13 de janeiro de 2017

Marinha alerta para o aumento da “ameaça submarina” russa

O Vice-almirante Gouveia e Melo, que a partir desta quinta-feira é o novo comandante naval da Armada, alertou para o recrudescimento da ameaça submarina defendendo a necessidade de treinar os militares da Marinha para este tipo de ameaças.

Com efeito, uma fonte militar confirmou ao Expresso que se tem vindo a detectar uma maior presença de submarinos russos nos espaços marítimos onde Marinha portuguesa mantém uma presença habitual e constante. Lembra a mesma fonte que, apesar de se ter vindo a registar um maior investimento no sector da Defesa, “a Rússia não tem capacidade para manter uma presença constante e abrangente nos mares e opta por posicionar unidades navais fortemente armadas em zonas estratégicas, como por exemplo no Atlântico Norte”.

Sem fazer qualquer alusão aos russos, Gouveia e Melo, de 56 anos, disse no seu discurso de tomada de posse que considerava importante fazer adaptações “aos modelos e focos de treino [dos militares da Armada] de modo a estes serem intensificados para os cenários mais prováveis de operação onde realço a ameaça submarina que recrudesceu, a proteção da navegação mercante, quer contra actores estatais, quer não estatais, como sejam o terrorismo e a pirataria, assim como as operações expedicionárias ou outras que envolvam o resgate das diásporas”.

E dirigindo-se aos comandantes de todos os navios, este vice-almirante submarinista acrescentou: “Quero que utilizem todos os minutos de mar para treinar, para vigiarem o nosso espaço, para ocupar e dizer presente. Por isso, exijo-vos que rentabilizem ao máximo os recursos que nos são disponibilizados.”

“A capacidade para estabelecer um elevado estado de conhecimento sobre espaços marítimos de actuação será para mim crucial pois só de forma inteligente e consequente poderemos melhorar os resultados com os mesmos recursos. O desafio é enorme e os recursos muito escassos”, concluiu o homem que foi chefe de gabinete do ex-Chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Macieira Fragoso, presente na cerimónia esta manhã no Alfeite.

Mas, para o actual chefe da Marinha, a crónica escassez de recursos não há de comprometer a presença da Armada no mar. Questionado pelo Expresso no final da cerimónia, o almirante Silva Ribeiro garantiu que este ramo das Forças Armadas vai navegar mais nos próximos anos. “Vamos encontrar forma para isso”, afirmou o militar que está a ultimar uma nova directiva de planeamento estratégico que traduzirá em “acções concretas” a sua visão para a Marinha. “É possível fazer mais com o que temos e é isso que vamos fazer”, garantiu o homem que assumiu a chefia do Estado-Maior da Armada há pouco mais de um mês.

Gouveia e Melo sucede ao vice-almirante Sousa Pereira que a 15 de Dezembro assumiu a direcção da Autoridade Marítima, cargo deixado vago por Silva Ribeiro que esta manhã reconheceu o “especial dom” do novo comandante naval “para abordar as dificuldades por novos prismas de interpretação conducentes a soluções inovadoras”. (Expresso)

12 de janeiro de 2017

Dia da Academia Militar

A Academia Militar é um Estabelecimento de Ensino Superior Público Universitário Militar que desenvolve actividades de ensino, de investigação e de apoio à comunidade, com a finalidade essencial de formar Oficiais destinados aos Quadros Permanentes das Armas e Serviços do Exército e da Guarda Nacional Republicana.

O Exército, no culto das suas tradições, vai assinalar o Dia da Academia Militar, em 12 de Janeiro, pelas 15H00. (Exército)

10 de janeiro de 2017

FUZILEIROS TREINAM CENÁRIO DE CRISE

Um sismo de elevada magnitude abalou a região de "Palândia". Todas as ligações aéreas e marítimas encontram-se encerradas ou obstruídas o que impossibilita o apoio imediato da ajuda humanitária internacional.

Nesse mesmo dia foi activada a Componente Naval da Força de Reacção Imediata (FRI) constituída pela Força de Fuzileiros N.º2 (FFZ2), pelo Navio da República Portuguesa (NRP) Álvares Cabral, NRP António Enes e NRP Bérrio para a execução da Operação “Sobreviver”, com a missão de garantir assistência à população e criar as condições de entrada para a ajuda humanitária internacional.

Este é o cenário apresentado para o Treino de Manutenção de Padrões de Prontidão Operacional da Força de Fuzileiros N.º2 (FFZ2) que está a decorrer na Base Naval de Lisboa e Bacia Hidrográfica do rio Tejo até 12 de Janeiro.

Estes exercícios têm como objectivo preparar a Força de Fuzileiros para responder com prontidão a um cenário real de crise, de forma a garantir a segurança e o conforto das populações.

No teatro de operações cabe à força assegurar o socorro às vítimas, fazer um reconhecimento e busca nos escombros; a recuperação e salvamento em locais de difícil acesso; distribuir água, alimentos e manter a ordem pública. O apoio é prestado por botes, através da projecção para terra de pessoas, material e equipamento a partir dos navios. (MGP)

Força Aérea e PSP com novos especialistas em Defesa NRBQ

Realizou-se no Comando Aéreo, no dia 06 de Janeiro de 2017, a Cerimónia de Atribuição de Distintivos de Qualificação em Defesa NRBQ, presidida pelo Comandante Aéreo, Tenente-General Joaquim Borrego.

O Distintivo de Qualificação em Defesa NRBQ simboliza e realça o compromisso, empenho e dedicação a esta particular área do saber. Estes distintivos foram atribuídos a três militares da Força Aérea e a quatro elementos da Unidade Especial de Polícia, da Polícia de Segurança Pública. (FAP)

Ministros da Defesa de Portugal e da India assinam acordo de cooperação

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, e o Ministro da Defesa da Índia, Manohar Parrikar, assinaram no passado sábado um acordo que prevê a promoção do desenvolvimento da cooperação entre os dois países a vários níveis no âmbito da defesa. Uma iniciativa enquadrada na visita oficial do Primeiro-Ministro, António Costa, à Índia.

Os Ministros da Defesa dos dois países assinaram um Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Matéria de Defesa, que enuncia a intenção de realização de reuniões de alto nível, a realização de exercícios navais de oportunidade, o estabelecimento de intercâmbios de formação e investigação e a realização de conversações sobre matérias de interesse comum no âmbito da segurança internacional e das Indústrias de Defesa.

Durante a reunião bilateral os Ministros da Defesa conversaram sobre o desenvolvimento desta cooperação bilateral de defesa e trocaram impressões sobre as diversas oportunidades de cooperação mútua a serem exploradas. (Defesa)

8 de janeiro de 2017

A Missão do Tactical Air Control Party

O Tactical Air Control Party (TACP) assume-se como uma capacidade preponderante para a Força Aérea Portuguesa, no âmbito da contribuição do poder aéreo para as operações terrestres.

Constitui-se como uma força de carácter expedicionário, flexível e modular a qualquer tipo de força terrestre ou anfíbia, capaz de operar a partir de locais remotos e de forma autónoma, sob quaisquer condições meteorológicas, durante o dia ou noite.

É, geralmente, composto por Joint Terminal Attack Controllers e Laser Operators. O primeiro é um elemento qualificado que, através de uma posição avançada no campo de batalha, controla a acção de uma aeronave de asa fixa ou rotativa de combate contra alvos hostis que estão em franca proximidade das forças terrestres (das quais se destacam as Forças Especiais nacionais e internacionais). É também responsável pela coordenação e integração de fogos aéreos com fogos indirectos de superfície e/ou navais. O segundo é composto por militares que apoiam todo o espectro de missão do JTAC, sendo fundamentais no domínio que possuem na operação de todos os equipamentos e sistemas das equipas TACP.

O TACP emerge de um processo de selecção exigente e de um regime de treino rigoroso. No campo de batalha, estes militares não só utilizam equipamento especial único como recorrem a tácticas não convencionais para alcançar os objectivos tácticos e estratégicos.


Por exemplo:
- Emprego de armamento ar/chão de precisão.
- Controlo de meios aéreos de Intelligence, Surveillance & Reconnaissance (ISR).
- Controlo táctico de tráfego aéreo em zonas e pistas não preparadas.
- Marcação de pistas não preparadas.
- Preparação de zonas de aterragem táctica de helicópteros.
- Controlo táctico de lançamento de cargas. (Fonte: FAP)

6 de janeiro de 2017

NOVOS EQUIPAMENTOS REFORÇAM SISTEMA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÕES DO EXÉRCITO

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, autorizou a aquisição do equipamento rádio táctico de comunicações para reforçar o sistema de informação e comunicações táctico do Exército, num investimento que será executado entre 2017 e 2023, não podendo exceder os 7 milhões e 530 mil euros.

Este modelo é um equipamento de rádio táctico multibanda e multimodo que permite comunicações seguras em fonia e dados, recorrendo a métodos de encriptação e de salto em frequência. Possui um receptor GPS interno que, em conjunto com a sua capacidade GPS Report, facilita a identificação no teatro de operações.

Os rádios foram desenvolvidos especialmente para as Forças Armadas - considerando as suas características, bem como a importância de assegurar a compatibilidade e interoperabilidade dos equipamentos a adquirir, com os já existentes no Exército, o Governo decidiu investir neste modelo, com o qual o Exército tem vindo a operar.

A Agência para a Modernização Administrativa já emitiu parecer prévio favorável a este projecto, cujo procedimento de aquisição terá de ser conduzido por negociação, sem publicação de anúncio de concurso.

Recorde-se que o Governo tem vindo a reforçar o sistema de informação e comunicações táctico do Exército. Em Novembro, o Ministro autorizou a aquisição de 47 viaturas tácticas médias ligeiras, com o objectivo de dotar este sistema com um grau maior de mobilidade táctica terrestre e proteção blindada ligeira. (MDN)

Em 2016 a Força Aérea realizou 718 missões de apoio à população

Em 2016, a Força Aérea realizou 94 missões de vigilância do espaço aéreo nacional( 341 horas de voo), 474 missões de transporte urgente de doentes (568 doentes e cerca de 670 horas de voo), 87 missões de busca e salvamento (45 vidas salvas e cerca de 300 horas de voo), 30 missões de transporte de órgãos (mais de 68 horas de voo) e 33 missões de resgate em navios(28 doentes e mais de 122 horas de voo).

Estes são apenas alguns dos dados relativos às missões realizadas durante o ano passado, no continente e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, que podem ser consultados na íntegra no seguinte quadro infográfico. (Fonte:FAP)

5 de janeiro de 2017

NRP TEJO PELA PRIMEIRA VEZ EM MISSÃO NAS ILHAS SELVAGENS

O NRP Tejo realizou hoje a sua primeira missão às ilhas Selvagens, no âmbito do apoio institucional à Autoridade Marítima Nacional (AMN). 

Nesta missão, o navio patrulha Tejo assegurou o apoio logístico necessário à rendição dos agentes da Policia Marítima, do Posto do Comando Local da Polícia Marítima do Funchal nas ilhas Selvagens e do militarizado do troço-mar em funções na Repartição Marítima do Funchal nas ilhas Selvagens (ERMFS).

Simultaneamente, apoiou a rendição dos vigilantes da natureza do Instituto das Florestas e Conservação Natureza em funções na Reserva Natural das Ilhas Selvagens.

Durante o período da missão foi igualmente assegurada a vigilância e fiscalização nas áreas marinhas protegidas circundante às Ilhas Selvagens, garantindo a salvaguarda dos interesses nas águas sob soberania e jurisdição nacional. (MGP)

Curso de Técnico Especialista em Demolições com Explosivos

Decorreu no Regimento de Engenharia Nº1, de 21 de Novembro a 15 de Dezembro, o 2º Curso de Técnico Especialista em Demolições com Explosivos (TEDEX). O curso habilita ao planeamento, controlo e execução de demolições por métodos explosivos, através dos módulos de Escoramentos de Emergência, Cargas e Explosivos, e de Demolição e Modelação de Estruturas, e culmina com a execução de um Projecto de Demolição.

O método explosivo é empregue em Portugal fundamentalmente pela Engenharia Militar e o seu domínio exige a capacidade de interligar conceitos das engenharias de estruturas e de explosivos.

O Exército assume assim um papel preponderante nesta matéria, tanto no âmbito da cooperação técnico-militar como no apoio militar de emergência, em resposta à ruína prematura de estruturas por causas naturais ou intencionais. (Exército)

MARINHA PORTUGUESA PRESTA APOIO NA FORMAÇÃO DA COMPONENTE NAVAL DAS FORÇAS DE DEFESA DE TIMOR-LESTE

Decorreram no último trimestre de 2016, na Base Naval de Hera em Timor- Leste, o 4° curso de formação de fuzileiros e o 6º curso das especialidades de Marinha que contaram com a presença de quatro formadores da Marinha portuguesa.

Estes cursos, inseridos no programa quadro de cooperação técnico-militar de Portugal com Timor-Leste (2014-2016), incidiram na formação de Fuzileiros e especialidades navais, nas áreas de manobras, electricistas e artilheiros e foram ministrados com o apoio de oito militares timorenses que integraram a Unidade Móvel de Formação nacional.

Na cerimónia de encerramento dos cursos, que se realizou na Base Naval de Hera em Dezembro, foram entregues diplomas aos melhores classificados em cada um dos cursos, tendo decorrido também a imposição de boinas e passadeiras aos novos Fuzileiros, a imposição de passadeiras aos militares dos cursos das especialidades de Marinha, a entrega de certificados de formação aos formadores timorenses e a entrega de certificados de agradecimento e de Tais (oferta tradicional timorense) aos militares portugueses que realizaram esta missão. (MGP)

Secretário de Estado da Defesa Nacional preside ao lançamento da 13ª edição do Dia da Defesa Nacional

O Secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, preside hoje ao lançamento do Dia da Defesa Nacional - edição de 2017. A apresentação decorre no Regimento de Artilharia Antiaérea de Queluz nº 1, às 19h00.

O Dia da Defesa Nacional é uma iniciativa do Ministério da Defesa, que pretende divulgar junto da população juvenil a missão das Forças Armadas. O evento, em parceria com as universidades e outros estabelecimentos de ensino superior, com a comissão para igualdade e cidadania, com o Serviço para intervenção nos comportamentos aditivos e das dependências, envolve também a Marinha, o Exército e a Força Aérea que na ocasião procuram apresentar as suas propostas profissionais.

Dos inquéritos realizados aos jovens participantes tem sido possível inferir dados importantes sobre comportamentos aditivos, por exemplo, ou da percepção que têm do papel das Forças Armadas no contexto Nacional. (Defesa)

4 de janeiro de 2017

Marinha anuncia reforço do apoio às ilhas Desertas e Selvagens

A Marinha portuguesa vai reforçar o apoio às ilhas Desertas e às Selvagens, no arquipélago da Madeira, aumentando a capacidade de vigilância e fiscalização da área, disse hoje o comandante naval nacional, Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo. 

"Tudo faremos ao nosso alcance, na área do comando naval, para empenhar meios e capacidade nesta região", disse o responsável, na cerimónia de tomada de posse do novo comandante da Zona Marítima e Autoridade Marítima da Madeira, Nuno Sousa Pereira. 

Passalágua de Gouveia e Melo anunciou que "o apoio às Desertas e às Selvagens será reforçado, assim como a capacidade de vigilância e fiscalização da Região nos vastos espaços marítimos sob a sua soberania, jurisdição ou responsabilidade". 

O mesmo responsável acrescentou que será feito investimento, em conjunto com a Autoridade Marítima nacional, na capacidade de comando e controle das operações marítimas na Região", reforçando que "a Marinha renova-se à medida das capacidades do país". 

"A Marinha tem consciência da importância do arquipélago da Madeira para a 'maritimidade' portuguesa e a sua relevância geoestratégica", declarou. 

O novo comandante da Zona Marítima da Madeira disse ser necessário resolver o "problema do desequilíbrio" de recursos humanos no arquipélago, provocado pela afectação de meios da Polícia Marítima à estrutura instalada nas ilhas Selvagens. 

"Da solução encontrada para assegurar os recursos humanos necessários ao desempenho da missão na reserva natural das ilhas Selvagens resultou uma situação de algum desequilíbrio que urge colmatar", declarou. 

Desde Agosto de 2016 que estão em permanência nas ilhas Selvagens dois elementos da Polícia Marítima após a instalação do posto do comando-local instalado naquele território. O responsável, que substitui Fernando Félix Marques no cargo, considerou ser um desafio "mais complexo" a melhoria da eficácia e eficiência da estrutura comando da Zona Marítima e dos órgãos de autoridade marítima no arquipélago, sublinhando ser necessário "olhar para as áreas de pessoal e infraestruturas". 

Nuno Sousa Pereira indicou ser igualmente "preciso assegurar a estabilidade de funcionamento da Estação de Salvamento Marítimo, uma estrutura fundamental, que tem mantido a operacionalidade à custa do profissionalismo e abnegação dos seus elementos". 

"No entanto, a presente situação tem que ser alterada. Outras soluções têm de ser encontradas", sustentou. 

Sobre a situação das infraestruturas, Nuno Sousa Pereira afirmou estar "preocupado" com o edifício da capitania do Porto do Funchal, referindo os problemas causados pela concentração de serviços na sequência da assinatura do protocolo de cedência da Fortaleza do Pico (Funchal), em Junho de 2014, à Região. 

"Procurarei desenvolver as acções necessárias conducentes a resolução deste problema", salientou, vincando que vai também manter uma "postura colaborativa" com as instituições regionais. 

Félix Marques, o comandante da Zona Marítima que desempenhava o cargo desde Dezembro de 2012 e cessa agora funções, declarou partir "com o sentimento de dever cumprido". 

A cerimónia contou com a presença do director-geral da Autoridade Marítima e Comandante-geral da Polícia Marítima, Luis de Sousa Pereira, além das várias entidades civis, militares e religiosas da Madeira. (Fonte: CM)

NRP ORION PROSSEGUE MISSÃO NO ALGARVE

O NRP Orion, lancha de fiscalização rápida da Marinha, continua a sua missão na zona marítima do Sul, em especial na área do sotavento algarvio, a sul de Olhão, nos espaços sob soberania e jurisdição nacional realizando simultaneamente acções de patrulha e vigilância, no âmbito da salvaguarda da vida humana e no exercício da autoridade do Estado no mar, tendo realizado durante a manhã de hoje acções no âmbito do controlo da actividade da pesca. (Fonte: MGP)

FRAGATA VASCO DA GAMA PROSSEGUE MISSÃO DE SEGURANÇA MARÍTIMA NO MEDITERRÂNEO

No âmbito dos compromissos assumidos por Portugal no seio da União Europeia, esta missão representa o contributo nacional para a redução do fluxo de migração irregular em direcção às fronteiras externas da União Europeia, contribuindo também para a redução de perda de vidas humanas no mar.

A fragata Vasco da Gama realizou, até à data, um total de 539 horas de patrulha nas fronteiras marítimas da União Europeia, tendo detectado dois contactos suspeitos e interrogado seis navios mercantes. O navio tem ainda realizado vários exercícios de treino interno para manutenção das perícias e capacidades que este tipo de missão exige, nomeadamente salvamento de náufragos em massa. (Fonte: MGP)

3 de janeiro de 2017

2ª Rotação de militares parte rumo ao Mali

Partiu no dia 28 de Dezembro de 2016, da Base Aérea Nº6 (Montijo), mais um contingente de militares da Força Aérea para o Mali, para integrarem a missão MINUSMA (United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in Mali).

Estes militares substituirão os seus camaradas que se encontram naquele país, efectuando assim a segunda rotação desde que a missão começou, a 27 de Novembro.

A Força Nacional Destacada, composta por cerca de 60 elementos da Força Aérea e 6 do Exército, estará seis meses neste país africano, sob a égide das Nações Unidas. O contingente é composto, para além dos militares, por uma aeronave C-130H da Esquadra 501 – “Bisontes”. (FAP)

Exército entrega edifício para Polo Criativo à Câmara de Lisboa

O Director de Infraestruturas do Exército, Major-General Tavares, entregou no dia 13 de Dezembro, o edifício PM164, que acolhe a Web Summit, à Câmara Municipal de Lisboa. A cerimónia de entrega teve lugar na Direcção de Infraestruturas do Exército e o Director Municipal de Gestão do Património, António Furtado, representou a Câmara de Lisboa.

A fábrica de pão do antigo armazém da Manutenção Militar, na travessa do Grilo, no Beato vai ser arrendada por mais de 7,1 milhões de euros por um prazo de 50 anos. Esta servirá como espaço de desenvolvimento da Web Summit. O objectivo é atrair empresas nacionais e internacionais ligadas às indústrias criativas e tecnológicas, perspetivando-se a criação a médio prazo de cerca de três mil postos de trabalho.

Em Junho, a cedência das instalações do Exército à Câmara Municipal de Lisboa foi oficializada com uma cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro, António Costa, na qual estiveram presentes o Ministro da Defesa Nacional, o Ministro da Economia, o Chefe de Estado-Maior do Exército, e o Presidente da Câmara de Lisboa.

António Costa frisou em Junho a importância deste tipo de projectos “para a criação de condições no sentido de atrair e fixar um conjunto de empreendedores, criadores e autores de iniciativas que se possam localizar na cidade", contribuindo também para a renovação urbana de uma das “zona mais apaixonantes” de Lisboa.

Lisboa acolhe a sexta edição do Web Summit entre 2016 e 2018. A localização, dimensão e características da ala Sul da Manutenção Militar foram identificadas pela Câmara de Lisboa como aquelas que melhor se adequam aos objectivos. (Fonte: Defesa)

2 de janeiro de 2017

NAVIO HIDROGRÁFICO D.CARLOS I EM REPARAÇÕES NO ARSENAL DO ALFEITE

O NRP D. Carlos I está no Arsenal do Alfeite para a realização de um conjunto de reparações com a duração de cerca de mês e meio.

Construído nos Estados Unidos da América, foi lançado à água a 30 de Janeiro de 1989 com o nome USNS AUDACIOUS. Esteve ao serviço da Marinha dos EUA até 1995 e foi transferido para a Marinha Portuguesa em Dezembro de 1996. O NRP D. Carlos I foi adaptado ao desempenho das funções de navio hidro-oceanográfico no Arsenal do Alfeite, tendo posteriormente efectuado diversas missões no âmbito da hidrografia e da oceanografia. (MGP)

31 de dezembro de 2016

Esquadra de Manutenção de Material Aéreo repara robot do CTSFA

A Esquadra de Manutenção de Material Aéreo (EMMA) da Base Aérea N.º 6, no Montijo, reparou recentemente um veículo de controlo remoto para inactivação de engenhos explosivos improvisados - o Wheelbarow Revolution, da empresa Inglesa Northrop Grumam, pertencente ao Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea (CTSFA).

As estimativas iniciais para a reparação deste equipamento eram de 50 mil euros, pelo que foi proposto à EMMA o desafio de efectuar esse trabalho.

A difícil e complexa tarefa foi atribuída ao 1SAR MELECA Nuno Silva, com o apoio do 2SAR MELECA Diogo Esteves, que durante vários meses efectuaram uma extensa análise de todos sistemas que compõem o robot.

O robot apresentava vários problemas no LCD da consola e na câmara do braço.

A resolução dos problemas passou pela substituição do transformador responsável pela alimentação do LCD e pela modificação do esquema eléctrico de forma a adicionar um novo ponto de massa junto à câmara.

O custo dos equipamentos adquiridos para a reparação do robot ficou em cerca de 120 euros. (FAP)

28 de dezembro de 2016

Engenharia do Exército vai limpar 45 quilómetros de linhas de água em Cantanhede

O Regimento de Engenharia N.º 3 do Exército vai realizar no concelho de Cantanhede, distrito de Coimbra, operações de limpeza, alargamento e regularização do leito de nove linhas de água, anunciou esta terça-feira a autarquia local.

O protocolo de cooperação celebrado entre a Câmara e o Regimento prevê a valorização de 45 quilómetros de cursos naturais de drenagem hídrica, adianta uma nota de imprensa do município.

“Esta cooperação dá sequência a experiências idênticas realizadas há alguns anos e que se revelaram uma boa fórmula para intervenções a um custo substancialmente inferior ao que seria necessário pagar com recurso a outros meios”, salienta a vice-presidente da autarquia, citada no documento. (Observador)

27 de dezembro de 2016

Instituto da Defesa Nacional “produz e multiplica conhecimento”

“É com muita honra que presido a esta sessão solene de abertura do ano académico do Instituto da Defesa Nacional, reconhecidamente uma instituição na qual se produzem e multiplicam conhecimento e capacidades num ambiente de grande liberdade e pluralidade”,declarou o Ministro da Defesa Nacional (MDN), José Alberto Azeredo Lopes, na sessão de abertura do ano académico do Instituto da Defesa Nacional.

Numa intervenção dedicada à “Cultura de Defesa Nacional”, Azeredo Lopes sublinhou a importância da “relação dos portugueses com a Defesa Nacional”. O Ministro da Defesa pretende melhorar a comunicação com os cidadãos, promovendo a divulgação das operações militares e a valorização dos activos da Defesa Nacional, como institutos universitários, museus, monumentos ou até páginas na internet, “o que está a acontecer através de parcerias com as áreas da educação, da ciência, da cultura, do desporto e do turismo”.

Para o Ministro, “o desenvolvimento de uma cultura de Defesa também deverá reflectir-se na modernização do pensamento sobre mecanismos que temos dado como imutáveis”, como é o caso da cooperação técnico-militar. Azeredo Lopes realçou o empenho do desenvolvimento de uma política de Defesa em sintonia com o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Destacou também o Referencial de Educação para a Segurança, a Defesa e a Paz, já a ser implementado em escolas dos distritos do Porto e de Lisboa. Espera-se que os distritos de Viseu e Elvas adiram em breve a este projeto interministerial.

Jorge Sampaio foi a individualidade escolhida para proferir a lição inaugural sobre “A nova Europa dividida: algumas reflexões e achegas de geopolítica”. O antigo Presidente da República defendeu a necessidade de se aprofundar a “discussão sobre a Europa que queremos; que modelo para a reformatação da Zona Euro e que actualizações podemos fazer nos nossos compromissos europeus”, para que o país fique mais esclarecido, através da “razão e no interesse nacional, do que no instinto ou em automatismos pouco informados”.

Afirmando-se europeísta, Jorge Sampaio disse que as dificuldades económicas e as desigualdades sociais estão a abrir brechas nas sociedades europeias e que explicam a decrescente “confiança na União Europeia, nas suas instituições e nos seus líderes”. Como tal, “reconstruir a confiança é um desafio grande, moroso, complexo mas incontornável” para enfrentarmos os populismos emergentes, considerou.

Para Sampaio, aos olhos dos cidadãos “está em causa o fraco ou mau desempenho da governação europeia e a sua incapacidade em gerar emprego e prosperidade”. “Parece-me que a confiança está abalada de forma sistémica e sistemática”. A saída do Reino Unido da União Europeia e a eleição de Trump como Presidente dos EUA “reforçam inquietações e pessimismo, pois está claro que todas estas tendências vão no mesmo sentido, reforçando-se negativamente”. Neste quadro, Jorge Sampaio defende fundamentalmente a “revitalização da ideia de democracia” e da estabilidade e equidade social.

Na sessão solene de abertura do ano académico, o Director do IDN, Major-General Vítor Viana, destacou o Curso de Defesa Nacional, que tem sido ao longo de 41 edições uma referência “para as elites nacionais”, tendo formado 1748 auditores.

Em 2016, passaram pelo IDN cerca de 750 auditores, o que revela um interesse pelos conteúdos, pelas questões da segurança e defesa e o “reconhecimento da qualidade da formação ministrada”. Para 2017, o Director do IDN revelou que serão lançados novos cursos, como o de Direito Internacional dos Conflitos Armados. Será também criado um grupo de investigação dedicado ao terrorismo e violência política. (Defesa)

23 de dezembro de 2016

AOFA identificou "negligências, erros e incumprimentos" no primeiro ano de Azeredo Lopes como ministro da Defesa Nacional

Em comunicado assinado pelo presidente da AOFA, tenente-coronel António Mota, é feito "um olhar retrospectivo" depois de decorrido um ano sobre a governação do ministro da Defesa Nacional, desafiando Azeredo Lopes a "indicar uma única iniciativa que tenha sido produzida ou implementada que observasse a mais ténue melhoria".

"Negligências, erros e incumprimento são as palavras que com mais propriedade, no que importa a matérias socio-profissionais militares, devem ser usadas para avaliar a sua actuação", acusou.

Para a associação do sector, Azeredo Lopes, ao "manter-se na linha governativa anterior afirma-se como um elemento político contra o contexto geral da governação de reversão das medidas gravosas aplicadas aos militares".

"O ministro da Defesa Nacional porque continuou e dá continuidade ao caminho da política legislativa do anterior Governo demonstrou que apenas está interessado em preservar o processo de desmantelamento das Forças Armadas e de desconsideração pelos militares e pela família militar", lamentou.

Na opinião da associação, o ministro da tutela "não pugnou por um aumento do Orçamento do Estado para 2017 para a área da Defesa" e "cativou 37 milhões de euros na execução ainda deste ano", o que "prejudicou e prejudica o regular funcionamento dos ramos".

A AOFA considera que existe "uma vivência antidemocrática" que não pode deixar de preocupar a associação "e de ser frontalmente rejeitada pois constitui um polo de forte ameaça de retorno a um regime que o 25 de Abril afastou".

"Sintomas de 'ódio patológico e irracional' às Forças Armadas parecem estar instalados no próprio cerne da governação da Defesa Nacional", criticam, considerando que "esta política não se pode manter". (NM)

22 de dezembro de 2016

Morreu Azevedo Coutinho, antigo ministro da Defesa Nacional

O antigo ministro da Defesa Nacional, Luís de Azevedo Coutinho, morreu esta quinta-feira aos 87 anos – na véspera de completar os 88 anos – vítima de doença prolongada.

Reactivar a base de Tancos como alternativa à BA6

Aeródromo de Tancos - Serrano Rosa
Exigências operacionais de uso das aeronaves de transporte da Força Aérea e combate a incêndios tornam Tancos a escolha natural para sediar C-130 e C-295

A antiga base de Tancos (BA3), adaptada a partir de 1993 para receber helicópteros do Exército que não se compraram, será a solução natural para acolher as aeronaves de transporte da Força Aérea se este ramo deixar o Montijo por causa do novo aeroporto de Lisboa.

A escolha é admitida, embora sem estudos técnicos prévios, por fontes civis e militares ouvidas pelo DN, no quadro do debate sobre o futuro da base aérea do Montijo (BA6) e quanto às alternativas para a Força Aérea cumprir as missões que executa a partir daquela unidade na margem sul do rio Tejo.

Há pelo menos quatro condições de partida que justificam a opção de transferir, para Tancos, as esquadras de transporte militar dos C-295 e dos C-130, a primeira das quais decorre de ser ali - longe de núcleos urbanos - que se realizam os treinos de lançamento dos para-quedistas da Brigada de Reacção Rápida do Exército, bem como a projecção de várias Forças Nacionais Destacadas.

A existência de espaço livre e público no Polígono de Tancos (150 mil metros quadrados) para poder alargar o Aeródromo Militar de Tancos (AMT), construir hangares e infraestruturas aeroportuárias quando forem adquiridos os sucessores dos C-130 - que se prevê serem os KC-390 e mesmo no Montijo exigiriam estruturas de raiz - e, ainda, o facto de as novas aeronaves terem capacidade de combate aos incêndios aconselham "uma localização central no país" para instalar as esquadras de transporte, observaram duas das fontes.

As alternativas existentes também reforçam aquela solução e funcionam como quinto argumento a favor de Tancos: excluindo Sintra e Monte Real (sede dos caças de defesa aérea), resta a base de Beja - que está longe das unidades de para quedistas e das áreas de maior incidência dos fogos florestais, além de ter um terminal para a aviação civil.

"Não há infraestruturas noutras bases para a aviação de transporte. A Ota não é opção por causa das aproximações no espaço aéreo à Portela, Sintra idem aspas... Tancos é quase chave na mão, apenas exige remodelações", reconheceu um oficial superior da Força Aérea.

Sendo Tancos uma área sem restrições de sobrevoo e a partir da qual não há aeronaves a operar, será ainda favorecido o treino das aproximações por instrumentos e das tripulações, que a Força Aérea prevê serem impossibilitadas com o uso da BA6 pela aviação comercial.

Missões de treino noutras bases

Um dos constrangimentos identificados pela Força Aérea com a abertura da BA6 à aviação civil é o da redução, "seguramente mais de 50%" delas, das missões de treino e que "deverão ser executadas noutros aeródromos". E os restantes voos locais e de treino no Montijo, que não são prioritários face aos aviões comerciais, "terão de ser ajustados para não coincidirem com os picos do tráfego civil".

A Força Aérea prevê, porém, que "com o aumento do número de movimentos de aeronaves civis será, previsivelmente, incompatível manter a componente de voo local" no Montijo, "pelo que a totalidade das missões de treino será executada noutros aeródromos" - com o resultante aumento do número de horas de voo (traduzido em custos financeiros) só em trânsito da BA6 para essas unidades.

Além das aproximações das aeronaves por instrumentos, as missões de treino incluem a simulação de emergências, descolagens e aterragens, circuitos visuais para as pistas ou, entre outras, manobras no solo. Outro constrangimento referido pela Força Aérea é o dos "atrasos nos voos de experiência", em especial dos helicópteros EH101, que se realizam à vertical do aeródromo.

Relativamente fácil de concretizar em Tancos, no complexo quadro de mudanças associadas ao alargamento do aeroporto de Lisboa, seria a coexistência do Exército e da Força Aérea, desde logo porque seria uma demonstração da cultura de actuação conjunta de que há muito se fala nas Forças Armadas.

Tendo de retirar o comando e o Estado-Maior da Brigada de Reacção Rápida do AMT, a proximidade dos regimentos de Para-quedistas e Engenharia ou do Campo de Santa Margarida oferecem alternativas para reinstalação. O mesmo se diga quanto ao hospital de campanha do Exército (contentores e viaturas), que ocupa parte das instalações do aeródromo de Tancos. Em tempos foi equacionada a sua transferência para Abrantes, onde está o Regimento de Apoio Militar de Emergência, mas a ideia terá sido afastada devido à conveniência de estar junto a um aeródromo. (Fonte: DN)

21 de dezembro de 2016

Presidente da República promete visitar militares que vão para a República Centro-Africana

O Presidente da República reafirmou esta quarta-feira a intenção de ir visitar os militares que, em Janeiro 2017, vão integrar a primeira força nacional destacada na República Centro-Africana, missão que demonstra a solidariedade de Portugal no contexto internacional.

"Reafirmando a intenção de vos visitar na República Centro-Africana, a todos vós desejo os maiores êxitos no cumprimento da missão de contribuir para manter a paz e a segurança internacionais na República Centro-Africana, na certeza absoluta de que sabereis prestigiar as nossas Forças Armadas, sempre, mas sempre a pensar no nosso Portugal", disse Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava durante a cerimónia militar de entrega do estandarte nacional à primeira força nacional destacada na Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana.

Segundo o comandante supremo das Forças Armadas, a participação portuguesa nesta missão "assume especial relevância não apenas no quadro das operações de manutenção de paz das Nações Unidas", mas também porque demonstra a solidariedade e o empenhamento de Portugal no contexto internacional.

"Ademais coincidindo com o início de funções de um notável compatriota nosso, o Engenheiro António Guterres, como secretário-geral das Nações Unidas", enfatizou.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou o seu "profundo júbilo" em associar-se a este cerimónia que decorreu no regimento dos Comandos, na Carregueira, manifestando o "muito apreço aos militares que integram esta força".

Integrada na missão de estabilização das Nações Unidas na República Centro Africana, MINUSCA, a força portuguesa é composta por 160 militares, dos quais 90 do regimento de Comandos e quatro da equipa de controlo aéreo da Força Aérea Portuguesa, segundo informação do Exército português.

Estes militares do Exército estão em prontidão desde Julho para esta missão e vão partir em Janeiro, após seis meses de "intensa negociação" com a ONU para garantir condições de logística e segurança. Esta missão corresponde a um pedido de ajuda da França na sequência dos ataques terroristas em Paris, em 2015. (TSF)

20 de dezembro de 2016

NRP Rio Minho faz mais uma acção de patrulha e fiscalização no rio Minho

O NRP Rio Minho efectuou esta semana mais uma acção de patrulha e fiscalização no Troço Internacional do Rio Minho (TIRM) dirigida à pesca de meixão e lampreia, anunciou hoje a Marinha portuguesa.

Em comunicado, a Marinha adiantou que este tipo de missão visa patrulhar e fiscalizar as embarcações locais, que entre Novembro e Abril se dedicam à pesca daquelas espécies.

“Dado o elevado valor comercial destas espécies, é grande a afluência ao rio dos pescadores locais para este tipo de actividade”, explicou.

A lancha de fiscalização da Marinha portuguesa vocacionada para a patrulha em águas fluviais, “tem a missão permanente atribuída na Zona Marítima do Norte”.

Destina-se a “fiscalizar e controlar as águas do TIRM, a jusante da torre da Lapela e, ocasionalmente por curtos períodos, a área costeira adjacente à foz daquele rio”.

Garantir, isoladamente ou em acções coordenadas, operações de assistência a pessoas e embarcações em perigo e colaborar na defesa do ambiente, nomeadamente na prevenção e combate à poluição marítima”, são outras das missões daquela embarcação.

Segundo a marinha, “durante os meses de Novembro e Dezembro fiscaliza ainda a caça, efectuada nas ilhas nacionais e internacionais que se situam ao longo do rio, em colaboração com a autoridade marítima nacional, a comandância naval do Minho e a armada espanhola”. (RAM)

Bispo das Forças Armadas descerrou placa original com nomes dos Para-Quedistas mortos na Bósnia

Os nomes dos cinco para-quedistas portugueses mortos na Bósnia-Herzegovina, em 1996 e 2004, estão desde segunda-feira presentes no Museu das Tropas Para-quedistas, em Tancos.

Numa cerimónia solene e "profundamente emotiva" para os familiares dos mortos, que terminou com o Hino dos Boinas Verdes, segundo contou esta terça-feira ao DN o tenente-coronel para-quedista Miguel Machado, o Bispo das Forças Armadas descerrou a placa original colocada em 2004 no quartel português da localidade bósnia de Doboj.

Embora ainda a título provisória, a placa agora descerrada no Museu das Tropas Para-quedistas inaugura o espaço dedicado aos militares dessa força de elite mortos nas operações de paz: Alcino Mouta, Rui Tavares, Francisco Barradas, Ricardo Souto (em 1996) e Ricardo Valério (2004).

A acompanhar D. Manuel Linda estavam os comandantes da Brigada de Reacção Rápida, major-general Carlos Perestrelo, e do Regimento de Para-quedistas, coronel Dionísio Peixeiro, familiares dos cinco soldados mortos, oficiais e sargentos ligados aos batalhões a que pertenceram aqueles militares.

O Museu das Tropas Para-quedistas foi remodelado no início dos anos 1990, criando um espaço de memória para homenagear os para-quedistas mortos na guerra do Ultramar.

Esse espaço é composto por uma cripta, onde estão os nomes e fotografias dos militares caídos em combate, e uma estátua do padroeiro dessas forças especiais, o Arcanjo São Miguel - junto à qual foi colocada a réplica do monumento de Doboj dedicado a "Portugal ao Serviço da Paz na Bósnia Herzegovina 1996-2007".

Foi nessa réplica que agora foi descerrada a placa original com os nomes dos cinco mortos, que foi retirada do monumento no final da missão (2007) e enviada para Portugal - onde durante anos se desconheceu qual o seu paradeiro.

Na prática, a cerimónia de ontem marcou o fim das comemorações realizadas ao longo de 2016 para assinalar os 20 anos do início da missão militar na Bósnia-Herzegovina - a qual marcou o regresso dos militares portugueses aos teatros de operações na Europa após a participação na I Grande Guerra. (DN)

17 de dezembro de 2016

Esquadra 751 - 3500 Vidas Salvas

A Esquadra 751 - “Pumas” comemorou a marca das 3.500 vidas salvas, durante o lançamento de um relógio com a marca da esquadra.

O evento contou com a presença do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), General Manuel Teixeira Rolo. e demais entidades militares e civis.

O comandante da Esquadra 751, Tenente-Coronel João Carita, dirigiu-se à plateia para falar da importância da missão realizada e do marco das 3.500 vidas salvas, dando lugar ao representante da CASIO Portugal que entregou o primeiro relógio ao General CEMFA. No final, os presentes assistiram a uma demonstração de busca e salvamento efectuada pela Esquadra.

Contando com 38 anos de história, a Esquadra 751 é responsável por missões de Busca e Salvamento e apoio táctico. Nos últimos meses foram realizadas diversas missões operacionais, efectuando 470 horas de voo em missões de salvaguarda da vida humana. Destacam-se missões como o resgate dos dez náufragos do pesqueiro Ilhas do Mar; dos seis tripulantes do pesqueiro Avô Melro; e o resgate de um praticante de caiaque ao final do dia ao largo de Peniche. Estas são apenas algumas das missões realizadas no último ano.

Provida de 12 helicópteros EH-101 Merlin, os cerca de cem militares que compõem a Esquadra 751 - "Pumas" estão ao serviço do país 24 horas por dia, sete dias por semana. Com sacrifício e dedicação, fazendo jus ao lema “Para que outros vivam”. (FAP)

Exército deduz acusação interna contra três militares por mortes nos Comandos

"Relativamente aos processos disciplinares instaurados na sequência dos factos ocorridos durante o 127.º Curso de Comandos, informar-se que foi deduzida acusação nos três processos, por violação de deveres militares previstos no Regulamento de Disciplina Militar, estando a decorrer o prazo para os arguidos apresentarem a sua defesa", refere o Exército, num comunicado enviado à TSF.

A 04 de Setembro passado, dois militares morreram na sequência do treino do 127.º Curso de Comandos.

Além do processo de averiguações interno aberto pelo Exército as mortes estão ainda a ser investigadas pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária Militar. (TSF)

14 de dezembro de 2016

Em missão de Paz, estes portugueses vão passar o Natal longe de casa

Uma das seis militares portuguesas integradas na missão de paz das Nações Unidas no Mali, a tenente Rute Leal, vai passar o primeiro Natal longe da família, destacada num país africano que vive em situação de emergência.

"Sou casada e tenho duas filhas, uma com seis e outra com dois anos, e é difícil, mas quando gostamos do que fazemos a coisa faz-se", disse a militar da Força Aérea no campo Bifrost, um aquartelamento gerido pelas forças portuguesas perto do aeroporto de Bamako.

A tenente Rute Leal cumpriu 39 anos já no Mali, há pouco mais de dez dias, a 2 de Dezembro, e é a responsável pela manutenção do C-130H da Esquadra 501 "Bisontes" destacada - juntamente com 66 militares - para a MINUSMA (Missão Integrada Multidimensional de Estabilização das Nações Unidas no Mali).

"Faço parte da manutenção do C-130, portanto a nossa missão aqui é preparar e deixar a aeronave disponível para as diversas missões. (...). Preparamos a aeronave para receber cargas e pessoas", explicou a militar portuguesa.

Se a equipa da tenente Rute Leal prepara o C-130 para operar e receber carga e pessoas, o tenente dos para-quedistas (Exército) Márcio Batista coordena o grupo de seis militares do Exército que prepara as cargas para lançamento.

"Nós confecionamos a carga para que o avião não tenha de aterrar. Descemos a rampa e a carga sai", disse o tenente Batista, explicando que a carga chega ao solo - incluindo viaturas - em para-quedas especiais. As cargas largadas podem chegar a uma tonelada", acrescentou.

Também o tenente Baptista é um estreante em missões internacionais. Aos 24 anos e solteiro diz que no primeiro Natal longe da família vai telefonar à namorada.

Os 66 militares portugueses integrados na MINUSMA são na sua grande maioria da Força Aérea (seis são para-quedistas, do Exército). Esta missão portuguesa no Mali tem a duração de seis meses e visa substituir a Força Aérea da Noruega em operações de transporte aéreo logístico de mercadorias, com o objectivo de cobrir todo o país.

Outra das mulheres portuguesas integrada na MINUSMA é a primeiro-sargento Delphine Freitas, enfermeira da Força Aérea Portuguesa na MINUSMA.

Natural do Porto, a sargento Freitas chegou ao Mali há duas semanas e também vai passar o Natal em África, longe da família.

"Passar o Natal fora vai ser a primeira vez e não tenho dúvidas de que vai ser difícil. Mas a verdade é que a Força Aérea acaba por ser uma família que aqui criamos e tenho a certeza que vai permitir esquecer um pouco as saudades de casa e passar um Natal diferente", afirmou a sargento, de 28 anos.

A sargento Freitas não tem filhos, mas admite que se os tivesse pensaria duas vezes antes de se dar como voluntária para uma missão de risco como no Mali.

"Para já, não me faz grande confusão porque ainda não tenho filhos, mas um dia que os tiver - ainda por cima numa altura como no Natal - sei que pensarei duas vezes", assumiu.

Missão dos Comandos na República Centro Africana: O fim de um ciclo difícil

A missão dos Comandos na República Centro Africana no início de 2017 será "uma forma simbólica de fechar um ciclo" difícil para aquela força especial, com duas mortes no último curso de formação, disse ontem o ministro da Defesa. José Azeredo Lopes participava num jantar de Natal com a força destacada para a MINUSMA, maioritariamente da Força Aérea Portuguesa, e para a Missão de Treino da União Europeia no Mali (EUTM).

"A Missão [na Republica Centro Africana] será muito exigente, desta feita maioritariamente a cargo do Exército português. Será projectada, em termos operacionais, algures no início do próximo ano. Também para esses homens e essas mulheres vai uma palavra de especial apreço", disse, no Mali, o ministro da Defesa Nacional.

O ministro acrescentou que as forças portuguesa que vão para a República Centro Africana, no âmbito da Missão das Nações Unidas, designada por MINUSCA (Missão Integrada Multidimensional de Estabilização das Nações Unidas na República Centro Africana), pertencem ao Regimento de Comandos.

"Também para eles foi um ano difícil", reconheceu o ministro, numa referência à morte de dois formandos no último Curso de Comandos no continente, acrescentando que a integração desta força - que ascende a 160 homens e mulheres - na MINUSCA "é também uma forma simbólica de fechar um ciclo".

O ministro Azeredo Lopes reafirmou que "o que acontece de menos bom" nas Forças Especiais portuguesas - ou em qualquer unidade militar portuguesa - "deve ser investigado e averiguado sem receios", mas sublinhou que essa investigação não pode pôr "em causa o apreço" pelo Regimento de Comandos.

O titular da pasta da Defesa destacou ainda o espírito de missão dos 160 homens e mulheres que vão para a República Centro Africana, onde vão expôr-se a "um risco evidente".

Azeredo Lopes explicou que "na República Centro Africana tudo foi feito para evitar qualquer risco ou ameaça", mas ressalvou que "estaria a enganar (...) se não dissesse que é uma missão de risco".

"As nossas Forças Armadas, nos teatros mais exigentes e difíceis não cumprem só. Cumprem e têm cumprido de forma exemplar e estou que, na MINUSCA, mais uma vez, Portugal dará cartas. Entre todos os sectores da sociedade [portuguesa] as Forças Armadas estão entre o que temos de melhor para mostrar, lá fora e em Portugal", concluiu. (Sapo)