31 de julho de 2015

Portugal desiste de comprar navio francês Siroco

Segundo fonte ministerial, os responsáveis máximos pelos ramos das Forças Armadas lusas identificaram incompatibilidades de operação entre o navio de fabrico francês e outros equipamentos, por exemplo os helicópteros EH-101, relativamente aos pesos sustentados pelo hangar do Siroco.

Contudo, apesar de não ir oficializar uma proposta junto do Estado francês para comprar o referido navio, avaliado em cerca de 80 milhões de euros, o Ministério da Defesa instruiu os chefes militares para procurarem um navio polivalente logístico compatível.

No início de Junho, o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, confirmou estarem em curso negociações com as autoridades francesas para tentar reduzir os cerca de 80 milhões de euros pedidos.

O Estado francês indicara o mês de Setembro como o prazo-limite para entregar o Siroco a um eventual comprador. (JN)

PRIMEIRO-MINISTRO VISITA DESTACAMENTO EM MÁLAGA

O destacamento da Força Aérea Portuguesa em Málaga, a participar na operação da Agência FRONTEX para controlo da migração irregular no Mediterrâneo, recebeu a visita do Primeiro-ministro (PM), Dr. Pedro Passos Coelho, no dia 29 de Julho de 2015.

A acompanhar o PM nesta deslocação, estiveram o Ministro da Defesa Nacional, Dr. Pedro Aguiar-Branco, a Ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues e o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Artur Pina Monteiro.

A Operação INDALO, onde participam 19 militares e uma aeronave C-295 da Esquadra 502 - "Elefantes", teve inicio a 01 de Julho e decorrerá até final deste mês. Até ao dia da visita, tinham sido referenciadas 146 embarcações, detectados 672 migrantes ilegais e realizadas mais de 100 horas no patrulhamento das fronteiras marítimas a sul de Espanha.

Portugal colabora anualmente, desde 2011, em operações conjuntas da FRONTEX, especialmente no âmbito da detecção dos fluxos migratórios irregulares no Mediterrâneo - em resposta a pedidos internacionais veiculados através do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que integra também o destacamento na INDALO com um elemento.

No dia 31 de Julho, a Esquadra 502 termina a participação na operação INDALO. (EMGFA)

30 de julho de 2015

F-35 prepara-se para receber a luz verde do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA

Três anos depois do previsto e com uma gigantesca derrapagem orçamental, o F-35 prepara-se para receber a luz verde do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Os Marines serão os primeiros a aprovar o novíssimo avião das Forças Armadas norte-americanas: preparado, nomeadamente, para descolar na vertical e não ser detectado por radares. Mas no gigantesco programa norte-americano, nem tudo são rosas. O atraso, os custos e os problemas técnicos continuam a obstruir a descolagem do F-35.

O F-35, ou Joint Strike Fighter, está (quase) pronto para descolar. Depois de mais de 15 anos de trabalho, o novo jacto deverá revolucionar o combate aéreo norte-americano. O aparelho é apresentado como o mais letal e versátil avião da era moderna. O Joint Strike Fighter é capaz de descolar na vertical, atingir velocidades superiores a 1.900 quilómetros por hora e voar a uma altura superior a 50 mil pés (cerca de 15 quilómetros).

O aparelho, aponta a CNN, está habilitado para combates ar - ar e ar - terra, bem como para missões de reconhecimento do território e vigilância. O avião permite ainda a partilha imediata de informações entre pilotos e chefias, sendo mesmo capaz de entrar em território inimigo sem ser detectado pelos radares. Como suplemento, os pilotos do F-35 usarão um capacete especial que confere uma visão de 360 graus ao piloto. Só o capacete custa 400 mil dólares.

O F-35 será adaptado para diferentes corpos das Forças Armadas: fuzileiros, marinha e força aérea. A versão dos fuzileiros será a primeira a ser aprovada que, mesmo assim, não deverá ser utilizada em situações de combate nos próximos anos. “O F-35 tratará uma capacidade revolucionária aos EUA e aos seus aliados para as próximas décadas”, afiança a empresa responsável pelo aparelho. Num projecto desta envergadura, nem tudo é positivo. A começar pelo preço. Cada avião custará aos cofres norte-americanos 159 milhões de dólares (cerca de 143 milhões de euros). Ao todo, os Estados Unidos vão investir 400 mil milhões de dólares para adquirir 2457 Joint Strike Fighters – cerca do dobro do Produto Interno Bruto português.

O valor é quase o dobro do inicialmente previsto, face à enorme derrapagem orçamental. Os custos não acabam aqui. Para assegurar a manutenção e operação da frota, o Pentágono vai investir um bilião de dólares (mais de 900 mil milhões de euros). Mas, face às derrapagens e problemas já conhecidos, o custo poderá ser superior. Atrasos, custos e problemas técnicos O programa tem tanto de megalómano como de controverso, não fosse o F-35 a mais cara arma de sempre da história mundial. Apesar dos custos, os problemas têm sido mais do que muitos e têm afectado quase todos os componentes do aparelho.

Dificuldades no quadro, fuselagem, motores, software e sistemas de armas têm sido noticiados. Em 2014, um incêndio num motor fez com que toda a frota ficasse em terra. Aliás, são todos estes problemas que têm atrasado o programa e aumentado os seus custos.

“No melhor dos casos”, quando for decretado que o F-35 está pronto para entrar em funcionamento “estaremos a lançar um avião instável que não poderá realizar muitas das suas principais missões durante vários anos”, aponta a deputada democrata Jackie Speier.

“No pior dos casos, irá magoar pessoas ou teremos de os guardar no hangar e gastar milhares de milhões de dólares para os reajustar”, agudiza a deputada democrata.

O mais duro golpe ao programa chegou em Junho deste ano. O site War is Boring publicou excertos de um relatório que coloca o F-35 em desvantagem face ao tradicional F-16 no combate aéreo de proximidade.

Refere o relatório que o F-35 apresenta dificuldades em mudar de direcção com a rapidez necessária para atingir o inimigo ou para escapar de um ataque rival. Por isso mesmo, o F-35 ficaria em desvantagem no chamado dogfight, o combate aéreo em que os aparelhos se encontram a poucas dezenas de metros de distância.

Em sua defesa, a Lockheed Martin, empresa responsável pelos F-35, garantiu que o aparelho usado naquele exercício não estava equipado com o software e o equipamento mais actual e que estava já a ser incorporado na produção dos aparelhos. Os F-35 “estão concebidos para comprometer, atirar e matar os seus inimigos a uma longa distância”, apontou ainda a Lockheed Martin, passando a enumerar um conjunto de situações em que o avião venceu os F-16 nos simuladores.

“Ninguém está a declarar vitória”, garantiu o porta-voz da Lockheed Martin, sublinhando que há ainda muitos testes e alterações que devem ser realizadas. Apesar disso, mantém a confiança no aparelho. “Não estamos a construir este avião para participar em shows aéreos e tirar fotografias. Está a ser construído para defender os Estados Unidos e os seus aliados, se necessário”, afiançando que o F-35 “mudará a forma como iremos combater em guerras futuras”. Para além dos Estados Unidos, Reino Unido, Turquia, Austrália e Itália tencionam adquirir o aparelho. (RTP)

29 de julho de 2015

MARCHA A CAVALO À BATALHA E CERIMÓNIA DE HOMENAGEM A MOUZINHO DE ALBUQUERQUE

No âmbito das comemorações do Dia da Arma de Cavalaria e com o objectivo de evocar a memória de Mouzinho de Albuquerque, Patrono da Arma de Cavalaria, realizou-se entre 16 e 18 de Julho a tradicional Marcha a Cavalo à Batalha. Após um interregno de 5 anos, a Marcha a Cavalo deste ano contou com a participação de 42 conjuntos oriundos das Unidades da Arma, da Escola das Armas, do Núcleo Preparatório do Regimento de Apoio Militar de Emergência e ainda da Unidade de Segurança e Honras do Estado da Guarda Nacional Republicana.

A romagem teve o seu início na Escola das Armas passando pelas povoações de Soudos, Caneiro e S. Mamede, nos Concelhos de Torres Novas e da Batalha.

No dia 18 de Julho realizou-se a Cerimónia Militar de Homenagem a Mouzinho de Albuquerque na qual participou uma Força a Cavalo constituída por 34 conjuntos representativos das Unidades que participaram na Romagem a Cavalo.

Esta Cerimónia Militar foi presidida pelo Exmo. Comandante do Pessoal do Exército, Tenente-General José Carlos Filipe Antunes Calçada, em representação do Director Honorário da Arma de Cavalaria, e contou com a presença do Exmo. Presidente da Câmara Municipal da Batalha, Sr. Dr. Paulo Jorge Frazão Batista dos Santos. (Exército)

Navio patrulha Viana do Castelo em missão em Espanha

O navio patrulha Viana do Castelo participa a partir desta quarta-feira, pelo segundo ano consecutivo, numa missão internacional para controlar fluxos migratórios do norte de África em águas espanholas e nas fronteiras com a Argélia e Marrocos. De acordo com o porta-voz da Marinha Portuguesa, Paulo Vicente, o navio patrulha 'NRP Viana do Castelo' zarpa hoje, pelas 15h00, da base naval do Alfeite, Almada, repetindo a experiência "bem sucedida" do ano passado. "O NRP Viana do Castelo vai participar, em colaboração com a agência Frontex, pelo segundo ano consecutivo, na missão Indalo 2015", que é supervisionada pela Frontex, da União Europeia, "que controla fluxos migratórios provenientes do norte de África numa zona específica que é o sul de Espanha", disse Paulo Vicente à agência Lusa. 

A operação Índalo, que se realiza no Mediterrâneo ocidental, em águas espanholas e nas fronteiras marítimas com a Argélia e com Marrocos, tem como finalidade detectar, identificar e impedir a actividade ilegal de embarcações envolvidas na actividade associada aos fluxos migratórios irregulares e prestar socorro sempre que necessário. 

Paulo Vicente adiantou que no navio português, além dos 67 militares embarcados, seguem dois inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), já que é esta a autoridade responsável pelo controlo irregular da emigração em Portugal, e um oficial de ligação espanhol. (CM)

PATRULHA OCEÂNICO VIANA DO CASTELO NO CONTROLO DA IMIGRAÇÃO IRREGULAR NO SUL DE ESPANHA

O NRP VIANA DO CASTELO larga hoje dia 29 de Julho de 2015, rumo ao mar Mediterrâneo, para participar na missão INDALO 2015, no âmbito da agência FRONTEX da União Europeia, de controlo dos fluxos migratórios provenientes do norte de África.

A operação INDALO 2015, conduzida no Mediterrâneo ocidental, em águas espanholas e nas fronteiras marítimas com a Argélia e Marrocos, tem como finalidade detectar, localizar, identificar e impedir a actividade ilegal de embarcações envolvidas nesta actividade associada aos fluxos migratórios irregulares, e prestar socorro sempre que necessário.

Esta missão, enquadrada no esforço europeu de controlo das suas fronteiras externas, será coordenada pelas autoridades espanholas e conta com a participação de diversos meios de várias entidades de países da UE.

A participação do navio da Marinha portuguesa nesta operação, decorrerá até ao dia 31 de Agosto.

O NRP Viana do Castelo conta com 67 militares embarcados, dois inspectores do SEF e um oficial de ligação espanhol.

O navio, comandado pelo capitão-tenente Jorge Miguel Morais Chumbo, assegurará mais de 500 horas de patrulha e prevê-se que percorra cerca de 4000 milhas marítimas na área de operações. (Emgfa)

28 de julho de 2015

A indústria da Defesa nacional

Já imaginou ser salvo por uma bóia telecomandada? Estas tecnologias já existem em Portugal. A bóia ‘Noras’, um projecto pioneiro no Mundo, pode ser usada pelo Instituto de Socorros a Náufragos e por qualquer embarcação de pesca ou recreio. Tem 7 kg, mede 1 metro e atinge 15 nós (27 km/h). Tem autonomia de 45 minutos. 

Também nas embarcações salva-vidas, Portugal tem tecnologia líder mundial. As lanchas da classe vigilante, projectadas e construídas no Arsenal do Alfeite, são inafundáveis. Atingem 31 nós (57 km/h), comportam até 13 náufragos e têm uma autonomia até 240 milhas (386 km). 

Estas inovações estão a ser projectadas mundialmente pela idD – Plataforma das Indústrias de Defesa Nacional. Esta plataforma "funciona como um delegado comercial no exterior que promove estas indústrias no mercado internacional", explica Eduardo Filipe, presidente da idD. A indústria de Defesa integra áreas desde a segurança à aeronáutica e ao espaço. O sector representa 1,7 mil milhões de euros, emprega 20 mil pessoas, mas tem ainda potencial de crescimento. 

EXÉRCITO CONCLUI AS OPERAÇÕES DE LIMPEZA DE MINAS NA SERRA DE SINTRA

A 17 de Julho, no âmbito do protocolo celebrado entre o Exército, através do Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1, e os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra, foram concluídos os trabalhos de identificação e limpeza das minas de água situadas na Serra de Sintra. Os trabalhos realizados permitiram a limpeza de cerca de 100 minas de água.

Este tipo de parceria ilustra uma das missões do Exército, nomeadamente o apoio ao desenvolvimento e bem-estar das populações, traduzido neste caso em concreto, no acesso a um recurso cada vez mais escasso e indispensável para o bem-estar do ser humano. (Exército)

COMANDANTE DA FORÇA MULTINACIONAL NO KOSOVO DESPEDE-SE DA KFOR

O Comandante da Força Multinacional no Kosovo (KFOR), Major-general Francesco Paolo Figliuolo visitou o Camp Slim Lines, em Pristina, no dia 24 de Julho de 2015, para se dirigir pela última vez, como Comandante da Kosovo Force (COMKFOR), a todos os militares da KFOR Tactical Reserve Manoeuvre Battalion (KTM).

O COMKFOR, que cessará funções no próximo mês de Agosto, agradeceu o empenho, dedicação e profissionalismo, de todos militares que integram a KTM, e que, como Reserva Tática (TACRES) da KFOR, diariamente se esforçam por atingir elevados níveis de prontidão, constituindo-se como uma força credível para atuar em qualquer parte do Teatro de Operações do Kosovo.

Numa despedida emocionada, o COMKFOR, antes de assinar o Livro de Honra da KTM, desejou a todos os militares dos contingentes Português e Húngaro as maiores felicidades e que a KTM continue a honrar o seu lema "TWO NATIONS ONE FORCE". Emgfa

Cerimónia militar de imposição das medalhas aos militares dos contingentes Húngaro e Português da KFOR

No dia 25 de Julho de 2015, o Deputy Commander (DCOM) da KFOR, Brigadeiro General Anton WALDNER, presidiu em Camp Slim Lines – Pristina, à cerimónia militar de imposição das medalhas NON ARTICLE 5 - NATO Balkans aos militares dos contingentes Húngaro e Português da KFOR TACTICAL RESERVE MANOEUVRE BATTALION (KTM).

O North Atlantic Council aprovou a medalha NON ARTICLE 5 - NATO para pessoal que participa em missões NATO nos Balcãs, desde 01 de Janeiro de 2003, critério que foi extensível a outras operações NATO a decorrer na Área de Operações Conjunta.

A cerimónia, conduzida de uma forma simples, realçou a imposição das medalhas (pelos vários escalões de comando) tendo, numa primeira fase, sido condecorados os Key Leaders da KTM pelo KFOR DCOM, KFOR COS, NLAT Dir, PRT SNR e HUN SNR. Estes militares condecorados, impuseram de seguida as condecorações aos seus subordinados.

Foram diversas as entidades convidadas a felicitar a KTM pela forma singela mas honrosa como decorreu a cerimónia militar dignificando Portugal e a Hungria, fazendo jus ao lema da KTM “TWO NATIONS, ONE FORCE”. Emgfa

27 de julho de 2015

Força Aérea Portuguesa nas Operações TRITON E INDALO "Semana 3"

O P-3C CUP+ Orion da Força Aérea Portuguesa foi decisivo nas operações multinacionais que decorreram esta semana, no Mar Mediterrâneo e que resultaram no resgate de centenas de migrantes irregulares.

As operações, coordenadas pelas autoridades italianas, envolveram meios de vários países que integram a Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (FRONTEX).

Recorda-se que um destacamento da Esquadra 601 - "Lobos", juntamente com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, está até 31 de Agosto em Sigonella, Itália, a participar na operação TRITON, da FRONTEX.

Estas operações de vigilância marítima têm, por norma, incidência numa área que vai do sul de Itália ao norte da Líbia, com especial foco na região de Malta. Até ao momento, os "Lobos" já patrulharam uma aérea superior a 900 mil milhas náuticas quadradas, investigaram mais de sete mil alvos e voaram cerca de 70 horas.

Simultaneamente e até final de Julho, está a ser conduzida também a Operação INDALO, a partir de Málaga (Espanha), com o empenhamento de uma aeronave C-295M, da Esquadra 502 - "Elefantes". Esta projecta-se na área da costa sul de Espanha, onde existe uma excelente cooperação entre a Força Aérea Portuguesa e as autoridades espanholas, com vista ao apoio ao controlo da migração irregular com origem no norte de África. (Emgfa)

26 de julho de 2015

EXÉRCITO NA EVOCAÇÃO DOS 260 ANOS DO TERRAMOTO DE 1755

Evocando os 260 anos do Terramoto de Lisboa de 1755, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) promoveu um programa comemorativo com diversas actividades visando a divulgação e sensibilização para os perigos, vulnerabilidades e riscos dos fenómenos sísmicos, bem como para as capacidades e meios para responder a circunstâncias dessa natureza. O programa incluiu a DEMONSTRAÇÃO E MEIOS DOS AGENTES DE PROTECÇÃO CIVIL que teve lugar na Alameda D. Afonso Henriques, mesmo no coração da cidade, de 10 a 12 Julho.

O Exército, enquanto agente de protecção civil activo, participou neste evento através do Regimento de Engenharia Nº 1 (RE1) com equipamentos pesados de engenharia, demonstrando a capacidade de movimentação de terras, remoção de escombros e apropriação de itinerários, entre outros; meios de abastecimento e purificação de água, e meios de detecção, manuseamento e descontaminação biológica, química, e radiológica, da Companhia de Defesa Nuclear, Biológica e Química (CDefNBQ), fundamental em caso de danos em infraestruturas industriais ou derrames de químicos perigosos; e meios de demolições de emergência por métodos explosivos, remoção de obstáculos com detonações controladas, e acesso a áreas perigosas com veículos de controlo remoto do Grupo de Equipas Explosive Ordnance Disposal (GrEqEOD).

Durante toda a demonstração foi levado a cabo um conjunto de actividades de interactividade entre os meios do Exército e a população civil, dando a conhecer as suas valências e formas de utilização em caso de acidente grave ou calamidade. Destacaram-se de entre os meios do RE1 a estação de purificação de água, que se encontrava a bombear e purificar água da fonte luminosa da Alameda D. Afonso Henriques, a Pá Carregadora de Rodas, e o veículo de controlo remoto tEODor.

É de realçar a receptividade e satisfação revelada pelos participantes nas demonstrações por saber que o Exército participa activamente no esforço conjunto em caso de necessidade, pelo que se pode afirmar que a participação dos meios e militares do RE1 contribuiu de forma efectiva para reforçar a reputação e imagem do Exército e das Forças Armadas, fortalecendo a relação de confiança mútua com a população. (Exército)

Atlas Histórico da II Guerra Mundial

Quem julgue que um livro com 257 mapas sobre a II Guerra Mundial só interessará a maníacos de jogos de estratégia, engana-se: é acessível e um bom complemento às narrativas “convencionais”, pois não se perde em minúcias de movimentações de unidades nem se circunscreve às batalhas famosas.

Estão cá Leninegrado e Pearl Harbor, mas Gilbert ilumina também o lado obscuro do conflito: quantos saberão que as SS incluiram uma Legião Indiana, recrutada entre indianos que estudavam na Alemanha e soldados capturados no Norte de África? Ou que o Brasil entrou no conflito, ao lado dos Aliados? Ou que a URSS tinha planos para, em 1945, ocupar a Dinamarca e que só uma rápida movimentação de tropas e navios britânicos o impediu? Ou que o mufti de Jerusalém incitou a uma jihad contra os britânicos, participou numa revolta no Iraque e enviou um comando para envenenar a água de Tel-Aviv?

E se é, genericamente, verdade que os EUA nunca foram bombardeados pelo Eixo, há um mapa com 300 locais de queda das bombas-balão lançadas do Japão, tirando partido dos ventos de oeste (um esforço inglório: lançaram-se 9.000 bombas-balão e houve apenas seis vítimas: uma professora de catequese e cinco crianças que faziam um piquenique, no Oregon).

O capítulo 11, que mostra a guerra em perspectiva global, é o mais revelador: quando se vê que os Aliados dominavam reservas de petróleo que produziam 2.020 milhões de barris/ano e o Eixo só produzia 120 milhões, percebe-se que o desfecho de um conflito assente em elevada mobilidade e maquinaria sofisticada só podia ser o que foi. (Fonte: Observador)

Título: Atlas Histórico da II Guerra Mundial
Autor: Martin Gilbert
Editora: Clube do Autor
Páginas: 584
Preço: 21€

24 de julho de 2015

Preparativos do NRP Tejo para entrar ao serviço da Marinha Portuguesa


Com o apoio de rebocadores o navio deu hoje entrada na doca flutuante da Arsenal do Alfeite, SA. 
Irão ser efectuadas as devidas adaptações para estar apto a entrar ao serviço da Marinha Portuguesa. 
Fonte: M.G.P/Facebook oficial da Marinha Portuguesa

Ministro da Defesa quer Portugal na vanguarda mundial da segurança marítima

"O 'Mar Seguro' vai ao encontro de uma linha de acção que desenvolvemos desde o início deste mandato: salvar mais e melhor. Queremos posicionar Portugal no ranking mundial da vanguarda da segurança marítima, tal como acontece em termos da segurança balnear, em que o nosso país tem das menores taxas de mortalidade", afirmou José Pedro Aguiar-Branco.

Para o ministro da Defesa Nacional, que presidiu à apresentação do programa "Mar Seguro" na Administração dos Portos do Douro e Leixões, em Leça da Palmeira, Matosinhos, "a segurança dos turistas, dos viajantes e de quem nos garante investimento na economia" é uma forma de contribuir para o "crescimento sustentado da economia".

"A comunidade marítima piscatória é hoje um importante vector do crescimento económico. As suas gentes terão agora maior capacidade de desenvolver a sua actividade profissional com maior segurança, na certeza de que essa segurança é uma responsabilidade de todos", afirmou.

O ministro sublinhou "o empenho das Forças Armadas" nas acções articuladas com outras entidades que, "este ano, permitiram 330 acções de busca e salvamento nas quais se salvaram 203 vidas humanas".

Para o ministro, é importante "ter mais capacidade operacional", "não duplicar meios" e usar os existentes para "operar mais e com mais eficiência".

O governante acrescentou ser necessário "continuar a melhoria das estruturas e meios de salvamento", bem como "todas as medidas que têm sido adoptadas para promover uma mais cultura de segurança de todos quantos andam no mar".

Aguiar-Branco notou ainda que a sua presença na apresentação do programa 'Mar Seguro' teve por objectivo "dar visibilidade acrescida a uma missão que é feita todos os dias", que "consome horas, equipamento e recursos humanos para que, na hora certa, nada falhe no momento do salvamento.

O director do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) esclareceu, na cerimónia que o 'Mar Seguro' pretende "divulgar a cultura de segurança no mar junto da comunidade piscatória", através de "acções de sensibilização" para a "prudência" e "cidadania marítima".

A ideia é, também apostar em acções de formação em "suporte básico de vida", de modo a que as embarcações tenham sempre pelo menos um elemento" que saiba prestar meios imediatos de socorro até a chegada de ajuda.

Uma das ideias-chave do programa é convencer os pescadores da importância do uso de coletes e balsas salva-vidas, "com prazos de validade em dia e em número suficiente para a quantidade de tripulantes".

"O colete é a diferença, muitas vezes, entre a vida e a morte", alertou.

Planear a viagem antes da saída para o mar, tendo em atenção "os avisos à navegação, ao estado das barras e das marés", por exemplo, foi outro dos exemplos apontado pelo responsável.

Numa primeira fase, as campanhas junto das comunidades piscatórias vão ser feitas nas estações salva-vidas de Leixões (Norte), de Peniche (Centro) e de Ferragudo (Sul).

Macieira Fragoso, almirante da Autoridade Marítima Nacional, destacou que "o esforço de diminuição da sinistralidade de quem anda no mar é um trabalho diário" e que o programa 'Mar Seguro' é um "incremento da cultura de segurança" marítima, através da "sensibilização da comunidade piscatória para o cumprimento das regras de segurança". (Noticias Minuto)

Primeiro ataque turco contra jihadistas do Estado Islâmico na Síria

Três caças F-16 da força aérea turca bombardearam esta madrugada várias posições do grupo estado islâmico em território sírio, depois de um confronto entre o exército turco e os ‘jihadistas’ na fronteira, anunciou o gabinete do primeiro-ministro turco.

Os aviões turcos atacaram entre as 3h40 e 3h53 locais (1h40 e 1h53 em Lisboa) “dois quartéis e um posto de reunião” dos combatentes do estado islâmico com mísseis, antes de voltarem para a base de Diyarbakir (sudeste), acrescenta o comunicado publicado pelos serviços de Ahmet Davutoglu.

Esta foi a primeira intervenção aérea de Ankara contra a milícia ‘jihadista’, refere a agência Efe.

Segundo a agência Dogan, os alvos foram localizados perto da localidade de Havar, no sul do país.

“A República da Turquia está determinada a tomar todas as medidas necessárias para defender a segurança nacional”, informa o comunicado, precisando que os ataques foram decididos durante uma reunião de segurança na quinta-feira com o chefe do governo.

Na quinta-feira combatentes ‘jihadistas’ abriram fogo a partir da Síria contra um posto fronteiriço do exército turco na região de Kilis, matando um militar e ferindo dois outros soldados, segundo o estado-maior.

A Turquia autoriza os Estados Unidos a usar bases aéreas do país, entre as quais a de Incirlik, no sul do território, como ponto de apoio nos ataques ao grupo auto proclamado Estado Islâmico (EI), comunicaram na quinta-feira as autoridades norte-americanas.

O anúncio da cooperação entre as forças turcas e norte-americanas surge três dias após o atentado suicida, atribuído ao grupo extremista, contra os activistas pró-curdos em Suruç, no sul da Turquia, perto da fronteira síria, que fez 32 mortos e uma centena de feridos. (Observador)

Estação de Radar N.º 3 comemora 61 anos

A Estação de Radar Nº3 (ER3) - Montejunto, comemorou no dia 22 de Julho o seu 61º Aniversário. O dia da Unidade ficou marcado por uma cerimónia militar presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General José Pinheiro, e contou com a presença de altas patentes militares e de entidades civis da região.

A ocasião serviu também para a realização de uma visita de trabalho às instalações da ER3, com apresentação das suas capacidades e missões.

Recorde-se que esta Unidade garante a operacionalidade de meios de detecção e vigilância, enquanto parte do Sistema de Comando e Controlo Aéreo de Portugal. (FAP)

EXÉRCITO APOIOU A REALIZAÇÃO DO 45º CIRCUITO INTERNACIONAL AUTOMÓVEL DE VILA REAL

O Exército, através do Regimento de Infantaria Nº 13, no período de 01 a 12 de Julho, apoiou o Município de Vila Real e a Comissão Organizadora do 45º Circuito Internacional Automóvel de Vila Real na realização daquele evento automobilístico.

A colaboração do Exército com as entidades organizadoras desta prova Internacional traduziu-se em diversos apoios logísticos, não só ao pessoal afecto à organização mas também às equipas desportivas participantes. (Exército)

23 de julho de 2015

A Primeira Ciberguerra Mundial já começou

Enquanto lê este artigo, há milhares de ataques informáticos em curso. Mas para a maioria das pessoas, a guerra cibernética é coisa dos filmes de ficção científica. Essa guerra existe. É real.

Não acredita? E se pudesse vê-la?

A Norse Corp. é uma companhia que monitoriza a ciberguerra e dá informação sobre ela. Tem uma rede de sensores espalhados por todo mundo, que registam a ocorrência de ataques informáticos. Com esses dados, a empresa criou um mapa que mostra os ataques a decorrer no momento, em tempo real.

Ao abrir o Norse Attack Map, a primeira coisa que verá são as dezenas de linhas coloridas que, segundo a segundo, ligam dois pontos diferentes no mundo. Cada linha representa um ataque informático e cada cor indica o seu tipo. No entanto, o mapa mostra apenas uma pequena percentagem dos ataques, pois seria impossível para a empresa monitorizar todos os dispositivos do mundo ligados à internet.

Mesmo entre os milhões de ataques detectados pela rede de sensores da Norse, a quantidade representada no mapa é muito inferior à real: segundo a Fast Company, o Norse Attack Map mostra apenas um em cada mil ataques informáticos registados pela rede da companhia.

Para além da visualização dos ataques, o mapa lista os países onde se localizam as principais origens e alvos dos ataques. Aparentemente, grande parte dos ataques têm origem na China e os Estados Unidos da América como alvo.

De acordo com o The Creator’s Project, a empresa esteve a desenvolver o mapa interactivo ao longo dos últimos três anos. O site falou com Jeff Harrel, da Norse, que explicou que os sensores instalados pela companhia “imitam os alvos preferidos dos atacantes, tais como caixas multibanco, smartphones, PC’s ou computadores Mac, atraindo assim os ataques.”

A rede possui mais de oito milhões de sensores em meia centena de países, a cargo dos 50 engenheiros envolvidos no projectos. Estas pessoas são responsáveis pela manutenção da plataforma, que tem de ser “constantemente actualizada” para a tornar cada vez mais precisa na detecção dos ataques, disse Harrel. (Observador)

Martifer vai construir dois Navios Patrulha Oceânica para a Marinha Portuguesa

A Martifer anunciou ontem que assinou o contrato para a construção de dois Navios Patrulha Oceânica (NPO) para a Marinha Portuguesa, num negócio que já tinha sido anunciado e cuja despesa já foi autorizada.

Em comunicado, o grupo dos irmãos Martins refere que a construção foi adjudicada à West Sea, os antigos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), "pelo preço global de 77 milhões de euros", despesa que já foi aprovada em Diário da República.

Do consórcio faz ainda parte a Edisoft, empresa de ‘software' que era da extinta Empordef, ‘holding' que agregava as empresas da Defesa. A West Sea tem 83,64% do consórcio. "A entrada em vigor do contrato celebrado entre o Estado Português e o Consórcio Adjudicatário fica dependente do Visto do Tribunal de Contas", conclui o comunicado. A construção dos dois navios pode criar cerca de 200 postos de trabalho. (Económico)

Presidente da República visita Escola das Armas

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, visitou esta manhã, a Escola das Armas, em Mafra, o centro de instrução que agrega as seis anteriores escolas práticas do Exército, na sequência do processo de reorganização do Ramo.

Cavaco Silva esteve acompanhado pelo ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, e pela Secretária de Estado Adjunta e da Defesa, Nacional, Berta Cabral.

Em declarações à comunicação social e no final de uma visita à Escola, Aníbal Cavaco Silva referiu que este é “um bom exemplo” das reformas em curso nas Forças Armadas, em que a racionalização dos recursos e melhoria, ao nível da preparação dos militares, foi conseguida.

O Comandante Supremo das Forças Armadas relembrou os contributos que “os nossos militares” têm dado em prol da paz e em “vários pontos do mundo, como é o caso do Afeganistão, do Kosovo e de vários países de África, prestigiando Portugal pelo seu profissionalismo, pela sua competência e pelos seus conhecimentos”.

Cavaco Silva elogiou ainda o esforço das Forças Armadas em adaptar-se aos “tempos difíceis de natureza orçamental que o País atravessou”.

A visita do Presidente da República à Escola das Armas incluiu a passagem por uma exposição de projectos de investigação e desenvolvimentos (das empresas CITEVE e TEKEVER, em colaboração com o Exército), pela clínica veterinária militar de equinos (acessível também a civis), pela companhia de instrução, onde estava a decorrer uma sessão de treino físico militar, e diversas demonstrações militares.

A Escola das Armas foi criada a 3 de Julho de 2013, por Despacho do Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar Branco, na vila de Mafra, permitindo a desactivação das escolas práticas de Infantaria, Artilharia, Cavalaria, Engenharia e Transmissões, e do Centro Militar de Educação Física e Desportos. (Defesa)

CHEFE DO ESTADO-MAIOR-GENERAL DAS FORÇAS ARMADAS VISITA CONTINGENTE MILITAR PORTUGUÊS NO IRAQUE

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), General Artur Pina Monteiro realizou, no período de 21 a 22 de Julho de 2015, uma visita ao 1º contingente nacional em missão em Besmaya, Iraque, na companhia do seu homólogo espanhol o Chefe do Estado-Maior da Defesa, Almirante General D. Fernando García Sánches.

O primeiro dia da visita iniciou-se em Bagdade, capital do Iraque, tendo os Chefes militares sido recebidos pelo 2º Comandante do Coaliation Joint Forces Land Component Command, General Learmont.

Após uma reunião de trabalho, onde foi feita uma apresentação da actual situação na região, seguiu-se uma visita às instalações do Special Operations Training Group e do Badhdad Diplomatic Support Center, tendo as comitivas no final, iniciado o deslocamento aéreo para o campo de treino de Besmaya, onde foram recebidos pelo Comandante do contingente nacional, Major de Infantaria "Cmd" Manuel António Paulo Lourenço e pelo Comandante do contingente espanhol, Coronel Franscisco Xavier Romero Mari.

Durante a manhã do dia 22 de Julho, foi feita uma visita às instalações da Base militar "Gran Capitán", onde se encontra o contingente nacional e a várias actividades de treino que estavam em curso.

Durante a tarde o General Pina Monteiro, teve oportunidade de se encontrar com os militares portugueses, tendo-lhes transmitido a sua confiança e o reconhecimento pela forma como têm sabido cumprir a missão num Teatro de Operações tão complexo como é o do Iraque. Fonte: EMGFA

22 de julho de 2015

Termina primeiro curso de operadores de de Sistemas Aéreos Autónomos Não-Tripulados

Terminou, no passado dia 14 de Julho, o primeiro Curso de Operadores de Sistemas Aéreos Autónomos Não-Tripulados (UAS - UnmannedAircraftSystems) da Direcção de Instrução da Força Aérea. O objectivo do curso consistiu em qualificar os primeiros operadores de UAS, Classe I, da Força Aérea, tendo em vista a implementação de uma capacidade operacional futura no contexto deste Ramo das Forças Armadas. (FAP)

Marinha e Arsenal do Alfeite assinam contrato para reparar fragata Corte-Real

A Marinha Portuguesa e o Arsenal do Alfeite assinam esta terça-feira o contrato para a reparação da fragata Corte-Real, uma obra de cerca de 12 milhões de euros, que deverá estar concluída no segundo semestre de 2016.

“É o maior contrato da história da Arsenal Alfeite” e a sua materialização representa “a maior obra realizada desde a sua existência como empresa”, refere fonte do Ministério da Defesa Nacional em declarações à agência Lusa.

De acordo com um despacho publicado a 12 de Janeiro em Diário da República, a fragata “necessita de efectuar uma acção de manutenção que inclui a realização de uma docagem e uma revisão intermédia para manter a sua actividade operacional e as valências inerentes às suas capacidades”.  (RR)

Ministro da Defesa Romeno em visita oficial a Portugal

Os ministros da Defesa Nacional e o ministro da Defesa Romeno, respectivamente, José Pedro Aguiar-Branco e Mircea Dusa, reafirmaram, esta manhã, a vontade de continuarem a cooperar na área da Segurança e Defesa, tendo, inclusive, identificado novas áreas “com potencial para serem trabalhadas”, designadamente, ao nível da “Cibersegurança e das Indústrias de Defesa”.

Durante uma conferência de imprensa conjunta que decorreu na Base Aérea de Monte Real, onde estiveram presentes jornalistas portugueses e romenos, José Pedro Aguiar-Branco adiantou que será criada, até ao final deste ano, uma comissão mista para fazer a avaliação de novos projectos, “noutras áreas”, que podem ser desenvolvidos entre os dois ministérios.

Mircea Dusa, por sua vez, destacou a “relação muito especial” entre os dois países e relembrou a cooperação de Portugal e da Roménia no contexto da NATO e da União Europeia, ao nível do policiamento do espaço aéreo, de uma “forma distinta” e da participação conjunta em exercícios.

Relativamente aos caça F16, o ministro da Defesa Romeno referiu que chegarão, à Roménia, no próximo ano algumas das aeronaves, devendo o programa estar concluído em 2017.

Mircea Dusa agradeceu ainda a hospitalidade do ministro português, manifestando grande satisfação com a visita, durante a qual teve oportunidade de visitar o Comando de Pessoal do Exército, no Porto, o CITEVE, em Famalicão e a Base Aérea nº 5, em Monte Real.

Antes da conferência de imprensa conjunta que encerrou a deslocação oficial, os ministros realizaram uma reunião bilateral, seguida de uma visita à Base Aérea que incluiu um encontro com os instruendos romenos que, de futuro, irão pilotar os F16. (Defesa)

21 de julho de 2015

Programa de aeronaves F-16 para a Roménia executado de "forma exemplar"

"A execução está a cumprir o acordo tal como estava previsto e os compromissos planeados estão a ser satisfeitos, o que significa que está num excelente ritmo de execução", afirmou José Pedro Aguiar-Branco, numa conferência de imprensa com o seu homólogo romeno, após uma reunião bilateral e a visita à base aérea n.º5, em Monte Real, onde estão os "caças" F-16.

Em Outubro de 2013, Portugal assinou um contrato para a venda de 12 aeronaves F-16 à Força Aérea romena, num encaixe directo de 78 milhões de euros.

O governante explicou que "a modificação dos F-16 para a Roménia está a cumprir os calendários", prevendo-se que este país "tenha esta capacidade operacional inicial a partir de 2017, tal como previsto no planeamento".

"Os programas de formação e treino dos militares romenos, designadamente dos nove pilotos e de pessoal de manutenção e apoio às operações -- 75 mecânicos, incluindo engenheiros e quatro técnicos de planeamento - estão a ser devidamente cumpridos com sucesso", salientou o ministro.

Também o ministro da Defesa da Roménia, Mircea Dusa, que hoje terminou uma visita oficial de dois dias a Portugal, sublinhou o sucesso do programa.

"Tenho a dizer que o programa de fornecimento dos F-16 está a decorrer da melhor forma", adiantando que nas várias etapas, de que exemplificou a aquisição ou formação, regista-se um "progresso satisfatório".

O governante romeno referiu que o país "está à espera das primeiras quatro aeronaves em 2016", num programa para finalizar no ano seguinte, observando que, nesta fase, "uma grande parte já está modernizada adequadamente".

Questionado sobre o interesse da Roménia em comprar mais aeronaves F-16, Mircea Dusa disse que ainda se está "numa fase bastante inicial e em contactos com parceiros".

"Estamos a documentar-nos sobre este assunto e uma decisão final sobre a compra de uma segunda esquadra de F-16 vai ser tomada em breve", declarou, insistindo que os contactos estão a ser feitos "com todos os parceiros da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN na sigla em inglês)" e, só quando houver várias análises sobre o assunto, o governo romeno tomará uma decisão.

O ministro romeno salientou, contudo, que a deslocação a Portugal "nada tem a ver com a aquisição de novos F-16, mas com a cooperação entre os dois países".

Sobre esta situação, o ministro português declarou que "a questão foi abordada ainda numa dimensão embrionária".

"Estamos numa reflexão inicial que resulta, sobretudo, daquilo que tem sido, também, a boa execução deste programa que reforça os laços de confiança", afirmou o ministro português, notando que esta realidade permite que se avalie essa hipótese, mas que "ainda está no campo da avaliação embrionária". (Lusa)

Lançamento da Start-Up Defesa

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, presidiu, esta tarde, ao lançamento do programa Start-Up Defesa destinado ao desenvolvimento de um cluster da economia da Defesa com o apoio do Estado. Esta é uma iniciativa conjunta do Ministério da Defesa Nacional e da Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais (idD).

Durante a sua intervenção, José Pedro Aguiar-Branco referiu que espera, com este programa, levar à criação de empresas e postos de trabalho, funcionando o Ministério da Defesa Nacional como uma "alavanca e parceiro para ajudar a criar condições para um novo paradigma".

"Quisemos mudar a forma estática [de ver a economia de defesa], tornando-a mais dinâmica e motivadora", frisou o responsável pela pasta da Defesa Nacional, acrescentando que Portugal "tem aqui um eixo de oportunidade que não pode ser desperdiçado". José Pedro Aguiar-Branco reforçou ainda a ideia de que esta pode ser a "alavanca de oportunidades que existem não só em Portugal mas em toda a comunidade NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte)".

“A economia da Defesa nunca foi vista desta forma” e com este programa queremos torná-la “mais empreendedora, mais motivadora e mais dinâmica”, contribuindo assim “para a afirmação da capacidade portuguesa nesta área”, referiu.

As candidaturas ao programa Start-Up Defesa poderão ser apresentadas através da idD. Esta plataforma disponibilizará apoio logístico e acesso à rede das forças armadas para que os projectos se possam desenvolver e valorizar o potencial tecnológico e industrial. (Defesa)

COOPERAÇÃO TÉCNICO-MILITAR COM A REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

O Exército, através do Regimento de Engenharia Nº3 da Brigada de Intervenção e no âmbito da Cooperação Técnico-Militar com a República Democrática de São Tomé e Príncipe, levou a cabo a reabilitação de uma caserna destinada a alojar militares do sexo feminino, no quartel da Forças Armadas.

A cerimónia de inauguração desta nova infraestrutura, a primeira do género nas Forças Armadas de São Tomé e Príncipe, foi presidida pelo Ministro da Defesa Nacional São-Tomense e contou com a presença da Embaixadora de Portugal naquele país lusófono. (Exército)

20 de julho de 2015

Políticas do governo em matéria de sismos são inúteis, diz Conselho de Protecção Civil

O Conselho Português de Protecção Civil diz que as políticas "religiosamente" seguidas pelo governo e pela Autoridade Nacional de Protecção Civil em matéria de tremores de terra são inúteis e “em caso de sismo de forte magnitude determinarão a probabilidade de maior número de vítimas”.

O presidente da organização não governamental, João Saraiva, disse ao jornal i que “falta um sistema de aviso” da população e “formação para que esta saiba como agir de imediato”. “Hoje em dia é possível prever fenómenos como sismos ou tsunamis e o Instituto Hidrográfico está muito bem equipado. No entanto, não tem como fazer chegar essa informação às pessoas, por exemplo, às três da manhã, quando a maioria está a dormir”.

João Saraiva garante que o Conselho Português de Protecção Civil (CPPC) já manifestou a sua preocupação junto dos serviços municipais de protecção civil, juntos dos grupos parlamentares e junto do governo, nomeadamente do Ministério da Administração Interna. “Face aos atritos com o ministro Miguel Macedo [agora ex-ministro], deixámos de ter resposta”. E “a senhora ministra Anabela Rodrigues ainda não compreendeu a bem a função de ministro da Administração Interna e é completamente inócua em matéria de protecção civil”, considerou o responsável.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil propôs ao governo um sistema de alerta de sismos à população via SMS em 2010. A proposta nunca saiu do papel devia ao seu elevado custo, 27 milhões de euros.

Um ano mais tarde, e, na altura, desconhecendo o documento do organismo oficial, o CPPC apresentou uma proposta a custo zero, aproveitando já a tecnologia 3.5G. “O custo residual restante, cerca de 7 milhões de euros -, explica João Saraiva – seria dissipado pelas seguradoras, as principais interessadas e que actualmente já são quem patrocina a prevenção”.

Atenção: vem aí um tsunami

A probabilidade de haver um tsunami depois de um sismo “é elevada” a partir de um tremor de terra de magnitude 6 na escala de Richter, explica o presidente do CPPC. Ainda assim, é preciso que o epicentro ocorra no litoral e não em Coimbra, por exemplo.

O sismo registado ontem teve uma magnitude de 3.2 na escala de Richter e o epicentro a alguns quilómetros de Rio de Mouro. Foi sentido em Sintra, Cascais, Oeiras e Mafra e, apesar de ter feito soar alguns alarmes, o máximo que provocou foi alguns sustos.

Portugal tem um longo historial de sismos. E, embora a média seja de baixa intensidade (abaixo dos 5), ainda a 17 de Dezembro de 2009 houve um tremor de terra de magnitude 6.1 na escala de Richter, com epicentro no mar, a 264 km de Lisboa.

E houve outros mais fracos em 2008 (sul de Óbidos – 3.5; sul de Faro – 4.2) e mais fortes: em 1998, no Faial, Pico e São Jorge, oito pessoas morreram e 1700 ficaram desalojadas. E podíamos continuar e recuar até ao terramoto de 1755, que destruiu quase completamente a cidade de Lisboa e uma boa parte do litoral do Algarve e de Setúbal. O sismo foi seguido de um maremoto e de diversos incêndios e terá atingido uma magnitude de 8.7/9 na escala de Richter.

Contactado pelo jornal i, o Ministério da Administração Interna “lamenta que, mais uma vez, uma ‘entidade’ sem qualquer responsabilidade no sistema de protecção civil emita comentários totalmente desfasados da realidade, a propósito de matérias de extrema importância”.

“Ainda esta semana a Comissão Nacional de Protecção Civil discutiu matérias relativas à prevenção do risco de sismo e tsunami, estando totalmente disponível para esclarecer todo o trabalho que tem sido feito nesse âmbito”, acrescentou. Fonte I

Ataque da NATO mata por engano dez soldados afegãos

Morreram pelo menos dez militares afegãos nesta segunda-feira num ataque aéreo da NATO. Dois helicópteros norte-americanos bombardearam, por erro, um destacamento do exército em Baraki Barak, na província de Logar, um dos principais focos de actividade dos Taliban.

O ataque foi anunciado e condenado pelo governador de Baraki Barak, Mohammad Amin, que inicialmente disse haver 14 militares mortos. De acordo com o responsável afegão, ao início da manhã, o posto de controlo do exército não era um “local suspeito” e a “bandeira afegã estava hasteada” no momento do ataque.

Fontes do exército norte-americano confirmaram não oficialmente o ataque, declararam que foi aberta uma investigação, mas não avançaram com mais detalhes. Ao longo dos 13 anos da presença da NATO no Afeganistão repetiram-se vários incidentes desta natureza, vários deles em Logar. O tema tornou-se assim “um dos assuntos mais emotivos e importantes” no conflito, refere a AFP.

Em Dezembro, um ataque aéreo da coligação transatlântica matou cinco civis e feriu outros seis, também em Logar, a Sul de Cabul, e por engano. Na mesma região, em Junho, um bombardeamento da NATO atingiu por engano tropas da coligação e matou cinco militares norte-americanos e um soldado afegão. O exército norte-americano admitiu mais tarde que este incidente foi provocado por falhas de comunicação.

A presença da aliança transatlântica no Afeganistão caiu para uma fracção do que era em 2014. Mas há ainda 12 mil soldados da NATO do país, dos quais dez mil são militares norte-americanos, quase todos em missão de treino e aconselhamento ao exército afegão. (Público)