30 de abril de 2016

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA BATALHA DE ALJUBARROTA

Criado em 2002, o Centro de Interpretação foi desenhado para permitir uma relação mais próxima com a paisagem circundante, que se pretende idêntica à existente em 1385.

Os visitantes têm a possibilidade de percorrer o campo da Batalha de Aljubarrota e de conhecer os factos mais importantes.

Estes pontos incluem os locais onde se encontravam o exército português e o exército franco-castelhano; o local onde se posicionou Nuno Álvares Pereira, D. João I, os arqueiros ingleses ou a Ala dos Namorados. (Expresso)

27 de abril de 2016

Forças Armadas tem défice de 5000 efectivos

Há um défice de recrutamento para as Forças Armadas "ao nível dos 5000 efectivos", disse esta terça-feira o ministro da Defesa no Parlamento.

"Há esperança de [...] conseguir números bastante consistentes" na falta de tantos efectivos nesta legislatura, eventualmente de colmatar o défice criado pelo "acumular de cortes" financeiros nos últimos dois anos, adiantou Azeredo Lopes, depois de questionado sobre a matéria pelo PSD.

O deputado José Manuel Medeiros (PS) argumentou que o debate sobre essa matéria voltará a equacionar a existência de um serviço militar obrigatório, que em Portugal foi extinto em 2004.(DN)

Chegada a Lisboa da fragata Vasco da Gama

A fragata NRP VASCO DA GAMA, regressa hoje (27 de Abril) à Base Naval de Lisboa, após ter participado desde o dia 29 de Fevereiro numa missão na costa ocidental africana. A missão enquadrou-se no âmbito das Forças Nacionais Destacadas tendo em vista contribuir para o esforço da comunidade internacional no apoio à capacitação dos países da região do Golfo da Guiné na segurança marítima. Visou, ainda, a presença nacional junto de países africanos de língua portuguesa, dinamizando os projectos em curso de cooperação técnico-militar, escalando para o efeito os portos de Luanda e Lobito (Angola), da Cidade da Praia e Mindelo (Cabo Verde), São Tomé (São Tomé e Prínicipe), com escalas logísticas em Ponta Negra (Congo) e Tema (Gana).

Para a consecução desses objectivos o navio participou nos exercícios OBANGAME/SAHARAN EXPRESS 2016 promovidos pelo US Naval Forces Africa (NAVAF), sob o Comando do US AFRICOM, no Golfo da Guiné. Em simultâneo, e em acções bilaterais de treino e formação com as guardas costeiras e Marinhas de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Angola, tendo em vista potenciar as capacidades de defesa e segurança marítima, e as relações de amizade e confiança entre os países de língua portuguesa.

A fragata VASCO DA GAMA, teve embarcados 186 militares, entre os quais uma secção de fuzileiros com equipas de abordagem, uma equipa de mergulhadores de combate, e uma equipa médica para treino e assistência humanitária. Embarcaram ainda vários militares convidados de Marinhas Amigas e Aliadas, designadamente, do Brasil, de Espanha, dos Estados Unidos da América e do Reino Unido. (Fonte:Emgfa)

26 de abril de 2016

VISITA DO SECRETÁRIO DE ESTADO DA DEFESA NACIONAL AO REGIMENTO DE ARTILHARIA ANTIAÉREA Nº 1

Em 18 de Abril, SExa. o Secretário de Estado da Defesa Nacional, Dr. Marcos Perestrello, visitou o Regimento de Artilharia Antiaérea N.º 1 (RAAA1). A visita ocorreu após a assinatura de um Protocolo de Cooperação entre o Ministério da Defesa Nacional e o Município de Sintra, que teve lugar nos Paços do Concelho, em Sintra.

O SEDN foi recebido no Salão Nobre pelo Exmo Sr. Comandante, Coronel de Artilharia Costa dos Reis e pelos militares e funcionários civis do Regimento, que lhe endereçaram os cumprimentos de boas vindas.

Seguiu-se uma passagem pela arcada Nobre do Regimento, dando a conhecer um pouco da história do regimento, e um brífingue ministrado pelos responsáveis pela Direcção do Dia da Defesa Nacional, bem como a visita às várias estações interactivas.

A visita terminou com a assinatura do Livro de Honra do Regimento. (Exército)

Ministro da Defesa Nacional na Comissão de Defesa Nacional

​A Comissão de Defesa Nacional​ recebe, em audição, o Ministro da Defesa Nacional, José ​Azeredo Lopes, para debater a política geral do Ministério e outros assuntos de actualidade.

Na sequência dos requerimentos apresentados pelo BE e pelo PSD, esta reunião inclui um ponto específico sobre a demissão do General Carlos Jerónimo, antigo Chefe do Estado-Maior do Exército. (A.R)

25 de abril de 2016

Indústria de Defesa Nacional à conquista do mundo

Em menos de dois anos a Plataforma das Indústrias de Defesa (idD) contribuiu para a criação de um nicho de mercado que movimenta quase dois mil milhões de euros. "Antes da idD existiam 100 empresas tecnológicas no ramo da defesa. Hoje existem 300”. Um antes e um depois de sucesso que pode vir a dar 4 mil milhões de euros às exportações portuguesas até 2020.


A idD tem sido determinante para potenciar a indústria de Defesa portuguesa? 

Eduardo Filipe, presidente da idD ( E.F.) O trabalho desenvolvido pelas empresas é o principal factor de sucesso. A missão da idD é determinante para promover essas empresas nos mercados internacionais, e identificar novas oportunidades de negócio que as empresas não sabem que existem, mas que estão ao seu alcance. Em pouco mais de um ano já temos resultados visíveis para a economia nacional. Já existem contratos assinados entre empresas portuguesas e as Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos, Colômbia e Brasil; negociações avançadas para a instalação de centros de competência tecnológica em países do Magreb; e diversas parcerias entre empresas portuguesas e estrangeiras para o desenvolvimento de novos produtos. Ainda hoje recebemos a confirmação de um contrato que foi assinado entre uma empresa portuguesa e uma das grandes companhias mundiais na área da aeronáutica, que só pôde ser assinado porque esteve presente através da idD num evento internacional. 

Quanto é que esta indústria pode vir a valer? 

A economia de Defesa é um sector com grande potencial de desenvolvimento mundial, devido aos grandes investimentos que os países vão ser obrigados a fazer em Segurança e Defesa. E as Forças Armadas não consomem apenas armamento, precisam de fardamento, alimentação, novas tecnologias. E Portugal tem em todos estes campos empresas que podem oferecer do melhor que se faz no mundo. É por isso preciso saber promover este trabalho e encontrar as oportunidades certas, e o papel da idD aqui é determinante. A ideia é que a economia de Defesa que hoje vale 1,78 mil milhões de euros, cerca de 1% do PIB, passe a valer até 2020 2% do PIB em termos de exportação.

Quantas pessoas pode este sector vir a empregar em Portugal? 

Os dados que existiam quando a idD iniciou este trabalho apontavam para 20 mil postos de trabalho directos e indirectos. Neste momento, juntamente com a consultora Capgemini, estamos a desenvolver um barómetro das indústrias de Defesa que será uma radiografia às condições existentes em Portugal neste sector económico para medir os empregos directos e indirectos e também outros factores macroeconómicos fundamentais para podermos avaliar este sector em Portugal. 

Há um antes e um depois da idD? 

São as empresas que dizem que há um antes e um depois e nós ficamos muito contentes com este feedback. Efectivamente existe um antes e um depois e o reconhecimento do trabalho feito pela idD na atracção de novos mercados e de novas oportunidades junto dos mercados internacionais. A verdadeira importância do nosso trabalho é podermos ajudar as empresas a crescer, encontrar mercados internacionais e ajudá-las a seguirem o caminho da exportação. A idD ao longo deste tempo de trabalho veio atraindo cada vez mais empresas para este mercado e as empresas estão mais despertas para o sector: quando iniciámos havia 100 empresas na base tecnológica industrial portuguesa de Defesa e hoje são perto de 300. 

Estas empresas poderiam ter o volume de negócios que têm hoje sem a ajuda da idD? 

Eu penso que as empresas não teriam o volume de negócios que têm hoje e que irão ter no futuro se não for a acção da idD. Falamos de um mercado muito fechado em que as PME’s não têm oportunidade de chegar aos principais decisores sem suporte institucional. É preciso que o Estado entenda as empresas, respeite o seu esforço de internacionalização, e há negócios concretos que resultaram já da acção da idD ao longo deste tempo, portanto temos noção de que as empresas hão de seguramente crescer o seu volume de negócios. 

A indústria da defesa é um nicho em Portugal? 

É mais do que um nicho. Já é e pode vir a ser um mercado com enorme potencial de grande crescimento e a idD tem vindo a ajudar a consolidá-lo. Temos um caminho e uma estratégia bem definida: iremos reforçar as acções de promoção em mercados estratégicos nomeadamente no mercado asiático, na CPLP, no Magreb, e junto de organizações institucionais como a NATO e a ONU; e também reforçar parcerias com os ramos das Forças Armadas e com empresas, fundamental para a credibilidade dos produtos comercializados. (Fonte: Correio da Manhã)

24 de abril de 2016

O MUSEU MILITAR DO BUÇACO

Inaugurado em 1910, por ocasião do 1.º centenário da Batalha do Buçaco, que sintetiza a valentia e a acção heróica do exército anglo--luso durante o período da Guerra Peninsular. Ampliado e remodelado em 1962, dispõe de valiosas colecções de armas, uniformes e equipamentos utilizados na batalha. Em painéis, aludindo aos feitos de armas praticados, recorda-se o comportamento corajoso de todas as unidades portuguesas que tomaram parte na Guerra Peninsular (1808-1814). À sua acção se ficou a dever a defesa da identidade e independência nacionais. (Expresso)

23 de abril de 2016

Portugal na rota do turismo militar

Sabia que a palete, tal como hoje a conhecemos, foi uma invenção de militares portugueses durante a 1.ª Guerra Mundial, fruto de uma necessidade de adaptação ao terreno de combate? Agachados nas trincheiras cheias de lama, num cenário muito diferente do pó a que estavam habituados em Portugal, os soldados juntaram e cruzaram tábuas, evitando ficar molhados. E, já agora, tem conhecimento de que o astrolábio continua a ser o instrumento de navegação não electrónica mais fiável? De origem nacional, já viajou até ao espaço com os americanos da NASA, que o levaram em caso de falha dos instrumentos mais tecnológicos. Surpreendido?

São curiosidades como estas, histórias engraçadas contadas por personagens de cada época e espaços fora do comum, onde poderá desfrutar de experiências menos tradicionais, que farão parte das rotas de turismo militar, em fase de desenvolvimento um pouco por todo o país. Nas cidades, por exemplo, alguns dos quartéis do século XX, desactivados e deixados ao abandono, serão transformados em centros culturais ou hostéis, ou apenas abertos ao público para visitas lúdicas e pedagógicas, nas quais o objectivo será dar a conhecer a História e o nosso passado enquanto povo, ao mesmo tempo que se preserva o património nacional. “O potencial é enorme e o storytelling o segredo para criar interesse num público vasto e diversificado”, acredita Álvaro Covões, presidente da Associação de Turismo Militar.

Esta associação, criada em Setembro do ano passado, tem por objectivo criar as infraestruturas, rotas e conteúdos diferenciados que darão suporte a uma estratégia de desenvolvimento do turismo militar em Portugal. As primeiras rotas, no Alentejo e Centro, já estão prontas e os locais da História preparados para receber os turistas. Durante este ano serão criadas novas rotas (num total de sete), “que queremos complementar com um selo de turismo militar, ao estilo Tripadvisor, para que nas rotas sejam reconhecidos os pontos de referência que são importantes”, explica aquele responsável. “Iremos avaliar, em conjunto com as entidades locais, os melhores hotéis, os melhores restaurantes, os locais que complementam o turismo”, acrescenta.

Para já, está disponível uma aplicação para iPhone e Android através da qual os interessados podem conhecer os percursos disponíveis, os locais a visitar, e obter toda a informação sobre os mesmos.

Mas se pensa que os visitantes destes espaços serão apenas militares ou interessados em História desengane-se. O objectivo da associação é chamar a atenção de um público muito mais heterogéneo, dos 8 aos 80 anos. “O fascínio criado pelo storytelling atrai todo o tipo de pessoas. É o imaginário em funcionamento”, diz Álvaro Covões. “Temos vários castelos abertos e são muito visitados, apesar de pagos. O que significa que há interesse por parte dos visitantes. Se os conteúdos forem bons, melhor ainda.” A associação pretende fazer chegar a sua mensagem quer a visitantes nacionais, quer internacionais. “A maior parte do mundo desconhece que Portugal foi o pai da globalização com os Descobrimentos. Temos um trabalho imenso a fazer”, salienta o presidente. E é por isso que, avança, “os heróis são importantes para contar a história. Quando contamos pequenas histórias, deixamos espantados os estrangeiros, que desta forma nos reconhecem valor”. A entrada dos ingleses no Império do Oriente, lembra, foi feita pelas mãos de Portugal. “Catarina de Bragança casou com um rei inglês, levou como dote Bombaim e foi para a Índia.”

E no decurso da História não faltam exemplos da importância do país. “A História de Portugal confunde-se com a história militar, desde Viriato, as Invasões Romanas, os Descobrimentos, as Invasões Francesas. Temos um potencial enorme para explorar”, garante Álvaro Covões. Um projecto abrangente, que passa ainda pela preservação do património histórico e militar português e pela promoção e a realização de eventos no âmbito do turismo militar. “Os militares, em todos os ramos, estão com muita vontade de mostrar a sua história, o que foram e o que são, porque ao falar da história militar estamos a falar do seu património, mas também a mostrar a sua importância”, explica Álvaro Covões.

Pedro Machado, presidente da Entidade Regional Turismo do Centro e um acérrimo defensor do turismo militar, acrescenta: “À semelhança do que tem acontecido um pouco por todo o mundo, este segmento assume-se, cada vez mais, como um valioso produto turístico, porque permite a ‘requalificação’, a ‘preservação’ e a ‘valorização’ da História e do património.” Além desta questão, mais identitária e cultural, “é um produto turístico que pode estar disponível ao longo de todo o ano – desde que devidamente estruturado –, e que permitirá combater fenómenos como a sazonalidade turística ou o baixo índice de estada média no território nacional (estimada, atualmente, em 2,2 noites)”.

Opinião partilhada por Bernardo Trindade, CEO do grupo hoteleiro Porto Bay e secretário de Estado do Turismo entre 2009 e 2011, que acrescenta: “Pode constituir também uma forma de dar a conhecer territórios menos óbvios do ponto de vista turístico – hoje ainda muito concentrado nos grandes centros –, além da natural geração de riqueza e criação de emprego nestes novos territórios a explorar.” Durante a sua passagem pelo governo, o tema ganhou importância de agenda, tendo sido promovidas “algumas iniciativas exploratórias, que procuravam dar a conhecer as potencialidades deste segmento, nomeadamente com o levantamento das infraestruturas e o seu potencial económico”, salienta o ex-governante.

A organização Turismo do Centro de Portugal tem uma estratégia bem definida no âmbito do turismo militar, tendo apresentado diversas candidaturas ao Programa Operacional Centro 2020. O projecto visa aproveitar as três frentes dos equipamentos militares ou paramilitares associados às guerras históricas, às invasões, aos centros de interpretação – entre outros, o Centro de Interpretação de Aljubarrota -, pretendendo criar um novo produto turístico. “Esta é mais uma forma de se fazer uma complementaridade interessante em relação ao turismo do património cultural e histórico, mas também ao turismo científico, dado ser possível com este projecto criar condições para a realização de conferências e palestras internacionais”, reforça Pedro Machado.

Um dos objectivos é a estruturação e criação de um pacote turístico militar referente aos espaços museológicos associados aos quartéis militares em funcionamento - o caso de Tancos e de Santa Maria -, “estando a Secretaria de Estado da Defesa disponível para o autorizar”, garante o presidente.

O projecto Turismo Militar, da Turismo do Centro, insere-se noutra iniciativa, mais abrangente e ambiciosa - Lugares Património Mundial do Centro -, a candidatar pela Entidade Regional Turismo ao Programa Operacional Centro 2020, e que contempla, como explica Pedro Machado, toda a operação desenhada no âmbito do vector/produto turístico “cultura, História e património”. Tem como base os elementos patrimoniais da Região Centro que integram a lista de Património da Humanidade da UNESCO: o Convento de Cristo, em Tomar, o Mosteiro de Alcobaça, o Mosteiro da Batalha e a Universidade de Coimbra, podendo ser integrado noutros recursos patrimoniais de relevância internacional, tais como os vestígios da romanização (Conímbriga e Centum Cellas), património associado às ordens religiosas e monumentos de carácter militar.

Com um horizonte temporal de 2016--2018, constitui-se como “um projecto de turismo cultural inovador, agregador e atractivo, que utiliza como instrumentos fundamentais a apropriação, a programação cultural, a mediação e a comunicação ao serviço da qualificação da experiência turística e da competitividade da economia regional”, reforça o presidente da Entidade de Turismo. A juntar a tudo isto, Pedro Machado lembra ainda o enorme potencial de um projecto desta natureza na educação e sensibilização dos portugueses relativamente à História do seu país, bem como a capacidade de internacionalização que tem, nomeadamente, junto dos mercados espanhol, francês e inglês.

O presidente do Turismo do Centro mede ainda o potencial nacional neste segmento comparando-o com exemplos internacionais. “Em França, o Musée de L´Armée apresenta uma programação rica e diversa e recebe anualmente dois milhões de visitantes (de um total de sete milhões em todo os país). O mesmo acontece com o Imperial War Museums, no Reino Unido, que, num conjunto de cinco museus, recebe um total de 2,6 milhões de visitantes.” (Expresso)

Programa de Recuperação e Valorização da Fortaleza de São João Baptista

A Câmara do Porto tem seis meses para apresentar propostas de recuperação e valorização da secular Fortaleza de São João Baptista da Foz do Douro, estipula um protocolo hoje assinado com o Ministério da Defesa.

“A câmara, através das suas competências instaladas, vai estudar este forte, vai propor soluções”, afirmou nesta sexta-feira o ministro Azeredo Lopes no final da assinatura do protocolo relativo à constituição de um grupo de trabalho com vista à criação de um Programa de Recuperação e Valorização da Fortaleza de São João Baptista da Foz do Douro.

O acordo firmado nesta sexta-feira visa a “recuperação das áreas degradadas do conjunto monumental e Foz Velha e a criação de percursos de exploração do monumento e da área envolvente”, para o que foi definida a criação de um grupo de trabalho.

Naquilo que Azeredo Lopes chamou de “parceria pública, pública, pública”, será criada uma “comissão tripartida” que irá trabalhar numa “relação virtuosa e que permita antever um conjunto de propostas que irão sendo executadas à medida das disponibilidades do Ministério da Defesa Nacional”.

O grupo de trabalho será constituído por representantes da tutela, da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde e da Câmara do Porto a quem competirá dar “a assessoria técnica e científica nas suas diferentes áreas, disponibilizando os estudos realizados até à data”, refere o protocolo.

Naquela que foi a sua primeira visita ao Porto enquanto ministro, Azeredo Lopes defendeu “uma utilização inteligente, sensata, respeitadora da dimensão cultural e histórica do forte” do século XVI que deve ser “visto, visitado e aproveitado pela população”.

“O forte tem que abrir as suas portas à população, àqueles que visitam a cidade do Porto e tem que corresponder àquele que também é um desígnio da defesa nacional, reforçar a nossa identidade, o respeito pelo nosso património”, realçou.

Azeredo Lopes salientou ainda que “o ministério da Defesa não tem que ser o ministério do turismo militar” mas deve “reforçar a ligação do património” à cidade e contribuir para a valorização do espaço envolvente.

Considerando que “há muito património que, pelo seu valor simbólico e de representação da defesa nacional, não só não deve ser alienado, mas deve ser mantido e, se possível, rendibilizado”, o ministro da Defesa pediu já aos presidentes das três câmaras da Frente Atlântica, de Baião e Maia para indicarem quais questões patrimoniais têm em aberto para, “numa segunda ronda, negociar soluções”.

A Fortaleza de São João Baptista da Foz do Douro, também conhecida como Castelo da Foz, compreende um conjunto monumental que inclui o forte quinhentista, a primeira igreja renascentista edificada em Portugal, o anexo ao palácio de Dom Miguel da Silva e ainda vestígios arqueológicos da ermida de São João Baptista, edificada à época do Condado Portucalense.

Actualmente parcialmente ocupada pelo Instituto de Defesa Nacional, a fortaleza foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 1967. (Público)

O navio patrulha oceânico Figueira da Foz em missão nos Açores

O navio patrulha oceânico (NPO) Figueira da Foz participou, ontem, em diversas acções de vigilância, patrulha e fiscalização a embarcações de bandeira comunitária, que exercem a sua actividade no exterior das 100 milhas da Zona Económica Exclusiva (ZEE) dos Açores, com o objectivo de mitigar e dissuadir eventuais tentativas de exploração indevida dos recursos marinhos levados a cabo em áreas remotas afastadas de costa.

​No decurso de uma dessas acções de fiscalização marítima foi detectada uma embarcação de pesca de bandeira de Espanha que exercia a sua actividade com diversas falhas graves ao nível dos sistemas de segurança e salvação de bordo.

O NPO Figueira da Foz é uma das várias unidades navais da Marinha que monitoriza as actividades de pesca dentro da ZEE e nas áreas circundantes das reservas e áreas marinhas protegidas dos Açores, dando assim continuidade às acções de patrulha, vigilância e fiscalização na área, até à data asseguradas pela corveta António Enes.

Estas acções contribuem para o esforço continuo de fiscalização no mar e para a permanente protecção do valioso ecossistema marinho da região dos Açores, garantindo a sustentabilidade dos recursos naturais para as futuras gerações e, simultaneamente, a segurança dos marítimos. (M.G.P)

22 de abril de 2016

Forças Armadas "fazem muito, com um orçamento operacional baixo"

José Azeredo Lopes disse que "Portugal se capacita não pelo número de batalhões e frotas, mas por ter uma representação da sua defesa e da sua política externa francamente acima daquela que é a dimensão real do país e do que seria expectável".


"Isso tem sido alcançado com um enorme mérito operacional das Forças Armadas, que conseguem fazer muito com um orçamento operacional que é bastante baixo", acrescentou.

Na conferência "Um Conceito Estratégico de Defesa Europeu: Qual a Resposta para os Desafios à nossa Segurança", o ministro disse que "por razões evidentes, a segurança e a defesa de um país como Portugal não é hoje pensável apenas pelos nossos meios".

"Duvido, aliás, que algum país europeu o conseguisse fazer exclusivamente por si. À parte dos EUA, talvez da China e eventualmente da Rússia, não vejo quem isoladamente conseguisse sempre assegurar a sua defesa", considerou.

Azeredo Lopes salientou que "é interessante verificar que, apesar de uma diminuição nos últimos anos, que está finalmente estancada, a soma agregada dos orçamentos de defesa europeus é quatro vezes o orçamento de defesa da Rússia, que ele mesmo já subiu exponencialmente nos últimos anos".

"Portanto, não é, por vezes, uma questão de dinheiro, é uma questão de abordagem estratégica integrada, ou seja, saber o que queremos e como é que vamos definir os nossos comportamentos perante actores exteriores, sabendo, como se sabe, que hoje em dia não é mais concebível ficar sempre à espera dos nossos amigos americanos", acrescentou. (NM)

21 de abril de 2016

Concurso de Admissão de Guardas 2016/2017

A Guarda Nacional Republicana (GNR) informa que está aberto, desde hoje, dia 20 de abril, até ao dia 5 de maio de 2016, o procedimento concursal comum para admissão ao Curso de Formação de Guardas da GNR-Armas 2016/2017.

A apresentação de candidaturas é realizada, exclusivamente, por via electrónica, podendo o preenchimento e submissão ser realizado no site oficial da GNR, em http://goo.gl/gJrHMV, na Área do Recrutamento/Portal do Candidato, ou directamente, em https://recrutamento.gnr.pt/.

Exército prepara-se para “operações tácticas”

O cenário é «típico» daqueles a que os elementos do Exército têm assistido, em países como o Afeganistão, o Iraque, o Líbano e outros. 

Dois países da “Cerásia” – nome de um continente imaginário – estão em disputa por um território e, um deles, a atravessar um período de seca, invadiu o outro «para se apoderar e controlar os recursos hídricos. 

Os militares entram em “cena” para «defender a integridade do país invadido», explica o major Gustavo Ferreira Gapo. 

A missão, à partida, será de manutenção da paz, mas «o cenário pode evoluir e tem de haver um plano de contingência, para resolver a situação», adianta aquele responsável. 

Na Carreira de Tiro da Gala estão 230 militares a praticar o planeamento, comando e controlo de operações tácticas. (Diário de Coimbra)

Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais mostra drones produzidos em Portugal

Os drones são uma tecnologia cada vez mais utilizada no âmbito da Defesa e da Segurança no mundo. As capacidades nacionais neste sector dos drones vão ser apresentadas pela idD - Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais no Idrone Experience Portugal 2016 que vai decorrer nos dias 22, 23 e 24 deste mês no Parque de Exposições de Braga.

Assim, a Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais vai mostrar, no Parque de Exposições de Braga, aquilo que de melhor se faz em Portugal neste sector, destacando empresas nacionais como a Introsys, Tekever, UAVision e OceanScan que se especializam em produzir plataformas autónomas não tripuladas terrestres, aéreas e aquáticas.

Cabe a esta Plataforma das Indústrias de Defesa a responsabilidade pela implementação de uma estratégia nacional para promoção externa da BTID - Base Tecnológica e Industrial de defesa, por forma a desenvolver as capacidades nacionais nesta área, assumindo Portugal como produtor e exportador de tecnologia e serviços no âmbito da Economia de Defesa.

A acção da idD foca-se em iniciativas que sejam criadoras de valor acrescentado para a Economia de Defesa Nacional, competitivas internacionalmente, sujeitas à concorrência internacional, com potencial de crescimento e sustentáveis no longo prazo, cujo efeito se prolongue por tempo suficiente de forma a permitir que se gerem efeitos de valor acrescentado, directos e indirectos, para a economia nacional. (Correio Minho)

Estatuto dos elementos colocados nas Estações Salva-Vidas vai ser revisto pelo Governo

O ministério da Defesa Nacional promete uma revisão do estatuto dos elementos colocados nas Estações Salva-Vidas (ESV) de todo o País até ao início do verão e dotar o Instituto de Socorros a Náufragos com uma nova lancha da classe ‘Vigilante’. 

De acordo com fonte do ministério da Defesa, tutelado por Azeredo Lopes, "neste momento, e após cem dias de governação, a secretaria de Estado da Defesa Nacional está a estudar e a preparar a criação de condições que tragam melhorias na vida daqueles que se empenham no salvamento de vidas no mar. Esperamos que até ao início do verão haja novidades em tempos de dificuldades de recursos". 

A promessa surge depois de o Correio da Manhã ter denunciado as queixas dos elementos das ESV, que dizem arriscar a vida por 600 euros por mês e estarem equiparados a funcionários da Administração Pública. O ministério não esclarece, no entanto, se o estatuto a ser proposto se enquadra numa vertente civil ou militarizada. A mesma fonte garantiu ao CM que as ESV serão equipadas com mais uma embarcação da classe ‘Vigilante’ "em breve". 

Recorde-se que o apetrechamento das ESV com embarcações mais modernas e funcionais foi iniciado há dez anos, na sequência do naufrágio do pesqueiro ‘Luz do Sameiro’. O plano foi cumprido, exceptuando a construção de três lanchas da classe ‘Vigilante’, cujo projecto de construção esteve a cargo do Arsenal do Alfeite. (CM)

Presidente da República adverte que meios da Marinha são insuficientes

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que os meios da Marinha "ainda são insuficientes" para as missões que tem a cargo.

"Há uma programação para a construção, em curso, e porventura para a aquisição de novos meios. Mas os meios de que dispõe a Marinha portuguesa ainda são insuficientes para as missões que tem a cargo", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, que visitou pela primeira vez a Marinha, na Base Naval do Alfeite, Almada.

Marcelo Rebelo de Sousa, que foi acompanhado na primeira parte da visita pelo ministro da Defesa Nacional Azeredo Lopes, visitou o navio de patrulha oceânico Viana do Castelo e o submarino Tridente, assistindo em seguida a um desfile dos militares.

O chefe do Estado destacou as missões que a Marinha realiza no "Mediterrâneo, relacionadas com razões de natureza humanitária, prementes, mas também missões no Atlântico, no Golfo da Guiné" e as missões de acompanhamento da Zona Económica Exclusiva portuguesa, para além das "solicitações permanentes" à Marinha portuguesa por parte de organismos internacionais.

Considerando que os meios do ramo "são ainda insuficientes", Marcelo Rebelo de Sousa afirmou "esperar que seja possível reforçar os meios disponíveis, quer no caso dos outros ramos das Forças Armadas".

"É apenas uma primeira visita, terei oportunidade de fazer outras visitas no futuro à Marinha e espero ter a oportunidade de poder estar com [o Navio Escola] Sagres no Brasil aquando da realização dos Jogos Olímpicos, portanto no começo do mês de Agosto", disse. (JN)

19 de abril de 2016

395º aniversário do Corpo de Fuzileiros

O Corpo de Fuzileiros tem a sua origem na mais antiga Força Militar constituída com carácter permanente em Portugal, sendo datada de 1621 a sua fundação, com a designação de "Terço da Armada da Coroa de Portugal", da qual os Fuzileiros actuais são legítimos herdeiros.

18 de abril de 2016

PONTE MILITAR NA A14 FICOU PRONTA EM 15 DE ABRIL

Desde dia 15 de Abril que a ponte militar que foi solicitada ao Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) encontra-se montada e aberta ao tráfego, ligando a Auto-estrada N.º 14 à Estrada Nacional 111, em Maiorca, na região da Figueira da Foz.

Na sequência do aluimento de terras ocorrido em 03 de Abril, esta ponte foi montada pelo Exército, através da sua Companhia de Pontes do Regimento de Engenharia n.º 1, tendo sido empenhados 29 militares e 9 viaturas ao longo de 9 dias (de 07 a 15 de Abril), dando rigoroso cumprimento ao plano e prazo inicialmente estabelecido, evidenciando a prontidão de meios da componente operacional do sistema de Forças do Exército.

Trata-se de uma ponte metálica de última geração, composta por uma estrutura com cerca de 55 metros de comprimento, 4,2 metros de faixa de rodagem e uma capacidade de carga até 40 toneladas. (Emgfa)

APRESENTAÇÃO NO EXÉRCITO DE SUA EXCELÊNCIA O CHEFE DO ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO

Em 18 de Abril, apresentou-se no Exército SExa. o Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), General Frederico José Rovisco Duarte.

Do programa oficial destaca-se a Sessão Solene de Apresentação de Cumprimentos, na Sala D. Maria, do Museu Militar, pela Estrutura Superior do Exército, na qual SExa. o General CEME, na sua alocução, transmitiu, genericamente, qual será a sua visão para o Exército. (Exército)

COMISSÃO DE DEFESA NACIONAL VISITA A MARINHA

A Marinha recebe amanhã, dia 19 de Abril na Base Naval de Lisboa, Almada, a visita dos Deputados da Comissão de Defesa Nacional da Assembleia da República (CDNAR), da XIII Legislatura. (MGP)

O antigo vice-chefe do Estado-Maior do Exército pede demissão do ministro da Defesa

António Campos Gil diz em entrevista à Renascença que Azeredo Lopes "já não merece respeito" após a "ingerência institucional" que levou à demissão do chefe do Estado-Maior do Exército. E aplaude o novo Chefe do Estado-Maior.

O antigo vice-chefe do Estado-Maior do Exército considera que depois da "ingerência institucional" no Colégio Militar, o ministro da Defesa "já não está à altura do cargo que está a desempenhar" e "já devia estar demissionário", uma vez que "quando ele perdeu a confiança no general-chefe e fez o que fez, ele já não tem a confiança de nenhum militar".

"Qual é a cara dele para tutelar a instituição militar? Demita-se, senhor ministro. Já não merece respeito, vá-se embora", exorta António Campos Gil.

Em entrevista à Renascença, o general lamenta o "espalhafato" provocado por José Azeredo Lopes (na foto) que, a propósito da alegada discriminação de alunos homossexuais no Colégio Militar, pediu explicações ao Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME). Um episódio que levou à saída do Chefe do Estado-Maior do Exército, Carlos Jerónimo. Campos Gil considera que o problema de Azeredo Lopes não foi o pedido de explicações, mas ter "[faltado] ao respeito" às Forças Armadas.

"O grave é quando vai para lá disso e faz uma ingerência institucional quando pede consequências, quando ele próprio começa a exigir a demissão, directa ou indirectamente, da direcção ou do subdirector. Isso já não é da competência dele, é da competência do chefe. Ora, quando isto acontece revela uma falta de sentido institucional e uma falta de sentido de solidariedade. O senhor ministro não sabe o que é a ética e a liderança, não faz a mínima ideia do que estes conceitos significam e implicam. Deu sinais de incapacidade de gerir a dificuldade. Submeteu-se a uma pressão, e portanto não está à altura do cargo que desempenha", resume.

O substituto de Carlos Jerónimo na chefia do Estado-Maior do Exército até já tomou posse, mas António Campos Gil ainda espera que o ministro "tenha um rebate de consciência" e perceba que "já não tem condições para estar" no cargo. Quanto ao substituto, considera que Rovisco Duarte "é um homem com verticalidade, de princípios, com estatura" e "reconhecido dentro da instituição militar". "Naturalmente é aplaudido pelos militares a partir de hoje", conclui. (Jornal Negócios)

17 de abril de 2016

Câmara Municipal de Sintra assina protocolo com Ministério da Defesa Nacional

A Câmara Municipal de Sintra vai assinar um protocolo de cooperação com o Ministério da Defesa Nacional, no dia 18 de Abril, às 09h30, nos Paços do Concelho, em Sintra.

Este protocolo tem como objectivo a colaboração mútua na organização do Dia da Defesa Nacional, no Regimento de Artilharia Antiaérea 1 e na Base Aérea 1.

Na cerimónia vai estar presente o secretário de Estado de Defesa Nacional, Marcos Perestrello e o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta. (Sintra)

Helicópteros da Marinha vão ser modernizados

O Ministério da Defesa assinou um contrato com a Augusta Westland Limited (AWL) a fim de modernizar os helicópteros Lynx Mk95 da Marinha portuguesa, confirmou fonte da tutela ao Notícias ao Minuto.

A “actualização de equipamentos” terá um custo de 69 milhões de euros, de acordo com um despacho do ministro Azeredo Lopes datado de 18 de Fevereiro, e assegura “a aero navegabilidade continuada e permanente, sob pena destas aeronaves não poderem operar no espaço aéreo controlado europeu, a partir de 2018”.

Após autorização da tutela, o contrato celebrado por ajuste directo deverá ser submetido à provação do Tribunal de Contas.

No mesmo despacho, o ministro da Defesa justifica a não abertura de um concurso com o facto de a “Augusta Westland Limited (AWL) se a única entidade detentora dos direitos de propriedade intelectual e das competências técnicas exigidas para o estudo, desenvolvimento e implementação do conjunto de modificações inerentes à modernização destas aeronaves”. (NM)

Ponte do Exército já serve de alternativa à A14

Pouco passaria das 11h00 de ontem, quando o trânsito Figueira/Coimbra e vice-versa, deixou de cumprir o desvio pelo interior de Maiorca, passando por Santo Amaro da Boi­ça e Quinhendros, e pôde regressar à Nacional 111, utilizando a ponte militar montada por elementos do Exército. 

Sandra San­tos foi uma das primeiras automobilistas a utilizar o percurso e não escondia a sua satisfação.«Trabalho nos arredores de Coimbra, faço este percurso diariamente e o desvio era um problema, pelo tempo que perdia, pelo muito trânsito e pelos quilómetros que fazia a mais», explicou ao nosso Jornal, apenas fazendo votos para que a A14 «esteja pronta no prazo que dizem. É para isso que pagamos tantos impostos», adiantou a condutora. (Jornal de Aveiro)

16 de abril de 2016

Novo chefe do Estado-Maior do Exército empossado

O general Rovisco Duarte foi empossado, na tarde desta sexta-feira no Palácio de Belém, novo chefe do Estado-Maior do Exército, sucedendo a Carlos Jerónimo que se demitiu a semana passada do cargo. (A Bola)

MINISTROS DA DEFESA DA UE DISCUTEM AMEAÇAS

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, reúne-se com os Ministros da Defesa dos Estados-membros da União Europeia no Luxemburgo, nos dias 18 e 19 de Abril.

Na reunião serão discutidas as ameaças híbridas, bem como a iniciativa de capacidades para apoiar a segurança e o desenvolvimento e ainda as operações da Política Comum de Segurança e Defesa.

Na sessão de trabalhos do dia 19 de Abril, os ministros debaterão a forma de fazer face às ameaças híbridas, a fim de aumentar a resiliência da UE e dos seus países parceiros, tendo como base um referencial comum recentemente apresentado pela Comissão Europeia e pela Alta Representante, Federica Mogherini.

A chamadas ameaças híbridas incluem a guerra convencional, a guerrilha, o terrorismo e a desordem criminosa. (MDN)

98º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DE LA LYS

A Liga dos Combatentes celebrou o seu dia festivo, no dia 9 de Abril, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, evocando também, na mesma data, o 98º aniversário da Batalha de La Lys e a 80ª romagem ao Túmulo do Soldado Desconhecido.

As cerimónias iniciaram-se com uma missa em honra dos Combatentes falecidos, celebrada pelo Bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Manuel Linda, a que se seguiu uma parada militar, composta por um Batalhão misto a três Companhias representando os três Ramos das Forças Armadas, onde foram proferidas uma primeira intervenção pelo Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-General (R) Chito Rodrigues e, uma segunda intervenção, pelo Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa que presidiu à cerimónia.

Na sequência da parada militar, S. Exª o Presidente da República assinou o livro de Ouro da Liga dos Combatentes e, na sala do capítulo, teve lugar a tradicional deposição de coroas de flores no túmulo do soldado desconhecido, tendo sido prestadas as honras militares devidas aos mortos caídos em defesa da Pátria. As cerimónias encerraram com a entoação do Hino Nacional tocado pela Banda do Exército. (Emgfa)

15 de abril de 2016

Força Aérea Portuguesa vai combater as redes de tráfico no Mediterrâneo

Um avião P-3C e 29 militares da Força Aérea participam, a partir desta sexta-feira, numa missão naval da União Europeia no Mediterrâneo. O objectivo da “Operação Sophia” é o desmantelamento das redes de tráfico de pessoas naquela zona.

Os meios portugueses vão estar destacados em Sigonella, Itália, e a sua missão é de identificar, capturar e neutralizar navios utilizados pelos traficantes.

O início da participação portuguesa nesta missão esteve prevista para Fevereiro, mas o atraso na aprovação do Orçamento de Estado para 2016 implicou um adiamento.

O acordo UE/Turquia está a fazer com que as redes se adaptem a outras rotas. O alerta foi deixado na Renascença pela portuguesa Cristina Jorge, directora para as Operações da Agência Europeia de Fronteiras, lembrando que as redes de tráfico continuam a aproveitar o desespero de quem foge da guerra.

Com o aumento das temperaturas que marca o início da "estação" das travessias, a Itália deve continuar a registar números elevados de chegadas nas próximas semanas.

Desde o início do ano, 177.200 pessoas chegaram à Europa através do Mediterrâneo, segundo a Organização Internacional das Migrações (OIM) . Quase 153.500 chegaram à Grécia e mais de 23.170 a Itália.

No mesmo período, 375 pessoas morreram ou desapareceram na rota marítima oriental (para a Grécia e Chipre) e 352 na rota central (para Itália), segundo a organização.

Em 2015, a Força Aérea Portuguesa participou na “Operação Triton”, da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-membros da União Europeia (Frontex).

Nesta operação também sediada na Base Naval de Sigonella, em Itália, os 19 militares do destacamento com uma aeronave contribuíram para o patrulhamento de mais de um milhão de quilómetros quadrados, num esforço de observação de 2.816 embarcações, em 93 horas voadas.

No final do ano, a Força Aérea participou ainda na “Operação Poseidon”, a partir de Kalamata na Grécia. (RR)

Empresas portuguesas de Defesa tentam conquistar Marinha brasileira

Há um ano, a 14 de Abril de 2015, a Tekever assinou um acordo para a entrada no capital da Santos Lab, empresa brasileira líder de mercado na produção de aviões não tripulados, os chamados drones.

A cerimónia, que contou com as presenças dos então ministros português e brasileiro da Defesa, decorreu no primeiro dia da LAAD – a maior feira do sector da Defesa e Segurança da América Latina, onde participaram 16 empresas portuguesas.

Um ano depois, o Comandante da Marinha do Brasil, no âmbito de uma visita à Marinha Portuguesa, esteve esta quarta-feira, 13 de Abril, na Base Naval de Lisboa, a conhecer os projectos de empresas portuguesas do sector da Defesa, nomeadamente ligados à construção naval e veículos não tripulados.

Eduardo Bacellar Leal Ferreira teve a oportunidade de, entre outras empresas e produtos, experienciar os drones da Tekever e da Uavision, o "software" da Critical e a "estrela" da Oceanscan, que, para explorar o fundo do mar, desenvolveu um submarino que consegue detectar minas subaquáticas.

Esta iniciativa surgiu no plano de promoção externa das indústrias de Defesa portuguesas, desenvolvido pela IdD (Plataforma das Indústrias de Defesa) e na sequência de uma acção semelhante com a Marinha das Filipinas, realizada a 28 de Março.

A IdD estima que o número de empresas deste sector esteja já próximo dos 300, para um volume de negócios da ordem dos 1,8 mil milhões de euros, dos quais 88% gerados por mercados externos. A plataforma liderada por Eduardo Filipe aponta como objectivo chegar aos dois mil milhões de euros de facturação, dentro de dois a três anos. (Sábado)

14 de abril de 2016

Força Aérea participa na Operação Sophia

Uma aeronave P-3C e 29 militares da Força Aérea chegam hoje a Sigonella, Itália, para participarem na Operação Sophia (European Union Naval Force - Mediterranean - EUNAVFOR MED) - uma operação com vista ao desmantelamento das redes de introdução clandestina de migrantes e de tráfico de pessoas na zona sul do Mediterrâneo central.

O destacamento ocorre entre os dias 15 de Abril e 15 de Junho. O objectivo deste esforço multinacional, em que participam os militares da Esquadra 601 - "Lobos", é identificar, capturar e neutralizar navios e bens utilizados, ou que possam ser utilizados, pelos traficantes e pelas pessoas suspeitas de estarem envolvidas no tráfico de seres humanos e na migração clandestina.

A FND em causa tem como missão principal a vigilância, o reconhecimento e a recolha de informação na área que lhe estará atribuída, em prol da EUNAVFOR MED. (Emgfa)