26 de maio de 2016

Traindo docemente a indústria de Defesa Nacional

Estão em choque duas opções estratégicas opostas. Ou ir ao mercado e comprar o que já existe, ou negociar a produção em Portugal, sempre que exista capacidade e conhecimento para o fazer.

Espera-se que as altas instâncias do Estado defendam em todas as circunstâncias o interesse nacional. Contudo, parece que isso nem sempre acontece. No caso em concreto, referimo-nos às indústrias de defesa e ao concurso para aquisição das viaturas blindadas ligeiras de rodas para o Exército. O ministro Aguiar-Branco decidiu delegar essa aquisição na NSPA, uma agência da OTAN que, entre outras atribuições, é especializada na aquisição de equipamentos militares. Na prática, trata-se de pagar a alguém para fazer uma compra por nós, para nós. Dizemos-lhe o que queremos comprar, ou seja, definimos os requisitos e as especificações técnicas do equipamento que pretendemos adquirir, e a NSPA vai ao mercado comprar.

À partida, essa opção que envolve naturalmente custos para o erário público – e não são poucos, a NPSA não trabalha à borla -, teria a vantagem de poder ultrapassar as recorrentes contestações feitas pelos candidatos derrotados. Em princípio, haverá uma maior inibição em contestar concursos organizados pela NSPA. Contudo, não deixa de ser difícil de aceitar que se subcontrate exteriormente um serviço que poderia e deveria ser efectuado pelos organismos do Estado.

Esta opção cómoda é, na prática, lesiva dos interesses nacionais. Porquê? Porque Portugal perde o controlo do processo; e se auto exclui de potenciais parcerias industriais. As dificuldades em envolver a indústria nacional aumentam exponencialmente. Diminui a possibilidade de se criarem postos de trabalho em Portugal e de o país ganhar com transferências de tecnologia.

Seria muito importante que esses concursos fossem ganhos por consórcios liderados por empresas portuguesas. Parece que os decisores não recuperaram ainda da experiência traumática das viaturas Pandur II, quando se entregou a sua fabricação a uma empresa constituída de propósito para o efeito, sem provas dadas no mercado e, em última análise, inexperiente no negócio. Para além de sermos cobaias. Tratava-se de uma viatura que não tinha dado ainda provas; para além da Áustria, de onde é originária, não tinha sido adquirida por mais nenhum país. Foi uma decisão errada. Mas decisões erradas não se corrigem com decisões erradas. Situação semelhante ocorre com a aquisição de veículos aéreos não tripulados (UAVs). Existem em Portugal projectos de investigação e desenvolvimento financiados pelo erário público, assim como empresas nacionais que trabalham no mesmo segmento dos UAVs que se pretendem adquirir.

Se Portugal controlar o processo de aquisição, se não o delegar num agente externo, poderá certamente efectuar uma escolha que melhor proteja o interesse nacional; que privilegie o investimento no país. Se têm dúvidas, vejam as opções do Estado espanhol nesta matéria. Compreendemos as dificuldades de se voltar atrás no caso em apreço. Os contactos com a NSPA estão a ser feitos e os termos do contrato estarão para ser homologados pelo MDN a curto prazo. Assim voltar atrás seria pouco curial.

Esperamos que não se repitam decisões semelhantes nas restantes aquisições que se avizinham, muito em particular para o Exército (arma ligeira, viaturas blindadas médias, etc.), pela sua dimensão. Não faria sentido replicar o modelo já utilizado outrora para o fabrico da vetusta G3, envolvendo a indústria nacional? Em pano de fundo, estão em choque duas opções estratégicas opostas. Ou ir ao mercado e comprar o que já existe, ou negociar a produção em Portugal, sempre que exista capacidade e conhecimento para o fazer. Dispenso-me de elaborar sobre as vantagens de produzir em Portugal. Pensar o contrário, desculpem-me a arrogância, é trair o interesse nacional.

25 de maio de 2016

Exército autorizado a comprar até 12 sistemas aéreos não tripulados

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, autorizou o Exército a adquirir 12 sistemas mini-UAV (sistemas aéreos não tripulados). O procedimento de aquisição deverá ser desenvolvido através da NATO Support and Procurement Agency (NSPA), não excedendo o montante máximo de 6 milhões de euros, até 2021, como está enunciado no Despacho publicado hoje, 24 de maio, em Diário da República.

Considerando que, para a edificação da Capacidade de Informações, Vigilância, Aquisição de Objectivos e Reconhecimento Terrestre, se identifica como necessário prover o Agrupamento de Informações, Vigilância, Aquisição de Objectivos e Reconhecimento (Agr ISTAR) de sistemas aéreos não tripulados que permitam apoiar a recolha de informações em apoio das Unidades Escalão Batalhão”, o Ministro da Defesa autorizou a aquisição de 12 sistemas mini-UAV

De acordo com o despacho do Ministro da Defesa Nacional, estão contempladas verbas para a obtenção destes veículos através do “Projecto dos Sistemas Aéreos Não Tripulados”, que se insere “na Capacidade de Informações, Vigilância, Aquisição de Objectivos e Reconhecimento Terrestre” da Lei de Programação Militar.

O Ministro da Defesa Nacional delegou no Chefe de Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte, “a competência para a prática de todos os actos a realizar no âmbito do procedimento junto da NSPA, bem como a competência para a prática de todos os actos necessários à execução contratual decorrente do procedimento agora autorizado”. (Defesa)

EXERCÍCIO “EFICÁCIA 16”

Decorreu no Campo Militar de Santa Margarida, entre 14 e 20 de Maio, o exercício “EFICÁCIA 16”. O exercício, de nível Exército, destinou-se prioritariamente a desenvolver a capacidade operacional das Unidades de Apoio de Fogos, constituintes da Componente Operacional do Sistema de Forças do Exército (COSFE), incluindo também meios de apoio de fogos oriundos da Marinha e da Força Aérea.

O “EFICÁCIA 16” teve como finalidade garantir a proficiência operacional do planeamento, coordenação e controlo do apoio de fogos, durante a conduta de operações terrestres, com particular ênfase para os Grupos de Artilharia de Campanha do Sistema de Forças do Exército.

O exercício teve como audiência primária de treino o Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) da Brigada de Intervenção, que foi reforçado por uma Bateria de Bocas de Fogo de cada GAC da COSFE. Como audiências secundárias de treino, participaram o Pelotão de Morteiros Pesados (PelMortPes) da Zona Militar da Madeira, o PelMortPes do 2BIMec(R)/NRF2016 e o PelMortPes do AgrMec(Lag), tendo ainda participado um PelMortPes do Corpo de Fuzileiros, uma parelha de F-16 da Força Aérea Portuguesa e seis observadores de Artilharia do Exército Espanhol, realizando-se sessões de fogos reais nos dias 18 a 20 de maio.

O exercício terminou com a realização do Distinguished Visitors Day, presidido pelo Exmo. Tenente-General Comandante das Forças Terrestres. (Exército)

Presidente da República visitou o Exército




O Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas efectuou uma visita ao Exército, onde teve oportunidade de presenciar a apresentação da Força (unidade terrestre de escalão Companhia de Infantaria) em aprontamento para a República Centro-Africana, no quadro da missão da ONU Multidimensional Integrated Stabilization Mission in the Central African Republic(MINUSCA).

Após a chegada ao Comando das Forças Terrestres, na Amadora, o Comandante Supremo das Forças Armadas foi recebido com Honras Militares que incluiu a execução do Hino Nacional com salvas de Artilharia, revista e desfile da Guarda de Honra, tendo depois, no auditório do Comando das Forças Terrestres, assistido a um brífingue sobre o Exército apresentado pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Frederico Rovisco Duarte e passado pelo Centro de Operações Terrestres.

Nesta visita o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa foi acompanhado pelo Ministro da Defesa Nacional, Prof. Doutor José Azeredo Lopes, pelo Secretário de Estado da Defesa Nacional, Dr. Marcos Perestrello e pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Artur Pina Monteiro. (P.R)

38º Aniversário do Aeródromo de Trânsito Nº1

No dia 25 de Maio celebrou-se com uma cerimónia militar o 38º aniversário do Aeródromo de Trânsito Nº1 (AT1), localizado em Figo Maduro.

Esta cerimónia militar, presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Teixeira Rolo, e na qual estiveram presentes as altas patentes militares e entidades civis da região, assinalou também o 72º aniversário da presença aeronáutica naquele local. (FAP)

VISITA DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA AO EXÉRCITO

Em 24 de Maio, Sua Excelência o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, visitou o Exército, no Comando das Forças Terrestres, na Amadora.

Da visita oficial destacam-se as honras militares regulamentares, que incluíram a execução do Hino Nacional, a apresentação de cumprimentos pela Estrutura Superior do Exército, brífingue sobre o Exército efectuada por por SExa o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Frederico José Rovisco Duarte, seguindo-se uma Video Conferência com Forças Nacionais Destacadas.

Seguiu-se a apresentação da Força Nacional Destacada do Regimento de Comandos, em aprontamento para a Missão de Estabilização das Nações Unidas, na República Centro Africana, MINUSCA, onde Sua Excelência o Presidente da República pôde tomar contacto com os recursos humanos e materiais que a mesma possui. Posteriormente teve lugar a assinatura do Livro de Honra do Exército, terminando a visita com uma foto conjunta e almoço comemorativo. (Exército)

24 de maio de 2016

COMEMORAÇÕES DO 180º ANIVERSÁRIO DO COMANDO DA ZONA MILITAR DA MADEIRA

No âmbito das Comemorações do seu 180.º Aniversário, o Comando da Zona Militar da Madeira (ZMM) comemorou o seu dia festivo no dia 10 de Maio. Para assinalar a efeméride, o Comando da ZMM promoveu um conjunto de acções de natureza militar, desportiva, cultural e recreativa.

Em 10 de Maio, na Praça do Povo, teve lugar a Cerimónia Militar Comemorativa do 180.º Aniversário do Comando da Zona Militar da Madeira. O evento presidido por Sua Excelência o Representante da República para a região Autónoma da Madeira, contou com a presença de Sua Excelência o General Chefe do Estado-Maior do Exército, General Frederico José Rovisco Duarte, assim como de Autoridades Civis, Militares, Policiais.

As Comemorações iniciaram-se a 09 de maio com a realização, no Forte de S. Tiago, da conferência “Novas ameaças e desafios para a Gestão de Crises no Ciberespaço: Contributo do Exército para a Cibersegurança e Ciberdefesa de Portugal", e o Concerto da Banda Militar da Madeira em parceria com a Orquestra de Bandolins da Madeira e o Conservatório – Escola das Artes, no Centro de Congressos da Madeira.

No dia 11 de maio inaugurou-se, no Centro Comercial Madeira Shopping, a exposição fotográfica subordinada ao tema “I Guerra Mundial”.

As Comemorações culminaram no dia 17 de Maio com a realização do III Trail da Zona Militar da Madeira, prova que contou com a participação de duas centenas de atletas e percorreu caminhos e trilhos florestais com uma extensão aproximada de 15km, tendo como local de partida e de chegada o Montado do Pereiro. (Exército)

Discurso do Chefe do Estado-Maior da Armada por ocasião do dia da Marinha

Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado da Defesa Nacional,

A presença de Vossa Excelência nesta cerimónia, de comemoração do Dia da Marinha, em que assinalamos a passagem de mais um aniversário da chegada da Armada de Vasco da Gama a Calecute, feito emblemático da qualidade dos marinheiros portugueses, é sinal inequívoco do reconhecimento do esforço e dedicação dos que servem Portugal na Marinha.
Agradeço, em meu nome e em nome da Marinha, a honra e a distinção que Vossa Excelência nos concede.

Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Oeiras,

Quando recebemos o convite para celebrar o Dia da Marinha em Oeiras, foi com prazer que aceitámos, oferecendo-nos a oportunidade de nos aproximarmos mais da população de um município que está na rota natural de todos aqueles que no passado partiram na busca de dar novos mundos ao mundo.

Não será pois de espantar que Oeiras esteja, na sua génese, intimamente ligada à Era das descobertas. Foi nessa época que, nesta zona mais Atlântica do estuário do Tejo, se instalaram novas actividades industriais e comerciais e que a região se assumiu como celeiro de Lisboa e centro industrial. Foi também aqui que de forma natural na orla marítima foram construídas fortificações para defesa da costa e para o controlo do movimento de navios na entrada da barra do Tejo, sendo o mais imponente e significativo, o Forte de São Julião da Barra.

Assim, a Marinha com uma história intimamente ligada às Descobertas, orgulha-se de juntar esforços com a Câmara Municipal de Oeiras e contribuir para o reforço da sua natural maritimidade, oferecendo aos seus habitantes a oportunidade para, num espaço de inegável qualidade e invejável localização que nos foi disponibilizado, contactarem com a realidade e os valores que caracterizam a Marinha e com os quais estamos certos se identificam.

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Oeiras,

A celebração do Dia da Marinha, que se realiza todos os anos numa cidade ou vila ligada ao mar e tem, como já referi, o grande objectivo de levar a Marinha para junto das populações; É um projecto ambicioso que apenas pode ser coroado de êxito se for abraçado por todos, começando pelos marinheiros claro, mas também pelos autarcas e demais colaboradores que connosco trabalharam.

Este foi o caso da sua Câmara, em que contámos em permanência com uma equipa dedicada e disponível que sob as suas superiores orientações, proporcionaram à Marinha excelentes condições para o cumprimento dos objectivos inerentes às festividades do Dia da Marinha.

Senhor Presidente, agradeço o convite, o pronto apoio e a total disponibilidade da Câmara a que Vossa Excelência Preside, sem a qual, esta celebração não teria o brilho que, penso, merece.
Bem-haja.

Senhor Secretário de Estado das Pescas

Senhora Secretária Geral do Sistema de Segurança Interna

Senhores Deputados,
Senhores Almirantes Antigos Chefes do Estado-Maior da Armada,
Senhor Tenente-General Chefe da Casa Militar de Sua Excelência o Presidente da República,
Senhor Vice-Almirante Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada,
Senhores Tenentes-Generais, Vice-Chefes, em representação dos Chefes do Estado-Maior do Exercito e da Força Aérea
Senhoras e Senhores Vereadores e demais Autarcas,
Senhores Almirantes,
Ilustres Autoridades Civis e Militares,
Distintos Convidados,
Minhas Senhoras e meus Senhores,
Agradeço a presença de Vossas Excelências nesta cerimónia, desta forma confirmando o carinho e consideração que, sentimos, dedicam à Marinha e aos seus homens e mulheres.
Sejam bem-vindos.

Militares, Militarizados e Civis da Marinha,

É com enorme orgulho que estou ao leme desta nau comandando homens e mulheres que, valorosamente, cumprem as missões que nos são atribuídas.

São vocês que, com uma atitude de disponibilidade, dedicação desinteressada e de empenho, transformam os sóbrios mas valiosos recursos que nos vêm sendo disponibilizados em valor acrescido para o País, defendendo no mar, os interesses de Portugal.

A Marinha existe para servir os portugueses no mar, por isso permitam-me que dirija uma saudação muito especial àqueles que hoje, em missão no mar, cumprem missões atribuídas nos espaços marítimos sob soberania, jurisdição e responsabilidade nacional, ou que em terra nos diversos teatros de operações marcam a presença da Marinha.

Quero ainda, neste dia, através dos meus ilustres antecessores, aqui presentes, saudar, de forma particular, todos os que sendo da Marinha já deixaram o serviço activo, aqui incluindo todos os que o fizeram, ainda que de forma temporária, mas que continuam a partilhar os valores em que acreditamos, alimentando o ideal de ser marinheiro.

Senhor Secretário de Estado da Defesa Nacional,

Este foi mais um ano marcado por restrições financeiras que tiveram cumulativas consequências no devir da Marinha e nos militares, militarizados e civis que servem esta secular instituição. Assume, por isso mesmo, ainda maior relevo a atitude dos nossos homens e mulheres que souberam, transformar os sacrifícios em motivação e esperança, característica que nos distingue, porque nos habituámos a enfrentar o temporal confiantes na capacidade de rumar a porto seguro.

Só desta forma foi possível, mesmo com as limitações conhecidas, assegurar o Dispositivo Naval Padrão no Continente e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, honrar os compromissos internacionais assumidos por Portugal, perante a NATO, a União Europeia e as Nações Unidas e manter em prontidão os meios requeridos para empenhar se e quando necessário.

A atestar esta afirmação estão as presenças da Marinha em diversificadas missões internacionais, quer no mar quer em terra, assumindo particular relevo o Comando, durante cerca de 6 meses, da Força Naval Permanente da NATO, Standing NATO Maritime Group One, com uma fragata atribuída como navio Almirante, mas que inclui ainda presenças no Afeganistão, no Mali, na República Centro Africana, no Mediterrâneo, no Golfo da Guiné. Acredito que desta forma contribuímos significativamente, em conjunto com os nossos parceiros e aliados, para a segurança e estabilidade regionais e para a resposta da comunidade internacional aos novos desafios que enfrenta.

Assinalo ainda a especial relevância que assume a nossa presença em alguns destes teatros, como por exemplo no GoG. Relevância na medida em que Portugal e a Marinha, com uma larga experiência de cooperação internacional, fruto das suas alianças e postura na União Europeia e na NATO, pode, em colaboração com actores relevantes na cena internacional, desenvolver soluções baseadas na experiência do seu modelo de duplo uso, no seu conhecimento da área e nas relações fortes com os países da região, nomeadamente aqueles que integram a CPLP.

Meus Senhores e Minhas Senhoras

Portugal, um país relativamente pequeno, ganha dimensão através do seu posicionamento geográfico e do vasto espaço marítimo de que dispõe, que para além de representar uma janela de oportunidade económica, confere profundidade ao território Português, liberdade de acção e tem um enorme valor geopolítico que importa concretizar. Para isso, é essencial garantir a ocupação efectiva dos espaços sob soberania e jurisdição nacional, evitando vazios que outros tenderão a preencher. Só assim, poderá Portugal assegurar a concretização desse enorme potencial económico e impedir o desenvolvimento de ameaças à soberania e aos interesses legítimos portugueses.

Esta justificada ambição só ganhará vida se for correspondida pelo capacitar da Marinha para que possamos manter os níveis de operação, reforçar a manutenção dos navios, aproximando-a dos seus ciclos regulares, continuar a modernização das capacidades existentes e terminar a adaptação dos meios recentemente adquiridos. Estou consciente que, para sermos bem-sucedidos, há que ser audacioso no procurar das melhores soluções de gestão e, para isso, será necessário prestar ao esforço a desenvolver, o pragmatismo, a agilidade e capacidade renovadora, que permitam gerar, nesta complexa envolvente, as melhores soluções.

Neste espírito recordo que este ano se comemoram os 25 anos de entrada ao serviço das Fragatas da Classe Vasco da Gama, cujo intenso emprego nas mais diversas missões e regiões do globo, conferiram a Portugal uma nova capacidade para a defesa dos seus interesses, afirmando a sua soberania nacional num espaço de característica oceânica. O seu programa de aquisição é um assinalável exemplo do que pode ser atingindo agregando vontades, sendo determinado e perseverante, devendo, por isso, ser uma fonte de inspiração para outros programas de reequipamento, não só pelo prestigio operacional que trouxe à Marinha mas também pela objectiva e marcante transformação que induziu em todas as áreas funcionais da Marinha.

Ainda nesta conformidade, quero aludir ao programa de aquisição e adaptação de quatro navios STANFLEX 300, que foi possível adquirir em ótimas condições à Dinamarca, permitindo com a exploração desta oportunidade, suprir, no curto prazo, lacunas na área da fiscalização costeira e, simultaneamente, ganhar tempo no edificar do futuro. É pois, com manifesta satisfação que veremos, hoje, o NRP TEJO, primeiro navio da Classe, depois de transformado e adaptado, a navegar integrado no desfile naval.

Este processo teve também outra vertente, que não é demais acentuar, pois representou um passo no potenciar da relação com a Arsenal do Alfeite. Este passo deverá ser encarado num espaço de integração das necessidades e valências, fomentando em conjunto, o potencial das infraestruturas e recursos disponíveis, numa óptica de criação de valor acrescentado, quer para o Arsenal do Alfeite quer para a Marinha. Esta simbiose que desejamos bem-sucedida poderá, a meu ver, ser a impulsionadora do sucesso da Arsenal do Alfeite o que será, no meu entender, fundamental para o sucesso da Marinha.

Porém, como é sabido, a não execução do programa de construções adjudicados, em tempo, aos então ENVC, que previa a construção de 8 NPO e 6 NPC até ao fim de 2012, dos quais apenas foram entregues dois NPO, o último no fim de 2013, criou um enorme problema à Marinha. Esta situação, impossibilitou a indispensável renovação da capacidade de fiscalização, obrigando a que a missão seja hoje executada com meios cada vez mais escassos e envelhecidos.

Estou ciente de que, num momento histórico de dificuldades económico – financeiras do país, o governo e a Marinha estão face a um grande desafio que, no entanto, em razão da necessidade premente da substituição dos navios existentes, tem que ser vencido.

Senhor Secretário de Estado da Defesa Nacional

A Marinha para o cumprimento das suas funções como Ramo das Forças Armadas, desenvolveu um conjunto de capacidades que, em tempo de paz, pode afectar a tarefas de natureza não militar que o Estado entenda por bem atribuir-lhe, como é o caso do apoio à AMN em recursos humanos e materiais.

Neste Dia da Marinha, dia de todos aqueles que a servem no âmbito da acção militar e não militar, quero, na minha qualidade de Autoridade Marítima Nacional, destacar o esforço desenvolvido pelo homens e mulheres que servem o Pais nesta tão indispensável estrutura.

A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional são hoje, no meu entender, actores incontornáveis na afirmação da soberania e autoridade do Estado no mar, assumindo um significativo leque de responsabilidades e competências do estado costeiro.

A Marinha orgulha-se da qualidade do serviço prestado à Nação por todos os que servem a AMN, nas suas diversas áreas de actividade, demonstrando que o recente ajustamento legislativo, na contínua procura do aperfeiçoamento de um paradigma sustentado na maturidade de dois séculos, reformulando o modelo de duplo uso dos recursos, atribui à Marinha um papel fundamental no apoio às funções e tarefas da Autoridade Marítima. Esta nova realidade permite, no respeito das respectivas competências, garantir a correta articulação das diversas áreas de actuação do estado no mar, alavancando capacidades, através de uma permanente partilha de informação, conhecimento, meios humanos e materiais.

Mas,a acção da Marinha, na área não militar, não se esgota nas actividades desenvolvidas em apoio da estrutura da Autoridade Marítima Nacional.

Temos um Instituto Hidrográfico que efectua levantamentos hidrográficos, produz cartografia náutica e recolhe em contínuo dados fundamentais para o enriquecer do conhecimento do nosso potencial Marítimo. O trabalho que o Instituto tem vindo a desenvolver, designadamente na área da produção de novos produtos quer para apoio às operações militares e à Autoridade Marítima, quer para apoio dos que andam no mar, em trabalho ou em lazer, tem merecido amplo reconhecimento nacional e internacional.

Também na área cultural, marcada por um notável esforço no renovar do discurso museológico, é desenvolvido um leque muito variado de iniciativas, ligadas à história, às ciências, e às tecnologias navais, passando por exposições, palestras, seminários e edição de obras, todas intimamente ligadas aos temas do Mar e aqueles que fazem dele um espaço de lazer, de trabalho ou tão só de contemplação. Esta é uma missão de indiscutível valor no preservar da memória e espírito marítimo do nosso povo.

É também a coberto desta área de actividade não militar que, porventura, cumprimos uma das mais nobres missões que nos foi cometida, a salvaguarda da vida humana no mar. A taxa de sucesso do Serviço Busca e Salvamento Marítimo que conseguimos manter, ao nível das melhores do mundo, enche-nos de orgulho e ratifica a eficiência e eficácia do emprego de capacidades militares em acções não militares.

Senhor Secretário de Estado da Defesa Nacional,

A terminar, neste agradável cenário junto ao mar, quero transmitir-lhe:
Que é minha convicção que Portugal se virará cada vez mais para o mar, esse espaço de oportunidade que se nos abre. A geografia assim nos exige e a história assim nos lembra e para isso Portugal poderá sempre contar com a sua Marinha;

Que, reconheço o empenho que a tutela tem colocado no encontrar de soluções, mesmo face aos constrangimentos ainda hoje presentes, o que me permite acalentar a esperança no concretizar dos programas de reequipamento da esquadra com os meios adequados para assegurar a defesa dos interesses de Portugal no Mar;

E que os portugueses,podem contar com uma Marinha focada no serviço à Nação, pronta, credível e eficiente, constituída por pessoas competentes, preparadas e motivadas que, em terra e no mar servem Portugal na Marinha, sem olhar a esforços e sem almejar recompensa que não seja o reconhecimento daqueles, que de forma altruísta servem e defendem.

Disse

Luís Manuel Fourneaux Macieira Fragoso
Almirante

IMPOSIÇÃO DE MEDALHAS COMEMORATIVAS DAS CAMPANHAS

Realizou-se em 12 de Maio, no Regimento de Artilharia Antiaérea N.º 1, uma cerimónia de Imposição de Medalhas Comemorativas das Campanhas a Ex-Combatentes do Ultramar.

A Medalha Comemorativa das Campanhas é atribuída aos militares que tenham servido, em situação de campanha, nas ex-províncias ultramarinas até 27 de Julho de 1974 ou no Afeganistão, distrito de Kandahar, entre maio e Junho de 2007.

Foram condecorados nesta cerimónia quatro Ex-Combatentes que serviram na Ex‑Província Ultramarina de Angola, materializando desta forma o reconhecimento e o respeito que nos devem todos quantos, abnegadamente, serviram Portugal. (Exército)

23 de maio de 2016

Estação de Radar N.º 1 comemora 20.º aniversário

A Estação de Radar N.º 1 (ER1) comemorou no dia 20 de Maio o seu 20.º aniversário. Este marco foi assinalado com uma cerimónia militar nesta Unidade, situada na serra de Monchique – pico da Fóia. (FAP)

EXPOSIÇÃO "FORTIFICAÇÕES MILITARES DO ALENTEJO"

Entre 12 e 19 de Maio esteve patente ao público, no Auditório Municipal de Vendas Novas, a Exposição “Fortificações Militares do Alentejo” da Direcção de Infraestruturas do Exército.

Enquadrada nas festas da cidade, a Exposição “Fortificações Militares do Alentejo” contou com o patrocínio do Regimento de Artilharia N.º 5 que, assim, proporcionou a todos os munícipes de Vendas Novas a possibilidade de observarem esta Exposição que obteve grande sucesso por ocasião do Dia da Arma de Artilharia, em 04 de Dezembro de 2015. (Exército)

21 de maio de 2016

Força Aérea participa no Exercício MORSA16

Portugal participou juntamente com Espanha, no MORSA, um exercício de Busca e Salvamento Aéreo.

A participação neste exercício resulta do cumprimento do SAREP, protocolo estabelecido entre Portugal e Espanha para a cooperação em operações SAR. Anualmente tem duas fases, a SAMAR (Busca e Salvamento em ambiente marítimo) e a SATER (Busca e Salvamento em ambiente terrestre) e visa o empenhamento de meios das duas nações.

A fase SATER do MORSA 16 foi organizada pelo Centro Coordenador de Busca e Salvamento Aéreo de Madrid (RCC Madrid) e decorreu na província de León, Norte de Espanha, com a acção a decorrer nos dias 17 e 18 de Maio.

Tendo sido coordenado e agilizado em conjunto com o Centro de Busca e Salvamento Aéreo de Lisboa (RCC Lisboa), o exercício simulou a queda de uma aeronave de lançamento de para-quedistas, tendo uma componente nocturna no dia 17 e uma componente diurna no dia 18.

Além do C295-M da Força Aérea Portuguesa, estiveram envolvidos um AS332 Super Puma e um CN235, ambos do Ejercito del Aire de Espanha, um helicóptero BO 105 da Guardia Civil de Espanha.

Este exercício visa treinar a coordenação entre os Centros de Busca e Salvamento adjacentes, no emprego adequado dos meios aéreos para localizar sobreviventes em terra, resultantes de um acidente com uma aeronave. (Fap)

O Farol do Bugio

Ao longe, a imensidão do Bugio parece iludir-nos. E ilude. Não é só mais um farol. A sua história está bem presente na sua estrutura. Foi arma de defesa, foi prisão, foi lugar de fé, e a força da maré e do tempo não lhe tiram esses traços. Hoje em dia, além das suas funções de farol, cede abrigo a um bando de gaivotas fiéis que com certeza se deixou deslumbrar pela vista.

O Farol do Bugio, outrora Forte de São Lourenço do Bugio, assumia-se desde o início da sua construção como uma estratégia de organizar uma praça de armas que pudesse cruzar fogo com o Forte de São Julião da Barra, protegendo assim os canais de acesso a Lisboa.

As datas para o início da sua construção variam, mas nunca se distanciam muito de 1578. Em 1590, Filipe II de Espanha retoma a obra e requisita os serviços do frade servita, João Vincenzo Cazale. A sua forma arredondada, atípica na altura, é aliás um capricho do artista napolitano que argumentava que a assim o forte melhor se salvaguardaria da agressividade das intempéries.

Diz-se que o Bugio foi edificado em cima de um banco de areia e que herdou o nome das “ bate-estacas” que suportam a sua construção. Há também a teoria de que a denominação se deva, apenas, à sua localização relativa empregue também a outros locais em outras barras. A olho nu, as dimensões do Bugio são imensuráveis. A sua base circular detém 62 metros de diâmetro por 6 de altura e o forte, também circular tem 33 metros por 7. Tem dois pisos separados por uma moldura. Neles se revezam as oito divisões, as mesmas que em 1820 albergaram 50 soldados, tenentes e sargentos, destacados para defender a barra da Lisboa.

A capela singela, no primeiro piso, foi já ponto de romaria religiosa, recebendo a missa de Domingo e até sendo ponto de pagamento de promessas. Ainda se vislumbram alguns embrechados de mármore entre os tetos e as paredes forrados a madeira. A beleza característica das capelas setecentistas está lá, ornamentada, porém, pelo desgaste do tempo.

O interesse militar do Bugio foi-se reduzindo, e em 1945 o forte foi desarmado, ficando apenas com a função de sinalização marítima. Em 1957 foi considerado imóvel de interesse público. Foi sofrendo ao longo dos anos várias recuperações. Os estragos são visíveis. A intensidade da corrente deixa rastos. Já foi alvo de várias obras de restauro, a última data de 2000. A parte mais protegida das ondas e das tempestades é a única que ainda mantém a pedra original mandada colocar por D. João IV. A torre, essa, parece imune ao tempo e à humidade característica, ou talvez nos distraia com a vista que oferece.

Atualmente o Farol, sob a tutela da Autoridade Marítima Nacional (AMN), não recebe visitas. Ainda assim, este ano, uma parceria entre a AMN e o Open House Lisboa, permitirá a inscrição numa visita guiada a este recanto perdido no meio do Tejo. (Defesa)

20 de maio de 2016

PROCISSÃO EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA SAÚDE

Este ano, 2016, e cumprindo a tradição, o Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1 (RAAA1) participou nas respectivas solenidades em Lisboa, em honra de Nossa Senhora da Saúde.

A procissão remonta a 1570, quando, em acção de graças por um surto de peste debelado, os artilheiros da guarnição da cidade organizaram um cortejo sob a égide de S. Sebastião e de Nossa Senhora da Saúde.

As tradicionais cerimónias foram realizadas pela Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde e S. Sebastião, de 05 a 08 de Maio, terminando com a centenária “Procissão de Nossa Senhora da Saúde”, também conhecida por “Procissão dos Artilheiros”. A procissão decorreu no Martim Moniz, pelas 16 horas, contando com a presença de SExa o Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa. (Exército)

Dia da Marinha


19 de maio de 2016

Comissão de Defesa Nacional visita Força Aérea

A Força Aérea recebeu, no dia 18 de Maio, na Base Aérea Nº6 (BA6), Montijo, a visita da Comissão de Defesa Nacional (CDN).

A comissão, presidida pelo deputado Marco António Costa, foi recebida na BA6 pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Teixeira Rolo, e pelo Comandante da Unidade, Coronel António Temporão.

Nesta visita, a CDN assistiu a um briefing sobre a organização, o dispositivo, as capacidades e o funcionamento da Força Aérea, no cumprimento das missões atribuídas, e a uma demonstração de busca e salvamento efectuada pelas Esquadras 751 - "Pumas" e 502 - "Elefantes". (FAP)

14 de maio de 2016

EXERCÍCIO CELULEX

O Exército, na semana de 16 a 20 de Maio, vai realizar o exercício CELULEX com o objetivo de treinar a valência/capacidade de resposta do Elemento de Defesa Biológica, Química e Radiológica, na resolução de incidentes que envolvam perigo de contaminação biológica, química ou radiológica, de forma integrada com outros agentes de proteção civil.

O exercício vai decorrer na região de Mafra e Lisboa. (Exército)

MINISTROS DA DEFESA DE ESPANHA, FRANÇA ITÁLIA E PORTUGAL PREPARAM CIMEIRA DA NATO

A menos de dois meses da Cimeira da NATO em Varsóvia, o Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, participou numa reunião preparatória da cimeira com os seus homólogos francês, Jean-Yves le Drian, espanhol, Pedro Morenés, e italiana, Roberta Pinotti. A reunião teve lugar no dia 12 de maio, em Toulon, França.

Os titulares da pasta da Defesa estiveram reunidos para concertar posições sobre vários pontos da agenda da Cimeira. No encontro, os Ministros abordaram temas como o combate ao terrorismo enquanto ameaça global, a reconfiguração das operações marítimas - em especial no Mediterrâneo -, bem como o reforço da cooperação NATO-UE.

NATO adapta-se

As 28 nações da Aliança Atlântica estarão reunidas na Cimeira da NATO em Varsóvia, nos próximos dias 8 e 9 de julho, para decidir como prosseguir a adaptação da organização face à evolução do ambiente de segurança na periferia da Europa.

Na Cimeira de Varsóvia deverá ser reafirmada a unidade, coesão e solidariedade dos Aliados, demonstrando que a NATO está preparada para responder a todo o espetro de ameaças, seja qual for a sua origem ou natureza.

Os líderes da Aliança deverão assumir o compromisso de reforçar a defesa coletiva dos seus membros, de participar na gestão de crises e de robustecer a segurança cooperativa.

Esta será a 27.ª cimeira, desde que a aliança foi criada em 1949. A última, teve lugar em Gales, no Reino Unido, em 2014. (MDN)

Aberto concurso para Praças na classe de Fuzileiros

Estão abertas as candidaturas para admissão de Praças em regime de contrato na classe de Fuzileiros.

Concorre até 30 de Maio.

Sabe mais e inscreve-te em: Centro de Recrutamento da Armada

A Marinha constitui uma oportunidade para o desenvolvimento de uma via profissional de elevada qualidade, compensatória e cujo leque de oportunidades é bastante abrangente, possibilitando formação e valorização contínuas. Vem viver uma experiência desafiante, motivante e enriquecedora.

Para saberes mais consulta o portal de recrutamento da Marinha ou contacta-nos através do número verde 800 204 635. (MGP)

ESTADO-MAIOR GENERAL DAS FORÇAS ARMADAS GALARDOADO COM O PRÉMIO DEFESA NACIONAL E AMBIENTE 2014

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, afirmou que «a responsabilidade de todos na preservação do meio ambiente se trata de um desígnio a que não podemos estar alheios».

Estas declarações foram feitas na entrega do Prémio Defesa Nacional e Ambiente 2014, na Fortaleza de S. Julião da Barra, em Oeiras, onde também esteve o Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

Referindo que «as questões ambientais, tal como as atividades da Defesa Nacional, estão presentes em todo o território», o Ministro do Ambiente sublinhou que os dois projetos distinguidos relevam na «consciencialização e trabalho de cada dia, no sentido de garantir os ganhos ambientais que o investimento inicial proporciona».

O vencedor do ano 2014 foi o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), através da Unidade de Apoio do Reduto Gomes Freire, em Oeiras, com o trabalho intitulado Eficiência energética como motor para um sistema de gestão ambiental na Unidade de Apoio ao Reduto Gomes Freire.

Foi ainda atribuída uma menção honrosa à candidatura da Marinha, apresentada pelo NRP Viana do Castelo, com o trabalho Pelo ambiente sempre vigilantes, um compromisso renovado.

Este Prémio foi criado dia 1 de Julho de 1993, tendo como objetivo incentivar as boas práticas ambientais nas Forças Armadas, vincando assim as preocupações da Defesa Nacional na preservação dos recursos do País. Na sua última edição, foram apresentadas cinco candidaturas, dos três ramos das Forças Armadas e do EMGFA. (MDN)

13 de maio de 2016

"O Poder Aéreo do Futuro" em discussão no IUM

O Instituto Universitário Militar, em Pedrouços, Lisboa, recebeu no dia 12 de Maio uma conferência subordinada ao tema “O Poder Aéreo do Futuro”. O evento inseriu-se nas comemorações do Centenário da Aviação Militar em Portugal e contou com a presença do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Teixeira Rolo.

O programa da conferência incluiu apresentações a cargo do Tenente-Coronel João Nunes Vicente, sob o tema “O futuro do poder aéreo na NATO: da estratégia ao desenvolvimento das capacidade", e do Coronel John Andreas Olsen, sob o tema “Um novo conceito de poder aéreo”. (Fap)

DIA DA MARINHA 2016

As comemorações, este ano centradas no Concelho de Oeiras, decorrem entre os dias 14 e 22 de Maio e incluem diferentes eventos de cariz militar, cultural, religioso e desportivo. (Marinha)

12 de maio de 2016

A NOVA IDENTIDADE VISUAL DA MARINHA

Esta nova imagem representa duas velas com a Cruz da Ordem de Cristo. As Cruzes de Cristo referenciam a participação de vulto desta ordem militar da qual era Grão-Mestre o Infante D. Henrique, na Epopeia dos Descobrimentos Portugueses e, por conseguinte, evocam a história secular da Marinha.

Este restyling das velas em relação ao símbolo anterior em que as velas apareciam mais folgadas e agora aparecem caçadas, resulta da actualização dos paradigmas da sociedade, onde as instituições têm de navegar mais rápido e por vezes bolinar contra ventos e marés. Esta alusão visual às caravelas do século XV, realça o seu desempenho fundamental na época dos Descobrimentos Portugueses e consequentemente no genoma da globalização.

“Uma identidade comunicacional coerente e graficamente apelativa, com uma uniformização de conteúdos e da imagem da Marinha, assume-se como vital para qualquer organização de relevo. Este Brand uno, sólido e facilmente reconhecível permite reforçar a personalidade da Marca e, ao mesmo tempo, assegurar uma imagem de coesão e força.

Esta é a nossa Marinha”

7 de maio de 2016

O MUSEU MILITAR DE LISBOA

Começou a ser organizado em 1842, no Arsenal Real do Exército, pelo barão de Monte Pedral. Em 1851, por decreto real de D. Maria II de 10 de Dezembro, foi baptizado de Museu de Artilharia, nome que conservaria até 1926. Nos finais do século XIX e início do século XX, o seu primeiro director, general José Eduardo Castelbranco, fez decorar novas salas com trabalhos dos nossos melhores artistas da época. (Expresso)

6 de maio de 2016

Portugal assume defesa áerea dos países bálticos

Portugal assume hoje, dia 03 de Maio, a liderança da defesa aérea dos países bálticos com a Operação BALTIC AIR POLICING 2016 (BAP16) Bloco 41, pelas 09H00 locais (mais duas horas que em Lisboa), na Lituânia.

O contingente português irá realizar missões de defesa aérea nos países bálticos (Lituânia, Estónia e Letónia), com o objectivo de proteger a integridade do espaço aéreo da OTAN contra qualquer agressão, assumindo desta forma os seus compromissos internacionais.

A Força Nacional Destacada na Base Aérea de Siauliai é composta por quatro aeronaves F-16M e cerca de noventa militares, desde as áreas de operações às áreas de apoio, que estarão em permanente alerta (24/7) até ao dia 31 de Agosto. (FAP)

VICE-CHEFE DO ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO TOMA POSSE

No dia 3 de maio tomou posse, como Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército, o Exmo. Tenente-General José António Carneiro Rodrigues da Costa. (Exército)

5 de maio de 2016

DIA DO COMANDO DAS FORÇAS TERRESTRES E DO 38.º ANIVERSÁRIO DA BRIGADA MECANIZADA

No dia 22 de Abril assinalou-se, em Santa Margarida, o Dia do Comando das Forças Terrestres (CFT) e da Brigada Mecanizada (BrigMec), com a realização de uma cerimónia militar realizada na pista de aviação do Campo Militar de Santa Margarida na qual que participaram cerca de 900 militares e mais de 70 viaturas, de diversas valências.

A cerimónia, presidida por Sua Excelência o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Frederico Rovisco Duarte, incluiu a entrega do Estandarte Nacional do 2º BIMec/KFOR, que concluiu a sua missão no Kosovo, e os desfiles apeado e mecanizado, com militares e meios de todas as subunidades da BrigMec.

O dia festivo terminou com a cerimónia do arriar da Bandeira Nacional, da NATO e dos demais países-membros, defronte ao Quartel-General da BrigMec. (Exército)

4 de maio de 2016

DISPOSITIVO NAVAL DA MARINHA É REFORÇADO COM O NRP TEJO

Realiza-se amanhã, dia 05 de Maio, na Base Naval de Lisboa, a cerimónia de passagem ao estado de armamento do NRP Tejo, que será presidida pelo Ministro da Defesa Nacional.(MGP)

Reunião sobre medicina aeronáutica junta representantes de 11 países

Uma reunião do painel de Factores Humanos e Medicina da NATO - STO (Scientific and Techonology Organization) decorre entre os dias 02 e 06 de Maio no Centro de Medicina Aeronáutica da Força Aérea - Lumiar.

Marcam presença 22 representantes de 11 países, que reúnem sob a temática "AirCrew Neck Pain", tema importante para as várias Forças Aéreas (FAP)

3 de maio de 2016

Jovens concordam com a realização das iniciativas cívicas do Dia da Defesa Nacional.

Nove em cada 10 jovens em 2015 concordaram com a realização das iniciativas cívicas do Dia da Defesa Nacional.
A prática de actividades radicais pelos jovens que cumprem o Dia da Defesa Nacional (DDN) quase desapareceu com a morte de uma jovem, em 2011, mas o interesse dos participantes nessa iniciativa continua elevada.

A conclusão decorre das respostas dadas pelos 89 962 rapazes e raparigas no final da sua participação no DDN de 2015: nove em cada 10 gostaram ou gostaram muito da iniciativa, segundo os dados fornecidos pelo Ministério da Defesa ao DN semanas após iniciar-se a sua 12º edição.

Segundo a "apreciação geral" do novo modelo de DDN, implementado em 2014 e "agora em fase de consolidação", nove em cada 10 dos participantes na edição de 2015 gostaram. Decompondo esses números, 75,7% "gostaram ou gostaram muito" e 15,6% "gostaram pouco" da iniciativa, enquanto 8,9% "não gostaram ou não gostaram nada"

Essa avaliação positiva mantém-se mesmo separando os resultados do inquérito em função do género, dos locais onde os jovens estiveram ou do nível de escolaridade - onde mesmo os que têm escolaridade superior, habitualmente menos favoráveis ao DDN, mostraram maior aceitação.

Numa escala de um a sete (ver gráfico), o saldo positivo entre os que "não gostaram nada" e os que "gostaram muito" atingiu em 2015 os 5,26 - continuando a tendência crescente desde 2011 (5,08). Por outro lado, regista-se a mesma evolução olhando para os dados desde o seu início, em 2004 (5,03).
Curiosamente, as jovens - cuja participação no DDN se tornou obrigatória a partir de 2010/11 - "formulam valores de apreciação mais elevados do que os jovens", indica o relatório do Ministério.

Recorde-se que o DDN foi suspenso em 2011, devido à morte de uma jovem no quartel do Regimento de Artilharia da Serra do Pilar por se ter partido o cabo usado na prática do slide. As fortes restrições orçamentais levaram também a reconfigurar a iniciativa, implementando um novo modelo que passou a abranger vertentes civis da Defesa Nacional e envolvendo entidades públicas com o objectivo de reforçar a consciencialização cívica dos jovens para os deveres de cidadania.

O novo modelo, que permitiu reduzir em 25% - um milhão de euros - os custos do DDN, alargou-se este ano a 30 localidades no continente e regiões autónomas, envolvendo 40 unidades militares dos três ramos das Forças Armadas.

Com cerca de um 1,1 milhões de convocados para o DDN desde o início, em 2004, a 12ª edição - iniciada em Janeiro e que termina no final de novembro - abrange mais 136 116 jovens, dos quais 19 440 (14%) a residirem no estrangeiro (DN)