta conferência, as altas entidades aproveitaram ainda para realizar uma visita ao festival aéreo AIR14, que decorreu simultâneamente em Payerne – também na Suíça – e teve a participação da Esquadra 103 "Caracóis" com duas aeronaves Alpha-Jet. O evento assinalou os 100 anos da Força Aérea Suíça, os 50 anos da Patrulha Suíça e os 25 anos da Equipa PC–7.

Durante o AIR 14, há a destacar o carinho demonstrado por todos os visitantes e pela comunidade portuguesa em particular. Fonte : FAP

segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

No futuro, 97% de Portugal será mar

Em Portugal, 12 dos 14 ministérios têm responsabilidades no mar e são também 12 as entidades tuteladas “que exercem poder de autoridade marítima”. Da lista, fazem parte serviços desde uma óbvia Direcção-Geral das Pescas ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e à Polícia Judiciária. É neste contexto que a frase do contra-almirante Gouveia e Melo ganha propriedade: “O Estado colapsava se fosse dar uma marinha a todos os agentes que têm de operar no mar.” Como será quando 97% de Portugal seja mar? Que fazer com tanto mar?

A explicação vem mesmo do mar. Portugal é uma das maiores nações da Europa quando se soma ao espaço terrestre a Zona Económica Exclusiva. Actualmente, o país estende-se ao longo de um milhão e setecentos quilómetros quadrados e, caso a sua pretensão venha a ser aceite internacionalmente, com o alargamento da plataforma continental o território nacional alargar-se-á a quase quatro milhões de quilómetros quadrados. Fazendo com que 97% de Portugal seja mar.

“O Estado tem uma área gigantesca de mar”, resume Gouveia e Melo, chefe de gabinete do Chefe de Estado-Maior da Armada. Com tanto mar, a maximização de recursos na Marinha deixou de ser uma opção há muito tempo para um país como Portugal. “Nas marinhas dos países mais pequenos, a preocupação é a racionalidade económica”, assume o contra-almirante.

É por isso que a Marinha Portuguesa não é apenas uma arma de guerra. Desde 1976 que vem desenvolvendo a sua capacidade de realizar actividades militares e não militares, o chamado duplo uso. Isso não sem algumas polémicas pelo meio, sobre quem tem autoridade para fazer o quê, num país com as já referidas 12 entidades com autoridade no mar.

Os termos em inglês separam claramente duas funções essenciais, que são uma espécie de aliança de sustentabilidade: security esafety. A tradução para português presta-se a confusões e a operacionalização também. No mar a fronteira esbate-se. E o debate ainda se faz sobre quem deve ter o poder de fazer impor a soberania portuguesa e quem tem de impor o cumprimento da lei.

É em terra que se encontra um dos melhores exemplos da aplicação do conceito do duplo uso. Mais precisamente em Oeiras. Foi no perímetro das instalações da NATO que a Marinha instalou o Centro de Operações Marítimas (COMAR). Numa sala com seis militares e uma miríade de computadores e ecrãs é levado a cabo, “24 horas sobre 365 dias”, o comando e controlo das forças navais da Marinha. Mas não só. A Marinha operacionaliza, a partir daquelas instalações, o acompanhamento dos navios da Armada em águas nacionais mas também a sua colaboração em ambiente marítimo com outras autoridades do Estado. Com os tais outros 12 serviços do Estado com poder no mar.

Graficamente, explica Gouveia e Melo, é naquela sala que se “identifica o blip que aparece no radar”. Ou, para se ser mais preciso, radares e satélites. Cruzando toda a informação civil e militar que permite seguir em tempo real qualquer movimento no espaço marítimo português. É ali que se faz a “compilação e fusão de informação” que depois pode ser disponibilizada às outras entidades.

“Somos os olhos e os ouvidos do Estado além-horizonte”, explica o comandante Coelho Dias, responsável pelo COMAR. Seja para vigiar a eventualidade da passagem de um navio militar, seja para a possibilidade de outras acções menos belicosas. O objectivo é que nada fuja à malha. Para isso está ali concentrada uma “rede de radares” e até de satélites europeus. É ali que são compilados os dados detectados pelo Long Range Identification and Tracking(LRIT), pelos satélites do Automatic Identification System (AIS) e pelo Vessel Monitoring System (as caixas azuis dos navios de pesca). Que são depois fundidos e integrados pelo programaOversea, desenvolvido pela Marinha e pela portuguesa Critical Software. Um sistema informático que já foi vendido à Guarda Costeira irlandesa.

Por ano, atravessam as águas portugueses mais de 180 mil navios, confirma Coelho Dias. E assim torna-se essencial destrinçar um simples barco de pesca, de um cargueiro, de um cruzeiro científico ou de um navio, como classifica Gouveia e Melo, que aparece com “intenções esquisitas”. Que lá por não ter a intenção de traficar droga, por exemplo, não quer dizer que não viole a lei. Um cargueiro que lave os seus tanques ao largo de Lisboa pode cair na tentação de ir longe demais e gerar um acidente de poluição que afecte o bem-estar dos portugueses.

Coelho Dias recorda um exemplo de um navio francês que caiu na malha do satélite europeu: “Ele passa três vezes por semana e apanha quase sempre uma situação. Dessa vez detectou uma mancha no mar. ‘Rebobinámos’ o panorama e detectámos que naquele período três navios haviam passado por aquela rota. Contactámos os navios. Houve um que assumiu uma lavagem de tanques, garantiu que o tinha feito na margem permitida por lei. Disse que era apenas óleo de soja. Mas a verdade é que a quantidade foi de tal ordem que foi detectado por um satélite. Imagine que uma substância mais nociva chegava às praias da Costa da Caparica em plena época balnear… Quando o interpelámos, ele contactou de imediato o COMAR para se explicar. Eles sabem que nós estamos atentos. Isso é dissuasão.”

O caso seguiu o seu curso. Mas só foi possível graças à capacidade e celeridade que um centro como o COMAR dá ao Estado português de reagir em tempo real. Tanto para vigiar uma lavagem de tanques no mar, como para detectar uma embarcação suspeita que se dirige à costa.

Ou para coordenar uma operação de Busca e Salvamento ao largo de Lisboa. Também é a partir dali que é coordenada qualquer acção no mar que a Polícia Judiciária, por exemplo, veja por necessária levar a cabo. “Se a PJ tem informação privilegiada sobre um acto suspeito no mar, pode pedir à Marinha para fazer o seguimento de uma qualquer embarcação. E também podemos desencadear a intercepção, com elementos da Judiciária no momento da intercepção”, explica Paulo Vicente. Nesse tipo de operações, a Marinha cede os meios e “o comando é assumido pela entidade que é competente”, clarifica o comandante.

Radares em vez de navios

A “fusão” é a mais-valia que permite ao COMAR atingir os seus objectivos. Gouveia e Melo agarra no exemplo para defender os ganhos providenciados por essa opção tomada em 2008. “Antes tínhamos de ter presença naval no mar”, reconhece Coelho Dias. Agora usam-se os radares “em vez de uma série de navios no mar feitos formigas tontas”.

E é na “fusão” que Gouveia e Melo vê a solução que garante um Portugal sustentável. O contra-almirante defende-a na sua área. “Os grandes custos na Marinha estão em terra, nas actividades necessárias à sustentação da actividade no mar”. Sendo um submarinista, aplica a ideia à flotilha de submarinos. “Para os dois que temos tivemos que criar uma estrutura em terra que engloba a manutenção, a logística operacional (combustível e alimentação), o comando e controlo, o pessoal (carreiras e formação) e treino e doutrina. Essa estrutura que suporta dois submarinos, depois de criada, poderia suportar a actividade de 20, caso fosse necessário.”

Gouveia e Melo propõe a fusão das estruturas de apoio a todos os navios. Tendo por exemplo, uma estrutura que fosse capaz de gerir tanto os navios da Marinha como as embarcações da GNR. Uma solução exequível, sustenta o mesmo responsável, uma vez que já existem provas: “A Marinha tem cinco helicópteros [Lynx, que operam nas fragatas]. O apoio a esses helis é feito pela Força Aérea que é quem tem maior experiência. Não fazia sentido a Marinha duplicar uma estrutura que já existe na Força Aérea”.

Essa inevitabilidade também transformou os equipamentos navais que a Armada tem actualmente ao seu dispor. À vista desarmada, os dois recentes Navios de Patrulha Oceânicos surgem como mais um navio de guerra. Mas, na realidade, explica o comandante Paulo Vicente, estas embarcações foram pensadas, desenhadas e concebidas para “cumprir missões de serviço público”.

Destinadas a substituir as obsoletas corvetas e os vetustos patrulhas, os dois navios tiveram definidas, desde o início, como “tarefas principais” outras missões que não a guerra. “O canhão até nem precisava de ter sido instalado”, garante Gouveia e Melo. Foi colocado para dar outra “presença”, acrescenta Paulo Vicente.

A sua “principal missão”, tal como definida, é executar as “missões da Marinha em tempo de paz”. Que, por ordem de prioridade são “patrulhar, fiscalizar as águas costeiras e oceânicas”, “controlar as actividades económicas”, “executar missões de busca e salvamento”, “colaborar na defesa do ambiente” e “executar acções de socorro e assistência em colaboração com o Serviço Nacional de Protecção Civil”. Só nas “tarefas secundárias” surgem as missões que tradicionalmente são acometidas a um navio de guerra como a de “cooperar com os outros ramos [das Forças Armadas] com vista à criação de condições militares para a resistência activa em caso de ocupação do território nacional”.

Como tal, os patrulhas oceânicos Viana do Castelo e o Figueira da Foz foram construídos com um conjunto de requisitos específicos. Capazes de uma “prolongada permanência no mar” – um mês – com um “mínimo de guarnição” – 38 homens – e o “máximo de automatismo”. E com capacidade para “funcionar como base avançada” dos helicópteros da Marinha, com equipamento e espaço para fazer reabastecimentos aos Lynx. Dispõem por exemplo de um sistema de tratamento de resíduos em conformidade com as leis antipoluição. Para poder operar tanto em alto-mar como na costa, foram desenhados com um calado “até quatro metros, de forma a poderem praticar a maioria dos portos nacionais”. Transportam, cada um, duas embarcações semi-rígidas para acções de fiscalização e salvamento, outras duas embarcações suplementares para apoio a mergulhadores e também acções de salvamento.

Os seus sistemas de armas têm uma peça com “capacidade de utilização de munições de diferentes calibres”. Têm espaço extra para “eventual embarque de sistemas e equipamentos adicionais”. Nomeadamente, um “contentor normalizado tipo laboratório especializado”.


Foram pensados para juntar na mesma plataforma todos os equipamentos necessários para substituir e assim cumprir as missões de dois tipos de navios da Marinha. As das corvetas, de 85 metros e com guarnições de 70 homens, para operar em mar alto. E as dos patrulhas mais pequenos, de 44 metros, que com os seus 33 homens patrulham a costa.

Os novos Viana do Castelo e Figueira da Foz foram aumentados ao efectivo da Marinha entre 2010 e 2013. Mas não chegam para abater ao efectivo as seis corvetas e quatro patrulhas que, apesar de terem sido construídas entre o final dos anos 60 e início de 70, ainda estão no activo.

Desde que o programa de construção de 10 patrulhas oceânicos foi congelado e depois cancelado, por força da crise e das restrições orçamentais, a Marinha teve de avançar com dispendiosos programas de manutenção dos outros equipamentos mais antigos. Que para se manterem no mar requerem guarnições maiores, fazem menos e gastam mais. Fonte: Público

Angola encomenda ao Brasil sete navios-patrulha para a Marinha

O executivo angolano encomendou ao Brasil a construção de sete navios-patrulha com 55,6 metros de comprimento, no âmbito de um Memorando de Entendimento Técnico rubricado entre os dois governos, indicou hoje à Lusa fonte militar.

Em causa, de acordo com a mesma fonte, está a implementação do Programa de Desenvolvimento do Poder Naval Angolano (Pronaval), que contará com o apoio da Empresa Gerencial de Projectos Navais (Emgepron) da Força Naval Brasileira.

O entendimento foi alcançado durante a visita que o ministro da Defesa angolano, João Manuel Lourenço, está a fazer ao Brasil, a segunda em poucas semanas.

Os sete navios-patrulhas, encomendados no âmbito do acordo assinado sexta-feira, em Brasília, pelos ministros da Defesa dos dois países, terão uma capacidade de deslocação de 500 toneladas e velocidade de 21 nós.

De acordo com o entendimento entre os dois executivos, quatro dos navios serão construídos no Brasil (Rio de Janeiro) e os três restantes num estaleiro angolano a instalar na província do Cuanza Sul, 200 quilómetros a sul de Luanda.

Não foram revelados montantes envolvidos no negócio, até porque a configuração técnica de cada navio, para patrulhamento da costa, ainda será definida durante a fase de negociação dos contratos de construção e fornecimento de serviços.

A Marinha brasileira vai também contribuir para a formação das tripulações angolanas, bem como no processo de instalação do estaleiro militar em Angola. (NM)

quinta-feira, 4 de Setembro de 2014

Toma posse novo Comandante do Centro de Treino de Sobrevivência

O Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea (CTSFA), no Montijo, recebeu o novo Comandante da Unidade no dia em que assinalou o 38.º aniversário. A tomada de posse realizou-se no dia 03 de Setembro, com o Major Natalino Pereira a assumir o lugar antes ocupado pelo Tenente-Coronel Filipe Azinheira.

Presente durante transferência de Comando, esteve o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), General José António de Magalhães Araújo Pinheiro, bem como outras altas entidades civis e militares. Entre elas, o Presidente da Câmara Municipal de Penamacor, António Soares, e o Comandante Aéreo, Tenente-General Lopes da Silva.

Na cerimónia militar, o CEMFA e o novo Comandante do CTSFA proferiram algumas palavras alusivas à data, procedeu-se à rendição do Porta-Estandarte da Unidade, à entrega da Carta de Comando e à imposição de condecorações a militares. Um dos momentos foi ainda reservado para prestar homenagem aos mortos. (FAP)

Cimeira da NATO começa em Cardiff, com Afeganistão e Ucrânia na agenda

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, participa hoje e sexta-feira na Cimeira da NATO, em Cardiff, no País de Gales, que terá como tópicos dominantes o Afeganistão e a crise na Ucrânia.

Os trabalhos da Cimeira arrancam ao início da tarde, com uma reunião de chefes de Estado e de Governo sobre o Afeganistão, estando prevista uma cerimónia de homenagem aos militares que participam nas operações no país.

Segundo fonte do gabinete do primeiro-ministro, em relação ao Afeganistão é de esperar que “decisões capitais” sobre os avanços no país sejam adiadas, mas de todo o modo, e apesar das “muitas zonas cinzentas” ainda existentes, será reafirmado o apoio às autoridades do país.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, vai também participar na cimeira da NATO, marcando presença no debate sobre o Afeganistão. Segundo anunciou um porta-voz da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso deverá reiterar o apoio da União Europeia ao Afeganistão, na sessão em que participam os líderes da NATO e dos países associados à Aliança Atlântica, além dos Estados que formam a missão aliada no Afeganistão (ISAF).

De seguida terá lugar uma reunião sobre a Ucrânia. A principal decisão face ao conflito em curso na Ucrânia deverá ser a aprovação do anunciado destacamento de uma força de resposta rápida da NATO para o leste da Europa, que o secretário-geral, Anders Fogh Rasmussen disse que será composta por “vários milhares” de tropas e o New York Times noticiou serem 4.000.

O primeiro de trabalho ficará concluído com um cocktail oferecido pelo Príncipe de Gales aos chefes de Estado e de Governo, ainda antes do jantar de trabalho dos líderes da NATO.

Na sexta-feira, o primeiro ponto da agenda será a observação de um show aéreo de aparelhos dos Estados membros da NATO, a que se seguirá a primeira sessão da reunião do Conselho do Atlântico Norte (NAC, em inglês),

Antes da segunda sessão da reunião terá lugar o almoço dos chefes de Estado e de Governo.

Para o final está prevista a habitual conferência de imprensa nacional com o primeiro-ministro a apresentar as conclusões do encontro.

Fonte do gabinete do primeiro-ministro adiantou à Lusa que durante a Cimeira haverá oportunidades para afirmar a presença “fiável” de Portugal na NATO e debater temas que interessam em concreto ao país, casos da “operacionalização de uma estratégia de segurança marítima”, que deverá passar pelo reforço do papel da aliança.

Passos Coelho participará na Cimeira da NATO acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, e pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco. (O Observador)

terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Portugal assume Policiamento Aéreo do Báltico, Bloco 36

Portugal assumiu no dia 02 de Setembro a liderança e transição plena do bloco 36 do Policiamento Aéreo do Báltico / Baltic Air Policing (BAP) na Lituânia.

São quatro as nações NATO comprometidas em cumprir a missão de policiamento aéreo dos países bálticos, uma vez que estes países não possuem meios de Defesa Aérea. Até dia 31 de Dezembro, Portugal será a nação líder do BAP, havendo ainda o contributo de meios da Alemanha, Canadá e Holanda.

Portugal destacou 6 aeronaves F-16 e 70 militares a fim de assegurar esta missão, 24 horas por dia e 7 dias por semana.

No dia 01 de Setembro decorreu a cerimónia de rendição dos destacamentos BAP na Lituânia. A Polónia e o Reino Unido cedem o comando das operações a Portugal e Canadá, respectivamente. Na Estónia, a Dinamarca cedeu o lugar à Alemanha e na Polónia a França é substituída pela Holanda.

Durante a cerimónia, as palavras de todos os políticos e líderes militares envolvidos foram num contexto de cooperação e apoio constante. O trabalho das nações do bloco 36 foi elogiado e ficou a certeza de que as nações e meios do bloco 36 continuarão a garantir a segurança do espaço aéreo da região do Báltico. FAP

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

PATRULHA OCEÂNICO VIANA DO CASTELO REGRESSOU DE MISSÃO DE FISCALIZAÇÃO NO CANADÁ

Esta missão, efectuada no âmbito das responsabilidades atribuídas a Portugal pela União Europeia em matéria da fiscalização da pesca, coordenada pela Agência Europeia de Controlo de Pescas (EFCA), integrou para o efeito, uma equipa de inspecção composta por três inspectores (dois de Portugal e um da Lituânia) e um coordenador português da EFCA.

Em simultâneo foi realizada a Viagem de Instrução de cadetes do Curso Contra-almirante Almeida Henriques, que proporcionou a treze alunos do 3º ano da Escola Naval a aplicação dos conhecimentos e perícias adquiridos ao longo do ano lectivo.

No período de 15 a 18 de Agosto o navio realizou uma escala logística no porto de St. John´s, situado na Província da Terra Nova e Lavrador, Canadá. Durante essa paragem a guarnição e cadetes embarcados participaram numa cerimónia de homenagem ao pescador português Dionísio Esteves, falecido em 1966 nos Grandes Bancos da Terra Nova, que decorreu no Cemitério de Mount Carmel. Ainda durante a permanência no porto de St. John´s o navio teve a oportunidade de abrir a visitas à população local, tendo sido registados um total de 535 visitantes.

Durante a missão foram navegadas um total de 6844 milhas náuticas e inspeccionados navios com bandeira de Portugal, Espanha, Rússia, Estónia e Ilhas Faroé.

Fonte: Comando Naval

Ministro da Defesa Nacional reúne com homólogos de Itália, França e Espanha

O titular da pasta da Defesa Nacional participou numa reunião preparatória para a cimeira da OTAN, que se realizará nos próximos dias 4 e 5 de Setembro, no País de Gales.

Nesta reunião participaram os ministros da Defesa de Itália, Roberta Pinotti, de França, Jean Yves Le Drian, de Espanha, Pedro Morenés e de Portugal, José Pedro Aguiar-Branco.

Na reunião foram abordados temas como as linhas de acção a serem seguidas pela Aliança, os investimentos em Defesa de cada membro e as ameaças que a OTAN actualmente enfrenta.

Relativamente às questões de segurança comum, os quatro países concordam que a situação prioritária, no quadro europeu, é a situação ucraniana, porém, não descuram a importância da necessidade de também manter o foco no Norte da África e no Médio Oriente.

Outras das áreas abordadas durante a reunião foram a migração, a pirataria e o terrorismo. Os quatros países pretendem, em conjunto, sensibilizar consciências dentro do seio da OTAN relativamente a estes assuntos, por forma a desenvolver soluções mais eficazes para estas situações.

Portugal estará representado na Cimeira da OTAN, no País de Gales, pelo Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, pelo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete e pelo Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco. (Defesa Nacional)