17 de julho de 2016

RC6 reforça vigilância da área florestal do concelho de Braga

Desde o passado 5 de Julho que uma patrulha de militares do Regimento de Cavalaria n.º 6 (RC6) está no terreno, todos os dias e até de noite, para vigiar parte da mancha florestal do concelho de Braga e ajudar na prevenção de incêndios.

O protocolo que formaliza estas acções de vigilância foi assinado ontem, nos Paços do Concelho, pela mão do vice-presidente da Câmara Municipal de Braga e responsável pela Protecção Civil, Firmino Marques, e do comandante do RC6, Coronel de Cavalaria António Varregoso, com a presença de representantes de várias entidades ligadas à prevenção dos incêndios florestais.
O vice-presidente da autarquia referiu-se a um “grande dia para o concelho e para a protecção ambiental” e à concretização de “um sonho” graças aos esforços do actual e anterior comandante do RC6 junto da hierarquia do Exército.

A vigilância que está a ser efectuada pelos militares do RC6 complementa as acções já previstas no âmbito da prevenção de incêndios e a cargo de várias entidades, sob a coordenação da GNR.
A Polícia Municipal de Braga também está no terreno a fazer vigilância de diferentes zonas florestais do concelho.

As acções de vigilância dos militares do RC6 concentram-se em determinadas áreas geográficas definidas e coordenadas com as restantes entidades com responsabilidades na Protecção Civil e Firmino Marques não tem dúvidas de que elas serão “uma mais-valia”.
O comandante do RC6 garante vigilância diária, incluindo feriados e fins-de-semana. “Não haverá descanso na vigilância a quem põe em causa o património florestal que é de todos” afirma o coronel António Varregoso.

A vigilância nocturna é uma das novidades, aponta o responsável municipal pela Protecção Civil que acredita no “efeito dissuasor” desta medida.

Para o comandante do RC6, é dever dos militares “colaborar para o bem-estar da população”, o que já faz nos 26 concelhos da sua área de intervenção, com destaque, em matéria de incêndios florestais, para acções de rescaldo e pós-rescaldo.

O protocolo assinado ontem é “uma responsabilidade adicional” no concelho onde o RC6 está implantado. (Correio Minho)

16 de julho de 2016

Ovnis em Portugal

O ‘boom’ da ovnilogia deu-se entre os anos 40 e 80, mas desde o tempo dos descobrimentos marítimos portugueses que há relatos de fenómenos celestes incompreensíveis e avistamentos de objectos não identificados. No entanto, poucos relatos serão mais impressionantes do que aqueles que são relatados por pilotos profissionais. Como o episódio que envolveu militares da Força Aérea Portuguesa na Base Aérea da OTA, a 2 de Novembro de 1982.

Naquela manhã de céu perfeitamente limpo, o Tenente Júlio Guerra e os alferes Carlos Garcês e António Gomes fizeram-se à pista para um habitual voo de treino. Já em pleno voo, por volta das 10h50, Júlio Guerra, a bordo de um Chipmunk, apercebeu-se da presença de um objecto brilhante, que se deslocava de Norte para Sul. Estaria a voar a 5500 pés de altitude, sensivelmente, sobre a pequena freguesia de Vila Verde dos Francos (Alenquer). "Lembro-me dos acontecimentos desse dia como se tivesse sido ontem!", garante Júlio Guerra, hoje piloto da aviação comercial, à ‘Domingo’. "Primeiro pareceu-me ser apenas o reflexo do cockpit de um avião a jacto. Uma vez que aquela era a zona que me estava atribuída, voltei imediatamente para a esquerda para identificar o possível avião. Mas qual não é o meu espanto quando, dando uma volta de 180 graus, vejo uma bola brilhante e metálica, que começou a descrever uma elipse em meu redor", recorda. 

A situação começa a ser estranha e Júlio Guerra contacta a torre de controlo para que o informassem sobre o tráfego aéreo na zona. Qual não é o seu espanto quando, do lado de lá, lhe garantem que não há qualquer aparelho no ar. A situação provocou até alguns gracejos nas comunicações entre os militares. Júlio Guerra não se incomodou: "respondi-lhes que se achavam que aquilo era um balão que viessem até à zona ‘E’ ver com os próprios olhos!" Assim aconteceu, Carlos Garcês e António Gomes voaram para a zona onde estava Júlio Guerra avistando igualmente o objecto a olho nu. Júlio Guerra enceta-lhe então uma perseguição, apesar dos avisos de prudência dos colegas. "Eu tinha imensa dificuldade em acompanhá-lo. Tinha de fazer uma curva muito apertada com o pescoço completamente virado para o lado para não o perder de vista", conta agora o piloto. 

É então que decide arriscar tudo por tudo: comunicou aos colegas que iria aproximar-se para fazer uma rota de intercepção à aeronave desconhecida. Gomes e Garcês avisaram-no para que não arriscasse demasiado. Júlio Guerra não lhes deu ouvidos. Mantendo uma velocidade elevada constante, o engenho desconhecido continuava a descrever círculos em redor do monomotor, obrigando o experiente piloto a fazer curvas cada vez mais apertadas no céu. 

"Confiando na minha capacidade de manobra aeronáutica mas também já um pouco cansado daquela perseguição, que durou mais de 20 minutos, decido fazer a intercepção, esperando que ele passasse por trás de mim para me colocar na sua rota. Qual não é a minha surpresa, porém, quando o vejo a cair para cima de mim, a uma velocidade bruta. Ficou a uns 10 ou 15 metros, num voo algo instável, acima do avião. Pensei... ‘olha, já foste! Estimámos posteriormente que ele deveria atingir os 2500 quilómetros hora em voo horizontal e 500 km/hora na vertical. Depois desses escassos segundos voltou a ganhar estabilidade e desapareceu como um raio de luz em direcção à Serra de Sintra", relembra o piloto. Anos depois, a história de Júlio Guerra foi recuperada pela jornalista norte- -americana Leslie Kean, autora do livro ‘UFOs – Generals, Pilots and Government Officials go on the Record’, que se debruçou precisamente sobre o fenómeno ovni presenciado por homens e mulheres em cargos insuspeitos, de militares a responsáveis governamentais. O seu caso faz parte da ínfima percentagem de cinco por cento para a qual nunca foi encontrada explicação. 

Não foi caso único, como o Antigo Chefe de Estado General da Força Aérea, Tomás Conceição e Silva pode constatar ao longo da sua carreira. Pelas suas mãos passaram vários relatos e relatórios sobre a passagem de ovnis pelos céus de Portugal. Ele próprio testemunhou um acontecimento insólito na base aérea de Sintra a 2 de Novembro de 1959. 

Nessa manhã solarenga, Évora tinha sido acometida por uma chuva de filamentos – um fenómeno conhecido por cabelos de anjo, o qual tinha sido antecedido pela passagem de dois objectos voadores não identificados sobre a cidade. Em Sintra, na base aérea, caíram também alguns desses filamentos. Conceição e Silva que se encontrava na pista prestes a iniciar um voo de treino ainda pegou em alguns. "Pareciam de gelo, pois desfaziam-se imediatamente ao toque", recorda. Mas quis o destino que em Évora esses filamentos tivessem sido recolhidos pelo professor Joaquim Guedes do Amaral, que na época era o director da Escola Industrial e Comercial de Évora, amigo do seu pai, astrónomo e homem muito interessado pela ciência. Dias depois "o professor Guedes do Amaral foi a minha casa e levou consigo a amostra, cuja análise ao microscópio detectou um ser em forma de aracnídeo e que se movia quando pressionado, tudo indicando que fosse um ser vivo", conta. A amostra foi deixada na Faculdade de Ciência, que alguns anos depois a perdeu num incêndio. 

Nunca se chegou à verdade, tal como em muitos outros casos relatados. "Mas uma coisa é certa: os pilotos, quando vêem uma coisa no céu, podem não saber o que é, mas sabem sem dúvida o que ela não é…

Relatos de avistamentos de ovnis feitos por pilotos, bem como testemunhos colectivos e uma reflexão sobre lugares considerados ‘hot-spots’ foram compilados por Vanessa Fidalgo no livro ‘Avistamentos de OVNIS em Portugal’ (Edição Esfera dos Livros) que no dia 1 chega aos escaparates. O lançamento será a 19 de Julho, na FNAC Chiado, em Lisboa, conduzido pelo ex-Chefe do Estado- -Maior da Força Aérea Conceição e Silva. (Correio da Manhã)

Portugal, a NATO e a Segurança Nacional

Texto de José Conde Rodrigues

Somos um país que não sendo grande, nem rico, é inteiro e leal à sua soberania e às suas velhas alianças. Um país assim, não pode nem deve perder a primeira linha da defesa dos valores da liberdade

Realizou-se em Varsóvia mais uma cimeira da NATO, envolvendo os chefes de Estado e de Governo dos seus 28 membros incluindo, naturalmente, Portugal.

Para quem já não se recorda, a NATO nasceu em 1949, enquanto Organização do Tratado do Atlântico Norte (também conhecida por Aliança Atlântica) com o objectivo de garantir a defesa do Ocidente, após a calamidade da segunda guerra mundial. Curiosamente, depois de se ter expandido quer em número de membros quer em missões diversas pelo mundo fora (Afeganistão), a NATO regressa agora à raiz da sua fundação, precisamente, a defesa do Atlântico Norte, face ao recrudescimento da ameaça russa.

Foi uma cimeira realizada após o Brexit, na sequência de vários atentados terroristas no território de diversos estados membros, promovidos a partir da guerra na Síria e no Iraque e que teve ainda em conta a entrada da China na geopolítica do século XXI, (com um forte investimento em defesa e a criação da nova Rota da Seda).

A cimeira decorreu num clima de regresso ao gelo da Guerra Fria e às estratégias de defesa do território, assentes quer no armamento convencional quer no nuclear. A hora foi também de balanço dos progressos pós cimeira de Gales em 2014 que recorde-se, ocorreu em cima da invasão da Crimeia e em plena ofensiva dos separatistas ucranianos apoiados pela Rússia. Desde então foi posto em marcha o Readiness Action Plan, como forma de garantir uma efectiva dissuasão e consequente tranquilidade da Europa Central e do Norte.

A cimeira de Varsóvia da passada semana serviu ainda para abordar a segurança do flanco sul da Europa, nomeadamente, a ameaça continuada do terrorismo do DAESH e a necessidade de apoiar a União Europeia a lidar com as questões dos imigrantes ilegais e o tráfico de seres humanos que lhe está associado. O tema dominante, porém, acabou mesmo por ser a relação com a Rússia, na sequência das sanções que lhe foram impostas pela União Europeia e pelos USA, bem como o modo de encarar o crescente protagonismo desta no enclave de Kalinegrado, entre os estados bálticos e a Polónia.

Como novidade refira-se a recente instalação de novos equipamentos anti-mísseis por parte da NATO, instalação que serve de pretexto para que a Rússia e os seus aliados, alguns destes em países do Ocidente, digam que a América, através da Aliança, está a esticar a corda da tensão e, por conseguinte, a inevitabilidade do conflito.

O certo é que a resposta da NATO tem sido precedida de grandes operações de treino militar e de ciber-ataques a infraestruturas do lado de cá por parte da Rússia. E se até aqui a NATO, com todas as suas crises e dificuldades conseguiu garantir o objectivo da paz na Europa (com a terrível excepção da guerra na antiga Jugoslávia), a verdade é que esse mesmo objectivo volta a ser posto à prova no seu arco do Atlântico Norte.

A coincidir com a cimeira, a União Europeia apresentou a sua Estratégia Global para a Política Externa e de Segurança. Para muitos apenas mais um documento sem conteúdo operacional, pois a área da segurança europeia, precisamente pela existência da NATO e do papel decisivo que os USA nela representam, não tem sido uma verdadeira prioridade da Europa.

Como resultado prático saído da cimeira, a NATO reforçará a sua acção colocando no terreno mais militares junto à fronteira leste (três batalhões) bem como propõe-se a criar, respectivamente, a NATO Response Force, com 40.000 militares e a Very High Readiness Joint Task Force com 5.000 militares (para entrar em acção em 24h). A estes dispositivos acrescerá um maior envolvimento de meios aéreos e navais no patrulhamento dos mares Báltico, Árctico, Mediterrâneo e Negro.

Mas face a estes novos contornos da segurança ocidental, perante a dispersão do empenho dos EUA, cada vez mais focados no arco asiático, com destaque para o Pacífico e os mares do sul da China, qual será então o papel de Portugal, enquanto Estado membro da Aliança e parceiro com ligações históricas, demográficas, linguísticas e culturais em várias latitudes do globo? Que presença e grau de prontidão serão exigíveis a Portugal, para além das diversas missões de manutenção em que brilhantemente se tem envolvido? Qual o nosso contributo numa parceria, por enquanto defensiva mas que a qualquer momento se pode tornar ofensiva?

Portugal como membro da NATO quase desde a sua fundação, e como país com a mais antiga aliança estratégica ainda em vigor, (Tratado de Windsor celebrado com a Inglaterra, fez no passado 9 de maio 630 anos), tem não só o dever de acompanhar os novos desafios dos aliados, como a responsabilidade de gizar a sua própria Estratégia de Segurança Nacional para os próximos anos. Portugal também precisa de fazer o seu trabalho de casa.

Somos um país com a frente atlântica mais ocidental. Somos um país que construiu o presente com as glórias do passado. Somos um país que não sendo grande, nem rico, é, todavia, inteiro e leal à sua velha soberania de serviço e às suas velhas alianças. Um país que quando acredita, é campeão. Um país assim, não pode nem deve perder a primeira linha da defesa dos valores da liberdade, da democracia e do Estado de Direito, desde a primeira hora razão de ser da própria Aliança.

Portugal já tem um Conceito Estratégico Nacional, decorrente da Constituição. Para o concretizar, foi aprovado, entretanto, um Conceito Estratégico de Defesa Nacional, actualizado em 2013 e actualmente em vigor. Falta-nos aprovar um Conceito Estratégico de Segurança Interna (embora exista já publicado um documento de trabalho, elaborado pelo Grupo de Reflexão em Estratégia de Segurança da Universidade Nova) e, por último, mas não menos importante, uma Estratégia de Segurança Nacional que nos coloque a par dos nossos parceiros. Na posse destes instrumentos, não nos faltará a força e a inteligência para assegurar que o sucesso da NATO será também a garantia da nossa Segurança Nacional". (Observador)

Presidente da República vai à Base Aérea do Montijo

O Presidente da República quer transmitir confiança à Força Aérea e vai visitar as instalações da Base Aérea n.º 6, bem como, voar num C130H - o mesmo tipo de aeronave que vitimou três militares esta segunda-feira, 11 de Julho. "Eu próprio voarei num C130", anunciou Marcelo Rebelo de Sousa.

Antes de entrar para a Igreja dos Jerónimos, em Belém, onde decorre uma missa de homenagem aos três militares, Marcelo Rebelo de Sousa falou com os jornalistas e quis transmitir uma mensagem de confiança à Força Aérea. "Segunda-feira irei à Base Aérea do Montijo e terei oportunidade de saber o que entretanto terá sido indagado e dar uma palavra de confiança na Força Aérea, de confiança naquele tipo de aeronave. Eu próprio voarei num C130 nesse dia", disse o Presidente da República.

O professor destacou ainda o "exemplo" destes três militares, ao mostrarem que a condição militar, implica "estar ao serviço do país com risco da própria vida, em todos os momentos, mesmo em momentos de paz". Marcelo recordou ainda que estes homens "estão presentes na memória da Força Aérea, das Forças Armadas e do Comandante Supremo das Forças Armadas". (Sábado)

15 de julho de 2016

Frota portuguesa de C-130 está "profundamente envelhecida"

A comissão parlamentar de Defesa Nacional aguarda os resultados do inquérito ao acidente sofrido segunda-feira por um C-130H da Força Aérea Portuguesa para saber a causa e as circunstâncias do desastre, lamentando o "gravíssimo acidente".

O presidente da comissão, Marco António Costa, disse que irá transmitir junto do ministro da Defesa e das chefias militares que os deputados "fazem questão de saber o que causou o incidente, se foi falha técnica e qual a natureza, se foi falha humana e qual a natureza".

O tema foi suscitado na reunião desta quinta-feira pelo deputado do PS João Soares, que observou que a frota portuguesa de C-130 é uma "frota profundamente envelhecida" e frisou que é preciso saber o que se passou até por "uma questão de prevenção em relação ao futuro".

Lamentando o "gravíssimo acidente", o deputado do PCP Jorge Machado considerou "prudente" fazer chegar à Força Aérea Portuguesa a vontade da comissão de Defesa de receber os resultados do inquérito que foi aberto de imediato pela Comissão de Investigação da FAP.

O acidente é demasiado grave para que não se perceba a totalidade do que se passou para que não volte a acontecer", considerou.

Pelo PS, o deputado José Miguel Medeiros manifestou confiança no profissionalismo das Forças Armadas e considerou que "haverá o momento e tempo" para a comissão ter acesso ao relatório do inquérito.

Também o deputado Bruno Vitorino, do PSD, advertiu contra qualquer especulação sobre as causas do acidente, considerando que a comissão deve aguardar as conclusões do inquérito.

No início da reunião, a comissão apresentou um voto de pesar pelo acidente, na Base Aérea nº6, Montijo, que provocou três mortos e quatro feridos, e que será votado na próxima sessão plenária.(TVI)

14 de julho de 2016

Secretário de Estado da Defesa participa em actividades do Dia da Defesa Nacional

O Secretário de Estado da Defesa Nacional Marcos Perestrelo presidiu no passado fim-de-semana, ao Dia da Defesa Nacional, no Regimento de Artilharia em Vendas Novas. Desta feita, 98 cidadãos do Distrito de Évora com idades de 18 anos cumpriram a sua obrigação.

O Dia da Defesa Nacional é a data em que os jovens de 18 anos de idade se apresentam para cumprir os seus deveres militares e de cidadania tomando conhecimento in loco, da realidade e dos assuntos de Defesa Nacional.

Os três ramos das Forças Armadas e de Segurança, a que se juntam um conjunto alargado de parceiros institucionais, que vão dos municípios, às administrações regionais de saúde e ministério da Educação, concorrem neste dia para aprofundar o conhecimento sobre a missão das suas instituições.

Outros parceiros institucionais aproveitam também para recolherem informação relevante junto dos jovens sobre comportamentos e atitudes desta faixa etária da população, por forma a habilitar o Governo nas suas reflexões sobre políticas públicas. (Defesa)

Corveta afundada no Porto Santo

O presidente do Governo Regional da Madeira disse esta quarta-feira, no Porto Santo, que o afundamento da corveta General Pereira d'Eça se insere na estratégia de diversificação do turismo naquela ilha.

"Queremos diversificar o turismo no Porto Santo para além da praia e este afundamento insere-se nessa estratégia", afirmou Miguel Albuquerque, pouco depois de ter assistido à operação, conduzida pela Marinha Portuguesa, a bordo do navio patrulha NRP Cacine.

Um minuto e vinte e seis segundos foi quanto se aguentou a corveta Pereira d'Eça à superfície, após terem sido acionados os explosivos, indo depois assentar a 30 metros de profundidade, com o objetivo de criar um recife artificial para a prática de mergulho.

O presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, o socialista Filipe Menezes, destacou, por seu lado, a importância que este segmento assumiu na região, realçando que representa entre 5 a 10% das receitas totais que a ilha arrecada com o setor do turismo.

"O afundamento da corveta é uma mais-valia para a economia local e vai atrair cada vez mais apreciadores de mergulho", sublinhou.

A General Pereira d'Eça foi afundada ao largo do Porto Santo, numa área de reserva natural integral, pelo que foi completamente limpa e descontaminada para não afectar a vida marinha.

Por outro lado, foram usados explosivos de corte, que não provocam ondas de choque e, como tal, não prejudicam a fauna e flora.

Este é o segundo navio a ser afundado no Porto Santo com o objetivo de criar um recife artificial e potenciar o mergulho, depois do "Madeirense", em 2000. As embarcações encontram-se a cerca de duas milhas náuticas uma da outra.

"Estamos desenvolvendo um novo conceito, que é o de Parque Marinho", explicou o presidente do Governo Regional, lembrando que está previsto para breve o afundamento de uma outra corveta da Marinha Portuguesa nos mares do arquipélago.

A corveta Pereira d'Eça foi construída em 1970, tem 1.438 toneladas e 85 metros de comprimento, mas os primeiros mergulhos só serão autorizados assim que terminarem os trabalhos de estabilização do navio no fundo do oceano e após uma verificação minuciosa da Marinha Portuguesa.

O Scuba Diving, entidade responsável pela gestão deste novo recurso turístico no domínio do mergulho, é uma parceria entre a Associação de Promoção da Madeira e os hotéis com centro de mergulho nas Ilhas da Madeira e Porto Santo. (JN)

13 de julho de 2016

Cimeira de Varsóvia reforça combate ao terrorismo

A Cimeira NATO em Varsóvia terminou no último sábado, 9 de Julho, após dois dias de reuniões de Chefes de Estado e de Governo, nos quais o Montenegro também participou. Portugal foi representado pelo Primeiro-Ministro, António Costa, pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e pelo Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes.

No final, os representantes assinaram uma declaração, na qual reafirmam que a NATO continua a ter como missão essencial assegurar que a Aliança permaneça uma comunidade inigualável de liberdade, paz, segurança, valores partilhados, incluindo liberdade individual, direitos humanos, democracia e Estado de Direito.

Perante os inúmeros desafios que o terrorismo apresenta como ameaça à segurança das populações e à estabilidade internacional, os Chefes de Estado e de Governo comprometeram-se que todos os membros e muitos parceiros da NATO irão contribuir para a Coligação Global contra o Daesh. Na declaração final da cimeira, os países aliados sublinharam que o combate contra o Daesh na Síria só será possível com um governo legítimo e frisam a “necessidade de uma transição política genuína e imediata” neste país.

Os 28 países da Aliança Atlântica afirmam ainda que continuarão a combater o terrorismo de acordo com o Direito Internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas. Para além disto, irão cooperar com os seus parceiros, auxiliando-os a criar resiliência contra os ataques, tendo em mente que “é necessário endereçar as condições conducentes à disseminação do terrorismo”.

Durante a Cimeira da NATO em Varsóvia foi declarada a capacidade operacional inicial da defesa contra misseis balísticos. Os aliados afirmaram que irão melhorar a antecipação estratégica do conhecimento situacional, considerando fundamentais as capacidades de informação, vigilância e reconhecimento para possibilitar “decisões políticas e militares atempadas e informadas”.

Como já tinha sido avançado durante a reunião ministerial ao nível dos Ministros da Defesa, decidiu-se fortalecer a ciberdefesa e reconhecer-se o ciberespaço como um novo domínio operacional, no qual “a NATO deve defender-se de forma eficaz, como o faz no ar, em terra e no mar”.

Durante a sexta-feira, os líderes decidiram também fortalecer a presença militar a leste, com quatro batalhões na Polónia, Estónia, Letónia e Lituânia numa base rotativa. No início de 2017, uma presença avançada, composta por forças multinacionais numa base voluntária, será colocada a leste liderada pela Alemanha, pelo Canadá, Reino Unido e pelos Estados Unidos da América.

À margem destas reuniões, o Secretário-geral da NATO assinou uma declaração conjunta com os Presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, estreitando a parceria estratégica entre a NATO e a União Europeia. A declaração estabelece onde a NATO e a UE irão reforçar a cooperação, incluindo a segurança marítima e o combate a ameaças híbridas. (Defesa)

12 de julho de 2016

KC-390 "Um passo de gigante" para a aeronáutica nacional

A nova aeronave de carga e transporte militar da brasileira Embraer foi apresentada nas instalações da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, S.A., em Alverca. O Primeiro-Ministro, António Costa, felicitou os colaboradores de todas as empresas que colaboraram na produção do KC-390 e destacou o “trabalho em conjunto” do “Estado, da Indústria e da Academia”.

António Costa enalteceu ainda o trabalho da EMBRAER, acrescentando a importância do mesmo para Portugal, porque “representa” uma “parceria” com “um País irmão” que é o Brasil, “para além da história”, da “poesia” e da “novela”.

Classificando a produção do KC-390 como um “passo de gigante na qualificação do País” na aeronáutica, o Primeiro-Ministro referiu que “é com muito orgulho” que vê, na superfície da aeronave, a bandeira de Portugal, ao lado da bandeira do Brasil e da Argentina”:

António Costa relembrou ainda que Portugal contribuiu nas fases da “concepção”, da “engenharia” e da “produção”, faltando agora haver uma contribuição na “utilização”, referindo a este propósito que “lá chegaremos...”

Antes da apresentação física do KC-390, o Presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, falou da capacidade de criar emprego da empresa que lidera e destacou a “história bem-sucedida com Portugal, e que foi reforçada há cerca de 10 anos” quando a empresa decidiu colaborar com o “Governo Português”, através da OGMA.

Depois disso seguiu-se “o investimento em dois centros de excelência em Évora” e, mais recentemente, num de “materiais compósitos”, num total de 400 milhões de euros e empregando, diretamente, cerca de 2500 pessoas. “Cada KC-390 representa muitos empregos” e “muita exportação” para Portugal, sublinhou Jackson Schneider.

Antes de terminar, o presidente da EMBRAER, Segurança e Defesa destacou ainda a importância da parceria com a Ministério da Defesa Nacional e a Força Aérea que, desde sempre, “acreditaram no projeto”, relembrando ainda que a mesma irá continuar, num “potencial e efetivo uso” por este Ramo das Forças Armadas

Portugal é um parceiro de referência do programa do KC-390, sendo que colabora no projeto desde a fase de investigação e desenvolvimento. Enquanto o Ministério da Defesa Nacional, através da Força Aérea, apresenta-se como um parceiro estratégico essencial em todo o projeto, nomeadamente ao nível da certificação de requisitos operacionais e logísticos, para que a aeronave cumpra todas as exigências e requisitos operacionais e de segurança.

O KC-390 é uma aeronave de transporte militar táctico com capacidade de reabastecimento em voo, que representa um avanço em termos de tecnologia e inovação, tendo sido projetado para estabelecer novos padrões na sua categoria, com menor custo operacional.

Esta aeronave pode executar uma ampla gama de missões: transporte e lançamento de cargas e tropas, evacuação aeromédica, reabastecimento aéreo, busca e resgate e combate a incêndios florestais, entre outras. Apesar de concebido como um avião militar, este transporte estratégico pode servir fins civis, com capacidade para participar em todos os tipos de missões de interesse público. (Defesa)

Submarino português ficou preso em arrastão francês

O submarino português Tridente ficou preso, na manhã desta terça-feira, nas redes de um barco de pesca francês, em águas britânicas, num incidente sem danos materiais ou humanos, disse o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

O incidente ocorreu durante uma missão de treino com a Marinha britânica, na viagem de regresso do Tridente a Portugal, depois de ter estado em missão no Báltico, segundo o EMGFA.

De acordo com o porta-voz do EMGFA, Hélder Perdigão, o submarino veio à superfície por questões de segurança:

O Tridente veio à superfície para garantir a sua própria segurança e a do pesqueiro, libertou-se do cabo em que estava preso e continua a sua missão", disse à Lusa o porta-voz do EMGFA, Hélder Perdigão.

O submarino ficou preso a cerca de 55 quilómetros a sudeste do Cabo Lizard, a ponta sudoeste da Grã-Bretanha, em águas britânicas.

O arrastão largou a rede, com a ajuda de meios da Marinha britânica e regressou a França, indica um comunicado do comando marítimo do Atlântico francês, citado pela agência France Press. (TVI)

Conselho Superior de Defesa Nacional em Belém

O Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) reúne-se hoje no Palácio de Belém, pelas 15:00, com os resultados da cimeira da NATO e o ponto da situação sobre as Forças Nacionais Destacadas na agenda.

O Conselho Superior de Defesa Nacional fará o ponto da situação sobre as missões internacionais actuais e as que estão previstas para o segundo semestre do ano, incluindo o envio de uma força do Exército para a República Centro Africana. (DNnoticias)

11 de julho de 2016

Força Aérea abre inquérito a acidente com C-130

A Força Aérea Portuguesa anunciou hoje a abertura de um inquérito depois da morte de três militares devido a um acidente na descolagem de uma aeronave C-130H, que ocorreu na Base Aérea do Montijo.

"A análise às causas do acidente irá seguir os procedimentos previstos, através de um inquérito conduzido pela Comissão Central de Investigação da Força Aérea. A Força Aérea está de luto", refere a FAP em comunicado.

"A bordo da aeronave estavam sete tripulantes. O acidente causou três vítimas mortais, um ferido grave e três feridos ligeiros, todos militares da Força Aérea", acrescentou a FAP, adiantando que o acidente ocorreu cerca das 12h.

Ainda segundo a Força Aérea, os feridos foram assistidos no local e depois transportados para unidades hospitalares.

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, manifestou em nome pessoal e do Governo profundo pesar pela morte de três militares da Força Aérea, na sequência de acidente na descolagem de C-130H na Base do Montijo.

"A dedicação, a entrega e o serviço ao país prestado pelos militares que hoje pereceram não podem ser esquecidos. O Governo manifesta aos familiares, amigos e camaradas das vítimas as suas mais profundas condolências", referiu o ministro da Defesa, em comunicado.

José Alberto Azeredo Lopes deslocou-se hoje à tarde ao local do acidente, Base Aérea 6, Montijo, para transmitir o "profundo pesar" em seu nome pessoal e em representação do Governo ao chefe do Estado Maior da Força Aérea, Manuel Rolo, que lhe expôs as "circunstâncias do acidente, o apoio prestado às vítimas e aos seus familiares".

De acordo com a página da Autoridade Nacional da Proteção Civil na internet, o alerta para o acidente foi dado às 12:20, tendo estado no local 49 operacionais e 16 veículos.

Durante a tarde, numa zona lateral da Base Aérea N.º 6, no Montijo, era possível ver uma parte do C-130H, que deitava ainda fumo, com vários carros de bombeiros e da força aérea junto à aeronave.

Pela entrada da base aérea foi possível ver sair várias ambulâncias e veículos dos bombeiros de corporações do Montijo, Alcochete, Moita ou Pinha Novo.

A FAP garante que vai ser prestado apoio aos familiares das vítimas mortais.

"Neste momento de profundo pesar, os nossos pensamentos estão com os familiares e amigos destes nossos camaradas, aos quais está a ser prestado todo o apoio necessário", concluiu. (TSF)

6 de julho de 2016

Autorizada compra de 167 blindados ligeiros para o Exército

O Ministro da Defesa Nacional (MdN), José Alberto Azeredo Lopes, autorizou o Exército a adquirir 167 viaturas tácticas ligeiras blindadas 4x4. O procedimento de aquisição deverá ser desenvolvido através da NATO Support and Procurement Agency(NSPA), não excedendo o montante máximo de 60.800.000€ (sessenta milhões e oitocentos mil de euros), até 2020, e de acordo com as verbas previstas na Lei de Programação Militar.

Esta autorização vai ao encontro de uma aspiração antiga das Forças Armadas e que é essencial para a modernização e o reforço da capacidade operacional do Exército, permitindo melhorar “a mobilidade táctica terrestre e de protecção da força, imprescindível à diferente tipologia de cenários e missões operacionais atribuídas ao Exército, em particular às Forças Nacionais Destacadas”, como se pode ler no despacho ontem assinado pelo MdN.

"As verbas para a aquisição destes veículos estão contempladas na Lei de Programação Militar, através do “Projecto Forças Ligeiras – Viaturas Tácticas Ligeiras Blindadas”, que se insere na categoria ML6 – Veículos Terrestres e seus componentes.

O MdN delegou no Chefe de Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte, “a competência para outorgar, em representação do Estado Português, o Sales Agreement, que titulará as condições técnicas e financeiras da prestação de serviços de procurement pela NSPA com vista ao fornecimento das viaturas objecto do procedimento, bem como a prática dos demais actos necessários à condução do procedimento até à sua conclusão”. O procedimento da aquisição a ser conduzida pela NSPA será acompanhado por uma equipa de missão. (Defesa)

É possível fazer mais e melhor Cooperação Técnico-Militar com Cabo Verde

"Fazemos uma avaliação positiva da cooperação técnico-militar que tem decorrido nas últimas décadas, mas entendemos que é possível fazer mais e melhor e estamos, por isso, a procurar encontrar os mecanismos de entendimento para reforçar essa cooperação, procurando estabelecer um novo programa-quadro de cooperação técnico-militar, já a partir de 2017, que corresponda melhor aos objetivos estratégicos de Cabo Verde e também de Portugal", afirmou o Secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, esta terça-feira, durante a visita oficial de dois dias a Cabo Verde.

O Secretário de Estado sublinhou que o interesse estratégico de Portugal passa em grande medida pelo reforço da “capacidade dos países de língua portuguesa". O Ministro da Defesa cabo-verdiano, Luís Filipe Tavares, também defendeu que "quanto mais fortes e mais capacitados estiverem os países de língua portuguesa do ponto de vista militar, mais capacidade terão de serem contribuintes líquidos para a segurança".

Para o Ministro da Defesa cabo-verdiano, Portugal tem sido um "parceiro estratégico" de Cabo Verde e os dois países têm vindo a trabalhar no sentido de reforçar a cooperação existentes há vários anos.

Esta terça-feira, último dia da visita, Marcos Perestrello participou numa cerimónia oficial na Assembleia Nacional para assinalar o 41 aniversário da independência de Cabo Verde. O secretário de Estado da Defesa português foi recebido pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

O navio-escola Sagres foi condecorado ontem, segunda-feira, com a “Estrela de Honra” da república cabo-verdiana, tornando-se “o único navio da Marinha Portuguesa a ostentar uma condecoração de um país estrangeiro: Cabo Verde, com quem subsistem laços de amizade de longa data”, afirmou o Ministro da Defesa cabo-verdiano.

O Secretário de Estado da Defesa Nacional destacou o papel do navio Sagres no estreitamento dos laços com os países da lusofonia, nomeadamente “na formação dos futuros oficiais de Cabo Verde”. O governante recordou ainda que nesta missão se encontra um aspirante da Marinha de Cabo Verde entre os 63 cadetes a bordo, o primeiro de um país de língua portuguesa a efetuar o estágio de embarque no navio.

Na missão, que inclui também a componente de formação para os alunos da Escola Naval, participam ainda mais cinco cadetes de países africanos de língua portuguesa: quatro angolanos e um moçambicano, além de outros da Alemanha, Espanha, Inglaterra, Marrocos, Tunísia e Turquia. Desde 1981 já embarcaram no navio-escola Sagres 28 cadetes oriundos de Cabo Verde. (Defesa)

4 de julho de 2016

Força Aérea de Parabéns: 64 anos a servir Portugal e os Portugueses!

Este ano foi a vez de a Freguesia de Belém receber a cerimónia de comemoração do aniversário da Força Aérea, na passada sexta-feira. O Ministro da Defesa Nacional (MdN) , Azeredo Lopes, presidiu à cerimónia que captou a atenção de centenas de turistas e locais que visitavam o Mosteiro dos Jerónimos.

Perante cerca de 600 militares da Força Aérea (FA), Azeredo Lopes afirmou que a história do ramo mais novo das Forças Armadas demonstra que " o trabalho, o esforço, o mérito, a resiliência e a capacidade de adaptação conduzem sempre, inelutavelmente, ao sucesso".

O Ministro da Defesa ressaltou os vários planos de atuação da FA, destacando-se "de modo exemplar" no apoio às populações e num cumprimento " cada vez maior" do número de missões internacionais em que participa, contribuindo para "o reconhecimento, a credibilização e reputação" de Portugal além-fronteiras.

A mesma referência ao mérito foi feita pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Manuel Teixeira Rolo, que frisou que a FA "soube e quis evoluir" ajustando-se às circunstâncias, " sabendo ambicionar e executar" a mudança necessária ao cumprimento das várias missões que abarca. "A Força Aérea tem vindo a cumprir com profundo sentido de zelo e profundo sentido de missão as missões e tarefas que lhe são cometidas", afirmou ainda o CEMFA.

Relativamente ao futuro, Manuel Teixeira Rolo pretende que o mesmo seja assente na modernização dos meios, na eficácia operacional e na satisfação da componente humana" da FA, assumindo-se cada vez mais como um "ator ativo na promoção da paz e da segurança".

Na sua intervenção durante a cerimónia, o Ministro da Defesa reafirmou ainda o desejo de o Governo de “repor progressivamente, de acordo com as condições políticas e orçamentais, a normalidade nas progressões e nas promoções". "Esta não é uma questão que se possa resolver só com a Defesa Nacional”, explicou, “mas é também verdade que o contributo e empenho que todos na Defesa Nacional têm vindo a desenvolver (...) pode ajudar com certeza a que realizemos o mais depressa possível este desígnio".

Após as intervenções, seguiu-se a imposição de condecorações a militares e civis. Um dos pontos altos da cerimónia foi a homenagem aos mortos em combate, altura em que quatro aeronaves F-16 sobrevoaram os céus de Belém. (Defesa)

28 de junho de 2016

Exército decide substituir director de Educação

O Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) decidiu substituir o subdirector do Colégio Militar, tenente-coronel António Grilo, e o Director de Educação e Doutrina do Exército, disse à Lusa o porta-voz do ramo.

Questionado pela Lusa, o porta-voz do Exército, tenente-coronel Vicente Pereira, disse que “foi nomeado Director de Educação o Major-General João Reis, sucedendo ao Major-General Cóias Ferreira”.

Prevê-se também, adiantou, que o tenente-coronel António Grilo, subdirector do Colégio Militar, “seja nomeado para o exercício de novo cargo”, quando terminarem as actividades escolares naquele estabelecimento de ensino, que ainda decorrem.

Estas alterações são “efectuadas em conformidade com as Normas de Nomeação e Colocação dos Militares do Exército e no cumprimento das prioridades estabelecidas” pelo CEME, Rovisco Duarte.

O ex-director de Educação e Doutrina do Exército exerce agora o cargo de 2º comandante do Comando das Forças Terrestres, adiantou.

Na semana passada, o Exército divulgou um comunicado com as conclusões da Inspecção realizada ao Colégio Militar no início de Maio, que não detectou situações de discriminação em função da orientação sexual ou outras.

Apesar disso, o general Rovisco Duarte decidiu criar um grupo de trabalho para rever o Regulamento Interno do Colégio Militar “no sentido de reforçar a mitigação de eventuais riscos que possam conduzir a qualquer forma de discriminação ou que possam colidir com outros valores centrais definidos na Lei e na Constituição da República Portuguesa”. (Observador)

27 de junho de 2016

Ministro da Defesa Nacional recebe Embaixador da Polónia

José Alberto Azeredo Lopes, encontrou-se, no passado dia 22 de Junho, com o Embaixador da Polónia em Portugal, Bronislaw Misztal, no Ministério da Defesa Nacional. (Defesa)

Ministro da Defesa Nacional recebe Embaixador da Roménia

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, encontrou-se, no passado dia 22 de Junho, com o Embaixador da Roménia em Portugal, Vasile Popovici, no Ministério da Defesa Nacional.

Durante o encontro, o Ministro da Defesa e o Embaixador conversaram sobre as relações bilaterais entre Portugal e a Roménia, a União Europeia e a Cimeira da NATO em Varsóvia. (Defesa.pt)

26 de junho de 2016

KC 390: O avião que se estreia em Portugal

Em Fevereiro do ano passado realizara o primeiro voo na cidade paulista de Gavião Peixoto e, quando chegou a Junho, já ia nas 300 mil horas de engenharia portuguesa - trata-se do KC 390, projecto que resulta da cooperação entre portugueses, brasileiros, argentinos e checos, estreando-se em Portugal (Évora e Alverca), primeiro país fora do Brasil a acolher o projecto, na próxima semana e a 4 de Julho.

O avião em causa destina-se a transporte militar e a ideia é que se transforme num substituto do C-130. Depois das fábricas da Embraer em Évora estará na OGMA de Alverca no referido dia 4. Entre os dias 11 e 17, a aeronave vai marcar presença na feira internacional inglesa de Farnborough

As autoridades portuguesas pretendem adquirir seis unidades, com os testes a decorrerem de acordo com os interesses da própria Força Aérea. (Económico)

25 de junho de 2016

Exercício Orion leva mais de 3.000 militares a Santa Margarida

Cerca de 3.100 militares, dos quais 140 de nacionalidade espanhola e americana, e 300 viaturas estão envolvidos no “Orion16”, o exercício anual do Exército Português que está a decorrer até ao próximo dia 2 de Julho, na área de treino militar de Santa Margarida, concelho de Constância.

Este exercício, que culmina o ciclo anual do treino operacional dos elementos da componente operacional do Sistema de Forças Terrestres, decorre “no âmbito de uma Operação de Resposta a Crises”, e tem por finalidade “certificar o Comando e Estado-Maior da Brigada de Intervenção, que se encontra afiliada à «Allied Rapid Reaction Corps», reforçando assim o contributo do Exército para o cumprimento dos internacionais assumidos por Portugal”.

A Brigada de Infanteria Mecanizada “Extremadura” XI, de Espanha, e a Special Purpose Marine Air Ground Task Force, dos Estados Unidos da América, estão a participar no exercício, assim como a Força Aérea Portuguesa e a Cruz Vermelha Portuguesa.

A presença destas forças contribui para “o aperfeiçoamento da interoperabilidade, e desenvolvimento de sinergias, no âmbito da partilha do esforço de defesa e segurança das organizações internacionais da NATO e da União Europeia, explica o Exército Português em comunicado. (Rede Regional)

17 de junho de 2016

APROVADO CONCURSO PÚBLICO PARA A CONSTRUÇÃO DA ESCOLA DE COMUNICAÇÕES DA NATO

O Conselho de Ministros aprovou a resolução proposta pelo Ministério da Defesa Nacional (MDN), que prevê o lançamento de um concurso público para a construção da escola da NATO de comunicações e sistemas de informação.

Instalada no Reduto Gomes de Freire, em Oeiras, a empreitada desta Escola será integralmente financiada pela Aliança Atlântica, num investimento total cujo valor ultrapassa 20 milhões de euros. Estima-se ainda que a sua realização demore três anos.

O MDN desenvolveu os projectos de arquitectura e engenharia para a construção da nova Escola, dos quais faz parte a construção de um edifício e a adaptação da messe existente no Reduto Gomes Freire.

Ciberdefesa

A Escola permitirá potenciar um conjunto de capacidades de grande importância para a Defesa Nacional, contribuindo significativamente para a afirmação de Portugal como um centro de desenvolvimento de know how e conhecimento nos domínios da ciberdefesa.

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, tem – de resto - reafirmado que Portugal «deve assumir um papel crucial no processo de desenvolvimento de capacidades de ciberdefesa, sobretudo ao nível da educação, treino e qualificação dos recursos humanos». (Fonte: MDN)

16 de junho de 2016

Portugal disponível para integrar missão contra terroristas do Estado Islâmico

O ministro da Defesa afirmou que Portugal está disponível para reforçar a missão da NATO no combate aos terroristas do auto denominado Estado Islâmico, no Iraque.

À margem de uma reunião da Aliança Atlântica, em Bruxelas, Azeredo Lopes admitiu deslocar para o terreno meios das Forças Armadas, em missões de formação e de apoio logístico.

O ministro sublinhou, contudo, a importância de a missão não colidir com as acções da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, que tem bombardeado as posições do Estado Islâmico.

“Não vai ser uma missão que se confunda com aquilo que está a fazer a coligação anti-Estado islâmico. Não se devem devem confundir os dois planos. Será uma missão de projecção de estabilidade que poderá passar por actividades similares, por exemplo, aquelas que nós já desempenhamos com muitíssimo mérito - como tem sido publicamente reconhecido - no plano da formação, no plano do apoio logístico em Besmaya. Poderá vir a ocorrer ou reforçar-se esta missão”, descreveu.

A NATO anunciou que vai reforçar a luta contra o Estado Islâmico. Da reunião de ministros da Defesa da Aliança Atlântica sai a garantia de um combate ao terrorismo em várias frentes.

O secretário-geral da NATO promete uma intervenção da aliança consistente e persistente na luta contra o terrorismo. Agora, também com mais meios aéreos. Aos jornalistas anunciou o envio de aviões Awacs (Airborne Warning And Control System).

Jens Stoltenberg fez referência à pronta disponibilidade de alguns aliados em avançarem para o Iraque.

A NATO parece responder ao apelo de Portugal, Espanha, Itália e França para a necessidade de uma atenção maior ao flanco Sul. Um pedido que terá sensibilizado os outros membros da Aliança, que acordaram numa reconfiguração da presença de navios no mar Egeu e no Mediterrâneo para fazer à crise dos refugiados.

Da reunião ministerial de Bruxelas saiu ainda a grande novidade. A partir de agora, o ciberespaço é considerado como um domínio operacional, ou seja uma zona de guerra. Um ataque ao ciberespaço de um aliado ou estrutura da própria NATO pode levar a uma intervenção das forças da aliança, explicou o secretário-geral.

Os ataques no ciberespaço podem ser a vários níveis, mas segundo apurou a Renascença a grande preocupação prende-se com o sector das comunicações.

As decisões finais ficam para a cimeira de Julho, em Varsóvia, mas este encontro de dois dias em Bruxelas também ficou marcado pelos avisos à Rússia. A NATO vai enviar quatro batalhões robustos para a região do Báltico e promete intervir caso algum país aliado seja atacado. (RR)

Escola de Ciberdefesa da NATO vai nascer em Portugal

A infraestrutura, designada Escola da NATO de Comunicações e Sistemas de Informações (NCISS), vai ficar instalada em Oeiras, de acordo com um comunicado do Ministério da Defesa, que destaca que a respectiva resolução foi esta quinta-feira aprovada em Conselho de Ministros, que lança o concurso público para a construção.

A relevância da importância da ciberdefesa ficou clara na terça-feira, quando o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, anunciou que o ciberespaço para a ser um "domínio operacional de guerra", tal como já acontece com terra, mar e ar, uma questão já noticiada pelo JN. A comunicação foi feita em Bruxelas, no quartel-general da NATO, durante a reunião de ministros de Defesa, onde participou por Portugal o ministro Azeredo Lopes, preparatória da cimeira de Varsóvia.

O Ministério da Defesa salienta em comunicado que a nova infraestrutura NATO "permitirá potenciar um conjunto de capacidades de grande importância para a Defesa Nacional, contribuindo significativamente para a afirmação de Portugal como um centro de conhecimento e desenvolvimento nos domínios da Ciberdefesa". (JN)

15 de junho de 2016

Base das Lajes comemora 75 anos

A Base das Lajes, nos Açores, assinala este mês 75 anos. Em 1943 a Força Aérea Inglesa instalou-se nas Lajes, ao abrigo de um acordo assinado com Portugal. Saiu três anos depois, em 1946, ano em que chegaram os norte-americanos. Para assinalar o aniversário estão previstas uma série de iniciativas de cariz militar. (RTP)

12 de junho de 2016

Ogma atinge lucro recorde de 11,6 milhões de Euros

Diversificar capacidades e conquistar novos mercados são as grandes apostas estratégicas da Ogma – Indústria Aeronáutica de Portugal, que fechou o ano de 2015 com um lucro recorde de 11,6 milhões de euros. A empresa de Alverca não conseguiu evitar o impacto da crise económica que afecta vários países africanos e o mercado português já representa menos de 4% das suas encomendas, mas tem conseguido novos contratos importantes na Europa. Até final do ano, a Ogma inaugura um hangar de pintura onde investiu oito milhões de euros e inicia a produção em série de componentes para o novo KC-390.

Com 1595 postos de trabalho e um volume de negócios de 188 milhões de euros (cresceu 13% em 2015), a Ogma é a maior indústria portuguesa do sector aeronáutico e o maior empregador do concelho de Vila Franca de Xira. Ocupa uma área de 44 hectares junto à cidade de Alverca e completa, no final deste mês, 98 anos de existência – nasceu a 29 de Junho de 1918 como Parque de Material Aeronáutico, passou dez anos depois a Oficinas Gerais de Material Aeronáutico e adoptou a actual designação em 1994.´

“Se queremos manter os nossos actuais empregos e aumentar a empresa, temos de mudar muita coisa para nos adaptarmos ao mercado”, sustenta Rodrigo Rosa, presidente da comissão executiva da Ogma, em declarações ao PÚBLICO. O gestor brasileiro, de 40 anos, sublinha que a política da empresa está, sobretudo, centrada na diversificação, procurando paulatinamente reduzir a sua tradicional dependência da manutenção de aviões militares e dos serviços prestados à Força Aérea Portuguesa (FAP). Nesse sentido, Rodrigo Rosa faz um balanço francamente positivo dos 11 anos de gestão liderada pela Embraer, grupo brasileiro que, em 2005, adquiriu 65% do capital da Ogma – o Estado português mantém os restantes 35%.

Diversificar para sobreviver

Em 2015, a Indústria Aeronáutica de Portugal alcançou o seu melhor resultado de sempre, com lucros de 11,6 milhões de euros (mais 4,8 milhões do que no exercício anterior). O sector de fabrico de componentes já representa 30% dos negócios e é notória a diversificação do trabalho feito na área de manutenção, com o segmento dos aviões comerciais a crescer bastante. “A empresa tem procurado distanciar-se de realidades do passado. Há muitos anos, a Ogma dependia de uma só actividade e a FAP era, quase só ela, responsável por todo o negócio da empresa. Transitar para uma outra realidade é bom e saudável para a Ogma”, diz Rodrigo Rosa, frisando que sair da dependência de uma linha muito assente na manutenção de aviões militares foi outra questão determinante para “equilibrar o negócio”.

“A nossa estratégia tem sido muito no sentido de nos estruturarmos de forma a atacar outros mercados que compensem possíveis dificuldades. E temos tido sucesso noutros mercados onde grandes concorrentes já estavam estabelecidos. Capacitámo-nos para ir para outros mercados”, afiança o presidente da empresa.

Os resultados dessa estratégia reflectiram-se já nos últimos exercícios e o impacto das dificuldades que atravessam alguns países africanos como Angola foi, de certo modo, atenuado. “Se dependêssemos só de um mercado estaríamos mal. Percebemos que teríamos de diversificar para minimizar riscos”, observa Rodrigo Rosa, citando exemplos como o contrato com a Força Aérea Francesa (dez anos de manutenção de aviões) e os contratos recentemente estabelecidos na Suécia e na Holanda.

Motores decisivos

Curiosamente, o maior contributo para a melhoria dos resultados da Ogma até resultou, em certa medida, das dificuldades previstas pela britânica Rolls Royce, o maior cliente da empresa portuguesa na área da reparação de motores, que alertou, em 2014, para uma previsível quebra de encomendas. “O mais diferenciador foi mesmo a linha de negócios de motores. Saímos para o mercado para desenvolver outros negócios que compensassem, mas o volume de negócio da Rolls Royce acabou por ser melhor do que eles estimavam. A nossa iniciativa de ir ao mercado para trazer novos negócios também foi bem-sucedida e contribuiu muito positivamente para este resultado”, salienta.

Já na área do fabrico, a Ogma está envolvida desde início no projecto do KC-390, um novo avião da Embraer que pretende ocupar o espaço do antigo C-130. A empresa portuguesa investiu 34 milhões de euros no projecto e ficou responsável pelo fabrico da fuselagem. Já produziu componentes para dois protótipos e inicia, este ano, o fabrico em série. O processo tem ficado, todavia, aquém das expectativas iniciais e revelou-se mais lento do que previsto. Até ao momento, a encomenda de 28 aeronaves para a Força Aérea Brasileira (FAB) será o único contrato já firmado, mas a FAB também atravessa dificuldades financeiras e reprogramou (atrasou) as entregas.

Ainda este ano, a Ogma vai inaugurar um novo hangar vocacionado para a pintura de aviões, que utiliza as mais modernas tecnologias e equipamento robotizado. Um investimento de oito milhões de euros que Rodrigo Rosa acredita que vai abrir novas perspectivas. “Nos últimos anos, investimos uma média de dez milhões de euros por ano. Agora, passamos a ter também a capacidade de ter um negócio de pintura. Com essa capacidade, precisamos de desenvolver mercado nesta área”, conclui. (Público)

11 de junho de 2016

Museu do Combatente visitado pelo Presidente da República

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa visitou, no Forte do Bom Sucesso, o Museu do Combatente, tendo sido acompanhado nesta visita pelo Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Joaquim Chito Rodrigues. (PR)

10 de junho de 2016

Praça do Comércio cheia para o 10 de Junho

A Praça do Comércio, em Lisboa, encheu-se esta sexta-feira de portugueses e turistas para assistir às cerimónias do 10 de Junho que começaram às 10h00, quando soou o Hino Nacional e se ouviu uma salva de tiros de canhão.

Desde cedo, as pessoas começaram a ocupar as barreiras que ladeiam a praça do Comércio para assistir à parada militar e às comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Algumas famílias com crianças aproveitaram para ver a exposição de viaturas militares em frente à Praça do Comércio, à beira do rio Tejo.

As crianças não resistiram a entrar no helicóptero Alouette da Força Aérea Portuguesa e nas viaturas blindadas Pandur do Exército.

Ao largo do rio Tejo, sobressaía o navio Escola Sagres, engalado com bandeiras para assinalar a efeméride, e outras embarcações, como a fragata Vasco da Gama.

Às 10h00 em ponto, as cerimónias deram início com a entrada do Presidente da República num jipe nos recinto das cerimónias, ao som do Hino de Portugal, a que se seguiu uma salva de tiros vindos do rio e a passagem de quatro caças F-16 da Força Aérea Portuguesa.

Alice Amaro, de 67 anos, não escondia a emoção de estar a assistir às cerimónias numa "praça tão bonita".

"Estou encantada, sou de Lisboa e estar aqui a presenciar isto é uma felicidade muito grande. Poucos países devem ter cerimónias de celebração nacional com tanta paz e alegria", disse à Lusa a lisboeta.

"Confesso que também estou aqui pelo novo Presidente da República, que veio dar um colorido um país", disse, exclamando: "isto está mesmo lindo".

Acompanhada do filho de quatro anos e do marido, Cátia Fonseca referiu à Lusa que é a primeira vez que assiste às cerimónias do 10 de Junho, mas quis mostrar ao pequeno as celebrações do país em que ele nasceu.

"Acho que é muito importante vir a estas cerimónias para o meu filho tomar consciência da importância de Portugal e de ser português", apontou Cátia Fonseca.

Muitos turistas que passavam paravam curiosos e perguntavam aos agentes da PSP espalhados pelo espaço, mas também aos populares, a razão das celebrações, aproveitando depois para tirar fotografias aos militares que desfilam na parada. Todos os ramos das Forças Armadas estão representados nas comemorações do Dia de Portugal.

As comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portugueses dividem-se este ano, e de forma inédita, entre Lisboa, e Paris, onde o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, proferirá os primeiros discursos do 10 de Junho do seu mandato.

As celebrações iniciaram-se de manhã, no Terreiro do Paço, em Lisboa, com um âmbito militar, com o Chefe de Estado a condecorar seis militares, por se terem destacado no cumprimento de missões no âmbito nacional e internacional, três dos quais pela sua atuação no período final da guerra colonial, entre 1973 e 1974, um deles em Angola e dois em Moçambique, e outros três no activo. (CM)

Dia de Portugal

10 de Junho
Dia de Portugal

9 de junho de 2016

Cerimónia do Içar da Bandeira nacional deu início às Comemorações do Dia de Portugal

O Presidente da República recebeu honras militares prestadas por cadetes da Escola Naval e assistiu ao içar da Bandeira Nacional, no Cais das Colunas em Lisboa, cerimonia que assinalou o início das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Após a Cerimónia, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa dirigiu-se às Ribeira das Naus, onde visitou as Atividades Militares Complementares ali expostas pelos três ramos das Forças Armadas. (PR)

4 de junho de 2016

Marinha Real de Marrocos recebe Navio Patrulha totalmente renovado no Arsenal do Alfeite

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De acordo com o Arsenal do Alfeite, SA (AASA), o “El Lahiq” foi o maior e mais importante projecto realizado até hoje na vertente internacional. A reparação deste navio patrulha representou um processo industrial, logístico e técnico extenso e complexo, no qual foram incorporadas a maioria das vantagens competitivas existentes no Arsenal do Alfeite, capacidades fabris, técnicas e de gestão de projectos únicos em Portugal.

A reparação envolveu a desassemblagem total do navio e a revisão geral dos seus principais sistemas e equipamentos, com a substituição integral do aprestamento habitacional, habilitando o navio patrulha para uma vida operacional subsequente.

A internacionalização do Arsenal do Alfeite S.A. é fulcral para o desenvolvimento sustentável da empresa, em complementaridade com as funções de interesse público como a manutenção dos navios da Marinha Portuguesa. Em 2012, o Arsenal do Alfeite interveio no navio de apoio logístico da Marinha Real de Marrocos “Dakhla” e em 2013 na fragata “Hassan II”.

A Marinha Real de Marrocos tem-se mostrado satisfeita com as prestações de serviços pelo Arsenal do Alfeite, o que poderá contribuir futuramente para a celebração de novos contratos no mesmo âmbito. (Defesa)